Cavalos Selvagens
22 22 "Coisas de adultos?"
Notas iniciais

Capítulo 22 — Coisas de adultos?
Os dedos passearam pelos brilhantes do rico colar ainda na caixa de veludo. Era uma joia de família e tinha pertencido a avó, depois a mãe e agora a ela. Passada para as gerações femininas da família De Leon. Ela o usara em poucas ocasiões, somente quando saía acompanhada do marido, mas decidiu que aquele era um jantar o qual deveria estar impecável. Como antes. Como antes de tudo aquilo acontecer e de começar a se depreciar e a se humilhar por não ter a atenção do homem que amava.
Olhando-se no espelho naquela noite, ela percebeu o quanto fizera mal a si mesma. Era ainda muito jovem, com uma carreira, um futuro brilhante pela frente e três lindos filhos que seriam seu apoio quando precisasse. E era por tudo isso que tomara aquela decisão.
O colar foi retirado da caixa e colocado no pescoço. Deixava seu colo, delineado pelo corte do vestido, ainda mais atraente. Por um momento, pensou que seria tão mais bonito se alguém o colocasse e o prendesse ali, como era mostrado nos filmes românticos, mas sorriu da própria tolice. Não precisava de homem algum para ajudá-la naquela simples tarefa, embora tivesse percebido tal fato há algumas semanas. Ela era muito mais forte que toda a amargura, dor e angústias. Ela era mais forte que as desilusões e que a maldita bebida. Usar o colar da mãe naquela noite e junto aos novos pensamentos, marcava quem ela seria de agora em diante.
Tinha vários exemplos a seguir na família e não se deixaria abater novamente. Seria na alma o que mostrava por fora: uma mulher decidida, feliz e bem resolvida. Aquela era a Cecília que sempre deveria ter sido, mas era sempre tempo para mudar ou mesmo renascer.
O reflexo mostrava-se tão bonito e novamente sorriu por ter se dedicado a autoestima. Mas mais do que maquiagem e penteado, era como estava se sentindo. Nem mesmo os olhos estavam inchados por chorar ou por noites mal dormidas. Aquele era o maior dos avanços; amar-se como era. E o vestido comportava suas curvas exuberantes de maneira elegante. Tudo bem ter quadris largos ou não ter a cinturinha de modelo. Agora estava tudo bem.
O batom vermelho fez par com a seda do vestido e foi impossível não pensar nos pequenos que queria encher de beijos. Quando foi que, naqueles seis anos, quis tanto beijar e abraçar os filhos? Não se lembrava, mas os sentimentos de ansiedade e saudades, reviravam-se no estômago e ela parecia uma adolescente novamente. Ficar longe dos filhos, contribuiu para que se descobrisse mais amorosa do que se mostrava. Seria tudo muito novo naquela coisa de mãe coruja, mas se esforçaria para se sair bem. Assim como se dedicaria mais a empresa e também se dedicaria a si mesma.
Não era como se não doesse o caminho que tinham seguido, mas no fim, era o melhor a se fazer. Seguir com a vida, sem remorsos e com o coração leve ao pedir perdão para cinco pessoas muito especiais. Com Simon já havia feito as pazes e devia muito a ele por ter aberto os olhos quando ainda não era tarde demais. E ele nem mesmo precisou insistir para que fosse ao tal jantar, afinal, ela tinha parte nos negócios.
Uma última olhada no espelho e estava pronta. Só faltava pegar a bolsa e ir para o carro. Os saltos ecoaram contra o piso, mas os barulhos cessaram quando uma conhecida figura surgiu no quarto.
— Pensei que não fosse ao jantar.
Os olhos castanhos se encontraram com os azuis por alguns momentos. É claro que ainda se afetava com a presença dele. Era apaixonada por aquele homem desde os dezessete anos e estavam casados há dez. Não iria esquecê-lo da noite para o dia, mas estava focada em seguir sem ele.
