CdE - A Relíquia de Chaos

2 Capítulo I - O triângulo da rendição


A areia era fofa, e meus cascos afundavam quando eu a tocava. Eu não podia usar nenhuma magia para isso. O céu estava absolutamente limpo, com um Sol muito quente brilhando lá em cima. O ar era seco, e batia nas minhas vestes. Eu estava vestido uma túnica branca, enrolada por todo o meu corpo para me proteger do calor e de tempestades de areia. O deserto era incrivelmente sufocante.

Ao longe, eu achei uma pirâmide. Ela estava basicamente enterrada, pois só conseguia ver uma ponta dela projetando-se para fora da duna. A mochila em minhas costas pesavam. Eu carregava equipamentos de exploração, como lunetas e bússolas, papeis e dados científicos sobre toda a Ázebra que tenho explorado na última semana. Este era um continente fascinante.

Diferente da minha aventura há dois anos atrás, na Equestria do Norte, eu estava muito, mas muito a leste do reino protegido pelas Irmãs Princesas. Era uma missão de alto risco que eu tinha aceitado. Continuando o trote, eu já estava farto. Abri minha mochila e levitei uma bolsinha d’agua para matar a sede. Destampei minha boca, e meu focinho à mostra daquela secura ressecou. Tomei dois ou três goles de água, e então eu ouvi alguém gritando atrás de mim.

Quando eu me virei, lá estava um pônei com trajes bejes e detalhes negros. Seus olhos eram brilhantes, e então ele começou a recitar algo em Azebranês? Uma fumaça saiu de sua boca e começou a vir na minha direção. Eu gerei um escudo telecinético e afastei aquela fumaça estranha. Então o tal pônei investiu contra mim. Eu desviei dele, mas seus ataques eram rápidos. Ele pulou em cima de mim, então eu me teletransportei para o alto, caindo em cima dele. O pônei de túnica beje ficou atordoado. Provavelmente ele não tinha asas ou chifres, pois caso tivesse já o teria usado. Ele deu um berro grave, como se estivesse tocando uma corneta, e me jogou de suas costas para a areia quente. Eu me levantei, e quando me virei um golpe de casco tinha acertado a minha cara. Eu fiquei tonto por um tempo, e então ele desferiu um golpe certeiro em minhas costas, me fazendo desabar na areia

Agora ele tinha levado para o lado pessoal. Concentrei todo o meu poder no meu chifre. Um campo de fogo surgiu, e eu olhei nos olhos daquele individuo irritante. Ele não tinha expressões. O fogo queimou um pouco das minhas vestimentas, e então eu o ataquei.

Ele desviou da minha primeira chicotada flamejante. Ele investiu de cabeça, então lancei uma onda de calor que derreteu uma parte de sua vestimenta. Ele recuou e quando me dei conta, haviam dois deles. Tudo bem, dois pôneis de terra contra um unicórnio bem treinado é justo. Fiz um movimento com minha cabeça, criando um campo de força mágico entorno de mim e o lancei na direção deles. O de túnica chamuscada desviou do golpe, enquanto o mais novo não sabia do que se tratava e foi levado para longe com o golpe

Então eu olhei para trás e três pôneis de túnicas negras pularam em cima de mim. Me teletransportei para perto do Túnica Derretida e ele quase me acertou com um coice. Eu segurei as patas traseiras dele com magia, e o afundei na areia, fazendo a parte de baixo do corpo dele ficar submersa.

Mais dois pôneis, de túnicas negras vieram participar da brincadeira. Eu fiz um círculo de fogo em torno de mim e o disparei em todas as direções. Uma pequena rajada acertou um deles, que chiou e se encolheu na areia quente. Os outros desviaram, e investiram contra mim.

Conseguir escapar de alguns coices, mas parte dos ataques me acertavam. Eu estava ficando cansado, e então criei uma bolha de plasma na minha volta e a lancei para todas as direções. Os pôneis de túnica beje e negra voavam para tudo quanto é lado.

Então eles se alinharam, e quando eu percebi, aproximadamente uns quinze ou dezesseis estavam criando um círculo para me fecharem. Eles avançavam aos poucos. Me concentrei na areia afrente e abaixo de seus pés, e quando eles deram mais um passo, uma muralha de areia os cegaram por algum tempo. Eu corri na direção da pirâmide, para buscar refúgio e então uma balsa de areia passou por mim e deixou mais dois daqueles pôneis saírem.

Olhei ao meu redor. A pirâmide fazia parte da cidade deles. Eu estaria cercado de qualquer jeito. Então eu abaixei a cabeça, e me rendi.