Chama Vermelha

1 Prólogo - A volta do Cinzento


Notas iniciais
Como esse é o primeiro capítulo, eu gostaria de agradecer a todos que estão lendo pois sem vocês não teria graça alguma de continuar a fazer. Qualquer erro na ortografia que eu não vi por favor me mandar por mensagem que eu arrumarei.

A alvorada havia chegada não havia muito tempo e Bill já estava de pé, estava preparando seu café logo cedo mesmo não tendo nenhum compromisso em que tivesse que se levantar tão cedo de sua cama, apesar de defender muito a sua reputação de melhor habitante de sua terra não pretendia fazer muita coisa pelo resto do seu dia, talvez ler um bom livro enquanto fuma seu cachimbo ou até mesmo contar suas próprias histórias, escrever, sim era uma coisa que adorava muito, havia dias em que ficava horas e horas escrevendo ideias nos papeis que tinha em casa, Bill sempre sonhara em algum dia ter seu livro passado de geração para geração de sua família. Seu povo apesar de venerar bastante a educação e o conhecimento era pouco reconhecido fora de suas terras. Passou toda a manhã pensando em sua pequena cabeça como que iria começar a escrever sua história, pensava em repassar para seus sucessores algo que tivesse feito fora do seu próprio quintal, aventuras, lutar com magos, matar monstros, entrar na fortaleza dos elfos ou até mesmo lutar ao lado de anões. Sentiu uma pequena palpitação em seu coração, talvez nunca chegaria a viver histórias como aquelas, histórias que todos tivessem gosto de ler e um dia entenderem como seria as aventuras do mundo fora dos grandes muros da: Vila Musgo.

–Leite! — Um voz rouca e um pouco cansada pode se ouvir por detrás da porta, era o velho Gordon, um senhor de meia-idade responsável pelo fornecimento do leite matinal da vila, o trabalho as vezes o deixava muito cansado pois tinha de percorrer toda a vila entregando para cada morador uma garrafa de leite fresco. Bill caminhou até a porta e abriu com um sorriso de orelha à orelha feliz em ver que o velho amigo ainda conseguia prosseguir com a boa vida.

–Gordon! Já está por ai entregando leite? A alvorada acabou de chegar, sente-se ai e tome um pouco do leite que me trouxe. -

–Ah é bom vê-lo novamente Bill, como você cresceu, parece que foi ontem que eu batia na porta dessa casa e via um garotinho ao lado do pai. –

–Era um tempo bom aquele...- Bill foi até a cozinha procurando por duas canecas e uma faca, a cozinha bem arrumada dava a casa um refinamento impressionante, apesar de morar de baixo de um grande árvore, não era um local tão desagradável, por dentro era tudo refinado e em perfeito estado, eram poucas as pessoas que entravam na casa de Bill, mais todas sabiam que era sempre limpo e ajeitado.

Bill estava tomando sua caneca de leite, pensamentos lhe vieram a cabeça porém nada que o fizesse mudar de ideia em relação ao que iria escrever em sua história, estava confuso demais para conseguir escrever, passou pela sua cabeça a ideia de que algum dia iria viver aventuras como as que imaginava, tentou organizar tudo em sua cabeça, cada ideia de que iria escrever, sempre que tentava pensar em algo que desse para escrever Gordon o interrompia com histórias de quando era pequeno e de como adorava a amizade de seu pai, Bill odiava falar do seu pai, lhe deixava bastante triste pensar no falecido, uma lágrima escorreu pelo seu rosto e em questão de segundos correu para seu quarto no fim do corredor que ligava a sala com o banheiro, ambos cômodos eram úmidos e frios já que eram logo em baixo da parte em que mais chovia. Correu para o seu quarto trancando-o com a fechadura o mais rápido que conseguiu, organizou alguns papéis e tintas, levou canetas, tudo e colocou em uma bolsa de couro que havia ganhado de sua avó, a bolsa pouco pesava porém não era o suficiente, levou alguns utensílios, uma bússola, mais uma coisa aqui e outra ali e logo percebeu que estava carregando metade das coisas que havia em seu quarto, despejou todas as suas coisas novamente ao chão do quarto e tomou uma decisão, suas histórias não seriam escritas, percebeu finalmente que era algo monótono, passar histórias por meio de folhas com letras era algo que deveria ser melhorado, Bill decidiu que suas histórias seriam contadas, passadas de gerações para gerações, iria finalmente embarcar em uma verdadeira aventura e agora somente levava seu saco de dormir, algumas mantas e uma adaga feita de Bronze de Dragão. Correu novamente para a porta do quarto, ficou aliviado ao ver que Gordon ainda estava lá na cozinha, tinha uma coisa que queria que ele fizesse, algo que nem ele mesmo fora capaz de fazer...

–Gordon preciso de um favor seu...- Antes que pudesse continuar sua frase, um som de grande explosão tomou conta do local, a porta da frente da casa de Bill fora aberta com tamanha força que se chocou com as decorações da casa jogando todas pelos ares, vozes e gritos partiam do lado de fora da casa chamando sua atenção, vozes e sons de armas brandindo vinham de todos os lados quando Bill se viu em frente à sua casa, os gritos de várias famílias correndo de um lado para o outro, o caos reinava perante aquele local, o barulho causado pela explosão havia lhe deixado um pouco inconsciente e não conseguia distinguir todos os sons a sua volta sem que sentisse uma martelada em seu cérebro. Até um breve momento Bill estava um pouco mais consciente, porém duvidava de sua sanidade pois o mesmo estava vendo não a muito longe de onde estava, a frota inteira de guarda da cidade, todos em cima de um mesmo homem que usava vestes que não estava acostumado a ver, um manto cinza lhe cobria o corpo em um chapéu pontiagudo em sua cabeça da mesma cor, carregava um grande cajado feito de madeira e em sua parte superior, um grande rubi em chamas brilhava lançando pequenas rajadas de fogo por todos os lados em que apontava. O homem parecia ter total controle das chamas, conforme movimentava seu braço as chamas os seguiam deixando um rasto destrutivo por onde passava.

