Cause I love you

9 O Princípio das Dores - Parte 2


Notas iniciais
Bem gente, desculpa não ter postado no domingo. Do lado de cá está tudo uma correria total, sem contar os problemas que estou tendo com conexão. Obrigada pelos comentários! Vocês são deliciosos! :P Muita gente curiosa! hehe vamos ler então, né!?!!

MT — Admirador secreto? — disse ele recolhendo as fotos caídas no chão.

SB — Mac! — disse surpresa tentando tomar as fotos de suas mãos antes que ele as visse.

MT — Algum problema Stella? — perguntou ao perceber seu olhar apavorada quando por fim se voltou para as fotos que recolhera e antes que ela pudesse se explicar ele já tinha visto todas elas e assim como ela, também ficou sem palavras.

SB — Mac eu posso explicar, não é o que você está pensando.

MT — Não Stella, você não tem que me explicar nada. Não me deve satisfação sobre sua vida pessoal.

SB — Mas eu quero explicar — ela insistiu.

MT — Está bem, já que você insisti, vamos lá, me explica.

SB — Eu, eu… — ela procurava palavras que pudesse justificar aquelas imagens, mas não as encontrava porque nem ela mesma sabia como aquilo havia acontecido — Eu não sei Mac, estou confusa mas eu juro que isso não é o que parece.

MT — Olha Stella, sua intimidade não me diz respeito – disse calmamente — já disse, você não tem que me explicar nada. Só não acho muito conveniente registrar certos momentos — ele completou saindo da sala antes mesmo que ela pudesse falar mais alguma coisa quando Lindsay chegou com um monte de papéis nas mãos.

LM — Nossa, algum problema? — perguntou preocupada ao ver sua expressão.

SB — Não, nada que eu não possa resolver — respondeu séria escondendo as fotos e a carta.

LM — É algum problema com o chefe?

SB — Não — respondeu ríspida — o que temos ai?

LM — Bem, lembra de Noemia Park, nossa assassina confessa?

SB — Sim.

LM — Não foi ela. As digitais que recolhemos no pescoço da vítima apontam para outra pessoa.

SB — E temos identificação?

LM — Sim, Leonard Tompson. Amante dela.

SB — Então ela estava tentando encobrir o amante. Mas por quê?

LM — Eu diria que tem muita coisa por trás disso tudo. Eu vou voltar à cena do crime e ver o que encontro por lá. Qualquer informação me avise! — disse já saindo da sala.

SB — Ok.

Stella sentou-se em sua cadeira, retirou as fotos que tinha guardado na gaveta da mesa e começou a analisá-las procurando por algo que indicasse algum tipo de montagem. Deu mais uma lida na carta e por fim fez uma ligação. O telefone chamou por duas, três quatro vezes, mas ninguém atendia. Ela insistiu outras vezes, mas nada. Deu uma olhada no envelope pra ver se tinha alguma informação que pudesse ser útil, mas também não encontrou nada. Decidiu então ir até uma das salas de análises para avaliar melhor as fotos, mas antes de sair, fez questão de jogar as flores no lixo.

DF — Hey Stell — disse ao encontrá-la pelo corredor — fiquei sabendo que já solucionou seu caso.

SB — Agora não Dom — ela passou direto sem lhe dar muita importância.

DF — Tudo bem então, só queria confirmar o jogo hoje à noite — ele praticamente gritava à medida que ela se afastava, mas não teve resposta dela.

DF — Hey Mac, você vai ao jogo da Stella? — disse ao chegar na sala dele.

MT — Não — respondeu sério.

DF — Algum problema com vocês dois? Sério, porque encontrei com ela e vou te contar… ela estava com um humor daqueles….

MT — Dom, você que é bastante íntimo da Stella, sabe alguma coisa sobre sua vida pessoal?

DF – Você já foi mais objetivo Mac. O que você quer saber exatamente? — perguntou estranhando a pergunta que Mac fez.

