Notas iniciais
é eu sei...eu demorei. Obrigada pelos comentários, vocês são muito engraçadas (os) e safadinhos (as) também! Gente, naquele esquema: Maior de idade e certifiquem-se se seus pais não estão por perto. Boa leitura!

DM – Tem notícias do Mac? – Perguntou ao encontrar com Don no corredor. – Passei na sala dele e não o vi.

DF – Não, já deveria ter chegado. Estou ligando e ele não atende.

DM – Será que aconteceu alguma coisa?

DF – Pra falar a verdade eu não sei, ontem ele saiu daqui com uma cara que não era das melhores.

DM – E a Stella, sabe dela? Ela precisa ir para uma cena de crime comigo.

DF – Outra que está atrasada e que também não atende ao telefone.

DM – Será que estão juntos?

DF – O Mac e a Stella? – Ele deu um leve sorriso – Não, claro que não! Tinha que ver como eles estavam nos últimos dias, quase não se falavam. Acho que ele não veio porque ainda está se recuperando, não deve ter acordado muito bem hoje.

LM – Depois dizem que as mulheres é que gostam de fofocar. – Disse ao ver os dois de cochicho no corredor. – Do que estão falando?

DF – Do Mac e da Stella.

LM – É verdade, eles ainda não chegaram. – Ela também estranhou a demora dos dois — Vocês estão sabendo de alguma coisa?

DM – Esperava que você soubesse de algo já que vive de papinho com a Stella. Talvez ela tenha te contado algo que nós não sabemos.

LM – Não, ela não me falou nada. Mas vocês não acham estranho que eles não tenham chegado ainda. São quase dez da manhã.

DM – Eu acho que os dois estão juntos...

LM – Impossível. A Stella queria mais era matar o Mac nesses últimos dias.

DF – Te falei que esses dois estão em um pé de guerra...

DM – Mas o que o Mac fez pra Stella querer vê-lo morto? Outro dia ela quase morreu porque ele quase morreu...

LM – Não sei. Mas uma coisa é certa: ainda vamos ver esses dois juntos. Só não vai ser agora.

AR – Mas o que é isso rapazes? – Disse se juntando ao grupo juntamente com Sheldon que o acompanhava. – Chamaram uma garota para o clube do pôquer? – Ele provocava Lindsay.

DM – Hey cara, não meche com minha garota! – Danny puxava Lindsay pra perto dele.

SH – E ai galera, notícias do Mac?

DF – Ainda não. Estou tentando falar com ele mas não atende ao telefone.

SH – E a Stella, ela não sabe dele?

DM – A Stella é outra que também está sumida e nem adianta que já descartamos a possibilidade dos dois estarem juntos.

SH – Mas já é tarde, ela deveria estar aqui...

LM – Mas não está.

DM – Seja como for, precisamos trabalhar, certo? Don, o que temos pra hoje?

DF – Temos uma cabeça decapitada no Bronx Park, uma vítima de um assalto em um dos becos da Avenida Concord e um duplo assassinato na Madison com a Jackson Street.

DM – Ok, Eu vou com a Linds para o Bronx, Sheldon e Adam investigam o assassinato na Concord.

DF – Tá, mas e o caso da Madison?

DM – Procura a Stella e passa o caso pra ela. Quem terminar primeiro segue pra lá, ok?

AR – Sim senhor, chefe!

Cada um seguiu para a cena a qual foi designado e Don foi atrás de Stella, ligando a todo momento para seu celular que apenas chamava e caía na caixa de mensagens. Ele seguiu até o apartamento dela mas nada encontrou.

Era um dia nublado, começo de inverno e fazia frio e como sempre o laboratório estava bastante agitado. Apesar do clima, a cidade continuava agitada como sempre: a Big Apple nunca parava... Exceto para Stella e Mac.

