Era mais um dia comum no Bairro do Limoeiro, e Cebolinha, como sempre, desenhava um cartaz com um desenho BEM FEIO para provocar a Mônica.

E quando Cebolinha já estava terminando, Mônica viu a “Obra de Arte” que o Cebolinha fez. E isso é sempre uma rotina: Cebolinha faz um cartaz para provocar a Mônica, como eu disse, chama ela de “baixinha, gorducha e dentuça”, e então a Mônica fica brava e bate no Cebolinha com o Sansão, o coelinho de pelúcia que ela tem. Mas um dia, As coisas foram diferentes...

Depois de levar uma coelhada como sempre leva, ele volta para casa, todo dolorido. E quando ele andava, o pai dele disse:

—Cebolinha, precisamos falar sobre uma coisa: vamos ter que mudar...

Mas não deu para o pai do Cebolinha falar tudo, pois o menino caiu no sono.

No dia seguinte, Cebolinha já acordou todo feliz; ele já tinha uma ideia para MAIS UM PLANO.

Ele já estava desenhando algumas coisas no papel, quando...

—Cebolinha!

—Sim papai!

—Eu preciso falar um coisa que não pude falar ontem

—Pode falar agola, pai!

—É que vamos ter que mudar de bairro!

O QUÊ?— Gritou Cebolinha

—Sim, isso mesmo. Vamos ter que mudar porque minha empresa fica no outro bairro, que é muito longe e é difícil de chegar!

—Ah... tudo bem – Disse Cebolinha, muito triste

Cebolinha deitou-se na sua cama e ficou pensando...

—Bom... agola que vamos mudar... Eu não vou poder ver nem o Cascão, a Magali e... a Mônica.

Depois de um tempo, Cebolinha saiu de casa. Ele se sentou em um dos bancos que tinha no campinho.

—E aí, careca! – Falou Cascão.

—Olá, Cascão

—Ô cara, por que você tá triste?

—Eu estou tliste polque meus pais vão ter que mudar de bailo

CARAMBA! ISSO NÃO PODE ESTAR ACONTECENDO!— Gritou Cascão, muito assustado com a situação de seu amigo.

—O que está acontecendo? – Disse Mônica, que estava passeando por aí quando viu os dois discutido.

—Eu vou ter que mudar de bailo! – Cebolinha disse, chorando e gritando ao mesmo tempo

—Calma, não precisa ficar bravo – Falou Mônica, com um tom de voz bem calmo.

—E agola não vou poder ver você, o Cascão e a Magali!

—Que coisa triste! – disse Mônica, percebendo que seu amigo estava REALMENTE triste.

—Quer saber, vou embola daqui!

E então Cebolinha saiu andando, bem triste.

No dia seguinte todo mundo no Bairro do Limoeiro não parava de falar em uma única coisa: o Cebolinha ia mudar de bairro.

E todos sentiam pena que o Cebolinha ia mudar.

—Ei filhão!

—Que é, pai – disse Cebolinha, em um tom de voz completamente triste

—Só falta mais 2 dias para mudarmos de bairro!

—Tanto faz

—Hmm? Tanto faz?

—É pai, tanto faz. Eu estou COMPLETAMENTE tliste que qualquer coisa soble a mudança é qualquer coisa pla mim.

E Cebolinha foi novamente sentar no banco que tinha no campinho. Magali chegou perto do Cebolinha e disse:

—É verdade que você vai mudar de bairro?

—Sim

—Isso é muito triste! Pois lá não tem nenhuma padaria ou pizzaria!

—Ah, Magali! Você só sabe falar de comida!

E Cascão e Mônica chegaram lá

—Ah! Cascão! Mônica! Eu pleciso falar de uma coisa, já que eu, vocês e a Magali já estão aqui!

—E o que é? – Perguntou Cascão

—Faltam 2 dias pala eu e minha família mudalmos de bailo

—Essa não! –Falaram os três amigos

E então se passaram 2 dias e... chegou o DIA DA MUDANÇA. Os amigos do Cebolinha estavam lá, e o carro já estava pronto para ir.

—Cebolinha, só temos mais 1 minuto, se quiser, pode se despedir dos seus amigos!

E Magali, Mônica e Cascão estavam lá.

—E... chegou o dia – disse Magali.

—Pois é – concordou Cebolinha

—Bom, pleciso me despedir de vocês, amigos!

—Ah! Eu tive uma ideia! – Falou Cascão

—E qual é essa ideia? – Perguntou Cebolinha

—Que tal a gente se desenhar num papel e dar pro Cebolinha?

—Genial! – Disse Cebolinha. Cebolinha pegou um papel, lápis normais e lápis de cor.

E cada um se desenhou; Mônica se desenhou, Cascão se desenhou, Magail se desenhou e Cebolinha se desenhou.

E quando terminaram, Mônica escreveu no papel “SEMPRE SE LEMBRAREMOS DE VOCÊ, CEBOLINHA!”

E cada um escreveu seu nome

—Temos só 20 segundos! – Falou o pai do Cebolinha

—Tudo bem, pai!

—Bem... é hora de me despedir de vocês, amigos!

—Cascão, semple me lemblalei do seu cheilo!

—Valeu, careca!

—Magali, semple me lemblalei o quanto você é comilona!

—Muito obrigada!

—E... Mônica, semple me lemblalei de você e do seu coelinho!

Mônica deu um beijinho na bochecha do Cebolinha e disse:

—Pode ficar com meu coelinho!

E então Cebolinha pegou o coelinho e o papel e entrou no carro. Ele colocou o cinto e olhou pro coelinho e pro desenho. Cebolinha olhava bem feliz pras duas coisas que ganhou, e caiu uma lágrima de alegria nele. FIM

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!