MT — Namorado, relacionamentos amorosos em todos os sentidos…

DF — Bem… desde que conheço a Stella conheci apenas dois namorados dela que era o Franck e o bombeiro Walsh que eu nem sei se era mesmo um namorado, acho que eles não levaram muito a fundo o relacionamento. Ah! Teve também aquele rolo lá com o… como era o nome dele? Aquele que queria te matar?

MT — Sim, sei quem é — disse impaciente — Mas além desses Dom, ela te falou de algum outro relacionamento.

DF — Hum… Deve o Adam, mas ela disse que não foi muita coisa também não. Mas fora esses não houve nenhum outro que ela tenha me contado.

MT — Nenhum da época do colegial ou coisa assim?

DF — Ela me contou de algumas paqueras, mas nada muito relevante. Mas porque essas perguntas Mac?

MT — Não, nada… só achei estranho que ela não esteja se relacionando.

DF — Depois do Franck, acho normal ela querer se afastar por um tempo de qualquer um que se aproxime.

MT – Hmm, tem razão. Mas o que você tem pra mim?

DF — A ficha do sujeito que me pediu ontem — disse lhe entregando uma pasta — É bem extensa, levou um tempo pra conseguir…

MT — Obrigado Dom.

DF — Quanto aos amores da Stella, posso fazer um levantamento deles e traçar um perfil pra você, assim você pode ver se tem chances com ela — disse sorrindo.

MT — Não será preciso, ela parece estar na mesma disputa que a gente — ele respondeu em um tom enigmático enquanto analisava os documentos que Flack havia lhe entregado.

DF — O que você quer dizer com isso?

MT – Nada – ele fez uma longa pausa — Apenas esqueça que tivemos essa conversa, ok?!

DF — Mac tem alguma coisa sobre você e a Stella que eu deveria saber?

MT — Não.

DF — Seja como for, estou de olho em vocês dois, viu?! — disse em tom de ameaça — principalmente em você, detetive — ele sorriu para quebrar o gelo e em seguida saiu em direção ao elevador deixando-o sozinho analisando o relatório que ele havia lhe entregue quando ele olha pra frente e ver Lindsay vindo em sua direção.

LM — hey chefe, viu a Stella?

MT — Não, algum problema?

LM — Só uma informação sobre o caso que estamos trabalhando.

MT — Quer ajuda com alguma coisa?

LM — Não, não. Eu vou dar uma volta por ai, ver se encontro a encontro. Se você a ver pode avisá-la que a estou procurando? — disse já saindo.

MT — Claro! Lindsay — ele a chamou antes que ela sumisse do seu campo de visão — tome cuidado — completou ao passo que ela se voltou pra ele.

LM — Cuidado com o quê Mac? — perguntou estranhando seu aviso de alerta.

MT — Com a Stella — ele respondeu sem pensar direito.

LM — Não entendi Mac, por que deveria me preocupar com a Stella?

MT — Apenas tome cuidado.

LM — Ta — respondeu depois de um tempo encarando Mac sem entender o que ele queria dizer com aquilo, em seguida saiu à procura de Stella que estava em uma sala mais isolada analisando as fotografias que vieram junto com a carta e as flores que recebeu.

LM — Ah, você está ai!! — disse ao encontrá-la.

SB — Lindsay! — ela se assustou fechando rapidamente a página que continha as imagens que ela havia escaneado.

LM — Olha só … — disse apresentando-lhe alguns papéis — antes de voltar à nossa cena, decidi rever algumas coisas que coletamos por lá e veja só, na roupa da vítima tinha vestígios de pólvora, o que achei estranho porque nossa vítima não tinha nenhuma arma registrada em seu nome, investiguei mais afundo e descobri isso.

SB — Tom Copperman? Qual a ligação com o nosso caso?

LM — Ele é neto da nossa vítima e está na semiaberta, agora pergunta qual o motivo — disse cheia de entusiasmo.

SB — Tá, qual o motivo? — tentando entrar no clima da amiga.

LM — Suspeito de matar Frida Park, a mãe de Noemia Park.

SB — Então Noemia mandou o amante matar a senhora Bernardes por vingança.

DM — Boom! — disse eufórico ao entrar na sala onde elas estavam.

