Celênia - A Guerra dos Céus.

1 Capítulo 1 - A Guerra de Guirforiun.


Notas iniciais
Olá pessoal, bem, essa é minha primeira história de aventura, espero que vocês gostem. Desculpem alguns erros de pontuação, o novo sistema de postagem do Nyah! acabou tirando alguns sinais que podem confundir algum leitores. Obrigado e boa leitura.

Na realidade onde os humanos vivem eles acreditam que só existe o mundo deles, eles pensam que são os únicos em meio ao universo, mas todos eles estão enganados, até mesmo o universo em que eles vivem é minúsculo comparado as outras dimensões que existem. Mas de alguma forma elas estão conectadas, talvez guerras, lutas, revoluções grandiosas estejam acontecendo em outros lugares e ninguém perceba, todo o conhecimento que os seres humanos tem na atualidade é obsoleto comparado com o conhecimento que outros seres possuem.

Existe uma dimensão chamada Jaman, onde existem criaturas poderosas, com poderes que poderiam destruir o mundo dos humanos, essas forças terríveis estão sendo confrontadas pelo povo de Midrian, uma terra muito de antiga que esconde segredos e poderes inimagináveis, fora da compreensão humana, um lugar que é guardado a milhares de anos por Mianiun, o mais antigo guardião de Midrian.

No início de tudo, logo que Midrian foi criada existiam 4 guardiões, Mianium, Quiriun, Tabans e Ácadis. Eles foram criados para manter o controle entre as forças da natureza, Mianium foi criado para ser o guardião dos céus, do ar, das nuvens e tudo o que existe lá no alto. Quiriun era o guardião das chamas, do fogo, da lava e dos vulcões, ele manteria o controle sobre a força mais destrutiva da natureza, ela destrói tudo e se for deixada fora de controle devasta tudo o que vem pela frente. Tabans, o guardião das águas, dos rios e dos mares e de todas as criaturas que vivem lá. Ácadis, o guardião da terra, ele seria o mais forte de todos os guardiões e também seria o que teria mais responsabilidade, pois os perigos que chegavam em Midrian para atacar vinham por terra.

Durante muito tempo os guardiões de Midrian defenderam essa terra com louvar e muito heroísmo, mas até mesmo eles com o tempo ficam esgotados, no alinhamento dos planetas da dimensão de Jaman as forças das trevas se ergueram com todas as forças contra Midrian, eles tentaram segurar com todo o poder que tinham, mas o que eles não esperavam era que a grande besta Guirforiun fosse libertada da sua prisão para atacar, uma das criaturas mais medonhas que se pode imaginar, olhos grandes e vermelhos como o sangue das milhões de vítimas que já fez, da sua aura negra que o envolvia as únicas coisas que se podia ver eram os 7 chifres da criatura.

Ácadis levantou montanhas, fez abrir abismos, fez terremotos para conter o exército mas eles eram muitos, em proporções inimagináveis, nunca se tinha visto tantas criaturas e monstros em uma batalha, uma pequena parte foi detida e atrasada pelos poderes de Ácadis mas ainda assim seus poderes não foram o bastante, os que vinha por mar ou a beira deles foram mortos por Tabans, maremotos, ondas gigantes atacaram e assim o exercito deles foi sendo reduzido. Chamas, exploões e incêndios ocorriam em vários lugares da batalha, as chamas iam consumindo cada um deles, a força destrutiva de Quirium estava sendo liberada em cima dos guerreiros das trevas.

Os guardiões de Midrian mandaram uma mensagem pelo seu enviada por Mianium, ele enviou a mensagem por meio das nuvens, um grande estrondo no céu foi ouvido e povo de Midrian olhou para o céu e lá estava escrito: “Povo de Midrian, uma grande batalha se aproxima, os guardiões estão lutando para proteger a nossa terra, se escondam e se protejam, Guirforiun esta chegando”.