Alguns fracos raios de sol insistiam em passar pelas cortinas quando o rádio relógio despertou Mac rapidamente o desligou para que Stella não acordasse também. Ela dormia de bruços com o rosto virado para o lado oposto ao dele, a coberta parava na altura da cintura dela deixando suas costas expostas e seus cachos, todos desordenados, caiam-lhe pelos ombros. Mac sentou-se na cama após uma longa espreguiçada, como de costume seu membro estava ereto o que lhe causava um certo desconforto haja vista que naquela manhã ele não tinha acordado sozinho e antes que Stella despertasse, ele foi até o banheiro para se aliviar um pouco e em seguida colocou a cueca que Stella tinha lhe tirado na noite anterior. Antes de voltar pra cama, escovou os tentes, foi até a cozinha, tomou um copo d’água e na volta retirou o telefone do gancho e desligou o celular de Stella. Quando chegou ao quarto viu que ela tinha se mexido na cama e agora, deitada de barriga para cima, era possível ver aqueles seios perfeitamente desenhados: nem muito grandes, nem muito pequenos, apenas perfeitos. Como ele amava aquele par de peitos!

Stella espreguiçou-se na cama ainda de olhos fechados e com a mão procurou por Mac. Como ela não o encontrou fez uma rápida busca pelo quarto forçando a vista e abrindo um leve sorriso ao vê-lo parado à porta observando-a.

SB – Humm... – Ela se espreguiçava com a visão ainda turva. — Bom dia! – Sua voz era manhosa, típica de quando se acorda. – Você fica sexy de cueca parado ai desse jeito...

MT – Não tanto quanto você quando dorme.

SB – Quantas horas? – perguntou cobrindo-se novamente e se encolhendo toda na cama.

MT – Não se preocupe, ainda temos tempo.

SB – Então vem pra cá. Está frio.

MT – Dormiu bem? – Perguntou deitando-se ao lado dela que logo se aconchegou em seus braços se encolhendo toda em volta do corpo dele. – Nossa, você está com frio mesmo! – Disse ao sentir a pele dela arrepiada e abraçando-a com força.

SB – Eu te amo.

MT – Eu também te amo. – Ele deu um beijo na testa dela que logo caiu no sono novamente.

Mac ficou observando-a dormir, analisava cada curva de seu corpo desejando-a cada vez mais à medida que se lembrava da noite anterior. Alguns minutos depois o celular de Mac começou a tocar e o único esforço que ele fez foi para desligá-lo ao conferir que era Don quem o telefonava.

SB – Achei ter ouvido o telefone tocar. – Ela despertou novamente mas ainda estava meio perdida. – Quem era?

MT – Não se preocupe, não era importante. – O celular começou a tocar novamente.

SB – Não vai atender? – Ela se sentou na cama ainda despertando.

MT – Não quero que ninguém nos incomode, meu amor.

SB – É melhor você atender, do jeito que está insistindo deve ser importante.

MT – Aonde você vai? – perguntou ao vê-la se levantando da cama.

SB – Ao banheiro, por quê? Está com medo de eu te deixar? – Ela o provocava.

MT – Eu só não quero que você saia do meu lado. – Disse puxando-a para seu colo.

SB – E eu não vou sair, mas se não for muito incômodo, eu preciso escovar os dentes e fazer xixi. – Ela apenas deu um selinho nele e seguiu para o banheiro. – E vê de atende esse telefone.

MT – Amor, por acaso você está naqueles dias? – Perguntou um pouco constrangido mas intrigado com o que via.

SB – Não, por quê? – Ela estranhou a pergunta. – Algum problema?

MT – Tem certeza? – Ele olhava pra ela que estava parada à porta do banheiro ainda sem roupa.

SB – Você está me assustando Mac, o que está acontecendo? — Ela se aproximou dele que estava sentando na borda da cama observando-a e logo compreendeu o porquê de seus questionamentos ao ver algumas manchas de sangue na cama no local em que ela dormia.

MT – Stella, você disse que estava tudo bem...- Ele estava nervoso.

SB – E está tudo bem! – Ela o interrompeu.

