Notas iniciais
De novo, o titulo já diz tudo

O grupo dos maiores estava embarcando num passeio oferecido por um amigo do avô de Sarah, apesar de ser num barco pequeno, era muito empolgante. Sarah e seus amigos estavam vestidos como pessoas do Japão Feudal, com longos quimonos e acessórios que os deixavam parecidos com Keichas e Samurais (Ou ninja no caso de Kaito). Sarah estava vestida como Kenshin Himura, o famoso Battousai dos mangas e animes. Ponyo estava muito desconfiada e entregou a Sarah um pingente com a ponta afiada para Sarah, para caso ela precisasse.

Apenas os maiores iriam ao passeio. Uns vinte minutos depois de saírem do porto, Savio começa a desconfiar das ações do capitão do barco, e vendo que ele parecia ter intenções maldosas, tratou de tentar tirar satisfações. De fato, aquele homem trabalhava para Shadow Soul, e estava querendo os pedaços da armadura. Rolf usa de força bruta, mas se amedronta na hora em que vê uma faca apontada para ele. Iris tira de seu bolso seu chicote e usa, o que acaba danificando o parco causando um curto que atingiu a todos.

Quando acordaram, viram que estavam numa ilha e, segundo os dados do 16-bits, era bem no Triangulo do dragão, um lugar semelhante ao Triangulo das Bermudas, só que na costa do Japão. Meio amedrontados, eles entram na mata para tentar achar alguma coisa que os ajudasse a sair dali, já que estavam sem o barco.

Depois de uns trinta minutos de caminhada, eles acham uma vila intitulada de Vila do ferro. Um guarda logo chamou pela líder do lugar que recebe-os, ela se apresentou como Katsume e falava num linguajar muito formal. Todos puderam notar que as pessoas daquela ilha pareciam viver no Japão antigo.

Sarah entrou na casa onde Katsume morava, a casa tinha belos jardins e plantações. Sarah tira suas sandálias de andarilha e sentasse em uma almofada, Katsume oferece-lhe um chá e ela aceita, a belíssima líder de cabelos castanhos até os ombros concertava uma espingarda na frente de Sarah, a pequena pegasus não estava com medo, estava tranquila até demais.

Katsume quebra o silêncio e pergunta:

–O que trouxe você e seus amigos aqui, jovem andarilha?

–Eu e meus amigos viemos de outra ilha e naufragamos aqui. Estávamos procurando alguém que pudesse nos ajudar voltar de onde viemos. –diz Sarah

–Acredite, você não deveria ter vindo para cá. Estamos tendo alguns problemas com o imperador que governa toda esta ilha, e esse não é o pior dos problemas. –diz Katsume testando a mira da arma

–E o qual seria este problema? Posso ajudar a soluciona-lo se me ajudar com o meu problema. –insiste Sarah

Um guarda entra na casa e diz:

–Lady Katsume, é mais um daqueles monstros que está atacando!

–Eles de novo? Mande os outros guardas imediatamente, não podemos perder mais ferro que extraímos! –ordena Katsume

Sarah saí correndo da casa e vê o grande problema. Um “Tatari Gami” (Deus ou espirito da maldição) em forma de javali. Seus amigos acabaram por revelar seus poderes na esperança de ajudar as pessoas indefesas. Sarah pega um cavalo e tira o arco e flecha que trouxe para caso de emergência, ela corre para falar com seus amigos seu plano. Ela corre para confrontar o javali fica frente a frente com ele, ela mira mas seu jeito de ambientalista não a deixou mata-lo. O javali expeliu uma espécie de gosma que queimou a pele do braço de Sarah, o que a fez cair, ele só foi morto pelos tiros que levou, mas antes de morrer ele diz algo como: “Malditos humanos.”.

Sarah agonizava de dor, seus amigos a socorreram. Rolf pergunta curioso:

–Por que você não usa aquele seu poder de cura e se salva?

–Esse poder me permite curar as feridas de qualquer um, mas não me permite curar a mim mesma! –diz Sarah

Katsume olha para Sarah rindo, o que despertar a raiva de Savio.

–Do que você está rindo? –pergunta Savio muito bravo

–Sua amiga tem técnicas muito boas, pena que é tão covarde! –diz Katsume ainda rindo

Uma menina de cabelos castanhos curtos, olhos azuis, pele clara, com roupas azuis e brancas meio sujas, saia roxa um pouco velha e sapatos de pano observava de longe. Ela sorriu com seu sorriso pontiagudo e diz:

–Agora está vila irá abaixo! Nossa floresta não será mais contaminada por esses vermes! Certo, Marine? –diz a garota

–Certo Eri, minha querida irmã! Eu vou ficar na escolta enquanto você e os outros atacam, eu grito se algo der errado.- diz a pequena Marine, uma garotinha de cabelos castanhos amarrados, roupas verdes, sapatos de pano e que utilizava um enorme bumerangue.

