Notas iniciais
Desculpa a demora. vai ai mais um cap. Espero que gostem.

:)))

A porta bateu de leve fazendo com que Stella despertasse. Ela virou mas não viu ninguém. Virou-se novamente para tentar dormir quando sentiu alguém se aproximar. Sentiu uma mão passando por baixo de seu e corpo e puxando-a para si. Se assustou e colocou-se sentada na cama tentando reconhecer quem era.

SB – Mac! – disse assustada ao ver que ele estava pelado em cima dela – o que você está fazendo aqui?

MT – Shii – fez ele colocando o dedo sobre a boca dela.

SB – Mac, por que você está no meu quarto?

MT – Shii – fez ele novamente – estou fazendo o que eu deveria ter feito ha muito tempo – completou dando-lhe um beijo.

SB – Mac, eu não – foi interrompida novamente.

MT – Stella, eu te quero, e sei que você também me quer – disse beijando seu pescoço e depois passando para seu colo.

MT – Me deixa te fazer feliz? Pelo menos essa noite? – falou-lhe ao pé do ouvido.

Stella apenas consentiu. Também o desejava naquele momento. Os dois começaram a se beijar. Stella passou a mão pela nuca de Mac acariciando-a, o tesão tomava conta de seu corpo enquanto Mac beijava seu pescoço e depois passou para seus seios. Ele desceu sua mão até a bunda dela apertando-a com força e trazendo-a para si. Sua boca não saia mais dos seios dela que cravava as unhas cada vez mais forte toda vez que ele a sugava com força. Mac era puro tesão e a muito tempo já estava ereto.

SB – Aahh Mac! – Suspirava ela intensamente jogando a cabeça para trás.

MT – Seja minha essa noite Stell – disse ao pé do ouvido dela.

SB – Me faz delirar, vai! Ahhhh – gemeu.

Mac passou a beijá-la com mais intensidade enquanto descia sua mão até a vagina dela estimulando seu clitóris. Stella gemia com mais força, sua respiração ficava mais ofegante. Mac abriu um pouco mais as pernas dela passando uma de suas pernas para cima de sua cintura. Encaixou seu quadril com o dela. Estava pronto para penetrar.

MT – Tudo bem querida? – perguntou antes de inserir seu membro.

SB – Vai Mac! – gemeu com prazer.

Mac penetrou devagar, inseriu uma, duas, quatro vezes quando Stella pediu que ele aumentasse o ritmo, ela queria mais! Mais forte! Mais rápido! Mac logo aumentou a intensidade de seus movimentos. Segurou firme no quadril dela passando a penetrar com mais força enquanto Stella delirava cada vez mais. Sua cabeça pendia para trás enquanto Mac beijava loucamente seu pescoço, outrora beijava seu colo, outrora sugava seus seios em um ritmo frenético.

Stella estava quase chegando no seu orgasmo, suas mãos apertavam cada vez mais forte a nuca de Mac e seus olhos apertados demonstravam a pressão que ele fazia. Mac por sua vez parou de beijá-la para se concentrar na parte de baixo. Sabia que a qualquer momento iria gozar. Sentia aquele líquido já saindo, então penetrou com tudo e permaneceu com seu membro dentro dela. Stella sentiu a força que ele fez e deu um grito de prazer que tentou abafar mordendo o ombro de Mac. Ele sentiu seu membro estourar ali mesmo, dentro dela. Pararam por um momento e tudo o que podiam sentir era a respiração ofegante de cada um e o pulsar frenético de seus corações. Stella ainda estava de olhos fechados quando ouviu o som de vidros caindo no chão. Abriu os olhos assustada, olhou à sua volta, não viu ninguém mas sabia que tinha algo errado. Procurou por Mac, mas nada. Ainda estava ofegante quando percebeu que não passava de um sonho. Deus! – pensou ela descendo a mão até sua vagina. Feito isso percebeu que estava excitada e apesar de estar sozinha ali, sentiu um pouco de vergonha. Respirou fundo e fechou novamente os olhos. Ficou pensando no que tinha acontecido. Sua cabeça ainda doía da noite anterior e ela não sabia o ‘porque’ de ter sonhado fazendo amor com Mac – poxa, ele é apenas um amigo – pensou – não pode haver nada entre a gente. Ela tentou dormir novamente mas não conseguiu, aquele sonho a perturbava. Levantou e foi até o banheiro. Deu uma olhada no espelho, passou uma água no rosto e pensou se não seria melhor tomar um banho. Abriu o chuveiro e esperou a água esquentar, ficou ali por cerca de dez minutos, deixando a água escorrer por seu corpo e sempre que fechava os olhos, a imagem de Mac lhe vinha à mente. Sentia-se culpada por ter sonhado com ele e mais ainda por ter sido um sonho tão erótico. Era fato que eles tinha uma amizade muito grande, mas isso não mudava o fato dele ainda ser seu chefe. Ao terminar seu banho, se enrolou na toalha, escovou os dentes e se jogou na cama de novo. Não demorou muito e cochilou novamente.

