Cavaleiros do zodiaco-Hoshi no seshi-tachi
7 O passado
Notas iniciais
Sarah pede para suas amigas irem até sua casa, pois havia algo muito sério que havia descoberto. Ao chegarem lá, encontram Sarah com uma roupa azul, aparentemente de cientista, com uma calça branca e botas especiais. Julia se arrisca a perguntar:
–Por que nos chamou aqui Sarah? E que roupa é essa?
–Sobre essa roupa, eu necessito dela para nossa próxima missão, agora eu tenho uma coisa para mostrar a vocês, por favor, me sigam. -diz Sarah em um tom sério que assustou todas as garotas
Sarah as levou para a biblioteca de sua casa, que era relativamente grande, sobre uma mesa estava um livro com uma joia azul no meio, Sarah o abre e começa a dizer:
–Encontrei este livro ontem à noite, comecei a lê-lo e me espantei com o que li. Ele fala de um vale perdido, onde há um cemitério místico onde as pessoas que entram saem sem sua sanidade. Dizem que lá, vários cavaleiros que vieram para Kanto na guerra “Prologo do céu” há doze anos morreram e suas almas estão torturando quem chega perto de lá.
–Mas qual é nome desse vale?-pergunta Iris
–Kaze no tani (vale do vento em japonês).
–E tem como chegar lá?-pergunta Nicolle assustada
–Tem sim. Fica logo depois da crista do vento, mas temos que usar roupas especiais para chegar perto de lá, como essa que estou usando. Fora que, o livro também diz que há espécies de plantas venenosas não catalogadas lá e vamos precisar de mascaras como essa aqui.
–Eu acho que posso fazer essas roupas até amanhã. -diz Julia
–Sarah, por que está tão interessada nesse vale?-pergunta Geovana
–Além dos mistérios desse lugar, acredito que haja um pedaço de armadura lá.
–Então está certo. Eu vou pedir para minha mãe algumas informações sobre esse lugar. –diz Giovana
–Ótimo.
Sarah guarda o livro na estante e tira do bolso da blusa o mapa para o local, apontado a melhor rota. Ela pede para suas amigas esperarem na sala enquanto ela buscava algumas coisas. Cinco minutos depois ela volta com uma bandeja cheia de utensílios, eram bombas de luz para atordoar inimigos, apitos especiais para animais, ganchos e objetos de escaladas e alguns canivetes. Ela disse que isso seria o suficiente para sobreviver naquele lugar.
No dia seguinte, elas prepararam tudo, porém Nausicaä estava preocupada com suas alunas, quando partiram, ela olhou para uma foto na estante de sua irmã mais nova, Luka, e diz:
–Que os bons ventos as protejam.
Depois de passarem a crista do vento, que era um lugar depois da floresta onde havia uma cadeia de montanhas e no meio um monte não muito alto, elas começaram a escalar, Geovana ia à frente, já que suas correntes facilitavam para ela escalar. Ao chegarem ao topo, Sarah olha o mapa e começa a girar o apito, com ele, chamou a atenção dos pássaros que viviam ali e um deles pousou em seu obro, Sarah pergunta:
–Amiguinho, sabe onde fica o caminho do vale?
O pássaro grasna e Sarah compreende o grasnado.
–Ótimo, guie-nos até lá!
Elas seguiram o pássaro até o caminho. Ao notar as plantas diferentes, Sarah diz:
–Coloquem as mascaras e vão à frente até a entrada do cemitério. Lá o ar já estará purificado. Eu vou atrás para garantir a segurança e pegar algumas amostras dessas plantas.
–Ok, Sarah! Nós te esperamos na entrada do vale. -diz Botan
Sarah coleta não só as amostras das plantas para estuda-las, mas também algumas carcaças de pequenos animais mortos provavelmente pelo veneno que elas expilem.
Ao chegar à entrada do cemitério, Sarah se depara com uma discussão entre Shina e Giovana.