MT – Não, não está tudo bem Stella! Olha pra isso! – Ele puxavou a coberta expondo as manchas de sangue. – Você poderia ter pedido pra eu parar sem contar esses hematomas pelo seu corpo! – Stella até então não tinha percebido as marcas em seu corpo.

SB – Eu não podia te pedir pra parar, eu estava gostando.– Ela procurava acalmá-lo. — Mac, me escuta, eu estou bem. A noite passada foi maravilhosa! – Ela estava de pé entre as pernas dele segurando seu rosto de modo que ele não pudesse fugir de seu olhar mas Mac mal conseguia tocá-la. – Mac, não tem nada em relação à noite passada que eu mudaria. Eu te amo.

MT – Stella.... Isso não deveria ter acontecido. Eu já previa isso, é culpa minha, eu deveria ter ido mais devagar, eu poderia...

SB – Eu te amo Mac. – Ela o silenciou com um beijo.

MT – Me desculpa, eu não queria te machucar, não vai acontecer novamente.

SB – Isso quer dizer que não vamos mais transar? – Disse tentando aliviar a tensão do momento sentando-se no colo dele. – Não precisa se preocupar, com o tempo nossos corpos estarão mais do que acostumados um com o outro, é só questão de prática. – Ela já estava beijando o pescoço dele e dando leves mordidas em sua orelha. – O que acha da gente fazer um programa só nós dois hoje depois do expediente?

MT – Hoje não vai ter expediente.

SB – Como assim não tem expediente? É claro que temos que ir trabalhar, aliás, acho que estamos atrasados. – Disse sem muita preocupação.

MT – Disso não tenha dúvida. Deveríamos estar no laboratório a pelo menos duas horas.

SB – O quê? – Disse assustada conferindo as horas no celular dele. – Caramba Mac! Estamos atrasados! – Ela saiu recolhendo sua roupa pelo quarto.

MT – Ei relaxa... não vamos trabalhar hoje.

SB – Como não Mac?! Anda, se veste logo, temos que sair. – Ela já tinha colocado a calcinha e agora tentava fechar o sutiã. – Você viu meu celular?

MT – Já disse, hoje não vamos trabalhar. O dia é só nosso, vamos ficar aqui curtindo um ao outro. – Ele não demonstrava nenhuma preocupação.

SB – É? E quem vai pagar minhas contas? – Ela vasculhava o quarto procurando seu telefone. – Você viu a droga do meu celular?!

MT – Eu desliguei para ninguém nos incomodar. Não vai precisar dele.

SB – Meu amor... – Disse tentando manter a calma. – Está tudo muito bom, tudo muito lindo, mas não podemos ficar o dia todo aqui, ok? Agora veste uma roupa porque precisamos sair.

MT – Mulher teimosa! – Ele a jogou em cima da cama. – Hoje o dia é nosso... – Ele terminou beijando-lhe intensamente e logo foi correspondido.

SB – Não podemos simplesmente deixar de ir trabalhar como se fossemos duas crianças irresponsáveis, Mac.

MT – Eu sei disso. Por isso quando o Flac me ligar novamente eu vou dizer a ele que não vou porque estou no hospital e que você está me acompanhando. Assim temos um álibi.

SB – Mac... Nós não podemos...

MT – Fica aqui comigo, vai... Vamos aproveitar esse momento. Depois vai ser só trabalho e mais trabalho, não teremos tempo um para o outro. Sem contar que a equipe pode muito bem se virar sem a gente. Eles já são grandinhos e eu preciso bem mais de você do que eles.

SB – Já te disse que você não presta? – Ela se rendia á ideia de ficar com ele o resto do dia.

MT – Acho que foi isso que você me disse depois de termos feito amor ontem à noite... Faz assim: tira essa roupa que eu te dou um milhão de razões para não sair daqui... – Ele beijava o pescoço dela tirando-lhe o sutiã e acariciando as costas dela.

SB – Por que eu não consigo dizer ‘não’ pra você, hein? – dizia ela com Mac por cima que a beijava o pescoço.