Cerca de 20 minutos depois seu celular tocou.

SB – Bonasera – disse com a voz ainda rouca.

LM – Bom dia Stell, te acordei?

SB – Ai... – disse passando a mão na cabeça – quantas horas?

LM – Já são 11:45 – respondeu ela – como você está?

SB – Hum... um pouco de dor de cabeça.

LM – Quer que eu vá ai? – disse preocupada.

SB – Não precisa, a Dinna ta aqui, eu acho.

LM – Dinna, Dinna – falou com ciúmes – tudo é essa tal de Dinna.

SB – Ta com ciúmes Linds? – falou rindo da amiga.

LM – Não, só acho que você gosta mais dela do que de mim.

SB – Oh minha querida... – falou se sentando na cama – não precisa se preocupar, você é como uma irmã mais nova pra mim. Eu te amo e ninguém vai mudar isso – tentou acalmá-la.

LM – Espero mesmo que seja assim – disse mais calma – você não quer mesmo que eu vá ai?

SB – Não precisa. Vou ficar bem, mas mesmo assim obrigada. Não sei o que seria de mim sem você.

LM – Sendo assim, vou deixar você voltar a dormir.

SB – Acho que é melhor eu levantar, já é tarde e tenho visitas em casa – disse se referindo à Dinna.

LM – Humm – desdenhou ela – como quiser, se precisar é só me ligar ta bom?

SB – Pode deixar que o farei.

LM – Se cuida Stell. Tchau.

SB – Lindsay – chamou-a antes que desligasse.

LM – Sim.

SB – Eu te amo, ta!

LM – Você ainda está bêbada Stella? – brincou.

SB – Há há! – fingiu sorrir – muito engraçado da sua parte.

LM – Eu também te amo Stell – disse sorrindo – se cuida.

SB – Você também – disse desligando o telefone.

Stella logo se levantou, colocou uma roupa e foi pra cozinha sendo guiada pelo aroma da comida que Dinna preparava.

DP- Já levantou? – brincou ela.

SB – Pensei em ficar um pouco mais na cama – entrou na brincadeira – achei que estava cedo demais.

DP – Como está se sentindo? – perguntou entregando uma xícara de café a Stella.

SB – Ainda tenho um pouco de dor de cabeça – disse dando um gole no café – nossa, ta forte isso daqui hein!

DP – É amiga... depois de ontem, não achou que um chazinho resolveria seu problema né?

SB – Sobre ontem Dinna, eu ...

DP – Stella, eu queria me desculpar – disse interrompendo-a e sentando-se ao seu lado – eu achei que de repente você ainda sentisse algo por mim.

SB – Dinna – disse olhando-a firmemente – não tem que se desculpar. Só queria que entendesse que eu não estou mais nessa e que o que hoje sinto por você é um grande carinho. Te tenho como uma amiga e nada mais.

Dinna engoliu a seco as palavras de Stella, pensou um pouco antes de continuar.

DP – Tudo bem Stell. Eu te entendo, idiotice minha achar que você ainda poderia me querer depois de todo esse tempo.