–Parem! Vocês são da mesma família, não se envergonham de brigar como animais?-grita Sarah
–Você não sabe como é viver com essa daí Sarah! Ela acha que sabe mais sobre mim do que eu mesma!–berra Shina com seus olhos cheios de lágrimas
–A verdade é que eu só fiz um comentário simples de que minha mãe e a mãe dela já estiveram aqui, e que ela poderia ter visto tudo isso se a mãe dela não tivesse morrido!-diz Giovana
–PARA! VOCÊ ESTÁ MENTINDO! MINHA MÃE ESTÁ VIVA!-grita Shina quase chorando
–Shina, você sabe que ela está morta, por que não desiste dessa teoria?-diz Botan meio grosseiramente
Shina arranha Botan e sai correndo chorando, sumindo na neblina. Sarah olha para sua amiga em sinal de desaprovação, ela pede para as amigas se separarem para encontrar Shina, mas que ficassem perto de sua irmã, para que elas não se perderem.
Uma figura as observava de longe, parecia querer algo com Nicolle, Quem seria essa figura?
Shina tira a roupa especial que Julia havia feito e mostra que já estava com seu quimono debaixo daquela roupa. Ela rosnava de raiva de sua prima, estava enfurecida e muito triste, porque não queria acreditar que sua mãe e seu pai a haviam deixado naquele mundo. Quando Shina se dá conta, estava no meio daquele labirinto de ossos e grita desesperadamente por suas amigas, ela se sentia sendo observada, que havia dois olhos enormes atrás dela, ela escuta uma voz de mulher a chamando. Shina pergunta com a voz tremula:
–Q-quem está aí?
–Não se lembra de mim, meu amor? Olhe os cabelos, o vestido, as orelhas de ouriço. Não lhe é familiar?-diz a voz num tom carinhoso
Shina olha a figura atentamente, os cabelos rosa, o vestido amarelo com uma fita laranja na cintura, as orelhas e rabo de ouriço marrom, os detalhes delicados e lindos do rosto, tudo aquilo era familiar, tudo lhe remetia a sua mãe. Quase como se a figura lhe mandasse dizer isso, Shina exclama:
–Mamãe?!
–Sim, sou eu meu bebe!
O reencontro de mãe e filha foi quase inevitável, Shina abraçou fortemente sua mãe, ambas caindo em lagrimas.
–Oh, mamãe senti tanto a sua falta!
–E eu senti a sua Kitara!
–Mãe, sabe que Kitara é o meu nome como Sayamim!
–Eu sei sim minha flor do campo! Agora quero lhe mostrar algo, mas antes diga o meu sobrenome.
–Seu sobrenome é Shinegame.
–Ótimo, agora sei que não é delírio meu!
Luka carrega sua filha no colo até uma pedra onde estava um homem muito forte, de manto azul, cinto de couro, cabelos espetados negros, olhos cinza, pele morena e que tinha cauda de lobo. Este era Taidus, o pai de Shina.
–Papai!
–Olhe se não é a minha pequena Sayamim! Como cresceu minha filha!
–Taidus querido, por que não mostramos aquela coisa para a Shina?
–Boa ideia, Luka!
Taidus pega Shina no colo e andando ao lado de Luka, mostram para Shina um baú pequeno de madeira. Eles pedem para que Shina abra, e dentro do baú havia uma pequena estatua de um lobo, feita em safira.
–Nossa, é muito bonita!
–Essa estatua foi o que causou nossa desgraça! Não é mesmo Taidus?
–Isso querida! Naquela noite, a tribo dos ursos nos atacou de surpresa para pegar o poder de nossa tribo e nos dizimar, esse poder que eles queriam era esta estatua. Sua mãe e a Lethy, a sua babá, levaram você até a casa da sua tia enquanto eu lutava. Foi um banho de sangue naquela noite. Sua mãe me disse que tanto Nausicaä quanto Giovana prometeram te proteger. Eu guardei a estatua para o dia em que nos reencontrássemos, já que você será a próxima líder dos Sayamins é bom tê-la ao seu lado.