— É uma noite e uma conquista importante para a família. — Respondeu sem muito interesse ao pegar a bolsa adornada por pérolas brancas. — E eu faço parte dos negócios, caso tenha se esquecido. — Olhou para o relógio sobre a cabeceira da cama e novamente para Jean.
— Eu nunca me esqueço. Foi você quem pareceu se esquecer por esses anos. — Ele continuou no mesmo lugar, sentado na poltrona enquanto lia um livro.
— Eu me esqueci de muitas coisas nesses anos, mas está em tempo para correr atrás e me redimir. — Aquela conversa, provavelmente não os levaria a lugar nenhum que não a uma nova discussão e não tinha tempo a perder com mais nenhuma delas.
— É notável a mudança. Não bebeu mais nenhuma gota desde que falei sobre o divórcio. — O sotaque francês era um charme em dias passados, assim como o perfume importado.
Uma das sobrancelhas loiras se arqueou e um sutil sorriso ergueu os lábios pintados em vermelho.
— Desde que me ameaçou com a guarda dos nossos filhos, você quer dizer. — Ela fez questão de deixar claro. Perder o marido, seria doloroso no início, mas jamais se compararia a perder os três seres mais preciosos de sua vida. — Foi por isso que eu decidi mudar. Pelos meus filhos e por mim. Agora, mon chéri, se me der licença, estou atrasada. — Deu as costas a ele, fazendo a cauda do vestido varrer o chão. — Ah, e antes que eu me esqueça, pode dar entrada no divórcio, não vai haver choro ou humilhação, só a minha bela assinatura. Tenha uma boa noite, querido.
Os passos agora foram mais seguros e a levaram para fora do quarto. Tinha um refinado jantar para ir e trigêmeos para abraçar.
* * *
Os cabelos dele foram organizados em um coque displicente que deixava alguns fios dourados caídos pelo rosto. As faces livres da juba loira, muito agradava a certo cowboy que admirava o jovem loiro enquanto ele terminava de se arrumar.
Já fazia alguns minutos que Jackie estava ali, observando Victor escorado no batente da porta. Já estava mais do que na hora de entrar e fazer-se notar pela criatura distraída.
Com o pé, fechou a porta e o surpreendeu por trás, abraçando-o na cintura e beijando-o no pescoço.
— Está me atrapalhando, cowboy. — A despeito do aviso, um suspiro o entregou quando os lábios quentes o tocaram na orelha. Iam se atrasar...
— E desde quando eu te atrapalho? — Jackie se fez de ofendido. Ele? Atrapalhando? Nunquinha! — Eu vim te ajudar com toda essa roupa.
— Ajudar… Sei. — Uma das mãos expulsou os dedos invasivos que tentavam adentrar sua camisa. Faltava somente a gravata e os sapatos, mas com companhia, era bem provável que logo as roupas estivessem no chão. Não duvidava, e até desejava por isso, mas não naquele momento. — Vai me deixar amarrotado, jackie! — Com algum jogo de cintura, conseguiu livrar-se do agarre do cowboy. Claro que estava muito bem ali, naqueles braços, mas precisava terminar de se arrumar. Estava ansioso para chegar logo ao jantar e prestigiar os irmãos.
Mas Jackie não parecia lá muito ansioso. Ao menos, não para o compromisso principal.
— Te amarrotar é o mínimo que eu quero fazer. — Um sorrisinho cheio de malícia ergueu os lábios quando as mãos se apossaram das lapelas do paletó cinza e o trouxeram para perto. Sim, o estava amarrotando, mas uma vez que conhecera aquela boca de maneira intima, não era como se conseguisse manter distância daqueles lábios. Ou mesmo como se não pensasse naquela boca quando estavam longe.
E por mais que Victor tentasse soar sensato ou lúcido e as mãos buscassem afastar e apagar o fogo daquele cowboy – e que fogo! –, no fim, os braços se comportaram na cintura alheia e os lábios receberam os dele de bom grado. Deixaria para brigar com ele mais tarde pelo pequeno atraso.