Todo o povo se dirigiu para os campos de Diami, a feiticeira, ela conjurou um feitiço de proteção ao redor do seu território para manter o povo em segurança. Ela tinha uma conexão com os guardiões e recebeu a mensagem de que devia chamar os guerreiros das 4 nações. Os guerreiros da nação de Quiatara criada e governada por Quirium, os lutadores mais feroses das 4 nações, suas espadas e escudos emanavam uma chama com uma intensidade que poderia fulminar qualquer coisa com apenas um toque, seu escudo tinha o símbolo da Fênix, o símbolo de Quiriun, alguns montados em cavalos em chamas, sua cauda e sua crina se moviam como serpentes dando o bote, eles eram reluzentes emanavam um calor muito forte, por onde passavam deixavam apenas cinzas, seus cascos de bronze brilhavam enquanto galopavam, podia-se sentir a fúria deles apenas olhando para seus olhos, aqueles cavalos foram feitos para a guerra.

Os guerreiros da nação de Tiacnu, súditos de Tabans, guerreiros quase que transparentes, translúcidos como a água, porém não se deixe enganar pelas aparências, eles eram tão forte e ágeis quanto se imaginava, equipados com chicotes e lanças era difícil travar um combate perto deles, eles tinham a vantagem da distância, os chicotes com um comprimento considerável conseguia matar seus inimigos a qualquer distância já que era produzir por água e magicamente se transformava em prata sagrada, não precisavam de qualquer tipo de transporte ou cavalaria para se moverem rápido já que conseguiam conjurar ondas em baixo dos seus pés para deslizarem com mais agilidade e velocidade do que teriam se fossem caminhando.

Da nação de Mediane vinham os gladiadores da terra, criados por Ácadis, era fortes, grandes, e bárbaros, não eram como os guerreiros de Quirium que lutavam como os guerreiros de uma realeza, mas lutavam com grande violência, sem dó nem piedade, esmagavam tudo com sua claves e martelos gigantescos alguns feito de ferro e outros de aço, os guerreiros de Mediane parecia ser feito de pedra, eram rígidos, era preciso múltiplos golpes para fazer eles caírem, por não serem muito rápidos vinha montados em 3 tipo de criaturas, uma que parecia um mamute de guerra, totalmente blindado com uma armadura de aço e titânio com uma clave na ponta da tromba, outro era um triceratops com seu folho que ficava à cima da nuca servia de proteção as guerreiros, ele também era blindados com o mesmo tipo de armadura e último animal que era usado era um que se assemelhava com um rinoceronte, porem um rinoceronte com 5 metros de altura, totalmente blindado com um chifre de titânio na ponta do nariz.

E por fim, os guerreiros de Mianium, da nação de Agiu, os melhores arqueiros de Midrian, os mais rápidos de todos os guerreiros das 4 nações, não eram equipados com nada além de um arcos e um aljava com um estoque infinito de flechas de ouro, e uma adaga que quase nunca era usada guardada no cinto, eles eram montados em águias e grifos, os grifos eram criatura que transmitiam poder, eles são criaturas com corpo de leão com cabeça e asas de águia. Os Agius não lutavam em terra, apenas nos ar, nunca na terra, tinham mira perfeita para acertar seus alvos inimigos, com seus poderes sobre o ar podiam fazer com que seus inimigos ficassem confusos com as ventanias e não conseguiam se defender das flechas.

Diami chamou os guerreiros para luta e imediatamente eles surgiram dos quatro cantos de Midrian, uma batalha maior ainda foi travada, os gladiadores da terra esmagavam os Namizis, guerreiros do submundo, os guerreiros de Quiatara fumegavam os cães infernais e os Yanus, do reino de Fius, um reino do submundo. Do alto outros Quitores eram atingidos pelas flechas dos guerreiros de Agiu, pequenos tornados eram formados e confundiam os Namizis e davam oportunidade também para os guerreiros de Tiacnus de atacar.

Quando quase todo os guerreiros das trevas estava acabados, uma grande ventania e um grande terremoto foi sentido, os guerreiros das 4 nações ficaram parados em suas posições de ataque, os guardiões já sabiam o que estava para acontecer, já sentiam o grande poder maligno que se formava, era Guirforiun o guardião do poder das trevas, tão poderoso que sua energia maléfica era sentida à distância, a energia vital de tudo era sugada, nada sobrava a não ser destruição. Todos os guerreiros se prepararam, os gladiadores de Mediane levantaram muros e defesas, para evitar danos a terra de Midrian, a batalha estava sendo travada em Gamidor, uma terra distante de Midrian.