–Onde está a Giovana, meu bem? Ela não veio com você?
Shina se sente culpada e explica tudo o que aconteceu, seus pais então a levam, andando calmamente, até Giovana.
Giovana teve uma bela surpresa no meio do nevoeiro. Ela encontra uma luz meio azulada e quando se aproxima, encontra um homem vestido com uma roupa preta e cachecol azul, ele cantava uma doce melodia em italiano, ao se virar para ela, Botan vê que aquele era Rukky, o seu pai. A garota o abraça fortemente e lhe faz carinho nos curtos cabelos loiros. Rukky dá um beijo na filha e explica que está morto, mas que sua alma ainda está atrelada a terra. Giovana pergunta para Rukky que musica era aquela e ele diz que era uma música que ele cantou no dia em que conheceu Nausicaä.
–Sabe filha, no caso meu e da sua mãe, nos não nos apaixonamos a primeira vista.
–Não? Mas você sempre se mostrou apaixonadíssimo pela mamãe!
–Mas no começo não foi assim. Eu e meus amigos Darunia, o cavaleiro de corvo, e Isao, o jovem mestre-mago de Terramar, estávamos contra o Santuário por causa de coisas horríveis que ele fez a nossos companheiros inocentes e nossas terras natais. Sua mãe e suas companheiras Lyra, a cavaleira de cobra, e Sophitia, a cavaleira de lira, foram mandadas para nos caçar e nos lutamos gravemente naquela noite.
–Mas como vocês se apaixonaram?
–Eu e sua mãe no meio da luta descobrimos que havia coisas erradas no que nos contaram e que jogamos nós dois numa briga sem sentido para brigarmos como animais. Depois de algum tempo, nos dois nos apaixonamos completamente e nunca mais quisemos nos separar.
Giovana se sente mal espiritualmente e seu pai logo percebe.
–O que foi minha rosa dourada?
–Eu briguei com Shina e deixei que ela entrasse aqui sozinha. Estou arrependida da escolha que tomei e quero encontra-la.
Rukky olha para o horizonte e pede para que Botan olhasse atrás dos arbustos e encontraria Shina, depois de dizer isso, ele some na nevoa dizendo: “Até logo, minha pequena leoa!”. Shina avista Giovana e abraça seus pais. Eles dizem que tem coisas para resolver antes de poderem viver junto de Shina. A pequena Sayamim sai de trás dos arbustos e vai correndo ao encontro de Botan, elas se abraçam e pedem desculpas uma para outra. Elas veem um caminho de pedras de mármore e o seguem de mãos dadas.
Nicolle caminhava praticamente em câmera lenta, suas mãos estavam suando muito, ela parou quando escutou uma musica tocada em lira (instrumento semelhante à harpa). Ela olha para trás e vê sua mãe, Sophitia, em um longo vestido que usava em dias de neve, seus cabelos eram presos em um coque com mechas soltas, o lindo dourado de seu cabelo combinava com o verde claro de seus olhos. Nicolle não pensou duas vezes ao ir abraça-la, com medo de que fosse uma ilusão que dissolvesse em pouco tempo.
Mãe e filha choram ao se reencontrar. Nicolle sentia o peso de muitos anos de sofrimento saírem de suas costas.
–Oh, mamãe! Eu sinto tanto sua falta! Des daquele dia em que você me salvou de me afogar num lago gelado eu não consegui dormi direito!
–Eu também sinto sua falta meu amor! Por causa de assuntos mal resolvidos nesse local, e por tudo isso que aconteceu com você e com sua irmã, meu espirito não consegue descansar em paz.
A garota que seguia Nicolle aparece atrás dela e mostra ser Eboshi, a irmã mais velha de Nicolle, agora ela deveria ter mais ou menos 13 anos de idade, prestes a completar 14. Eboshi tinha cabelos azulados, como os de seu pai, mas pintou seus cabelos de loiro para que visem em seu rosto o rosto de sua mãe. Ela estava usando um vestido azul com um detalhe vermelho no busto. Nicolle não hesitou em abraçar sua irmã.