–Tome cuidado, Marine! –diz Eri colocando uma mascara com um manto de pelos

Montada num lobo enorme, com lança na mão, Eri foi sozinha lutar contra Katsume. Os guardas tentavam ataca-la com suas armas, mas a garota era rápida demais. Katsume disse que iria enfrenta-la num combate final de onde a pequena loba não iria sair viva.

As duas lutavam com laminas, uma defendendo e atacando a outra. Sarah não queria mortes, e movida por isso, naquele anoitecer de sábado (Eles saíram sábado ás 17:30), Sarah emanou um cosmo poderoso e sombrio pelo seu braço, nocauteando as duas combatentes, ela levou Eri para fora da vila e pediu para seus amigos vigiarem tudo por lá.

Eri acorda quando já estava longe e ataca Sarah. Ela põem sua lança no pescoço de Sarah e diz:

–Suas ultimas palavras humana!

–Se me matar agora, isso não acabará, e você em pouco tempo morrerá com seus lobos! –diz Sarah

Eri fica pálida com a reposta. Marine chega por traz e pergunta:

–Devo matar a humana?

–Não. Não agora. Talvez ela possa ser útil para nós. –diz Eri

Eri dá sinal para Sarah a seguir, ela a leva para uma clareira onde haviam vários Kodamas (Espíritos residentes nas árvores). Eles começaram a fazer muito barulho quando o grande espirito da floresta chegou. Eri e Marine se ajoelharam, Sarah fez o mesmo em forma de respeito à floresta.

Depois disso, elas foram para a toca onde as duas viviam junto de uma grande loba que as criou como filhas, Amaterasu. Sarah foi extremamente educada com a loba e com as duas garotas, pois queria saber mais sobre aquele lugar.

Marine tocava numa flauta a música “The path of the wind”, enquanto Eri preparava uma carne na fogueira. Sarah observava atentamente os movimentos de Eri, mas se mantinha calada por ter um pouco de medo. Eri lhe deu um pedaço de carne, e Sarah orou antes de comer. Curiosa, Eri perguntou:

–Por que você fez isso?

–Porque eu tenho respeito às coisas vivas. Antes de comer, eu oro para pedir perdão ao animal que morreu para a minha sobrevivência. –diz Sarah

–A Eri faz uma coisa parecida, só que ela faz isso na hora em que mata algum animal. –diz Marine

–Ouça Eri, não estou nessa ilha para ser inimiga de ninguém, eu quero é voltar pro lugar de onde eu vim. Mas eu quero te ajudar, então me conte seu lado nesta guerra. –diz Sarah

–Bem, eu e minha irmã vivemos nossa vida toda com nossa mãe, Amaterasu. Ela é a um dos grandes espíritos da floresta. Esta floresta é minha casa, e aquele imperador nojento e aquela maldita da vila do ferro, querem dizima-la, sendo que sem ela eles não terão nada! –diz Eri com muita raiva

–E como eles vão fazer isso? –pergunta Sarah

–Eles iram matar o espirito guardião da floresta. A cabeça dele concede vida eterna e o sangue cura qualquer coisa, mas sem ele, toda a floresta morrerá e logo depois, as vilas desse lugar irão sumir também. –diz Eri

–Eu e a Eri, junto com os nosso irmãos lobos, iremos atrás da Katsume para impedir que ela e os servos do imperador tirem a cabeça do grande espirito da floresta. Será arriscado, mas é por uma causa maior. –diz Marine

–Pergunto-me se esse espirito seria capaz de curar minha maldição. –comenta Sarah

–Provavelmente. Se você é boa, ele curará sua enfermidade. –diz Eri

Amaterasu dá um uivo, e todos os lobos entendem que eles deveriam dormir cedo para o combate. Eri ficou de guarda. Sarah não conseguia dormir, e foi ver se Eri estava bem, quando se aproximou, a ouviu cantar a Mononoke Hime, uma linda música que era mais ou menos assim:

Da beleza de um arco, se lança uma sangrenta flecha, e a fúria da floresta se exalta, quando ela atinge seu alvo. Na noite de estrelas brilhantes, o uivo dos lobos se ouve, entre elas a uma moça de marcas vermelhas, segurando a derrota de seus inimigos!

Redentora da floresta, de coragem que nunca se esgotará, guiada pelos animais que a cercam, ela é o espirito da grande floresta! Ela é o espirito da grande floresta!

Savio estava extremamente irritado, por causa da líder daquele lugar a sua paixão teve que fugir mesmo que estivesse ferida e com risco de morte. Julia tentava consola-lo, mas nada consolava o coração do jovem apaixonado. Katsume foi ao encontro do grupinho e foi recebida com um ar de desprezo.

–Ora, não me olhem com esta cara jovens misteriosos. A culpa não é minha de sua amiga ter escolhido o caminho da morte! –diz Katsume

–Como pode dizer isso? Ela só tem 12 anos e você nem sequer a ajuda ou pede desculpas pelo que disse a ela! –diz Koga enfurecido

–Ela fez a escolha dela! Agora ela que se vire, eu tenho algo mais importante para fazer! –diz Katsume com imenso desrespeito

–Ora sua... –diz Savio tentando atacar Katsume, mas é segurado por Shoran.

