Cavaleiros do zodiaco-Hoshi no seshi-tachi
4 Tumulo dos vaga-lumes
Notas iniciais
Assim que botou os pés no Japão, Ponyo foi matriculada na mesma escola que Sarah, mas ela estava nervosa, já que a única criança que conhecia era Shina e ela achava que ela estudava em uma escola diferente . Ao ver a apreensão de sua prima, Sarah decide levar Ponyo para um passeio por Tokyo.
Ponyo arregalava seus pequenos olhinhos com o “Novo Mundo” que via, era tudo muito moderno e magnifico e, a alegria da garotinha só aumentou quando as duas entraram em uma loja de doces recheada de balas, bolos, pães, chocolates e outras coisas que não irei mencionar para ninguém babar em cima do livro! Passando perto de uma praça, Ponyo vê uma estatua de um homem sendo erguida, curiosa, pergunta:
–Prima, quem é aquele homem da estatua?
–Ele é Shiro Amakusa, um dos maiores lideres dos rebeldes cristões aqui no Japão. Quando o capturaram, cotaram-lhe a cabeça e deixaram-na exposta em praça publica. Para os cristões do Japão, ele é um “Santo católico” embora ele nunca tenha sido canalizado.
–Nossa! A história dele lembra um pouco a do Zumbi dos Palmares, que era líder do quilombo dos Palmares e era contra a escravidão de negros no Brasil.
–Que legal!
Indo mais adiante, as duas chegaram a um fliperama que Sarah adorava ir. Para Ponyo, aquilo era o “Paraíso Segista”, já que o lugar era recheado de maquinas da SEGA, novas como as do “Project Diva: Hatsune Miku” e velhas como as do “Streets of rage”.
Após se divertirem muito nos jogos de Arcade, as duas voltaram para casa e foram até o quarto de Ponyo. O quarto dela era pintado de azul com detalhes em vermelho, sua cama era branca e havia uma estande com livros e brinquedos, uma TV e uma mesa com cadeira para fazer lição de casa. Ponyo logo se lembra de que dormia com sua irmã em um beliche e que elas dividiam o quarto, brincando e se divertindo muito. Apesar de ser um quarto só pra ela, nada melhor do que dormir com sua irmã.
Na hora do jantar foi outra confusão, além de Ponyo não estar acostumada com aquela comida, não sabia utilizar aqueles palitinhos usados como talheres na China e no Japão (Que eu não sei o nome por sinal!). Sarah teve que ajudar Ponyo a conseguir pegar a comida, mas foi uma espirração de arroz para todo o lado. No final, as duas acabaram rindo uma da outra, já que tinha arroz e molho de sobra em seus cabelos, sorte que a sobremesa foi sorvete de chocolate com morango e frutas, imagina só o trabalho se fosse outra coisa para comer com pauzinhos?
Capitulo II- EU NÃO SOU MAIS UM BEBE!
Sarah correu para seu quarto com um balde de pipocas e ao ver isso, Ponyo pergunta:
–Prima, o que você está fazendo?
–Bom, a professora de artes pediu para fazermos a analise de um filme que vessemos, e eu vou ver um filme de animação chamado “Grave of fireflys” que trata da Segunda Guerra Mundial.
–Que legal! Posso ver com você?
–Ponyo, é legal ter alguém para brincar aqui em casa! Mas esse filme não é apropriado para a sua idade.
–O que você quer dizer?
–Quero dizer que esse filme não é de criança da sua idade!
–SARAH, NÃO ME TRATE COMO SE EU FOSSE UM BEBE!
–Desculpa se te ofendi, mas que tal eu te emprestar meu Mega Drive para você jogar?
–Tá, tudo bem.
Ponyo ficou estressada e ficou se questionando o porquê de tratarem ela como um bebe, ela dizia que já era crescida e que ninguém mais precisava cuidar dela.
Depois de fazer um lanchinho e jogar entediadamente alguns jogos de Mega Drive, Ponyo decide entrar escondida no quarto de Sarah e ver aquele filme.
Por ser filha de uma espécie de militar e por ter sido treinada algumas vezes, Ponyo era mestre em espionagem e em se esconder (Se ela for brincar de Esconde-Esconde com alguém, esse alguém vai sofrer muito) não foi difícil entrar no quarto e se esconder em um lugar onde dava para ver perfeitamente o filme.
O filme que Sarah estava assistindo era extremamente triste, sua história não tinha nada além de morte e destruição, além de que o filme tinha a fama de fazer marmanjos chorarem, pois bem, até mesmo uma cavaleira como Sarah pode ser sensível e chorar bastante vendo essa animação. Só que Ponyo segurava o choro o máximo que podia, pois se Sarah descobrisse, iria dar uma bronca pesada nela (sem palavrões é claro).
Ponyo tentou dormi com os acontecimentos de guerra do “Tumulo de vagalumes”, mas a única coisa que conseguiu fazer foi ter um pesadelo estilo Creppypasta.
