Caçadores - Interativa
1 Capítulo 1 – Mona: Clube do Amanhã
Notas iniciais
Nome:
Idade:
Sexo:
Nome dos pai/parentes:
Características:
Personalidade:
Defeitos e qualidades:
Quer ter par amoroso:
Se interessa por:
História:
(Acho que é só, mas pode colocar outras informações que eu provavelmente esqueci)
Um exemplo:
Nome:Michel Cast
Idade:20 anos
Sexo:Masculino
Nome dos pais/parentes: John (pai), Melissa (Mãe) e Judy (Irmã menor de 6 anos)
Características: 1,79 de altura, magro, cabelos castanhos e enrolados que estão sempre bagunçados e olhos também castanhos.
Personalidade: É calmo, mas não confia em ninguém, muito calado, mas quando fica irritado explode e fala coisas sem pensar
Defeitos e qualidades: Faz coisas sem pensar no perigo, mas é bem firme quando é preciso.
Quer ter par amoroso: Não.
Se interessa por: Homens.
História: Mike é gay, sempre soube disso, mas a família não aceitava, contou quando tinha 18 anos e por ser maior de idade foi expulso de casa. Era mais de meia-noite e estava dormindo na rua, foi atacado por um Yarim que parecia uma pessoa, mas foi salvo por um homem e uma mulher (Téo e Helena). Foi levado a casa da família e foi lá que aprendeu a ser um caçador, treinou por dois anos e em uma missão, Téo e Helena tem as almas sugadas. Mike fica na casa, mas um dia ouve que está tendo alguns ataques estranhos em uma cidade chamada Morman City, e resolve ir até lá para investigar, assim acaba conhecendo Humberto.
Me empolguei um pouco na história, mas é mais ou menos assim. Se não ficou enjoado, boa leitura!!!!!!!!
Capítulo 1 – Mona: Clube do Amanhã
Meu nome é Mona Celina Farrel.
E seria mentira falar que minha vida é um mar de rosas, está mais para o total oposto, uma grande bagunça. Pais separados, padrasto alcoólatra, madrasta que só pensa no dinheiro, irmão mais velho virando bandido, irmã mais nova namorando um cafajeste e para piorar, ainda tem... Eles.
Posso te contar um segredo? Promete não ficar com medo? Promete não fugir e se esconder? Porque não importa o quanto você tente, Eles vão te encontrar e vão transformar seus piores pesadelos em realidade.
A verdade é que o mundo está sendo ameaçado, e não estou falando em eventos naturais. Existem coisas andando por aí, matando pessoas a sangue frio, gosto de me referir a eles apenas como ‘Eles’, mas seus verdadeiros nomes são Yarim Kecha.
Poderia ficar o dia todo explicando para vocês o que são os tais Yarins, mas como eu disse, o mundo está sendo ameaçado e prefiro não perder tempo explicando coisas banais. Você só precisa saber apenas uma coisa sobre eles: Saem das sombras a partir de meia-noite.
Yarins nasceram a partir de uma lenda. Diz a lenda que quando assassinos perversos são assassinados, suas almas ficam condenadas a viver nas sombras, e quando o relógio marca meia-noite, essas almas tomam formas e saem para caçar. O que? Almas, esse é o principal –e único- alimento para Yarins. Falando nisso, tenho quase certeza que Yarim Kecha significa “Meia-noite” em alguma língua antiga. Latim, talvez?
E como eu sei de tudo isso? Simples, eu os caço. Não sozinha, é claro, ninguém em sã consciência caça um Yarim sozinho, só se quiser morrer, mas creio que existem melhores formas de morrer do que perder a alma e virar uma casca vazia. Nosso grupo é chamado de Clube do Amanhã.
Como eu os encontrei? Lembra quando eu falei que minha vida não era um mar de rosas? Então...
Era Natal quando Geórgia, minha mãe, teve a não tão brilhante ideia de juntar toda a família para a ceia. Acho que na mente dela tudo iria ocorrer bonitinho e pelo menos uma vez na vida iriamos fingir ser uma família normal.