MT – Acho que é porque o que fazemos quando estamos a sós é infinitamente melhor que qualquer outra coisa nesse mundo... Ou simplesmente porque eu te deixo louca. – Falava ao pé do ouvido dela deixando-lhe arrepiada.

SB – Adoro quando você me deixa louca. – Ela mordia os lábios à medida que ele sugava os seios dela alternando com leves mordidas nos mamilos.

Mac apertava o quadril de Stella, deixando-a o mais colada possível ao seu corpo. Logo os dois já estavam completamente despidos e Stella gemia a cada investida de Mac que balbuciava palavras eróticas ao pé do ouvido dela quando não estava com a boca ocupada beijando seu corpo. Stella sentia seu corpo tremer de tamanha excitação, era incrível como Mac sabia satisfazê-la. Antes que ambos chegassem ao clímax da transa, Mac se colocou sobre os joelhos puxando o quadril de Stella para que se encaixasse ao seu. Stella cruzou as pernas na cintura de Mac e jogou o corpo para trás, ficando levemente inclinada. A posição em que estavam permitia a Mac penetrá-la com mais intensidade e seu membro alcançava com exatidão o ponto ”G” de Stella que logo enlouqueceu em um orgasmo jamais atingido. A cena de Stella gemendo em seu colo deixava Mac com mais tesão ainda. Ele ficava olhando seu membro entrar e sair de dentro dela, seus seios tremerem a cada impacto gerado pelo movimento e não satisfeito em ver a grega daquela forma, ele começou a apalpar os seios dela que gemia mais ainda. Depois de algumas investidas ainda nessa posição, Mac se deitou por cima de Stella e continuou a penetrá-la, apertando com força seu quadril com uma mão enquanto a outra trabalhava com intensidade nos seios da grega que não parava de gemer. Após longas penetradas Mac sentiu seu membro estourar dentro dela e depois de mais algumas investidas ele colou seus lábios nos dela em um beijo tão intenso quanto o sexo que acabaram de fazer e logo se deitou ao lado dela sem dizer nada, apenas retomando as energias que acabara de gastar.

Stella se virou para o lado oposto ao de Mac puxando o cobertor até a altura de seus seios e agarrou o travesseiro em seguida.

MT – Você está bem? – Perguntou depois de um tempo em silêncio, com os olhos fechados e ainda ofegante.

SB – Hurhum... – Stella tinha o olhar perdido pelo quarto.

MT – Tem certeza que está tudo bem?

SB – Tenho.

MT – No que está pensando? – Ele a puxou para perto dele.

SB – Estava pensando em como vai ser daqui pra frente... – Ela se aconchegava no corpo dele, deitando-se por cima e colocando a cabeça no peito dele. – Como vamos contar para a equipe e como eles vão reagir a isso tudo.

MT – Está com medo? – Eles conversavam baixinho.

SB – Não. Só não sei se estou pronta pra isso.

MT – Pronta para o quê?

SB – Para mergulhar de cabeça em um relacionamento. Para deixar uma pessoa entrar na minha vida, assumir a responsabilidade de estar com você a todo momento...

MT – Ei, ei... – Ele a interrompeu – Estou começando a acreditar que você não me quer mais. O que foi, era só sexo? Você estava me usando? – Ele tentava quebrar a tenção da conversa.

SB – Não, claro que não. Eu te quero Mac, quero muito. É que...

MT – É que...? – Ele afastou um pouco Stella de seu corpo para que pudesse olhá-la nos olhos.

SB – Eu ainda tenho pesadelos com o Frankie. – Ela se sentou na cama pois o assunto lhe causava desconforto. – Ainda não consegui esquecer por completo tudo o que aconteceu, ainda tenho pesadelos com isso e o que estamos fazendo me assusta um pouco.

MT – Não precisa ter medo. – Ele a puxou novamente para junto dele. – Não vou te machucar. Eu te amo.

SB – Frankie também me amava... pelo menos era o que ele dizia.