–Escutem aqui! Já tenho uma divida com o imperador e preciso paga-la de alguma forma, então eu e meus homens estamos saindo para uma expedição a mando do imperador para encontrar o espirito guardião da floresta. Eu não tenho tempo para besteiras de criança! –diz Katsume com um tom de voz alto

–E o que querem com esse espirito? –pergunta Nicolle

–Uma coisa simples. Nós iremos matar aquele espirito e dar a cabeça para o imperador, assim ele perdoará a divida da vila. E iremos usar o sangue dele para curar os feridos de guerra e os que têm doenças incuráveis. –diz Katsume

Todos ficam pasmos. Savio reclama:

–Mas se fizer isso, a floresta e seus animais iram morrer! Isso não é justo!

–A vida nunca é justa, meu nobre rapaz. Aqui sobrevivem os fortes e perecem os fracos, além do mais, finalmente poderemos minerar naquelas terras e nos tornamos a vila mais poderosa, assim a vida de todos aqui será melhor! – diz Katsume, saindo para sua caçada.

O grupo sabia muito bem o erro que aquela mulher estava cometendo. Também chegaram a conclusão de que o imperador estava causando toda essa guerra e que eles deveriam impedi-la. Eles foram atrás de Sarah, na esperança de que a maldição dela tivesse acabado.

Eri estava pronta para a batalha, organizou tudo com as outras tribos de animais. Sarah deu a ela seu pingente de ponta afiada, já que Eri precisaria mais do que ela. Sarah logo nota que Eri e Marine tinham colares-armaduras, e eles eram o de Lobo e o de Hidra. Sarah não queria guerra, e disse que iria procurar por seus amigos e que iria se encontra com Eri novamente para achar o espirito guardião da floresta.

Na parte de planície no final da floresta os dois lados se encontraram, a floresta e os humanos. Crava-se então uma violenta guerra, sangue e corpos pintando o chão da horrível cor da morte, mas os lados não notavam isso e continuavam a matança, cada um defendendo suas ideias.

Sarah corria pelo meio da mata com a ajuda dos Kodamas e de Marine para encontrar seus amigos, sua maldição havia comprido seu braço inteiro e se espalhava pelo seu corpo que parecia arder nas chamas do reino de Hades.

Savio vê Sarah de longe e corre para seu encontro. Os dois amigos se abraçam fortemente, quase chorando.

–Oh Sarah! Que bom que você está bem! –diz Savio beijando a testa de Sarah

–Eu digo o mesmo! A Eri e Marine me acolheram. Pessoal, isso é horrível! Eu encontrei as entidades da floresta na forma de Tatari gamis, parece que todos estão morrendo e voltando para atacar qualquer coisa que se mexa. A Marine liberou a armadura dela, então ela pode se defender. –diz Sarah

–A gente viu a Katsume indo em direção à uma clareira, provavelmente pra matar o ultimo espirito vivo da floresta. –diz Iris

–A planície depois da floresta foi banhada em sangue, não vimos ninguém vivo lá. –diz Kaito

–Oh não! Mamãe... Eri... (Choro) –diz Marine que caiu por terra e começou a chorar

–Não chore minha flor! Rápido, você ainda pode levar a gente para aquele lugar e impedir que a floresta seja destruída! –diz Julia

Marine limpa suas lagrimas e os leva para lá. Eles haviam chegado tarde, Katsume estava prestes a atirar, mas Koga teve reflexos rápidos e deteve as balas com sua telesinesia, mas os empregados do imperador atiraram por traz, acertando o espirito e o matando. Ele se transformou numa criatura que arrancava a vida de tudo que encostava, estava cego a procura de sua cabeça. Das chamas das balas, volta Amaterasu, que arranca o braço de Katsume. Eri volta das cinzas de sua batalha com a armadura de lobo, eles tinha que impedir que o espirito cego destruísse tudo.

Os empregados do imperador fugiam com a cabeça do espirito, mas foram parados por Savio e Hibiky, enquanto Koga levitava a caixa onde estava a cabeça. Sarah e Eri pegam a cabeça e tentam devolve-la par o espirito, mesmo sabem do risco. A maldição de Sarah cobria seu corpo quase por completo.

Por milésimos de segundos, as duas conseguem devolver a cabeça para o espirito, que parou de existir por causa das vidas que sugou. Sarah deixou de ter a maldição, enquanto Eri pode descansar em paz, mesmo que tenha deixado sua amada irmã sozinha. Marine voltou para a floresta, da qual agora ela era guardião. Sarah usou seu poder de cura para amenizar a dor de Katsume, que agradecida, ofereceu placas de ferro para concertar o barco deles.

Eles voltaram para casa em segurança, pensando nas próximas aventuras que teriam.