–Irmã! Mais por onde você andou?
–Naquele dia da avalanche, eu fui salva por um soldado do santuário e ele me levou para ser treinada lá, já que nasci sob a constelação de Aquário, uma das constelações dos cavaleiros de ouro. Eu consegui um jeito de escapar dos treinos pra poder te ver, mas tenho que voltar rápido.
–Uma cavaleira de ouro? Você conseguiu um cargo muito alto minha filha!
Nicolle olha por trás de sua mãe e vê seu pai sentado em uma pedra, ele usava a armadura de corvo, com a qual ele foi enterrado, seus cabelos curtos em tom de azul escuro esvoaçavam por aí, seus olhos completamente cinzas olhavam sem brilho para o infinito. Nicolle abraça seu pai e conversa com ele em gestos, já que ele era mudo.
Eboshi pergunta para mãe o que ela veio fazer aqui anos atrás. Sophitia responde que na época da guerra “Prologo do céu”, o Santuário mando o grupo dela para verificar o cemitério, trazer de volta as Armas de Libra e eliminar qualquer coisa que os inimigos do santuário estivessem tramando lá. Infelizmente, ela seu grupo não puderam terminar a missão que lhes foi dada e isso só foi o começo do desacordo entre esse grupo e o santuário.
–Me perdoem meninas, mas nem eu nem seu pai podemos ficar mais tempo aqui! Nossos espíritos ainda estão irrequietos, esperando que esses assuntos inacabados sejam finalmente acabados para descaçarmos em paz.
–NÃO! Por favor, mãe! Não me deixe mais! Meus pais adotivos são terríveis comigo!
Eboshi e Nicolle começam a se debater em lagrimas. Enquanto seu espirito sumia com o vento, Sophitia diz: “I sorry my sweet baby...” que em uma tradução literal significa: “Me desculpe meu doce bebe!”.
Eboshi pega sua irmã e diz:
–Vamos seguir o caminho de mármore e cumprir o que nossa mãe não pode cumprir.
Ainda em lagrimas, Nicolle anda abraçada à sua irmã, sonhando o dia que veria sua mãe novamente.
Julia e Luiza andavam de mãos dadas, com muito medo de se separarem, até que encontram um avião de papel no chão, elas ouvem passos de alguém correndo e quando se viram se emocionam, pois quem estava lá era Jiro, o seu tão amado pai, que estava em seu belíssimo terno branco, de chapéu combinado com o terno e seus óculos. Jiro abraça fortemente suas filhas, e se surpreende ao ver o quanto elas cresceram.
–Nossa! Como você está linda Julia, parece uma princesa! E você Luiza, que linda mocinha você virou!
–Obrigada papai! Nós sentimos muito a sua falta, e olha que a Luiza só te conhecia pelas fotos!
–Eu sei, mas sabe como sou, morri porque não trairia minha família e meus amigos por dinheiro. Além disso, aquele cartel chinês estava atrás do espelho do dragão, o espelho que é tão precioso para nosso clã.
–Verdade! Papai, o que você fazia mesmo? A mamãe e a Julia não especificam muito pra mim!
–Eu era inventor e projetava aviões também, foi por causa desses aviões de papel que eu usava para fazer o desiner dos aviões que eu conheci a sua mãe. Ela não era chinesa como eu, era americana, mas se mudou para China com 16 anos. Ela era uma dama muito bonita e lutadora muito habilidosa.
–Nós sabemos pai! Você conheceu a mamãe por causa desses aviões que você joga por ai e perde no ar!
–Nossa, acho que repito muito minhas histórias!
Todos começam a rir. Luiza estava muito feliz, seu pai havia morrido quando ela ainda era um bebe, e essa morte, acompanhada de alguns outros fatores, fizeram com que sua família mudasse para o Japão, o que foi triste para Julia, já que ela era apaixonada por um garoto que era seu amigo desde criança.