Claro que não aconteceu bem assim. Logo na metade da noite minha irmã Dinah começou a brigar com o namorado cafajeste. Ele, que de calmo não tinha nada partiu logo para a agressão e a nossa sala de estar se tornou em um ringue de luta. Meu pai, Abelardo, podia não ter um troféu de melhor pai do mundo, mas amava Dinah, então quando viu sua princesinha cair no chão depois de levar um tapa, foi logo tomar satisfação e meu irmão Bento aproveitou a situação para sacar de sua cintura uma arma.
É, a noite definitivamente estava acabada.
Ivo, o tal namorado, com medo de levar um tiro fugiu. E minha irmã foi atrás dele. E eu fui atrás dela.
Foi quando o relógio marcou meia-noite. Claro que naquela época eu não sabia nada sobre os Yarins, se soubesse não teria sido tão curiosa ao ponto de entrar no parque.
Foi em um parque que tudo aconteceu. Alguns minutos depois de Dinah sair correndo de casa, mamãe me ligou, minha irmã tinha sido voltado para casa e precisava de mim. Eu já estava preparada para dar meia volta e ir para casa quando um rosnado me impediu de me mexer.
- Quem está ai? – Foi o que perguntei, é incrível que quando estamos com medo fazemos perguntas idiotas, se fosse um assassino, ele com certeza não iria responder “Calma aí fera, só vou te matar, não se preocupe”.
E então eu vi. Era uma criatura pequena, parecida com um cachorro, mas cachorros não possuíam dentes daquele tamanho e nem tinham olhos vermelhos, cachorros também não andavam com os ossos amostras e nem espumavam sangue pela boca. Ou seja: Aquilo não era um cachorro.
Quando percebi já estava correndo com a tal criatura atrás de mim. Devo confessar que tudo aconteceu muito rápido, em um segundo eu estava correndo e algo vinha atrás de mim. Em outro segundo, eu estava no chão, a tal criatura estava queimando e em minha frente tinha um garoto.
E foi assim que conheci e entrei para o Clube do Amanhã.
*** *** ***
Entrei no clube pela janela. Se você pensou que o clube era uma casa grande onde temos armas e munição, sinto dizer, mas está errada. O clube não passa de um kit net minúscula em cima de um supermercado, com uma arvore ao lado que eu adoro usar de escada.
- Podia usar a porta, sabia? – Humberto falou assim que entrei, estava sentado em um sofá no canto da parede. Humberto era o mais velho de nós, tinha por volta de 28 anos, negro, cabelo raspado, alto e olhos azuis. Era do exercito, mas estava passando as férias com a família quando foram atacados por Yarins, foi a cinco anos, deis daquele dia ele vem caçando Yarins. Humberto era a força do Clube.
E aparentemente, Morman City, minha adorável cidade, é um ninho de Yarins.
- Falo isso para ela sempre. Ela me ouve? É claro que não – Aura brincou. Aura tinha 15 anos, dois anos mais nova que eu, mas estudava na minha sala na escola. Cabelo loiro com cachos nas pontas, olhos esverdeados, é bem alta para idade. Aura não se envolvia nas lutas, ficava sempre na base mandando as informações, era ela que pesquisava tudo. O cérebro do Clube.
- O supermercado estava cheio – Retruquei – Iria demorar meio século para subir até aqui e não estou com paciência para ninguém hoje.
Túlio arqueou a sobrancelha. Foi ele que me salvou no dia. Tinha 18 anos, a kit net era dele, igual a mim tinha problemas com a família. É o tipo de cara que eu consideraria bad boy, andava sempre usando uma jaqueta de couro, prendia o cabelo em um rabo de cavalo e tinha um sorrisinho de lado que deixava qualquer garota louca.
- Brigas com a família, Mona?
- Nada serio – Me sentei ao lado de Humberto – Por que me chamaram? Vamos sair para caçar? Estou cansada de ontem e cadê os outros?
- Tadeu que nos chamou, mas não disse o motivo – Aura respondeu sem me olhar, mexia no notbook.
- Os outros não vem – Foi a vez de Túlio falar – Pepe está de castigo, acho que não vai conseguir sair de casa pelos próximos dias. Vicente está em uma festa e Kaio viajou, mas Tadeu já está chegando.
Claro, fora Humberto, Aura, Túlio e eu. O clube tem mais quatro integrantes: Tadeu, o líder; Pepe, Vicente e Kaio.