Guirforiun liberou os espíritos do caos para atacar os guerreiros e ocupa-los enquanto lutava contra os guardiões, Ácadis conjurava rochas do tamanho de meteoros e as atirava em Guirforiun, mas para ele eram como pedrinha e as destruía com apenas um soco. Mianium produzia tempestades e furacões que sugava e destruía tudo ao seu redor mas de alguma forma Guirforiun os desfasia. Guirforiun então lançou esferas de energia negra contra Ácadis porém ele se defendeu das esferas levantando uma montanha para se defender.

Os guardiões e Guirforiun eram enormes, chegavam ao céus, se quisessem podiam ultrapassa-los, eles não apareciam nem mesmo para seus guerreiros na sua forma de energia pura que era sua forma verdadeira, apareciam como humanoides. Mianium era um homem de pele branca e copo de puro músculo, usava nos momentos de guerra uma armadura de couro branco com detalhes em prata, tinha um cetro maior que ele, com um diamante no topo e desses diamantes duas asas de águia verdadeiras surgiam, era semelhante ao caduceu de Hermes na mitologia grega, porem o cetro seu cabo era completamente de mármore branco, os cabelos de Mianium também eram brancos e longos, tinha a aparecia de um senhor já velho, porém tinha o corpo de um homem jovem e saudável.

Ácadis, o guardião da terra, tinha um corpo em tom bronzeado mas parecia com barro, seus cabelos castanhos de um ancião já de idade, porém com um corpo forte, tal qual ninguém ousaria desafia, nem mesmo os outros guardiões, era bruto, e sua face estava sempre séria, como se estivesse a todo momento zangado, ele possuía uma marreta de cabo longo com algumas raízes e rachadura, como se um terremoto estivesse ocorrendo ali, a cabeça da marreta era feita de uma mistura de aço e titânio, era impossível de ser destruindo, com um golpe na terra e um grande terremoto acontecia.

Quiriun possuía a luva de bronze, com ela ele aumentava seu poder sobre o fogo e fazia estragos ainda maiores, na palma da luva existia um rubi, o rubi de Ozidra, o espírito do fogo. Quiriu tinha os cabelo ruivos, uma barba curta também ruiva, usava um túnica vermelha com detalhes dourados e alguns enfeites de bronze, seu olhar era severo, como se a qualquer momento ele fosse lançar fogo de suas mão, seu olhos eram como dois sóis brilhando com esplendor.

Tabans, o guardião da água, aparentava ser um homem não muito velho, apenas com alguns cabelos grisalhos em sua cabeça e na sua barba, seus olhos eram azuis como a água, tinha uma pele em um tom pardo, usava uma armadura prateada e um colar em forma de concha, ele possuía um bastão de prata com algumas algas e animais marinhos desenhados nele, na sua ponta superior uma esfera de safira que no seu interior aparentava ter o oceano de todas as dimensões ali dentro e na sua ponta inferior tinha uma concha em forma de espiral, o bastão não era tão longo, era um pouco menor do que o comprimento de Tabans.

Quiriun lançou uma esfera de fogo imensa em cima de Guirforiun, a esfera explodiu e não se sentiu mais aquela energia maligna no ambiente, a única coisa que se viu quando as chamas baixaram e apenas fumaça estava subindo era a umas linha finas e negras flutuando pelo ar e se movendo como se elas estivessem procurando algo. Os guerreiros de Ácadis comemoraram a vitória até que eles ouviram um estrondo, era a voz de Ácadis.

– Não comemorem ainda meus guerreiros, a batalha ainda não acabou, preparem-se – falou Ácadis.

A voz de Ácadis era como o estrondo de um deslizamento de pedras em uma montanha, era assustadora e forte, porem os gladiadores da terra já estavam acostumados com a voz de seus mestre. Um silêncio tomou conta do campo de Gamidor, os único som que se ouviam eram os do vento soprando e os animais dos guerreiros, o som do vento incomodava até mesmo Mianium, pois ele podia sentir que havia alguma presença do mal naquele lugar.

– Vocês guardiões são tão fracos e tão convencidos dos próprios poderes que esquecem comquem estão lidando – disse uma voz pesada que fazia até mesmo os guerreiros perderem o fôlego e fazia o ar ficar pesado – Eu sou Guiforiun, o guardião das trevas, eu crio o caos, eu causo dor, eu sou o medo que as pessoas tem. Já devastei cidades, tirei vidas, todos são submissos a mim, vocês também deveriam ter medo de mim, pobres guardiões.