Quando deu-se conta da intensidade do contato, sentiu a parede às costas e ofegou pela pressão do corpo maior contra o seu. Foi impossível não se incomodar com a quantidade de roupas ao desejar sentir pele contra pele e aquelas mãos percorrendo seu corpo sem nenhum impedimento.
— Céus, eu criei um monstro! — Murmurou entrecortado ao separar o beijo e em seguida morder o lábio inferior ao impedir-se de xingar. Lá estava seu precioso penteado desmanchado e suas roupas amassadas.
Jackie enfiou os dedos entre os fios macios e o segurou na nuca, descendo a boca para mordê-lo sedutoramente no pescoço ao afastar a gola da camisa para o lado.
— Isso foi uma reclamação? — Perguntou divertido entre uma carícia e outra. Os toques escorregaram para as coxas ao erguê-lo e fazê-lo rodear sua cintura com as pernas. Ele não conhecia ninguém mais bonito ou cheiroso que aquele loiro e tratou de aspirar o perfume dos cabelos e da pele descoberta.
— Foi só uma constatação. — Victor quase ronronou. Um sorrisinho arteiro enfeitou os lábios úmidos e avermelhados quando as bochechas coraram. — Vai ter que cuidar disso aí, cowboy. — Porque eles não tinham tempo para brincadeiras e Jackie era o único culpado por toda aquela excitação. — Sozinho. — Os dedos se prenderam nos fios castanhos antes de findar a distância e beijá-lo. A falta de juízo era como sua timidez, surgia nos momentos mais impróprios.
E uma vez que já estava amarrotado e com o corpo em estado de alerta, não havia muito o que fazer, mas jamais saberiam se teriam ou não se entregado ao desejo e calor do momento, pois antes que Victor conseguisse lançar uma nova provocação, batidas na porta os fizeram separar o beijo.
— Tio Victor?! A gente vai entrar!
O primeiro impulso foi afastar o cowboy pelos ombros e descer para o chão da maneira mais atrapalhada possível, mas que evitou ser pego em flagrante pelo trio de pinguins que adentrou o quarto no momento seguinte.
— Fechar a porta? Você sabe o que é isso? — Ele ralhou com Jackie ao se afastar. Estava parecendo um leão com aquela juba loira despenteada.
— Você me deixa tão besta que eu até me esqueço desses detalhes. — O cowboy resmungou, desgostoso com a interrupção e tentando saber onde cada botão deveria estar.
— Imagina se as crianças—
— Se a gente o quê?
Três pares de olhos azuis os encaravam com genuína curiosidade. Daniel foi quem havia perguntado e a ideia de correr escada acima para apressar aqueles dois, também tinha sido dele. Os tios estavam demorando horas para descer e ele queria muito rever a mãe.
— É… — Victor se atrapalhou com os sapatos e olhou para Jackie, buscando por ajuda. Aquelas crianças eram os amores de sua vida, mas as perguntas… Essas ele gostaria de pular.
— Quem foi que arrumou vocês? — O cowboy tentou, ainda apanhando dos botões da camisa.
— Foi o vovô e a Lipa. — Denver torceu os lábios em desagrado. Preferia ir fantasiado ou usar roupas normais, sem tanta frescura. E de repente, os olhou de maneira avaliativa. — Vocês 'tavam fazendo coisas de adultos?
Havia tantas respostas para aquela pergunta, que os dois adultos engoliram em seco e dispensaram sorrisos amarelos a tríade de ouro.
— E o que seriam essas coisas de adultos? — Victor os incentivou a falar. Seis anos era aquela idade perigosa e estavam pisando em ovos com aquelas crianças curiosas.
— Dar nós em gravatas. — Denver respondeu ao fazer careta. E ele até entendia, afinal, aquela tarefa era tão enfadonha, que só podia mesmo agradar aos adultos. — Foi o Sebastian que disse.
— Ah, o Sebastian… — Claro, só podia ser. Muito provavelmente o amigo também estava dando nós na gravata de seu irmão umas horas antes. — Mas sim! Nós estávamos fazendo isso. — Ele só não sabia onde exatamente tinha deixado a gravata…
— Vocês demoram demais! — Denver novamente se pronunciou. Ele queria mesmo era voltar logo para a casa, mas os adultos eram complicados até mesmo para colocar uma simples gravata.