LM — Hey! Já está por aqui? — disse indo ao encontro dele e dando-lhe um leve beijo nos lábios.

DM- É, estamos fechando nosso caso e vim ver se você já foi almoçar.

LM — Ainda não almocei mas aceito o convite.

DM — Tudo bem se eu levá-la por um tempo Stell?

SB — Desde que me devolva daqui uns quinze minutos.

DM — Quinzes minutos?! Não dá nem pra tentar fazer um filho!

LM — Danny! — ela deu um leve tapa em seu ombro o repreendendo.

DM — Não vamos demorar — disse já saindo da sala — não quer vir com a gente?

SB — Ah, não. essas coisas é melhor fazer a dois — disse sorrindo.

LM — Stella! — disse sem graça — não vamos fazer filho.

DM — Stella, você está namorando? — perguntou para o espanto dela.

SB — Não Danny, por que a pergunta?

DM — Nada não, só que o Mac estava me perguntando sobre seus namorados e se você não estava em nenhum relacionamento.

LM — Acho que está te querendo Stella.

DM — É, dá uma chance pra ele, vai. Pelo bem da equipe.

SB — O tempo de vocês está passando… — disse tentando fugir do assunto.

LM — Mas acho que você deveria pensar bem nisso Stella, ele é um bom partido — disse já se distanciando junto com Danny deixando-a sozinha.

Stella ficou ali parada vendo-os se afastarem de mãos dadas, observando como eles se davam tão bem e demonstravam ser felizes. Questionava-se se isso seria possível entre ela e Mac.

SB – Droga! Estraguei qualquer possibilidade de relacionamento com o Mac! – disse pra si mesma voltando a analisar as fotos no computador.

Depois de um bom tempo ela decidiu dar uma volta, esfriar a cabeça para depois voltar ao caso em que trabalhava com Lindsay, quando terminasse voltaria à questão das fotos.

Ela deu uma passada no vestiário para pegar sua bolsa e tentou mais uma vez ligar para Dinna, mas não obteve sucesso como nas outras vezes. Assim que sentou-se no banco que fica entre os armários quando ouviu alguém chegar e reconheceu pela voz que era Mac que conversava ao telefone com alguém. Decidiu ficar quieta, na sua. O constrangimento ainda se fazia presente mas era inevitável que ouvisse a conversa que para piorar era sobre ela.

MT — Não mãe, não vai rolar nada — ele falava ao telefone sem perceber que Stella estava do outro lado dos armários e ouvia tudo.

MM — Mas meu filho, ela uma boa mulher, eu gosto tanto dela, ela parece ser diferente das outras.

MT – É, eu sei disso, também gosto dela, mas não acho que eu sou o tipo de pessoa que a Stella procura.

MM — Como não?! Vocês parecem ter sido feitos um para o outro.

MT — Acho que teria mais chances se eu fosse mulher.

MM — Como assim Taylor, o que você quer dizer com isso?

MT — O que eu quero dizer mãe, é que a Stella é lésbica — disse com pesar.

MM — Impossível! Essa menina é tão linda, apesar de durona, ela é tão meiga, não pode ser que goste de mulher, não que eu tenha algo contra meu filho, só que logo a Stella, a minha Stella!

MT – Eu também fiquei surpreso, mãe. Cheguei até a acreditar que poderíamos ficar juntos um dia, mas depois de hoje.

MM — Mas ela te falou que gostava de mulher, meu filho?

MT — Não. Hoje pela manhã eu por acaso vi algumas fotos dela com outra mulher em um momento bem delicado.

MM – Não pode ser Mac, eu conheço a Stella, sei que ela não é assim. Ela até parecia gostar de você. Sei que o que você viu pode dizer muita coisa, mas você perguntou pra ela se era isso mesmo meu filho?

MT — Ela tentou se explicar mas não conseguiu. Acho que nem ela sabia o que estava fazendo.