– Nunca teremos medo de você Guirforiun – disse Quiriun – nós somos os seres mais poderosos da dimensão de Jaman, Celênia nos criou para proteger a terra de Midrian e guardar o seu reino celeste, nós vamos cumprir nossa missão nem que isso acabe com a nossa vida e nossa existência seja interrompida.

– Palavras bonitas Quiriun, você é bem confiante mesmo sabendo que acabou matando a família que tanto o amava, a família que você fundou na sua forma humana. Pena que você acabou os matando em meio a lutas – falou Guirforiun.

– Agora não é hora para discutirmos isso – falou Tabans interrompendo – Guirforiun nós vamos destruí-lo e mandar a sua alma para Cáfarogui.

– Cáfarogui jamais terá a minha alma, eu sou um ser indestrutível, até mesmo o submundo tem medo de mim – falou Guirforiun com seus olho vermelhos brilhando como as estrelas exalando ódio com sua luz.

– Você é muito confiante para alguém que está em minoria aqui – falou Ácadis – Guirforiun, entregue-se, não tem como nos vencer.

– Vamos ver? – falou Guirforiun liberando um grande flash de luz vermelha dos seus olhos e confundindo os guardiões e seus guerreiros.

Guirforiun aproveitou o momento para liberar uma leva maior ainda de espíritos do caos, milhares foram liberados em cima dos guerreiros e dos guardiões, Guirforiun lançou raios de energia negra em Ácadis que caiu em cima da montanha que havia criado. Quiriun não estava vendo quase nada, sua visão estava embasada, apenas via uma figura preta bem a sua frente lançando energia negra, a reação instintiva de Quiriun foi lançar uma parede de fogo em Guirforiun que ficou atordoado.

– Você vai se arrepender de ter falado aquilo sobre minha família criatura das trevas – falou Quiriu, sua voz soava como brasas estalando em uma foqueira.

– Não sou uma criatura das trevas – falou Guirforiun – eu sou as trevas.

Guirforiun evocou os gigantes da escuridão, era como ogros enormes porém com olhos roxos brilhantes com porretes que pareciam ser feitos de vapor negro porém era mais duros do que rochas.

– Você sabe que está em desvantagem Guirforiun – falou Tabans – não vai nos vencer assim tão facilmente.

Tabans aproveitou que estavam ao lado de um rio e provocou um tsunami com ondas de mais de 100 metros de altura para deter Guirforiun, a onda atingiu ele e seus gigantes em cheio, fazendo-os cair, os gigantes ficaram atordoados com o ataque surpresa mas Guirforiun se levantou rapidamente e lançou arcos de energia cortantes como navalha nos guardiões, Quiriun usou a o rubi de Ozidra em sua luva e invocou as fênixs, elas atacaram os gigantes que ainda atordoados com as ondas que os atacaram apenas chacoalhavam seus porretes no ar tentando defender-se do que os atacava, porém não adiantou nada o esforço, as fênixs ergueram os gigantes e então os consumiram no ar em chamas e os reduziram a pó.

Guirforiun soltou um rugido de ódio e foi para um combate corpo a corpo contra Quiriun mas antes que ele pudesse chegar perto de Quiriun pra executar seu ataque, Ácadis o interceptou e deu-lhe uma marretada na cabeça e ele caiu mas dessa vez não se levantou.

– Ácadis! Ordene que seus guerreiros se protejam e protejam os outros com algum tipo de escudo, mostrarei minha forma verdadeira para acabar com os espíritos do caos – falou Quiriun.

– Quiriun, você tem certeza disso? – perguntou Ácadis preocupado. Era muito raro os guardiões demonstrarem preocupação, mas naquelas circunstância era o único sentimento que eles demonstravam.

– Sim, tenho certeza – falou Quiriun – rápido, não temos muito tempo, não sabemos quando Guirforiun vai acordar.

– Tudo bem – falou Ácadis – gladiadores da terra! Ordeno que protejam todos os que estão em terra junto a vocês e se protejam também esse poder será muito forte até mesmo para vocês.

– Sim mestre! – falou Guidone, o chefe de guerra – ouviram guerreiros! Protejam todos!