— Desculpem por isso, crianças. Eu só vou arrumar o cabelo e nós já vamos descer. — Victor buscou pela escova sobre a cômoda e penteou os fios para trás, ajeitando-os novamente em um coque. Que Jackie ficasse bem longe dele! — E a gravata! — Buscou pela peça e tratou de colocá-la, não obtendo sucesso de início. Ainda estava tenso pela recente troca de carícias.
— Eu te ajudo.
Antes que pudesse declinar da bondade do cowboy, a peça de seda foi roubada de suas mãos e ajustada ao seu pescoço. Era somente uma ajuda sem segundas intenções, mas os dedos quentes roçando por sua pele, fizeram com que toda a euforia de minutos antes, urgisse em cada célula. E em consequência dos pensamentos, principalmente ao notar que não havia dedicado real atenção a aparência de Jackie, tingiram as bochechas de um tom quente e rosado.
Não que precisasse pensar muito para chegar a conclusão de que queria gastar aquele tempo, não com nós em gravatas, mas bagunçando a cama daquele jeito bem civilizado que o cowboy citara na noite anterior. Mas, principalmente, queria arrancar aquele sorrisinho sacana dos lábios dele.
Certo, compromisso e crianças no quarto. Ter juízo era sempre a solução e…
— Vocês vão se beijar?
Ah, não!
Se Victor estivesse bebendo alguma coisa, provavelmente ele teria cuspido a bebida no rosto de Jackie. Aqueles pequenos tinham ideias realmente boas, mas que não podiam ser executadas. Que lástima!
— É claro que não! — O loiro se apressou a caminhar para longe do calor de outro corpo. — Vocês têm cada ideia. — Sorriu sem graça e fez gestos para que eles fossem para o corredor.
— É que vocês se olhavam de um jeito estranho. — Dilan fez a observação. — Igual quando os casais se beijam nos filmes. — O que era um absurdo! Filmes de ação não precisavam dessas coisas nojentas, só de tiros e perseguições.
Nervosismo era a palavra da noite. Victor desejou afrouxar a gravata, principalmente quando Jackie o tocou displicente na cintura, para fazer com que ele retomasse o passo. Um toque despretensioso, é claro, mas era melhor manter distância e fazer a egípcia.
— Até que enfim! — Sebastian colocou as mãos na cintura, tal qual uma mãe repreendendo os filhos, assumindo uma postura engraçada, mas que Victor bem sabia, era somente para dramatizar o que viria a seguir. — Acabaram se enrolando com os nós…
— Nós? — Ivan se levantou da poltrona quando os rapazes desceram. — Quem foi que se enrolou? — Os olhos castanhos avaliaram as expressões dos dois adultos. E o mais importante: onde e quando haviam se enrolado?
— Eu só não sabia onde havia deixado os meus sapatos, só isso. — Victor suspirou ante o olhar do pai e a insinuação daquele ser descarado chamado Sebastian. — Bom, estamos prontos, então, vamos?
Estavam prontos e elegantes como nunca.
Um pouco nervosos para o que estava por vir talvez...
* * *
— E então? — Verônika, a assistente mais deslumbrante daquele jantar – segundo ela mesma –, girou no próprio eixo e se sentiu a própria Ariel naquele vestido sereia azul. — A beldade aqui não é a mais linda do salão?
Simon, que de segundo em segundo olhava para a entrada em busca dos convidados que faltavam, desviou os olhos para fazer uma rápida análise do porte feminino que, indiscutivelmente era mesmo atraente.
— Só falta o sapatinho de cristal e, o mais importante, o príncipe. — Ironizou. Azul era a cor do vestido da Rapunzel que tinha uma madrasta má e perdia o sapato na escada, certo?