Aviso: O texto a seguir lembra muito uma Creppypasta (Estilo Sonic. E.X. E ou o cartucho amaldiçoado do Zelda Majora’s Mask).
O pesadelo era o seguinte: No meio do escuro surgiam pequenos pontos de luz um pouco avermelhados, eram vagalumes, e um som meio estranho tocava por aí. Ponyo vestia um vestido de pano muito humilde e sua cabeça era coberta por um pano um pouco velho, ela olhava para o horizonte e de repente vê uma pessoa sentada ao lado de um poste, ela se aproxima e sente que alguém tocou em seu ombro, esse alguém era Marina que usava seu uniforme militar e logo ao lado dela estava Yusuke com seu uniforme rasgado e com o rosto sujo de poeira. Marina se abaixa e abraça Ponyo em lágrimas dizendo que era muito bom que Ponyo estava viva, a pequena garota não entende e fica confusa, Yusuke pega na mão de Ponyo e diz que eles devem seguir caminho até a cidade mais próxima para se abrigar. Ponyo estava confusa, porque seus irmãos agiam tão estranho? Onde estavam seus pais? O que havia acontecido ali? Uma chuva forte com trovões começa e os três se abrigam numa caverna que Ponyo nunca havia visto na região, Yusuke tira de um pote, alguns vagalumes que havia pegado e também pega um cobertor para aquecer suas irmãs. Quando parecia tudo bem, Ponyo abre seus pequenos olhinhos no sonho e vê seus irmãos desacordados no chão, de seus olhos escorriam sangue e o rosto parecia ter sido costurado. Assustada, a menina fica paralisada de medo e quando olha para cima, vê uma figura toda de preto com os olhos brilhantes que disse:- Você é a próxima!
Naquela hora, antes do ser desembainhar sua faca, Ponyo acorda de seu sonho e vai para o quarto de Sarah, onde finalmente conseguiu dormi sossegada. Meu Deus se fosse eu, gritaria de medo.
Ponyo acorda meio sonolenta por causa do pesadelo da noite passada, ela desce as escadas e encontra Sarah e seu avô tomando o café da manhã. Ponyo conta o pesadelo para eles e Sarah diz que ele poderia ser uma espécie de medo de não ser aceita, já que Ponyo iria ir para a mesma escola de Sarah. As duas primas de arrumaram para ir à escola, Ponyo achava o uniforme muito parecido com um uniforme de marinheiro, mas foi só pensar na palavra “asiáticos” (sem querer parecer preconceituosa) e tudo vez sentido em sua mente.
Ponyo estava extremamente nervosa, já achando que não iria fazer amigos quando escuta uma voz lhe chamando, era Shina que chegara mais cedo para ajudar a professora a organizar a sala. Ponyo se sentiu aliviada em saber que Shina iria estudar na mesma escola que ela, mas notou logo algo estranho nela e perguntou:
–Shina, cadê a sua cauda?
–Ela está onde sempre está, mas eu usei um feitiço para deixa-la invisível, assim ninguém vai saber que eu sou uma Sayamim!
–Ah, tá! Foi a sua prima que te ensinou esse feitiço não é?
–Não! A Botan nunca me precisou ensinar nada, eu aprendi por conta própria, inspirada nos feitiços de invisibilidade da minha mãe, ela era uma bruxa muito poderosa!
Quando a aula começou, a professora apresentou Ponyo a seus colegas de turma, e todos ficaram boquiabertos quando viram que ela era brasileira, pois todos só conheciam o Brasil pelos jogos, mas, os jogos não mostram o Brasil como ele realmente é e sobrou para a garotinha novata de cabelos de fogo explicar tudo tintim por tintim.
Na hora do lanche ouve uma pequena confusão, Ponyo e Shina lanchavam juntas quando duas garotas se aproximaram delas, elas se apresentaram como Luiza e Anna.
Luiza era morena, de cabelos longos pretos, usava lenço de cetim no pescoço e tinha um carisma muito grande. Anna era branca, com cabelos mesclados, usava boina vermelha e amava jogar Pokémon nos portáteis da Nintendo, em especial o Pokémon FireRed no GBA (Game Boy Advence).
Elas acabaram gostando do estilo de Ponyo e perguntaram se ela e Shina gostariam de lanchar com elas. Logo as quatro se tornaram amigas e Shina e Ponyo acabaram por descobrir que Luiza era a irmã mais nova de Julia e Anna era a irmã mais nova de Iris.
Tudo ia bem quando um molequinho que não tinha nada pra fazer pegou a cruz e o colar com uma Safira na ponta de Ponyo e começou a jogar de um com seus colegas e também começou a zoar a pobre Ponyo pelo fato dela ser cristã e pelo fato dela ser brasileira.
Shina, Luiza e Anna tentaram ajudá-la, mas não adiantou de nada, até um deles errar a mira e jogar a cruz e o colar nas mãos de Sarah que imediatamente chamou uma das inspetoras que levou aqueles moleques para a direção.
