Challenge Of Passion
16 Capítulo XVI - Epílogo
Notas iniciais
EPÍLOGO
— Isto não está lhe dando ideias, está, sra. Malfoy? — Draco brincou, quando Hermione devolveu o pequeno Alvo aos braços de Gina quando todos saíam da igreja, depois do batizado.
Draco segurava James nos braços babando como um tio coruja enquanto Lily agarrava-o pelo cinto da calça. Hermione sorriu satisfeita com a cena.
— E se estiver? — Hermione deu um daqueles sorrisos enigmáticos que sempre davam a Draco vontade de levá-la para a cama.
Os dois tinham se casado fazia dois meses e meio com apenas os familiares presentes à cerimônia.
Depois, foram dez semanas maravilhosas constantemente juntos, sempre que Hermione não estava no teatro. Agora, a temporada de grande sucesso tinha acabado e os dois pretendiam voltar, na semana seguinte, à casa de Draco na praia.
Draco deu James a Harry e acenou despedindo-se enquanto o casal cupido e amigo acomodavam as três crianças em seus respectivos bebês confortos. Nem todo o agradecimento do mundo seria suficiente para compensar o bem que a perspicaz irmã de Hermione havia lhes feito. Entenderam-se, confessaram-se, se casaram. Estavam absolutamente felizes.
Draco passou o braço pela cintura de Hermione.
— Não posso imaginar nada que me agradasse mais do que ver sua barriga crescendo com o nosso filho. — ele confessou emocionado.
Hermione encostou-se nele e murmurou:
— Então, pare de imaginar, Draco.
Ele a fitou, os olhos azuis acinzentados arregalados.
— Quer dizer... Hermione, você está...?
Ela riu baixinho da expressão estupefata dele.
— Sim, estou. Sete semanas segundo o médico de Gina.
Hermione nunca tinha sido tão feliz na vida e saber que estava grávida de um filho de Draco era quase avassalador.
Até mesmo a sombra de Ronald tinha sumido de sua vida, pois o assunto "importante" que queria lhe comunicar era que tinha resolvido se internar numa clínica, por exigência da diretora Lavender Brown para ficar noiva dele.
E, como os dois iam se casar no mês seguinte, parecia que a vontade de Lavender fora cumprida!
Hermione olhou provocantemente para Draco.
— É claro que terei de tirar uns meses de folga assim que terminarmos de filmar Forgiveness juntos...
— Hermione, não ligo a mínima se você nunca mais trabalhar novamente — Draco disse, feliz.
— Mas o público talvez me esqueça. — ela provocou.
— Você me pertence... E ao nosso bebê... E não ao público. — ele afirmou arrogantemente.
— Eu o amo muito, Draco Malfoy — Hermione disse sorridente.
— E eu a amo, sra. Malfoy — ele murmurou, tomando-a nos braços. — Para sempre — ele prometeu, beijando-a, e os dois se esqueceram de tudo naquele instante.
(...)
Draco estava no hospital com uma Hermione suada e possessa que apertava o seu braço a cada contração. Jesus! Ele iria ficar louco e o seu braço, roxo.
Força. Força.
Maldita hora em que concordou em assistir o parto. Se ele resistisse sem desmaiar já seria um ótimo começo.
Mais um grito rascante e o choro alto e forte.
O choro do seu filho.
Os médicos limparam rapidamente o bebê colocando-o no colo de Hermione enquanto Draco curvava-se sobre ambos. Era lindo. Um grande menino.
— Lindo... E loiro como o pai. — Hermione sussurrou emocionada. As lágrimas vertendo de seu rosto exausto.
Draco deixou as mãos passarem pelo rostinho pequeno e suave de seu filho. De seu herdeiro e logo o garotão parou de chorar quando ele o tomou nos braços.
— Oii... — ele falou emocionado. Lágrimas cintilando nos olhos azuis enquanto encarava os olhos castanhas do filho. Exatamente iguais os de Hermione. — Eu sou seu papai. Bem vindo ao mundo filhão.
Hermione sorriu ao ver a cena tocante e naquele momento deixou-se invadir por uma serenidade sem precedentes.
Hermione e Draco olharam-se nos olhos um do outro e naquele momento eles sabiam. Não havia nada no mundo que eles pudessem amar tanto e inacreditavelmente o amor que sentiam um pelo outro triplicou naquele instante. Impossivelmente tornando-se maior do que já era.
Eles sabiam. Uma vida inteira não bastaria. Daqui a oito anos ainda se amariam. Daqui a oitenta, se fosse possível, se amariam muito mais. Porque esse era o amor verdadeiro. O amor que nem o tempo destrói, nem as muitas águas afogam, porque está tão intrinsecamente enraizado no coração de quem sente. No coração de quem vive. No coração de quem ama.
Eu sei que vou te amar... Por toda minha vida.
*** FIM ***
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