MM — Meu filho, tenho que desligar agora, mas preste atenção no que vou dizer: pode até parecer que ela seja isso ai que você falou mas no fundo sei que ela também gosta de você. Tenta falar com ela, conquistá-la, vocês se gostam eu sei disso, todo mundo sabe disso mesmo que as circunstâncias digam o contrário. Tenta falar com ela, esclarecer essa história.

MT — Mãe, não acho que seja algo que vá mudar com uma conversa.

MM — Tente pelo menos.

MT – Tá. Eu vou ver o que eu faço.

MM — Promete?

MT — Não posso prometer nada mãe, mas vou fazer o possível, pela senhora.

MM — Eu te amo filho.

MT — Também te amo — disse desligando o telefone.

Stella ficou chocada com o que ouviu, como pode ele pensar que ela era lésbica só porque tinha visto algumas fotos dela com Dinna? Esta certo que isso pode dizer muita coisa, mas não era o suficiente para ele chegar a tais conclusões. Até porque nada daquilo era possível. Ela não tinha nada com Dinna, nunca teria ido pra cama com ela ou com qualquer outra mulher. Ela não podia deixar que ele continuasse pensando assim, não depois dos momentos maravilhosos que tiveram na noite anterior. Isso precisava acabar,ela precisava dar um basta nessa situação.

MT — Stella?! — disse surpreso quando ela apareceu no extremo do corredor formado pelos armários — desde quando você está aqui?

Ela não disse nada, apenas caminhou até ele que estava em pé aguardando uma resposta. Com um único movimento ela o empurrou pressionando-o contra os armários. Assustado, ele tentou segurar seus braços mas ficou sem reação quando ela começou a beijar-lhe com intensidade.

MT – Stella, o que você está fazendo? – disse interrompendo o beijo.

SB – Te mostrando que sou mulher – respondeu beijando-lhe o pescoço.

MT – Você não precisa fazer isso. Pode ir embora se quiser e tudo fica resolvido. – Ele falava suavemente ao pé do ouvido dela.

SB – Tem medo de ficar sozinho comigo? – Ela também sussurrava.

MT – Tenho.

A princípio ele tentou revidar mas em questão de segundos já estava entregue ao momento. Lentamente ele soltou os braços dela que os envolveu em seu pescoço. Mac foi descendo a mão até a cintura dela enquanto ela intensificava mais o beijo à medida que ia colando seu corpo ao dele. Quando já não havia nenhum centímetro sequer entre eles, Stella começou a pressionar seu corpo contra o dele de modo que ele pudesse sentir cada curva sua, enquanto uma de suas mãos massageava de forma voraz o seu cabelo a outra passeava por seu corpo, penetrando por entre as pernas dele até chegar em sua parte íntima a qual começou a estimular lentamente ainda por cima das calças. Ela podia sentir a ereção dele e isso fez com que ela sentisse mais desejo ainda de tê-lo por completo. Queria poder amá-lo, senti-lo dentro de si e ele não estava muito diferente disso. Podia sentir o coração dela bater acelerado, o sabor de sua boa era único assim como o seu corpo, a forma como ela o tocava o deixava louco de desejo. Era impossível resistir à tentação de retribuir tamanho prazer e até então tinha se contido em manter as mãos na cintura dela mas quando já não pode suportar, ele começou a acariciar seu quadril de forma intensa passando para a coxa dela a qual puxou para si de modo que seus corpos pudessem ficar melhor encaixados um no outro deixando o momento mais excitante ainda. Quando percebeu que ela o deixava passear com sua mão por seu corpo ele não hesitou em acaricia-lhe os seios enquanto sua boca descia para seu pescoço deixando-a em puro êxtase. Ele então inverteu as posições colocando-a agora contra o armário e passou a friccionar sua região íntima com a mão fazendo-a arquear o corpo. Ambos estavam tomados de tesão e seus desejos era de se entregarem ali mesmo. Contudo, era arriscado. Aos poucos foram diminuindo seus movimentos até que estavam apenas colados um no outro sentindo suas respirações ofegantes.

Notas finais
Delíiiiiicia por favor não me mate!! Sei que está tudo muito louco, mas você vai entender no decorrer da história! Até o próximo capítulo!