Sarah devolveu o colar e a cruz para Ponyo e agradeceu as meninas por tentar ajudar a pequena.
Pois é, sofrer preconceito por causa de etnia, religião ou nacionalidade acontece em qualquer lugar, só espero quem minha amiga Giovana Beneti não esteja sofrendo isso lá em Londres.
Ponyo passou o dia inteiro estudando, pois queria alcançar seus colegas de turma, mas depois do jantar, Sarah empresta o PS1 dela para que Ponyo se divertisse um pouco. Ela começou a jogar um pouco mas ao ver as fases do jogo se lembrou dela e de seus irmãos jogando juntos, lembrou das risada de quando Yusuke morria no jogo e ficava irritado, do modo como Marina apertava os botões do controle quando se desesperava nos chefões, até dos sustos que levou com vários Survival Horrors. E isso só piora quando ela resolveu olhar para fora, pois o que via não se comparava nada ao céu estrelado de Minas Gerais.
Ponyo então começa a chorar de saudades de casa, Sarah escuta e começa a tentar consolar a prima. Aos poucos, a tristeza de Ponyo foi desaparecendo e se transformou em um sorriso leve que só ela sabia dar.
No dia seguinte, depois da escola, Sarah leva Ponyo para treinar ao lado de suas amigas, o que foi ótimo pra dizer a verdade, pois isso alegrou a pequena e fez com que ela tivesse mais interação social com as outras.
Nausicaä ficou impressionada com o talento de Ponyo, que mesmo com pouca idade, já lutava capoeira e judô, artes de luta que seus irmãos dominavam. Tudo ia bem até que um barulho estrondoso vindo do bracelete especial de Sarah assusta Jiji e o faz pular pra cima do cabelo de sua dona. Irritada, Giovana diz:
–Vai descendo daí ou eu vou te transformar em uma barata!
–Ok, senhorita estressadinha, só me lembra de nunca mais ficar perto das suas pulseiras!
Sarah pede desculpas e olha para o visor do bracelete, pelo visto ele avia localizado mais um pedaço de armadura em uma caverna próxima dali. As meninas se preparam e vão pra lá. Quando chegaram, viram que Ash estava lá com alguns cristais esquisitos, ele explicou que aqueles cristais brilhavam no escuro e que seriam uteis para elas não ficarem perdidas. Sarah fica maravilhada com o raciocínio da pequena raposa-esquilo e faz carinho nele.
Tudo ia bem até Ponyo escutar uma musiquinha que lembrava a musica da cidade de Lavender do Pokémon Red/Green/Blue/FireRed/LeafGreen, e como essa música assusta muito, a garotinha corre para os braços de sua prima que incomodada pergunta:
–Ai Ponyo! Que foi?
–Musica... Lavender... Fantasma!
–O que? Ponyo a gente não tem tempo para brincadeiras!
–Sarah, acho que ela escutou alguma coisa que a fez ter medo-Comentou Iris
–Ah, Ponyo! Tá tudo bem, isso deve ter sido coisa da sua imaginação.
Ponyo pensou em contestar sua prima, mas deixou quieto e continuou seguindo-a, mesmo que com medo.
Capitulo VII-O retorno da Raposa de duas caudas (Ou quase)
Quando elas encontraram o pedaço da armadura, uma fenda começou a abrir no chão, derrubando todas. Foi então que a vilã não tão esperta, Dr. Shadow Soul e sua ajudante extremamente atrapalhada, Tomoyo apareceram para estragar tudo.
–Olá minhas detestáveis inimigas!
–Vocês de novo?! Mas como é que escaparam do reformatório da Icari?-perguntou Ponyo confusa
–Pois é, mas eu ainda tinha meu báculo e as cartas fogo negro e vento sombrio em mãos, então foi mole, mole. -disse Tomoyo, se exibindo por ser uma Card Captor.
Sarah e suas amigas vestiram a armadura e partiram para o ataque, mas o novo robô de Shadow Soul era diferente, com proteção extra e muito mais resistente e aparentemente sem pontos fracos, fora que, Tomoyo não parava de lançar magias nelas, deixando assim, impossível das garotas contra-atacarem. Só que Ponyo viu que a parte de traz do Robô tinha uma espécie de botão de autodestruição, mas como ele se movimentava rápido, seria impossível dela subir lá e atacar sozinha. Então ela teve a ideia de ela e Shina irem juntas, só que havia um detalhe: Shina deveria usar sua cauda para voar e arremessar Ponyo no momento certo.
E não é que isso deu certo? A explosão do robô foi tão forte que mandou Shadow Soul e Tomoyo pelos ares. Sarah e Giovana ficaram orgulhosas de suas primas, pois viram que elas tinham grande potencial. Mas esse grupinho só vai aumentar, e pra ver isso, veja as próximas edições.
Fim. Continua...
Fale com o autor