Jiro entrega para suas filhas um pingente de dragão, que era um pequeno presente de casamento para sua esposa. Julia o coloca em sua bolsa e antes do espirito do seu pai desaparecer, o abraça, se lembrando de sua infância na China. Ela e Luiza seguem pelo caminho de mármore.
Geovana dava pulinhos no meio da nevoa, só que, parou do nada quando escutou uma espécie de briga, se aproximou de um arbusto e viu uma cena de quando era criança. Era uma briga entre seus pais que discutiam se parar enquanto ela estava encolhida atrás de um armário chorando muito por ouvir cada coisa que seus pais diziam, daí, ela escuta o barulho de uma porta abrindo que era seu irmão Christopher que chegava de seu curso de artes. O garoto naquela época tinha 11 anos, enquanto ela tinha cinco, ele era um jovem de cabelos castanhos, pele clara, olhos verdes e que costumava usar roupas que lhe deixavam parecido com um piloto de avião. Naquele dia, ele olhou horrorizado para cena da briga dos pais, seu pai então o pega pelo braço dizendo:
–Olhe só o que temos aqui, se não é um de nossos “amados filhos”. Você e aquela pequena imprestável me enojam! Veja o que sinto por você seu moleque, quem sabe assim sua tão amada mãe me conte o que quero!
O pai pega o braço de Christopher e o torce fortemente. Nesse momento Geovana grita fortemente, voltando para o presente:
–Pare, por favor! Eu não aguento mais isso, por favor, pare!
–Shhhhhhhhhh... Está tudo bem, eu estou aqui, Geovana. Sou eu, Christopher, e não estou sozinho, o mestre Shun está comigo!
Geovana sete o abraço suave do irmão e começa a chorar de emoção. Christopher pega a garota no colo e Shun, o lendário cavaleiro de Andrômeda (Do CDZ clássico, ele dispensa apresentações), passa delicadamente a mão na cabeça da pequena sapeca.
–Mestre Shun, que bom vê-lo! O que você e o Chris estão fazendo aqui?
–Eu estou aqui por que senti que seu coração estava sofrendo, mas seu irmão tem um motivo diferente para estar aqui.
–Eu me alistei na GUM, a divisão de policiais de Icari Warriors, eu tenho bons motivos para estar nessa divisão, eu não quero que o nosso pai te machuque mais ou faça a mamãe sofrer.
–Mas eles se separaram há tanto tempo, acho que depois do incidente na ilha de Andrômeda, onde eu conheci o mestre Shun.
–Eu sei, mas não quero que ele consiga o que aquilo, o grande tesouro da nossa família. Por isso eu vou defender essa herança com unhas e dentes, e é claro, com um Levistone.
Shun nota que a mão de Geovana estava totalmente preta (Não é nada racista, não tirem conclusões precipitadas!).
–O que é isso Geovana?
–(Olha para a mão) Oh, não! Isso é tecido da minha maldição, se eu me entristeço muito a ponto da minha alegria sumir, eu posso me transformar em uma marionete viva. Esse tecido começa saindo da minha mão e se espalha pelo meu corpo. É muito doloroso.
–Então (coloca Geovana no chão) eu acho que tenho a coisa certa pra essa situação! (Tira um pirulito de cereja do bolso)
–OBA! Esse é o meu pirulito favorito! Mas você ainda não me respondeu o porquê de estar aqui!
–É uma espécie de ritual que eles têm na GUM. Eles mandam algum novato pra cá e para ver se conseguem sobreviver aqui. Então digamos que essa seja minha primeira missão!
–Que bacana, mas acho que eu tenho que ir maninho, tenho que achar minhas amigas!
–Ok, mande lembranças pra mãe quando voltar pra casa!
–Ok, eu mando! Tchau maninho, tchau senhor Shun!