MT – Frankie não te amava. Aquilo não era amor, era obsessão. O que sinto por você é completamente diferente. Nós vamos ficar bem. – Ele a abraçou com mais força. – Quanto à equipe, nós podemos falar com eles e explicar que decidimos ser felizes juntos. Não precisa ter medo.

SB – Eu te amo Mac. – Disse com um leve sorriso e apertando o abraço.

Mac ficou acariciando o corpo de Stella que estava deitada por cima dele. Suas mãos passeavam pelas costas dela, vagando entres os cachos de seu cabelo enquanto ela massageava sua nuca.

SB – Deu fome... são quantas horas? – Perguntou depois de um bom tempo em silêncio.

MT – Hum... – Ele se esticou até o criado mudo pegando o celular na gaveta. – Nossa, 10:47! O tempo voa! Quer que eu peça algo especial pra gente comer?

SB – Não, não precisa...deve ter alguma coisa na geladeira... – Ela se levantava da cama e procurava suas peças de roupa que estavam espalhadas pelo quarto.

MT – Tem certeza que vai colocar isso ai? – Disse ao vê-la vestindo a calcinha. – Daqui a pouco eu vou tirar tudo...

SB – Está maluco? Você não está pensando que vamos passar o dia todo na cama fazendo amor, não é?

MT – É claro que estou! Tem coisa melhor que isso? – Ele saiu em direção a ela ainda despido. – Eu e você, o dia inteiro na cama, um em cima do outro... – Ele beijava o pescoço dela.

SB – Não mesmo, seu tarado! – Ela colocava uma camiseta regata branca dele que deixava transparecer seus seios. – Vem, me ajuda a fazer alguma coisa pra gente comer. – Ela saiu em direção à cozinha sendo seguida por ele. – Não vai se vestir?

MT – E eu preciso? Estou muito bem assim!

SB – Mas eu não. Ficar olhando para isso ai me causa desconforto. Anda veste alguma coisa. – Disse e foi para a cozinha.

Stella começou a preparar waflles para comerem quando Mac chegou à cozinha vestido em uma calça moletom preta agarrando-a por trás que logo se empenhou em se desvencilhar dos braços dele.

SB – Tem mel?

MT – Está na geladeira, pega lá. – Stella lançou um olhar de desaprovação mas foi pegar o mel e trouxe consigo uma garrafa de água. – O quê, waffles com água?

SB – Não, você vai fazer um suco de laranja. – Ordenou – Natural.

MT – Claro meu amor. Seu pedido é uma ordem. – Stella deu um leve sorriso. – Minha mãe faz ótimos waffles, são os únicos que consigo comer.

SB – É? Então sinto que isso aqui vai ser um desafio pra mim...

MT – Não tenha dúvidas! E se passar no teste, eu te peço em casamento. – Ele sorria. – E ai você poderá fazer waffles pra mim o resto da vida.

SB – Nossa... você não sabe o quão realizada eu seria se isso realmente acontecesse! – Ela não economizou no sarcasmo.

MT – Estou falando sério Bonasera. Se eu gostar dos seus waffles eu me caso com você.

SB – Na minha terra, a mulher que souber fazer um café descente é que é pedida em casamento. – Ela sorria.

MT – Waffles é um desafio maior. – Ele também sorria.

SB – A tá bom...sei. Já terminou o suco? Porque eu já terminei aqui. – Ela colocou os waffles em um prato em cima da bancada da cozinha.

MT – A senhorita vai querer o seu com ou sem açúcar? – Perguntou colocando-a sentada em cima do balcão e ficando entre as pernas dela.

SB – Hummm... Não faz isso Mac. – Ela mordia os lábios à medida que ele ia passando a mão pelo corpo dela. – Para vai...

MT – Eu sei que você está gostando. – Ele passava a mão no centro dela. – Está até ficando molhadinha. Gosta disso Stella?