- Já cheguei na verdade, me desculpe meu atraso – Tadeu falou assim que entrou. Tadeu é alguns anos mais novo que Humberto, e sua aparência me lembra de um professor – Estamos com problemas.
E imediatamente o local ficou tenso. Humberto se ajeitou no sofá, Aura parou de mexer no notbook, Túlio tirou aquele sorrisinho do rosto e eu sem perceber segurei a respiração.
- Problemas?
- Sim – Nos entregou uns papeis – Ontem fui à casa de uma amiga fazer as contas, faço isso no final de cada mês para saber se o numero de Yarins está aumentando, diminuindo ou estabilizado. Até ano passado o numero estava estabilizado, mas nos últimos oito meses esse número triplicou. E a confirmação foi ontem. Aura me responda, quantas vezes saímos para caçar mês passado?
Aura pensou por uns segundos e depois arregalou os olhos.
- O mês todo, todos os trinta e um dias.
Soltei a respiração. Era verdade, por isso eu estava tão cansada, todos os dias depois de meia-noite estávamos saindo para caçar. Como não pude perceber isso?
- E Mona – Tadeu se virou para mim – Te resgatamos de um Yarim no Natal, a oito meses atrás, certo? No primeiro mês que entrou para o clube, quantas vezes saiu para caçar?
Fiz uma conta mentalmente. Era fácil, não tinha sido tantas vezes.
- Cinco.
- Quantas vezes caçou no quinto mês?
- Quinze? Não me lembro – Respondi. Era verdade, não era como se eu contasse a quantidade de vezes que colocava fogo em um Yarim.
- Por que disso? – Humberto perguntou, sua voz era grossa, cobria qualquer outra no pequeno quarto-sala – Qual a necessidade dessa reunião?
- E por que do aumento de ataques?
- Era essas perguntas que eu queria ouvir – Tadeu cantarolou. Devo admitir que nunca confiei muito em Tadeu, ele as vezes me dava medo – Depois de muita pesquisa sei o motivo. É um ritual.
O encarei confusa, meu olhar falava claramente que queria explicações.
- Yarins são almas de assassinos que foram condenadas a viverem nas sombras, só tomam forma a partir de meia-noite e morrem com fogo ou se não se alimentar, seus alimentos são almas humanas, quanto mais pura melhor.
- Isso já sabemos, fale do ritual – Humberto falou firme.
- Minha amiga descobriu que de cem em cem anos nasce um Quyoshi Botishi, significa por do sol, é um humano que possui o coração mais puro de todos. Adivinhe onde essa criança resolveu nascer? Em nossa cidade, em Morman City e é por isso que Yarins estão sendo atraídos para cá, estão sendo atraídos pela alma. Querem saber mais? Daqui um mês é a noite do festival, a cidade toda vai se reunir no parque até de madrugava, vai ser um banquete para Yarins.
E ficamos em silencio, cada um raciocinando de sua maneira. Até que Aura teve coragem para falar algo, abriu e fechou a boca varias vezes, mas pareceu que finalmente tinha encontrado as palavras certas.
- E o que temos que fazer para impedir isso?
Tadeu abriu um sorriso.
- Não se preocupem, tenho um plano – Olhou para Humberto – Humberto, você precisa encontrar o máximo de caçadores que conseguir e pedir para todos virem a Morman City.
Humberto balançou a cabeça e saiu. Era um homem de poucas palavras.
- Aura, precisamos saber quem vai ser o Quyoshi Botishi, consegue? Provavelmente deve ser um bebê, talvez nem nasceu. Essa é sua missão, encontre a pessoa com que possui o coração mais puro de todos.
Se virou para Túlio.
- Túlio, preciso que faça duas coisas, primeiro quero que explique tudo isso para Pepe, Vicente e Kaio, sei que estão ocupados, mas precisamos de todos caçadores que temos disponíveis. Também quero que fique nas ruas, com todos esses Yarins atacando, muitas pessoas devem estar machucadas ou desconfiando. Fique na rua, seja nossos olhos e ouvidos.
E virou para mim, com um sorriso disfarçado.
- Mona, vou te dar um trabalho muito importante.
Notas finais
Obrigada por lerem até aqui e até mais!!!!!
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