Geovana segue o caminho de mármore. Christopher se volta para seu mestre e pergunta:
–Mestre Shun, o senhor acha que ela vai ser uma boa cavaleira?
–Como sabe que ela é uma cavaleira? Não te contei nada disso.
–Notei o colar que ela usava. Estive estudando sobre os cavaleiros. Mas agora peço que responda minha pergunta.
–Sim, ela tem potencial para ser cavaleira de Andrômeda, mas ao contrario de mim, ela não é tão séria. Talvez seja porque ela sofreu muito quando mais nova, e agora compense isso com uma alegria exagerada.
–Sim, realmente é isso, mas no começo a alegria dela era mais sádica e psicótica, hoje já é mais controlada e dentro dos limites dela. Foi bom ter conversado com o senhor mestre!
–Eu digo o mesmo. Espero revê-lo outro dia.
Shun desaparece na névoa e Christopher segue sua missão.
Iris e Anna andavam a passos largos, apressadas para completar a missão que lhes foi dada.
–Rápido Anna! Temos que achar a Shina!
–Ai, calma aí! O Keberos não quer sair da minha cara!
–A culpa não é minha se esse lugar me dá arrepios!
Iris dá sinal para pararem, pois havia escutado um barulho estranho. De trás de uma moita saem duas Cartas Clow, a carta “MADEIRA” e a carta “ÁGUA”. Iris ataca a carta “MADEIRA” com um “Ave Fênix” e depois deu uma voadora na carta. A carta revidou com um chicote enorme de raiz. Luiza tira as duas cartas que recebeu e diz:
–Muito bem, vejo que entrei em uma batalha Pokémon como no “Pokémon Ruby, Saphire and Esmerald”! Então como o Ash Ketchu diria para as cartas atacarem? Hum... Ah, já sei! Carta FOGO e carta FLOR, eu escolho vocês!
A pequena CardCaptor lança suas cartas na arena e as manda atacar como se fossem pokémons. Ela manda a carta “FOGO” atacar a carta “MADEIRA” com um “lança-chamas” e manda a carta “FLOR” atacar a carta “ÁGUA” com um “chicote de cipó”. As cartas foram facilmente derrotadas com a estratégia bem colocada de Luiza.
–Muito bem, maninha! Acho que vale a pena você ficar jogando Pokémon o tempo inteiro!
–Obrigada, Iris! Mas o que eu usei foi uma estratégia simples do “Pokémon Red, Blue and Green”. Eu sei tudo sobre todos os pokémons e está claro que essas cartas funcionam como eles.
–(batendo palmas) Ora, ora, ora! Se essa dupla de irmãs não fez um ótimo trabalho?
Keberos corre para dentro da bolsa de sua dona, enquanto Iris encarava de cara aquela voz, só que logo o dono da voz mostrou ser Ikki de Fênix (outro que é do CDZ clássico, nem preciso dizer nada, né?) e Iris corre para abraça-lo.
–Mestre Ikki! É muito bom vê-lo! Você viu a nossa batalha?
–Vi sim! Você e sua irmã andaram treinando não é?
–Sim, tenho dado o máximo de mim, e...
Iris para de falar e uma aura purpura compre seu corpo, do nada, ela começa a ter outro tipo de personalidade, mais patricinha, cheia de nojinho, convencida, egoísta e cheia de se achar.
(Iris de aura purpura): Claro que eu consegui, porque eu sou perfeita e todos deveriam ser meus servos!
(Iris de aura vermelha): Cala a boca, patricinha! Eu to falando com meu mestre, não tá vendo?
(Iris de aura purpura): Ai desculpa baranga! Mais essa conversa tava tãããão chata!
(Iris de aura vermelha): Vem cá que eu te mostro uma coisa sua idiota!
(Iris de aura purpura): Caí dentro feiosa!
Anna bate seu báculo de lis na cabeça de sua irmã para tentar estabiliza-la. Iris volta a si e diz:
–Valeu maninha! Mais um pouco e aquela louca ia me dominar!
