–Olhe! Tem uma cidade bem ali, atravessando o rio! -Disse Yume animada, apontando para o local. Como o rio era raso, ambos atravessaram-no sem problemas.

Os portões principais da grande cidade estavam sendo protegidos por robôs.

–Queremos entrar! -Disse Fuyuki.

–Identificação necessária.

–Fuyuki, sua lata velha! -O loiro já estava se irritando.

–Não identificado.

–Como assim não i-den-ti-fi-ca-do?!

–Hm... O que está acontecendo aqui...? -Disse um garoto de cabelo verde escuro, ajeitando seus óculos de aro quadrado. Os dois deram um pulo.

–É que eu quero passar e essas latas velhas não me deixam entrar!!

–Pra começar, eles não são "Latas Velhas"! Eu criei eles!

–C-Como..?!

–Prazer, meu nome é Kentaro. -Sorriu. -Sou um gênio da ciência e robótica. Vocês vão se surpreender, entrem! -Dirigiu seu olhar ao robô. -Código 01X46281.365427π.

–Acesso permitido. Seja bem vindo, mestre. -Disse o robô, abrindo o grande portal de aço.

–WOOOOOOOOW! -Disseram Fuyuki e Yume, admirados com o avanço tecnológico da cidade.

–Venham, vou mostrar minha casa!–Disse o garoto enquanto entrava num carro voador.

Seguiram os três até a casa do pequeno gênio. Se apresentaram, conversaram e contaram suas histórias, então Kentaro tomou sua decisão.

–Vou com vocês. -Sorriu. -Quero estudar melhor o poder do mago, e aproveito para estudar os lugares pelos quais passaremos.

–Ah! Otimo! -Yume sorriu.

Então, o trio seguiu sua jornada. Foram andando até encontrarem um pântano, e viram um senhor caído no chão.

–Por favor...Me ajudem!

–O que aconteceu??

–Uma feiticeira me atacou...! Queria sugar minha alma!

–Ele provavelmente está morrendo e acredita naquela história de roubar os anos de vida de outras pessoas. Essa superstição surgiu no ano de 1283, em Juntiras. Estudei sobre isso quando estav...

–Já entendemos, Kentaro! -Fuyuki revirou os olhos, entediado, a apontou uma flecha para a cabeça do homem.

–F-FUYUKI, NÃO! -Yume tentou segura-lo, junto à Kentaro.

–Se está sofrendo, precisa matar pra que a dor acabe logo!

–M-Mas Fuyuki...

–Me desculpe, moço... -Usou seu arco e atirou. Os três estavam manchados de sangue, e Kentaro e Yume gritaram. -Vamos para Juntiras, então.

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Os guerreiros andaram dia e noite, parando apenas para dormir e se alimentar. Chegando em Juntiras, começaram a investigação.

–Hei, você viu uma mulher estranha, de cabelo curto...? -Foram perguntando para todos os moradores.

Nenhuma pista, apenas um estranho papel, com uma estranha escrita.

"Todo dia tem uma noite, toda noite tem estrelas. Algumas vezes não podemos vê-las, mas sua chama brota perante à tropa."

Ninguem entendeu o que estava escrito, mas não ligaram muito.

–E agora... O que vamos fazer? O único jeito de termos alguma informação é decifrando aquele papel que uma raposa deixou cair! -Disse Yume.

–Hum... Já sei! Quando estava investigando, apareceram umas pessoas... Pareciam tropas! Elas me afastaram do sul da cidade... Deve haver algo lá a ver com aquilo! -Disse Kentaro.

–Então, de madrugada, quando todos estiverem dormindo, vamos todos tentar passar por esses caras e achar a feiticeira.-Falou Yume.

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Entraram com sucesso, graças a um feitiço de invisibilidade que Yume fizera. Acharam uma câmara e logo encontraram o que procuravam.

Vários robôs, diferente dos da cidade, apareceram.

–Mais latas velhas! -Bufou Fuyuki. -Como as odeio... -Recebeu um tapa de Kentaro. -Hei!

–São rackers! E são altamente perigosos!

Um garoto surgiu correndo, segurando uma lança, os ajudando a matar a maior parte dos robôs.

–Quem é você? -Perguntou Fuyuki.

–Sou Kiriu... E vocês, tambem vieram ajudar ela?

–Ela quem? De quem est...

–Roku! -Disse Kiriu olhando para cima, onde havia uma grande gaiola, na qual havia uma menina de cabelos rosados e olhos azuis.

–É Rokuyemi! -Cruzou os braços. -Por que demorou tanto? Não recebeu meu bilhete..?

–Que bilhete?

–A July não te entregou?

–Não, ela veio até mim e começou a me puxar.

–Nós achamos um papel... Seria este? -Yume entregou o bilhete.

–Sim! Agora me tirem daqui, onegai?

–Vamos matar aquela feiticeira!

Assim que o disse, uma mulher de cabelo curto e preto, de olhos azuis surgiu.

–Ah é...? -Sorriu. -VENHAM ENTÃO! -Gargalhou.

–VOCÊ VAI VIRAR SUCATA IGUAL A ESSES ROBÔS!! -Gritou Fuyuki, avançando na bruxa, e os olhos da mesma brilharam enquanto esta sorria. Fuyuki teve metade de seu corpo transformado em pedra.

–FUYUKI!! -Gritou Yume, se concentrando para derrotar a mulher, e o rapaz fez o mesmo. Depois de horas, estavam exaustos, porém conseguiram derrotar a feiticeira.

–Fuyuki! Fale comigo!! -Yume foi até o garoto. -FUYUKIII!!!

–Calma, vamos achar um jeito de curar seu amigo! -Disse Kiriu, colocando o garoto em suas costas. -Ah... Eu sou Kiriu, e aquela é Rokuyemi. -Disse enquanto saíam da caverna.

–Fazemos parte da Magic of Gathering e combatemos o mal de Juntiras. E vocês, quem são?

–Yume, Kentaro e... Fuyuki...

–Ok,ok... Já nos conhecemos, agora vamos até a casa da Roku e procurar uma cura pro seu namorado.

–Ele não é me...

–Anda!

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A casa de Rokuyemi era média, de madeira. Era quentinha e aconchegante, e como estava frio, todos se sentaram perto da lareira. Roku e Kiriu ajudavam a arrumar os lugares onde iriam dormir, e Kentaro não tirava os olhos de seu notebook.

–Acabei de achar aqui uma informação sobre uma menina da India, que cura qualquer doença...

–Ótimo! Vamos logo! -Yume sorriu animada.

–Mas tem um problema... -Ajeitou os óculos. -Por causa de uma profecia, seu pai tentou mata-la, e ela fugiu. Ou seja... Ela pode estar em qualquer lugar agora!

–Não importa! Vamos acha-lo e trazer Fuyuki de volta! -Se levantou. -V-VOCÊS SÃO MEUS UNICOS AMIGOS, E EU NÃO QUERO FICAR SOZINHA DE NOVO!! -Fez uma pausa. -D-Desculpem...! -Correu para um dos quartos, deixando que as lágrimas caíssem.

–Yume! -Kentaro se levantou.

–Ela precisa de um tempo... -Disse Roku.

–Certo...

–Vamos dormir, amanhã vamos acordar cedo, não é? -Disse Kiriu.