–Procuro por Bill, filho de Galgo, conhecido como Amond da Árvore. – Os olhos do severo homem encontrou os de Bill até que compreendeu que chamava por seu nome, levantou ainda trêmulo pelos efeitos causados pelas explosões, o homem balançou novamente seu longo cajado e o rubi agora tomava outro tom de cor, agora se tornava uma pedra mais arredondada e o vermelho de antes se tornava azul, a pedra havia se tornado um brilhante safira e acima da mesma pequenas gotas de água dançavam por todos os lados, Bill se deu conta de que toda sua vila estava em chamas e em questão de segundos, um grande quantidade de água se acumulava na ponta da safira onde antes, apenas algumas gotas haviam se juntado, mais uma vez o homem guiou o cajado por entre toda a vila apagando todo o estrago que havia causado, em questão de minutos todas as chamas haviam desaparecido e somente restavam grandes crateras negras na terra.

–Eu...- A voz de Bill falhou quando estava para se pronunciar aos olhos daquele homem, antes mesmo que pudesse dizer quem era mais guardas apareceram imobilizando o homem, Bill sabia que deveria reagir, correu até o mesmo.

–Pare Bill! Este homem é perigoso. – Um dos guardas havia parado a frente de Bill impedindo-o de continuar o seu caminho.

–Ah...bem... estou indo na casa da minha tia buscar um pouco de leite. –

– Mais o leite foi entregue em sua hoje de manhã. – O guarda agora desconfiava de Bill, seus olhos reviravam o ambiente tentando encontrar Gordon.

–Claro! – O guarda logo se adiantava a frente de Bill, a entrada de sua casa era logo a frente quando Bill pegou um grande galho na árvore de sua casa e bateu na cabeça do guarda, o mesmo caiu de frente se chocando contra a árvore, sua cabeça acabou ficando presa em um buraco, o pesado elmo impedia o mesmo de retirá-la.

–Vai ter que me desculpar por isso seu guarda! – Bill começou a correr por entre os guardas que mais prestavam atenção no homem que vestia manto cinza do que nele. Teria de pensar em algo que toma-se a atenção dos guardas por alguns minutos. Pensou mais e mais até que conseguiu encontrar algo em sua cabeça que poderia dar certo.

– FOGO, SOCORRO MINHA CASA ESTÁ EM CHAMAS! – Gritou o mais alto possível, todos da vila olharam para ele, talvez havia chamado atenção demais, até mesmo os pequenos Troll’s que trabalhavam como escravos na plantação olharam para ele. – Bem err, houve um erro aqui na minha...minha cozinha... – Estava suando pelo rosto inteiro e cada vez mais pessoas olhavam para ele e prestavam bastante atenção. O homem cinzento lhe dirigiu um pequeno sorriso e logo estava se levantando com facilidade se livrando dos guardas, algo estava errado, agora o mesmo se erguia até 2 metros, estava mais alto, sua aparência estava mais intimidadora, dava um ar de sábio, seu olhos cansados e cinzentos como seu manto, os longos cabelos e a barba também eram da mesma cor, sua pele era um tanto quanto um pouco escura.

–HÁHÁ! Bill, como você cresceu! — Sua voz ainda estava em um tom grave e bastante firme, caminhou até Bill sem deixar de lado o sorriso e a alegria de o ver.

–Desculpe, mais, de onde eu lhe conheço? – Bill revirava em sua cabeça a procura de alguma lembrança do homem quem quer que fosse, tentava se lembrar mais o vazio e a dúvida preenchia o local lhe deixando mais curioso para saber quem era e de onde conhecia aquele homem misterioso que causara tanta discórdia na aldeia logo cedo.

– Não me diga que não se lembra de mim pequeno Bill? – Bill ainda estava um pouco confuso porém havia se lembrado de alguma coisa, eram um homem que havia visitado a casa de seu pai quando tinha ainda 9 anos de idade, se lembrava bem de sua aparência porem quando olhou novamente para ele parecia irreconhecível.

– Não é possível que você seja...-

–Sim, sou eu, ainda bem que conseguiu se lembrar de mim! –

– O que houve com você por que está com estas vestes cinzas? –

– Dês da última vez em que nos encontramos o conselho me rebaixou e agora estou tendo que usar esse traje de cores mortas, ainda não me acostumei com esse nojo cajado e os meus novos poderes, antes eu podia fazer coisas mais impressionantes, mais agora estou submetido a apenas usar pequenas quantidades do meu poder.

– Meus deus, é você mesmo! Spork o mago! – Bill abriu um largo sorriso de orelha à orelha quando se lembrou de seu velho amigo que não via há anos, por muito tempo pensou que havia morrido enfrentando o exército de 300 Orc’s nas redondezas das terras dos anões.

–Vamos, temos muito o que falar e não posso me esquecer de lhe contar como eu sobrevivi naquela guerra em que tive de enfrentar os 300 Orc’s-

Notas finais
Bom, se você chegou até aqui é provável que leu tudo, gostaria de agradecer por ler minha história, se gostou e quer ver mais delas é só favoritar e acompanhar, deixe seu comentário do que achou, se tem alguma sugestão e tudo mais, obrigado por tudo e até o próximo capítulo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.