–Mas o que foi isso irmã? Você começou a falar sozinha e ficou trocando de personalidade!
–É que eu era daquele jeito quando eu era mais nova. Eu me achava muito e fazia todos sofrerem, a Alice sempre me disse pra tomar cuidado com isso, mas eu nem escutava. Quando eu fui treinar pra ser uma Umbra, que é o tipo de bruxa que nossa mãe é, eu recebi do meu próprio veneno, o mestre Ikki apareceu pra mim e remodelou o meu caráter, só que eu fiquei com dupla personalidade que é mostrada por auras vermelha e purpura.
–Agora eu entendo irmã! Mas com assim ele apareceu pra você?
–Eu encontrei a Iris machucada no meio daquela floresta, então eu cuidei e treinei-a, só que de um jeito melhor do que meu mestre me ensinou. Iris se mostrou uma excelente aluna então lhe ensinei um dos golpes mais poderosos que tenho, o “golpe fantasma de Fênix”, esse golpe tem a capacidade de criar uma ilusão muito forte do pior pesadelo ou de outra coisa de quem o recebe, este pode acabar morrendo se o recebe.
–Por isso eu prometi usa-lo em ultimo caso. Ainda bem que eu tenho esse chicote de magma, se não teria que usar esse golpe.
–(sorriso de leve) Tenho uma coisa para você Iris. Me de sua mão.
–(Olha para a mão) Oh, uma presilha de lua! É muito bonita, obr... Mestre?
–Nossa! Ele sumiu!
–Deixa pra lá, vamos completar essa missão e quando o encontrarmos de novo agradecemos o presente.
As duas irmãs seguem pelo caminho de mármore, enquanto Keberos se remexia dentro da bolsa. Ikki olha do alto das rochas sorrindo diretamente para Iris.
Sarah seguiu com Ponyo, Ash e Jiji. Ela se sentiu um pouco incomodada pelo fato de Jiji estar com ela, já que ele era de Giovana. Ponyo andava a passos lerdos, segurando seu crucifixo e rezando uma “Ave Maria”. Ash estava no ombro de Sarah e escuta um barulho semelhante a passos, depois, ele e Sarah escutam algo como “Follow me” que significa “Siga-me”. Sem excitar, Sarah pega Ponyo pela mão, coloca Jiji em seu ombro esquerdo e vai correndo atrás da voz.
–Ei, Sarah! Pra que a presa prima?
–Acho que você não escutou a voz que pediu para segui-la.
–WHAT?! Que voz Sarah?
–A gente não sabe Ponyo, mas vamos descobrir daqui a pouco (Para de falar e ouve) Vire a esquerda Sarah!-grita Ash
Sarah acabou esbarrando de cara em uma pessoa, quando olhou melhor, era uma mulher, de cabelos roxos, com uma roupa preta e vermelha muito estranha, seu rosto era coberto por uma mascara de metal, carregava nas costas uma urna de armadura (Da série clássica) e sua pele era morena. A figura a encarrou de um jeito perturbador, Ponyo estava suando frio, Jiji parecia mais um gato fantasma de tão pálido, Ash espichava seus pelos em posição de ataque, Sarah encarava a figura de modo contemplativo e complexo. A figura diz:
–O que procura está aqui. Tem mais coisas que podem ser de seu interesse também. Só te peço que leve daqui as Armas de Libra e não as entregue ao Santuário.
–Mas espere quem é você?
–Não faça perguntas Sarah, apenas obedeça e termine com o que comecei!
A figura corre e Sarah tenta segui-la, mas a figura era mais rápida e sumiu. Ponyo e Sarah ficam confusas: como aquela figura conhecia Sarah? , mas isso era assunto para outra hora. Sarah e seu grupinho chegam ao meio do cemitério, lá chegam também suas amigas. Elas contam às experiências que tiveram e também suas visões. Eboshi sumiu na nevoa quando viu as amigas de sua irmã.
