De início fiquei um tanto assustado com sua presença, achei que era mais uma daquelas aberrações do meu avô até me lembrar de que já a tinha visto de relance na galeria, lembro-me de ter tentado ler alguns dos quadros, infelizmente as legendas eram em francês e... não a culpo de não ter entendido certas palavras, francês realmente é difícil pra quem não é nativo mas até fiquei um tanto impressionado por ao menos ter conseguido ler em inglês perfeito algumas palavras. Eu bem que queria ter te defendido mais naquela hora mas as lembranças do casarão, dos quadros, da noite de tempestade ainda me perseguiam e per Dieu eu ainda tinha certo trauma disso, ainda sim, precisava saber o que aconteceu com meu avô, o que eu tinha que ajudar a resolver, o que ele segurou por anos que agora não poderia mais controlar? Resolvi não martelar mais esse assunto na minha cabeça e prosseguir por esse mundo, não queria fazer mais uma vítima pra aqueles malditos, você agora confiava em mim pequena, decidi falar somente meu primeiro nome, depois de tudo aquilo eu não ia te deixar sozinha nessa galeria dos horrores e se eu dissesse que eu era um Guertena... com certeza você deixaria de confiar em mim, me sentia meio idiota por ser tão covarde mas é algo que até então nunca controlei.

Prosseguimos pelo museu esperançosos de algum jeito sair daqui até encontrarmos a Marry... maldito o dia foi que a encontrei, na hora veio aquele sentimento de angústia novamente mas não quis acreditar, simplesmente, era só uma garotinha indefesa assim como você mas em nossas rápidas trocadas de olhares havia de tudo o que nunca imaginei em uma garotinha indefesa, em garotinha nenhuma, ódio, raiva, estranhamento, era como se ela dissesse em pensamento "que diabos você está fazendo aqui?" ainda sim decidi ignorar e prosseguimos com a nossa busca.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.