— Tantos homens por aqui, mas nenhum pode ser o meu príncipe… — A mulher se lamentou. Estava parcialmente desiludida da vida de buscar pela outra metade, embora soubesse de casos em que havia dado certo depois de anos, como era o caso do loiro. — Mas mudando de assunto, meu caro — Ela se aproximou e subiu os degraus para o palco onde o chefe estava. Tinham uma visão mais apresentável dali de cima. —, eu estou ansiosa para conhecer o Sebby.
Sebby? Os olhos verdes analisaram o rosto bonito da assistente e as sobrancelhas se arquearam. Sebby? Que intimidade era aquela?
— Sebby?
— O nome dele deixa espaço para apelidos bonitinhos. — Verônika justificou, mas em seguida, sorriu feito uma criança sapeca. — Céus! Você está com ciúmes! — Nunca o havia visto assim e animou-se feito uma adolescente. — Que gracinha.
Se não fosse a amizade de anos, ela jamais falaria assim. O bom humor dela era bem-vindo, e certamente lhe lembrava alguém.
— Acho que vão se dar bem. — Concluiu os pensamentos. — São dois abusados.
— E o Sebby tem um irmão? — Era importante saber. Sua alma gêmea podia estar em Santa Luz e ter traços belamente indígenas.
— Sinto muito. — Simon suspirou de maneira dramática, mas sorriu quando Verônika bufou, perdendo a elegância por alguns segundos. — Mas quem sabe ali? — Indicou o rapaz que se aproximava de uma mesa de conhecidos.
— Ah…
Ryan era muito bonito e todo certinho naqueles óculos e cabelos amarrados, mas não, não tinha certeza se… Se ele…
— E será que ele gosta de mulher? — Ela cochichou, sorrindo disfarçadamente. Lembrava-se da faculdade, quando usava aquele que agora era seu chefe, para contar sobre as desventuras amorosas. — Por que ele pode muito bem estar como eu, esperando o príncipe encantado.
Simon teve que sorrir da expressão desolada que pintou o rosto maquiado, mas deixou as outras prováveis implicâncias de lado quando uma figura de vermelho adentrou o salão.
Cecília ganhou os olhares dos convidados e caminhou de maneira segura e altiva pelo tapete vermelho.
— Diga a sua querida irmã, que só pode haver uma sereia nesse jantar, obrigada!
A voz afetada da assistente o fez rolar os olhos, mas precisava concordar com ela, Cecília estava incrível e seu lado irmão ciumento, logo tomou conta ao ver como o bando de gaviões engravatados, olhavam para a loira que os cumprimentava com um sorriso nos lábios vermelhos. Ele desceu do palco e foi recebê-la, assim como faria com todos os familiares e mais próximos.
— Eu pensei que não nos daria a honra. — Sorriu ao acompanhá-la até a mesa indicada com o sobrenome da família. Puxou a cadeira e sentou-se ao lado dela.
— E eu quase desisti. — Ela segurou a mão dele por cima da mesa. Os dedos frios de unhas vermelhas. Talvez aquela fosse sua cor favorita. — Queria tanto ter espaço para conversar, mas não é o momento para desabafos e chateações. — Afastou os dedos e vagou os olhos pelo salão. Tudo estava tão bonito e de extremo bom gosto, não estragaria aquela noite de ouro com suas lamúrias. — E meus filhos? Pensei que chegaria e os encontraria correndo pelos lugares mais impensados. — O tom pesado deu lugar a um leve e jovial ar de mãe preocupada, antes que o irmão resolvesse comentar qualquer coisa a respeito de sua fala anterior.
— Eles estão vindo. Tocando o terror dentro do carro. — O ar leve também o tomou e o olhar recaiu sobre o fino colar de brilhantes. — Está usando o colar de nossa mãe. Ficou perfeito em você.
— São os meus bons genes. — Ela ajeitou os cabelos loiros, fazendo lembrar e muito Camille De Leon. — Os nossos bons genes. — A leveza a lembrava dos dias passados, quando eram confidentes e melhores amigos. — Irmão, eu—
— O nosso trio favorito chegou.
O olhar de ambos estava agora sobre os familiares.
Todos enfim, reunidos.
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