Caçadores de relíquias
8 Um lugar mal-assombrado - parte 2
Notas iniciais
Os dois saíram correndo em direção a saída, mas era tarde demais. A porta acabou de fechando, assim como as portas da esperança de nossos amigos.
– Porque não me avisou antes, Sidney? Poderíamos ter escapado à tempo.
– Puxa, me desculpe, Beto. Mas eu estava prestando atenção na sua longa e maçante explicação sobre essa pirâmide.
Beto e Sidney reconheceram que o erro era de ambas as partes e depois de uma leve passada de tempo, Beto teve uma ideia:
– Sidney, você ainda tem aquela bomba caseira na sua mochila?
– Sim, eu tenho. Mas você não acha que seria melhor...
– A única coisa que eu acho melhor neste instante é criarmos uma saída bem rápido, pois o ar está acabando e tudo aqui está com cara de mal-assombrado. Então exploda essa porta primeiro, e lá fora me diz o que queria dizer.
– Já que insiste – falou Sidney.
Sidney, se utilizando de uma lanterna, localizou a bomba em sua mochila. Ele a acendeu e rapidamente a atirou contra a porta por onde entraram, que simultaneamente com o grande barulho de explosão, criara uma saída para nosso arqueólogos.
Assim que passaram para o lado de fora, Beto se lembrou do assunto que Sidney queria falar com ele.
– Agora sim, Sidney. O que você queria me dizer lá dentro?
– Apesar de já ser um pouco tarde para isso, o que eu queria dizer para você naquele momento era: “Porque em vez de explodir a porta e correr o risco de causar um desmoronamento, nós não dissemos aquela palavra mágica para abrir a porta novamente e assim sairíamos de forma digna?”.
Apesar de Beto por alguns segundos ter se sentido um completo idiota, conseguiu pensar em uma resposta.
– Se os objetivo da pirâmide era deixar os ladrões presos até a morte, você realmente acha que essa palavras funcionariam do lado de dentro?
– Não sei. Talvez eles nunca tentaram.
– Bem isso não importa mais agora. O que importa é que o ladrão novamente conseguiu nos enganar a ponto de se adiantar em outro roubo. Sidney, você está com o livro das relíquias?
– Iá! Claro que sim.
Pela sugestiva dica de seu amigo, Beto descobriu que a próxima parada dessa aventura seria a Escócia. Sem perderem tempo, se abasteceram na cidade e sem descansarem pegaram o próximo avião. Ao mesmo tempo que viajavam, também conversavam.
– Eu espero que o mar esteja bom para peixes na Escócia.
– Beto, se você pudesse me explicar um pouco mais o que disse, eu agradeceria muito – disse Sidney sorrindo e um pouco confuso.
– A nossa próxima relíquia será um “polvo dourado”.
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