SB – Não pense assim – disse pegando em sua mão – não há nada de errado em querer viver os velhos tempos. Só que eu não ... – foi interrompida pelo celular – já volto.

Stella foi até o quarto atender ao telefone. Era Don querendo saber se ela tinha acordado bem, estava preocupado pois nunca tinha visto Stella tão alterada por conta de bebida. Ela logo o acalmou e disse que não precisava se preocupar. Disse que estava tudo bem e que Dinna estava cuidando muito bem dela. Ele ficou tranqüilo e logo desligou.

SB – Era o Don – disse entrando na cozinha – queria saber como eu estava.

DP – Você tem grandes amigos aqui em Nova York. Certamente não precisa de mim por perto – tentou se fazer de vítima.

SB – Não fala assim, sempre terá espaço pra você! – falou sem entrar na chantagem amiga.

DP – Você acha que eu me daria bem aqui em Nova York?

SB – Claro que sim! Está pretendendo ficar?

DP – Não, só perguntei mesmo...

SB — Mas se você quiser, posso ver uma vaga pra você no laboratório, tenho certeza que conseguiria. E você poderia morar aqui comigo.

DP – É uma proposta tentadora Bonasera, mas já tenho minha vida muito bem encaminhada em Dallas – disse preparando uma salada para o almoço — Mas mesmo assim, muito obrigada.

Stella apenas sorriu pra amiga enquanto tomava um remédio para a dor de cabeça que sentia. Se ofereceu pra ajudar Dinna a preparar o almoço, mas ela disse que não precisava. Enquanto isso Mac se preparava para encarar Stella no dia seguinte e dessa vez não teria banda no mundo que o livrasse desse encontro. Decidiu que ia agir como se nada tivesse acontecido, o que era muito difícil pois a todo momento se lembrava do olhar que Stella lançara sobre ele naquele dia. As horas se passaram rápido e logo Stella estava no aeroporto se despedindo de Dinna que voltava para Dallas.

DP – Eu volto assim que der – disse dando um abraço em Stella.

SB – Vou sentir saudades, e mais uma vez, me desculpa por tudo. Não deveria ter bebido daquele jeito.

DP – Deixa de besteira Stell – falou sorrindo – há muito eu não me divertia assim, foi bom te ver daquele jeito, meio louca e sorrindo por tudo.

Logo o vôo de Dinna foi anunciado. Elas se abraçaram mais uma vez e Dinna seguiu em direção ao portão de embarque. Stella ficou observando-a até que desaparecesse em meio à multidão. Feito isso, voltou pra casa. No caminho ficou pensando no dia seguinte, acordar cedo, mais uma semana de trabalho intenso, Mac... Sentia-se cansada. Não fisicamente, mas sim, mentalmente. Pensava se não era hora de tirar umas férias. Enquanto isso Mac se distraia afinando seu baixo, tinha acabado de trocar as cordas e ele teria ensaio na terça, não teria tempo de fazer isso mais tarde. Já passava das 21:00hs quando terminou e foi tomar um banho. Faziam dois anos que Claire tinha morrido e Mac ainda não tinha se acostumado com sua ausência. O apartamento ficava vazio, frio. Ele tinha muitas dúvidas sobre o que sentia. Ainda amava Claire, mas começava a sentir algo por Stella que não sabia dizer ao certo o que era. De alguma forma, ela lhe chamava a atenção. Ficou lendo um livro por um tempo até que o sono chegasse.

Stella passou na farmácia antes de ir pra casa, se lembrou que precisava comprar absorventes e mais remédios para dor de cabeça. Nos últimos dias ela vinha sentindo fortes dores, acreditava ser da intensa rotina que estava levando e por isso não se preocupou em ir ao médico. Não demorou muito chegou em seu apartamento e quando foi tomar um comprimido percebeu que tinha cacos de vidro na lixeira da cozinha. Deveria ter sido isso que a despertou mais cedo. Certamente Dinna tinha quebrado um copo ou coisa assim. Ela apenas ignorou e foi tomar um banho para então ir dormir.