SB – Mac... – Ela tentava resistir à tentação mas ele não parava de provocá-la com beijos acalorados pelo seu corpo, massageando seus seios e seu centro, deixando-a em puro êxtase se contorcendo em cima daquele balcão que agora ganhava outra função. Apesar dos pedidos dela ele não cessou suas ações pois seu prazer estava justamente em deixá-la em completo transe, em levá-la ao orgasmo sem ao menos penetrá-la.

SB – Ah! Mac... Eu vou te matar se você não parar agora... – Apesar da ordem sua voz denunciava o quão enlouquecida ela estava.

MT – Antes disso eu te mato de prazer. – Disse com uma voz tão maliciosa quanto o sorriso que se formava em seu rosto mas logo teve que parar pois a campainha soou.

SB – Mac, seu filho da mãe, você não pode me deixar nesse estado. – Ela tentava se recompor.

MT – Eu já volto para terminar o que comecei, não se preocupe. – Ele se dirigia à porta. – Droga! – Praguejou ao olhar pelo olho mágico e conferir quem estava na porta.

SB – O que foi?

MT – É o Don. – A campainha soou novamente. – Talvez se fizermos silêncio ele vai embora.

SB – Claro que não, atende logo. – A campainha soou mais uma vez.

MT – Não. Espera um pouco. Ele vai embora logo. – Eles ficaram em silêncio sentados no sofá quando o celular de Mac começou a tocar.

DF – Mac, abre a porta, eu sei que você está ai!! – Ele batia na porta “educadamente”. – Anda Mac, estou ouvindo seu celular tocar, eu sei que vocês está ai, abre logo a porta. – Ele insistia batendo na porta.

SB – Vai Mac, abre a porta.

MT – Tá, mas você vai lá pra dentro, ok? – Ela foi até a cozinha pegou o prato com o waffles, um copo de suco e seguiu para o quarto.

Mac deu uma olhada rápida no apartamento conferindo se não havia algo que levantasse suspeita de que Stella estava com ele, respirou fundo e finalmente abriu a porta.

DF – Por que você não abriu logo essa porta?

MT – Estava ocupado.

DF – Ocupado é? É o quê, tem uma mulher com você? – Disse baixinho com um tom bastante malicioso.

MT – Claro que não.

DF – Ah, de qual que é Mac, pode me falar. Eu não conto pra Stella. – Ele sorria da situação. – Contratou uma puta foi? Diz ai, ela é gostosa? – Ele entrava no apartamento procurando pela mulher desconhecida.

MT – Não tem puta nenhuma, Don. – Ele o seguia pelo corredor. – E você não pode ir entrando assim pela minha casa.

DF – Ela está no quarto? Pode entrar?

MT – Não Don! Você não vai entrar no meu quarto! – Ele já estava ficando desesperado.

DF – Ah, ela está no quarto!! – Ele fazia piada da situação. – Ela é gostosa Mac? Deixa eu ver se você tem bom gosto.

MT – É a Stella. – Ele soltou a bomba fazendo Don parar no meio do corredor. – É Stella quem está aqui comigo. – Ele respirou fundo – Passamos a noite juntos.

DF – Você está brincando, não é?

MT – Não, não estou. Eu e a Stella estamos juntos.

DF – Você está bem? Sério, porque eu sei que vocês estão em um pé de guerra e até ontem a Stella não queria te ver nem pintado de ouro. Ou você está mentido ou os remédios que você está tomando estão te causando fortes alucinações.

MT – Não, não estou mentindo. Stella! – Ele gritou para ela ouvir – Está vestida? Temos visitas meu amor, ok?

Don o encarou com um olhar muito duvidoso mas não o questionou. Se Stella realmente estivesse naquele quarto ele ira descobrir em instantes. Mac entrou no quarto de vagar verificando se ela estava devidamente vestida sendo seguido por Don que ainda não acreditava que Stella realmente estava naquele quarto. Ao abrir a porta, Mac não a encontrou. Deu uma olhada no banheiro e nada dela.

