Caçadores de relíquias
10 Um encontro no fundo mar - parte 2
Notas iniciais
– Vamos! Não podemos perde-lo! – disse Beto.
E assim decidiram segui-lo, e após chegarem a costa, persegui-lo. Porém, quando menos esperavam, o ladrão se voltou na direção de nossos arqueólogos e os prendeu com uma rede, os deixando imobilizados. Tentavam se soltar da rede, mas os pesos em suas pontas a tornava extremamente forte, e como Sidney e Beto tiveram que deixar seus pertences no barco, não podiam fazer mais nada além de deixar o ladrão fugir.
Era o que eles pensavam, até que o ladrão se aproximou um pouco amis deles, e para surpresa de ambos, com o Colar de Anúbis em suas mãos.
– Não acredito! – disse Beto – O Colar de Anúbis voltou!
– E dessa vez veio para ficar – respondeu o ladrão com uma risada muito alta.
E com essas palavras prendeu o colar no pescoço de Sidney, que mesmo tentando tirá-lo com todas as forças, nada o podia quebrar.
– Não adianta tentar rapaz! – dizia o ladrão – É inútil resistir! Esse colar vai puxar todo o ar que existe dentro de você, fazendo você morrer aos poucos! – disse rindo.
– Quanto tempo eu tenho de vida? – gritava Sidney.
O ladrão apenas o observava sem dizer uma palavra, mas Sidney insistia.
– Me diga!
– Há! Não se preocupe, você ainda tem muito tempo de vida, mais precisamente sete. Por isso os aproveite bem, pois serão os últimos dias de sua vida.
Então o ladrão pressionou algumas pedras do colar.
– Eu acho melhor vocês não tentarem apertar esses botões de forma equivocada, senão...
– Senão o que? – disse Beto cheio de raiva.
– Não sei... Diria que se fizerem isso haverá uma grande explosão!
E após uma enorme gargalhada saiu correndo, deixando nossos amigos incapacitados apenas o observando sumir na curva da esquina mais próxima. Beto possuía um relógio à prova d’água sem eu pulso, e se lembrara que o mesmo continha uma pequena navalha para casos de emergência, segundo Sidney, “isso veio em uma boa hora”, o que não era tão engraçado devido a situação na qual estavam. Após beto cortar as redes e recuperarem seus movimentos, Sidney parecia um pouco mais calmo, porém ao mesmo tempo mais triste.
– E agora? – disse Beto.
– E agora é que eu acho que esse será o pior aniversário da minha vida.
Beto se lembrou que o aniversário de Sidney cairia exatamente no dia em que o colar supostamente acabaria com todo o ar de seu amigo, e assim tentou consola-lo.
– Não fale dessa forma Sidney, porque você não vai morrer. Acredite em mim, nós vamos encontrar um jeito de te salvar.
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