Nesses mesmo momento todos os gladiadores da terra levantaram seus braços em forma um triângulo e cruzaram os dedos das mãos. Placas de rocha se levantaram e envolveram todos os guerreiros incluído os do fogo e os da água, os únicos que não foram protegidos pelos gladiadores da terra foram os guerreiros do ar.

– Vocês não podem ficar em terra meus guerreiros – falou Mianium – por tanto não serão protegidos pelos poderes da terra, usem o selo de Angelis e ficaram protegidos.

– Mas meus senhor, o selo de Angelis só deve ser usado em situações críticas – falou Zirai, a capitã dos guerreiros – Não podemos...

– Essa é uma situação mais do que crítica Zirai – interrompeu Mianium – usem o selo e sobreviveram.

Zirai e os outros guerreiros pegaram seus arcos e os levantaram, fizeram um movimento com as mão como se estivessem desenhando uma asa no ar e um símbolo com uma silhueta humana com os braços abertos fazer com que a posição se assemelhasse com uma cruz e um par de asas abertas brilhou e uma esfera translucida azul se formou em volta de todos os guerreiros e nos animais que estavam montados.

– Agora Quiriun! – falou Mianium

Quiriun fechou os olhos cruzou os braços em forma de “X” sobre o peito e então uma aura vermelha e brilhante se formou em volta dele e por todo seus corpo começou a abrir-se buracos e uma luz intensa foi saindo deles até que não se via mais corpo nenhum apenas um silhueta de um corpo de luz branca envolvido em chamas e então explodiu, uma explosão com quase que a intensidade de uma explosão nuclear foi liberada, todos os espíritos do caos foram destruídos e nem mesmo pó sobrou deles.

– Mãe que barulho foi esse? – perguntou uma criança de Midria.

– Foram os guardiões, uma batalha tremenda está acontecendo – falou Diami.

O estrondo da explosão pode ser ouvido de tão longe que até os moradores de Midrian puderam ouvir.

– Os espíritos do caos foram destruídos – falou Quiriun ao voltar sua forma de guardião.

– Sim, mas Guirforiun não foi destruído – falou Tabans.

Guirforiun continuava inconsciente no chão sem nenhum movimento, mas todos sabiam que ele ainda estava vivo e a qualquer momento poderia acordar de liberar mais destruição. Sua aura negra ainda o envolvia mas ainda fracamente.

– Temos que manda-lo de volta ao submundo e prendê-lo, não podemos deixar que ele cause mais destruição. – falou Mianium.

– Vamos usar o poder de Celênia, só ela pode mandar a alma e todo o poder dele de volta para Cafárogui. – falou Tabans.

– Isso vai exigir muito de nosso poder e depois dessa batalha talvez não sobrevivamos- falou Ácadis.

– Sim, um de nós deve continuar aqui e dar continuidade ao nosso legado – falou Tabans.

– Eu escolho que Mianium deva ficar – falou Quiriun

– Eu? Por que eu deveria ficar – questionou Mianium – sou apenas o guardião do ar e do céu.

– Exatamente por isso – falou Tabans – Você é o guardião mais próximo de Celênia ela é a rainha celeste, aquela que controla tudo, você é que deve ficar e cuidar do reino celeste e da terra de Midrian.

– Mas como defenderei Midrian sem meus irmão?- falou Mianium – Nós fomos criados juntos, nós quatro fomos criados para defender Midrian, não apenas eu.

– Irmão, quando nós formos liberar o poder de Celênia, nossa essência vai toda para você, você terá o poder para governar as 4 nações e defenderá Midrian sozinho – falou Quiriun

– Então vocês vão fazer isso mesmo e me deixar? – perguntou Mianium

– Sim irmão é preciso, lembra do que nós prometemos? Faremos de tudo para defender Midrian e o reino celeste, mesmo que isso interrompa a nossa existência – falou Ácadis.

– Então façam isso logo antes que Guirforiun acorde e não consigamos conte-lo – falou Mianium.

– Vamos irmãos! – falou Ácadis.

Os 3 guardiões e juntaram em um circulo em volta de Guirforiun, Quiriun fez com que um tornado de fogo começasse a ser formado ao redor dos 3 e ele foi se erguendo até que não pudesse mais ser visto nenhum deles, mas antes que o tornado subisse totalmente, Tabans olhou para seu irmão e disse:

– Honre a nossa missão e a nossa causa.

