Celestial Cross
6 Mente
Ao entardecer desse dia, ouço 2 pares de passos juntos de som um frio assolava a área. Era o Aqua que possuía a companhia de uma mulher de cabelos longos e roxos, olhos azuis, estatura média, usava um terno azul, tinha uma gravata de prata com uma jóia azul assim como ele.
— Você de novo? Eu pensei que tinha acabado com você! — diz Aqua com um tom de desdém, enquanto se aproxima sozinho – Veja Aria, vou mostrar o quão forte é essa celestial
A mulher responde somente com um bater nos pés demonstrava a sua impaciência. Aqua parecia não ter recebido isso de maneira muito amigável, então direcionou seus olhos, dessa vez sérios, para mim
A batalha começa, ele lança jatos d'água em minha direção, diferente da outra vez conseguia ver suas brechas, por algum motivo ele não conseguia atirar no chão. Corri agachado enquanto me garantia que na corrida meus pés batessem no chão por pouco tempo, tentei chutar, mas Aqua desviou e revida com um jato, mas acaba eletrocutado devido a energia estática ainda das minhas pernas, com isso ele fica atordoado.
Minha cabeça fica zonza devido ao impacto... A minha respiração é cortada por uma estaca gélida que atravessa o meu peito, meu sangue começou a espirrar pelo chão... Foi um acerto em cheio no meu coração, era para eu ter morrido, ou ao menos caído, estranhamente ainda possuía energias para estar de pé.
Inúmeras estacas começaram a cortar o espaço, era da Aria que as atirava furiosamente. Mais delas atingiram e imobilizaram os meus braços. Vi o padrão de lançamento, e a minha única alternativa era usá-las para me propulsionar ao atacante. Comecei a chutar os projéteis e pular em cada uma, carregava a minha Gradus Stabilis, para um ataque em cheio. Finalmente me aproximo e chuto com tudo o seu braço esquerdo... minha perna congela, não aparentava ter dado muito efeito, a mulher ainda parecia estar de pé.
— Meu braço... — a mulher começa a falar, sua voz era serena, mas trazia um frio na espinha junto – não pense que isso é uma vitória, ainda tenho o outro... Te darei mais uma chance, celestial venha comigo pela glória do Espaço ou aqui será seu gélido túmulo.
Nenhuma resposta saia de minha boca, não sabia o que responder e só de ver sua postura já me dava medo. Ela olha para o meu peito perfurado, em seguida para o meu rosto.
— Então essa é a sua escolha... Morra... – Um vento gélido preenche o ambiente, e ela de repente grita – Celestial Cross
Sua gravata e seus ombros ficaram com estalagmites de gelo e seu terno se coloriu de prata. O lago em frente se tornou uma pista de gelo, que quando menos percebi eu fui jogado no meio, havia neve em algumas árvores próximas e uma nevasca nos cercava.
Em seguida, a mulher aparece repentinamente ao lado do corpo de Aqua, profere algumas palavras e ele se levanta novamente, e começa a socar o chão rapidamente, seus socos pareciam balas de tão rápidas, ao seu lado Aria levantou um braço e a nevasca começou a se intensificar mais ainda.
— Final Absoluto – os dois gritam.
O lago reagiu, criou vários gêiseres em minha direção, que rapidamente foram congelados, reagi com uma corrida. Não importava minha velocidade, as paredes me alcançavam ou previam onde estaria, sabia que teria que bolar algum plano, minha única opção era somente pegar impulso, era uma droga apenas saber só uma técnica, se nesse momento eu tivesse mais...
Comecei a pular entre as paredes, mas até mesmo dentro delas mais gêiseres apareceriam, algumas me feriram, o que deixava um rastro de sangue nas paredes. Quando aparentava que não havia uma saída e prestes a ser esmagado, as minhas mãos começaram a esquentar, era uma brasa escaldante era como se eu estivesse literalmente com elas no fogo. Era uma oportunidade única, coloquei elas na minha frente, e usei o último impulso de meus pés e penetrei as grossas paredes, como uma broca ardente em direção ao meu alvo, e ao me aproximar dos dois...
— Infernum Supplicium!
Uma rajada flamejante saiu de minhas mãos, o impulso das chamas se trona uma explosão, que carbonizou instantaneamente tudo... Novamente, meu corpo reagiu de maneira peculiar, ficou cheio de queimaduras e metade do meu rosto se foi, meu coração parecia querer voltar a bater, mas minha alma se recusava o fim dessa vida parece ter chegado.
Não sentia medo do que a morte ofereceria, nem sequer arrependimento, poderia finalmente descansar da realidade... Mesmo que essa seja a forma mais irônica de ir, as chamas que já tinham arrancado a minha vida agora consomem a minha carne... a confortável chama da paz... Minha família de verdade me esperava do outro lado... Tic, tac, tic, tac...
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