DF – É...parece que ela não está aqui. Você tem certeza que era ela? Talvez tenha sido um sonho erótico ou coisa assim...

MT – Cala a boca Don. Eu sei quem estava comigo noite passada.

DF – Ok, você está me preocupando. Que remédios você está tomando?

MT – Já disse, a Stella estava aqui. – Disse um pouco frustrado.

DF – Mac, não precisa ser muito inteligente pra perceber que nesse quarto só tem eu e você. Vamos, coloca outra roupa, vou te levar ao hospital pra você conversar com seu médico, com certeza tem alguma coisa errada com a dosagem do seu medicamento.

MT – Eu não vou a lugar nenhum. Estou bem.

DF – Claro que não está. Você não foi trabalhar, não atendeu às minhas ligações e agora isso. Anda, troca logo de roupa que eu te levo lá. – Disse pacientemente.

MT – Não Don, obrigado. Eu estou bem, de verdade. – Ele se deu conta do que estava acontecendo. – Com certeza deve ter sido as bebidas de ontem.

DF – Você andou bebendo?! Cara, você sabe que não pode misturar bebidas com remédios! – Ele o advertiu. – Quer morrer?

MT – Foi só um pouco. Vou ficar legal. – Ele conduzia Don até a saída.

DF – Tem certeza?

MT – Claro. Vai tranquilo. Estou legal. – Don já estava do lado de fora do apartamento.

DF – Ah! Tem mais uma coisa: sabe da Stella? Ela não foi trabalhar hoje.

MT – Stella? Não, sei não. – Se fez de desentendido – Já foi no apartamento dela?

DF – Já, mas ela não estava. Se souber de alguma coisa me avisa, ok?

MT – Claro, pode deixar.

DF – Tem certeza que está bem, né?

MT – Tenho Don, até amanhã.

DF – Ok, então. Nos vemos amanhã no laboratório. – Ele saiu em direção ao elevador e Mac logo fechou a porta indo em direção ao seu quarto.

MT – Pode sair, ele já foi.– Disse abrindo a porta do guarda-roupa e encarando seriamente Stella que o olhava completamente sem graça. – Espero que tenha uma explicação plausível pra isso. – Ele a ajudou a sair do guarda-roupa e sentaram-se na cama. – Achei que queria que ele soubesse que estamos juntos.

SB – Desculpa, acho que não estou pronta ainda.

MT – Foi por isso você se escondeu? Era só me falar Stella. Eu trouxe o Don aqui para que ele soubesse da gente.

SB – Desculpa Mac, mas você já pensou na possibilidade disso não dar certo? De que podemos estar enganados e que em breve nos daremos conta de que não nos amamos de verdade e que tudo foi coisa de momento? Você estava sob o efeito do álcool e eu estava irritada com você, estressada por esses últimos dias. Estávamos sob pressão das circunstâncias e por isso nos permitimos essa loucura.

MT – Stella. – Ele a abraçou. – Eu nunca estive sob efeito de nada e não estou agora. A única certeza que eu tenho é de que quero passar o resto da minha vida ao seu lado. Eu não tenho dúvida do que sinto por você e em momento algum passou pela minha cabeça a possibilidade de que isso foi um engano. Meu único arrependimento é de não me permitir te amar antes.

SB – Mac... – Ela procurou palavras para o momento mas nada que lhe viesse poderia falar algo que expressasse o que ela sentia.

MT – Eu quero que isso dê certo, Stella. A possibilidade de sermos felizes existe e eu vou agarrá-la com toda a força do mundo. Espero que faça o mesmo.

SB – Eu te amo. – Disse somente antes de lhe dar um beijo intenso.

MT – Eu preciso de você Stella. – Disse-lhe olhando nos olhos. – Preciso que entenda isso.

SB – Me beija vai. – Sua voz era suave e trêmula, embargada em lágrimas que desciam pelas maçãs de seu rosto.