– Assim o farei irmão – falou Mianium

O tornado de fogo subiu até que não se podia mais ver nada do que estava acontecendo lá dentro. A terra começou a tremer e a rachar, os mares ficaram agitados com um fúria imensa, os céus, mesmo sem a vontade de Mianium, estava ficando escuro e rodava e cima do tornado de fogo feito por Quiriun como o olho de um furacão.

– “ Que as forças do bem...” – falou Quiriun.

– “ E os espíritos da luz...” – falou Tabans.

– “ E os poderes de Celênia...” – falou Ácadis.

– “Se juntem agora ao nosso favor para que o espírito da criatura das trevas seja aprisionado nas terras de Cáfarogui e que o seu espírito seja selado pela eternidade” – falaram os 3 guardiões juntos.

Guirforiun acordou e soltou um rugido que teria feito os piores gigantes e monstros de Midrian tremerem e correrem de medo, mas já era tarde, der repente uma luz forte tomou conta do circulo dos irmãos, as nuvens se abriram e podia-se ver um céu azul infinito. Guirforiun tentou sair de dentro do círculo mas as formas verdadeira de energia pura dos guardiões eram muito fortes e não deixariam que nenhum espírito do mal entrasse ou saísse dali, nem mesmo Guirforiun.

A luz desceu até Guirforiun e o pegou, a luz ficou cada vez mais forte e Mianium ouviu:

– Ninguém pode me derrotar, eu sou a essência do mal, voltarei e destruirei Midrian e acabarei com a dimensão de Jaman. – falou Guirforiun dando o seu último rugido.

Um clarão foi produzido como o que Quiriun havia feito, porem mais forte e mais poderoso. Mianium usou seu poder para proteger seus guerreiros e os guerreiros de seus irmãos, e finalmente a luz cessou, apenas o vento era ouvido, nem mesmo os animais dos guerreiros eram ouvidos, 3 esferas de luz surgiram onde os 3 guardiões deram suas vidas para salvar Midrian, o Reino Celeste e aprisionar Guirforiun, uma esfera azul claro, uma esfera vermelho vivo e uma esfera em um tom amarelo foram flutuando até Mianium e então ele recebeu as essências dos irmãos e sentiu todos os poder dos 4 elementos. Todos os guerreiros, tanto os de Quiriun, Tabans e Ácadis quanto os de Mianium, se curvaram e reverenciaram o novo mestre deles.

Mianium brilhou com quatro luzes, vermelho, amarelo, azul e branco e ele estava agora com uma armadura de prata com couro azul, esferas vermelhas e um cinto que parecia ser uma corrente de raízes, na sua cabeça uma coroa com 4 pedras elementares brilhavam. Uma coluna de luz desceu do céu e deu lugar a um bastão dourado, pelo menos era dourado quando o viu, foi mudando pra azul safira, vermelho rubi, e depois para verde esmeralda, na extremidade superior existiam esferas transparentes, 4 esferas para ser exato, em cada uma delas um elemento flutuava ali dentro, o fogo brilhava como numa fogueira sem lenha, a água mudava a todo momento de forma, num momento parecia uma serpente rodopiando dentro da esfera e no outro parecia esferas girando ao redor de um eixo como planetas no sistema sola, pedaços de terra ficar girando e flutuando dentro da esfera como as pedras espaciais, e podia-se ver correntes de ar brancas girando em todas as direções em uma das esfera e todas essas esferas ficaram girando ao redor de um eixo, uma pequena esfera dourada que mudar de cor assim como o cabo do bastão.

– Guerreiros – falou Mianium – hoje foi um dia muito triste para todos, hoje perdi meus irmãos e vocês seus criadores, mas hoje vamos começar uma nova vida, esse é o início de uma nova história para todos nós, o povo de Midrian agora será protegido por mim, e assim como meus irmãos faziam, vocês me ajudaram nessa tarefa.

– Sim mestre! – gritou Kitoi, o chefe de guerra de Quiriun.

E todos os guerreiros gritaram em tom de aprovação.

Notas finais
Muito obrigado por ler. Se você gostou, continue acompanhando e se possível compartilhe. Pretendo postar 1 ou 2 capítulos no máximo por semana, porque não estou escrevendo só essa história, ainda tem outra, que na verdade é yaoi, se você gosta de yaoi da uma lida lá ok? obrigado e até o próximo capítulo