–Bom, pelo visto todas viram algo do passado não é?-diz Sarah
–Pois é, mas e aí? Sua expectativa estava certa?-pergunta Iris
–Sim, e tem mais, acho que sei como nos livrar da nuvem de poluição lá em cima e ainda sei como não precisamos de mascaras aqui!
–E então conta tudo Sarah, não deixe nenhum detalhe de lado!-diz Julia animadinha
–Ok! Pelo visto, as árvores e arbustos protegem esse lugar purificando o ar poluído lá em cima, que é a nuvem de poluição concentrada. Provavelmente ela é a junção da poluição da na atmosfera do planeta com o veneno aéreo que é expelido por aquelas plantas, que por sinal, devem ter se adaptado dessa forma depois da guerra “Prologo do Céu”. Acho que podemos reverter essa situação se retirarmos a fonte de alimento dessas plantas, retirarmos seus esporos, já que elas não tem só sementes, e usarmos um ataque concentrado naquela nuvem, ou seja, unir nosso elementos num único raio.
–Nossa, é bem complexo! Será que dá certo?-questiona Nicolle
–Tudo que a Sarah falou tem cabimento, menos a parte da adaptação das plantas, porque eu sei que isso pode demorar milhares de anos. Mas de resto acho que pode dar certo. -diz Botan
–E o que estamos esperando? Vamos pegar logo esse pedaço de armadura e botar esse plano em prática!-grita Geovana
O grito de Geovana chamou a atenção de um bicho que elas apelidaram de Ohmu. Ele era totalmente roxo, com os olhos vermelhos e tinha a aparência de um inseto, além de ter a metade do tamanho das meninas. Iris tira o chicote da cintura, mas Sarah a para e diz para não o atacar. Ela usa as bombas de luz para o deixar paralisado, os olhos do Ohmu ficam brancos, depois ela usa um apito especial que ela fez e o começa a girar. Ela diz suavemente:
–Não tenha medo Ohmu! Deixe-me toca-lo, não lhe farei mal algum. Deixe-me mostrar teu verdadeiro eu.
Sarah toca no Ohmu e o transforma no que realmente ele era, uma raposa-esquilo. Depois do incidente, elas botaram o plano em prática e depois foram embora, levando as Armas de Libra. Quando chegaram à casa de Giovana, contaram tudo para Nausicaä, que ficou muito feliz ao ouvir a história das meninas e em ver as Armas de Libra.
Quando voltaram para casa, estavam com muitas perguntas em suas cabeças, mas sabiam que iriam resolver tudo ao longo de sua jornada.
Fim. Continua... Bônus- Cavaleiros de ouro
Eboshi sobe rapidamente as escadas das doze casas do Santuário, exausta, chega à casa de Aquário. Um garoto de cabelos curtos retos pretos, roupa branca, pele pálida e olhos castanhos a aguardava.
–Finalmente chegou Eboshi! Quase que você me põe numa grande enrascada!
–Me desculpe Gamaji, mas eu tinha que ajudar a minha irmã.
–Não sei por que você insiste em querer ajuda-la mais esqueça, vamos logo, o mestre disse que ao final da tarde iria ver todos os cavaleiros de ouro em treinamento. Estou te esperando fora da casa de Aquário, arrume-se logo!
–Claro, não irei demorar!
Todos os 24 cavaleiros de ouro em treinamento estavam lá, todos menos Rin de Sarguitário, já que o colar da armadura que iria receber foi quebrado em pedaços que se espalharam e ela estava em um misterioso coma. Quando o Grande Mestre apareceu, todos os cavaleiros se alinharam organizadamente, o Mestre lhes entregou suas armaduras, e depois de um logo discurso e um juramento, os recém-nomeados cavaleiros de ouro foram para suas casas, onde sempre ficariam para a defesa do Santuário.
A figura que ajudou Sarah observava tudo com extrema atenção, usando um binóculo. Colocou novamente a mascara de metal e disse:
–Não confiem nele novatos!
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