Mac a beijava com força e desejo. A abraçava, sentia seu coração pulsar. Em instantes já estavam em cima um do outro trocando fluidos orgásticos, gemendo, tremendo de prazer e delírio, mas acima de tudo, se amando. Não o amor carnal, em que um devora o outro, mas um amor verdadeiro em que seus corpos se fundem em um só corpo, em que o ritmo determinado por um é facilmente acompanhado pelo outro. Um amor cúmplice, aliado, puro e simples na sua essência.

MT – Eu falei que ia terminar o que comecei. – Disse com um leve sorriso depois de retomar o fôlego, afagando o cabelo dela que estava deitada sobre seu corpo.

SB – A gente tem que parar com isso.

MT – Isso o quê?

SB – Ficar fazendo sexo a cada trinta minutos.

MT – Vai me dizer que você não gostou? Afinal, foi você que disse que nossos corpos precisavam se acostumar um com o do outro e coisa e tal... – Stella sorriu do argumento que ele usava.

SB – Não esperava que levasse tão a sério.

MT – Ei... se eu não me engano, você saiu com um prato de waffles e um copo de suco, e agora o que vejo é apenas um prato vazio e sujo...

SB – O que foi? Fazer sexo não te dá fome? Em mim dá... – Disse saindo da cama.

MT – Está falando sério? Você comeu tudo?!

SB – Posso fazer mais se quiser... Se bem que à essa hora, o mais adequado seria pedir o almoço. – Ela ligava o seu celular que estava em cima do criado ao lado da cama.

MT – Pra quê você está ligando o telefone?

SB – Quero ver a minhas ligações perdidas, não posso?

MT – Pode, mas saiba que não vai ter nada mais interessante que nós dois juntos.

SB – Puta merda! Vinte e três chamadas perdidas do Don e cinco da Lindsay!!! Eu preciso ir pra casa. – Ela juntava suas roupas que estavam espalhadas pelo quarto.

MT – Ir pra casa pra quê? Você não tem nada pra fazer lá...

SB – Eu tenho que tomar um banho, trocar de roupa e ir pro laboratório. – Ela já estava de calça jeans e agora fechava o sutiã.

MT – Ah não Stella... – Ela a abraçava por trás beijando seu pescoço. – Achei que você ia ficar o dia todo comigo... está tão bom, já tinha planos para a tarde toda.

SB – É? E por acaso seu plano era passar o resto do dia em cima da cama transando?

MT – Mais precisamente em cima de você... mas podemos alternar e você também pode ficar por cima. – Ele a provocava.

SB – Não mesmo! – Ela deu um leve tapa no ombro dele. – Eu vou para o laboratório e você vai ficar aqui sozinho, ok?

MT – Você não tem por que ir trabalhar hoje, meu amor... – Ele colocava a calça mesmo sem cueca.

SB – Considerando a possibilidade de eu perder o meu emprego, realmente eu não motivos pra ir trabalhar. – Ela se dirigia para a porta.

MT – Por favor, fica...

SB – Não Mac. Não vai dar. O pessoal precisa de mim. Você fica, recupera suas forças e amanhã você volta, mas eu vou pegar o turno da tarde. – Ela já estava do lado de fora do apartamento.

MT – Eu também preciso de você... E mais do que eles.

SB – Você já esgotou sua cota de hoje. Consumiu tudo o que tinha de consumir de mim. – Ela deu um leve beijo nos lábios dele e ia saindo em direção ao elevador quando ele a puxou novamente.

MT – Só isso? Um selinho e pronto, você vai embora me deixando sozinho e com fome? – Ele tinha as mãos na cintura dela.

SB – O que eu te disse sobre sua cota?

MT – Não posso pedir um bônus? Só um beijo e mais nada, te prometo.

Stella logo atendeu ao pedido dele dando-lhe um beijo lento e demorado, tão intenso quanto os últimos momentos que acabaram de viver e logo saiu deixando Mac pedindo por mais. Mas ele não tinha outra opção se não deixá-la ir.

Notas finais
E ai o que achou??? Deixa lá teu comentário. Bj grande até o próximo!