Catch Me

35 Capítulo 35 - Help or Not Help?


Notas iniciais
Olha, dessa vez foi só uma semana e dois dias u.u aposto q ngm percebeu a minha ausência até u.u Fui fzr outro cosplay. Sim, dnv isso, sim, eu estou viciada, mas foi pra ir na bienal no livro (cosplay entra de graça haushausuausu tem q ta ligado nas marotagens ahsuahsua) daí não escrevi a fic e blá blá blá, to de volta e blá blá blá Quero agradecer a Abyssimilliard pela ideia top que começa a surtir efeito nesse capítulo Todos os créditos são pra vc ;) Boa leitura ^^

"- Thor...! — Loki gemia entre choramingos sentindo o membro do loiro rasgar-lhe enquanto seus mamilos eram fortemente apertados.

– Isso é uma súplica? Não me convenceu — Disse o loiro estocando com mais força, porém sempre indo devagar quando os gemidos do moreno aumentavam.

Loki encontrava-se numa situação precária. Seus mamilos estavam avermelhados, mas ele não queria que Thor parasse. Seu pênis encontrava-se ereto e doendo de tanto latejar. Ele precisava de atenção, mas Thor havia prendido seus braços para trás e recusava-se a masturbá-lo e dar lhe enfim o esperado prazer. Tudo aquilo enquanto os dois encontravam-se de pé no vestiário da quadra em plenas oito da noite.

– Seu... Ah! Seu maldito...! — Disse o moreno mais uma vez entre gemidos.

Thor riu em deboche soltando enfim os braços do moreno que logo começou a se masturbar enfim se aliviando.

– Isso mesmo, faça — Dizia o loiro — Por que é isso que eu causo em você, não é?

Loki gemeu em resposta. Um gemido alto e prazeroso ao ponto de fazer Thor gozar também.

– Loki... — Gemia o loiro."

– Loki...? Loki! — Gritou uma voz diferente.

O moreno abriu seus olhos assustado em ver Bruce o observando.

– Você estava gemendo? — Indagou Bruce fazendo uma careta confusa.

– Eu...? Não, é claro que não! Estava tendo um pesadelo. Só isso — Explicou Loki cobrindo-se com seu edredon que estava para cair.

– É bom levantar logo. Já estamos atrasados para as aulas — Disse Bruce saindo do quarto já pronto.

Loki ao ouvir a porta bater suspirou aliviado. Havia acordado com uma ereção muito grande, se Bruce tivesse visto ele ficaria demasiado envergonhado.

O sonho que havia tido não era de fato só um sonho. Eram fragmentos de uma memória. Aquilo havia acontecido no dia anterior e ele havia gostado.

Depois daquele dia na sala de limpeza ele e Thor haviam se encontrado diversas vezes, quase todos os dias. Thor continuava com aquela violência, mas o moreno não ligava. Era sempre prazeroso, por mais doloroso que fosse.

"Céus, se minha mãe soubesse o maluco que me tornei..." Pensou Loki.

O problema daqueles encontros era sempre o final. Começava excitante com os dois trocando olhares e combinando só com aqueles olhares aonde seria, Thor sempre o guiando à vários passos a sua frente para nenhuma suspeita. O durante era incrível, como foi da primeira vez, mas o final... No final Thor simplesmente se vestia e ia embora muitas das vezes sem trocar uma palavra; ou falava apenas para avisar que no dia seguinte ele estaria ocupado. Loki sentia-se.péssimo com aquilo.

– Eu sou um idiota! — Disse Loki para si mesmo.

O moreno sentia-se um completo imbecil submisso a Thor. Ele não gostava de como o loiro era sempre frio consigo, mas parar com aqueles encontros estava fora de cogitação. Ele estava viciado neles, e ele sentia saudades do loiro.

Loki levantou-se com dificuldade sentindo seu traseiro dolorido. Retirou o pijama que vestia observando-se no espelho e notando os vergões em seu pescoço, braços e tórax. Thor era mesmo um brutamontes. E por essa razão, ele pediu; não, ele exigiu que Loki se alimentasse direito. Quando o moreno negou-se a obedecê-lo, Thor apenas deu de ombros dando um fim aqueles momentos entre os dois. Loki sentiu-se chutado e humilhado. Os dois tiveram uma breve discussão e depois de vários argumentos do loiro Loki finalmente resolveu alimentar-se devidamente.

Agora ele estava melhor, vermelho e dolorido, mas melhor.

oOo

Bucky sentia que podia estrangular Steve à qualquer momento.

Faziam-se quanto tempo? Um mês ou mais? Mais ou menos isso que ele havia saído do hospital depois do acidente e estava tentando acostumar-se com seu braço novo. Há uma semana havia voltado para a faculdade e quanto ao estágio no hospital, ainda estava de licença.

Bucky estava feliz por ter voltado com sua rotina aos estudos e mais feliz ainda por em vez de seus amigos e colegas de Columbia o olharem com pena, dizer que agora ele estava muito melhor que antes e poderia aniquilar a raça humana com seu super braço mecânico. Bucky sempre ria quando diziam isso à ele.

Tudo parecia ter voltado ao normal, tudo, exceto Steve.

Bucky achava uma graça o jeito certo e responsável de Steve, mas aquilo estava começando à custar sua vida sexual com ele.

O loiro negava-se à ele todas as noites alegando o moreno não estar preparado ainda, mas ele estava! Mais do que preparado! Estava em chamas!

Bucky ao voltar já às 18:00 da faculdade jogou suas coisas no chão — Steve ficaria zangado — mas pouco lhe importava. Olhou no espelho como fazia todos os dias quando voltava e perguntou-se mais uma vez. Aquela pergunta que martelava em sua cabeça desde a primeira vez que Steve lhe disse "não".

– Será que ele não sente mais atração por mim?

Bucky suspirou. Ele havia mudado extremamente com aquele braço e até seu cabelo ele não cortava mais. Os fios castanhos escuros já se encontravam quase alcançando seus ombros e sua barba era rala. Ele também não sentia mais vontade de fazê-la.

O moreno sempre considerou-se um belo galanteador pela quantidade de garotas que viviam ao seu redor quando era mais jovem, mas desde que entrara para a faculdade, desde que começara a se interessar pelo loiro aquilo se esvaiu. Bucky agora sentia todas as inseguranças que uma pessoa apaixonada sente, mas principalmente, o medo. Medo de perder Steve, medo de vê-lo sair por aquela porta e nunca mais voltar. Medo da indiferença.

Bucky que agora encontrava-se deitado em sua cama pensando em tudo aquilo, adormeceu.

Conforme a noite ia passando Bucky sentia frio por não ter se coberto com o lençol. O moreno dormia um sono sem sonhos, tranquilo. Mas numa hora ele sentiu a presença de alguém o cobrindo e dando um beijo em sua testa. Foi quando abriu os olhos e viu Steve que havia chegado do hospital.

– Desculpe ter te acordado — Disse o loiro.

– Tudo bem — Bocejou o moreno.

– Dormindo cedo... Normalmente me espera chegar — Comentou Steve.

– Estou dormindo desde a hora que cheguei da faculdade.

– Bucky! Ainda não comeu?

– Argh! — Resmungou o moreno — Qual o problema? Uma noite não vai fazer mal — Revirou os olhos.

– Você sofreu...

– Um acidente e precisa alimentar-se devidamente, pois perdeu muito sangue e blá blá blá — Completou Bucky já cheio daquela conversa.

– Você parece uma criança — Bufou Steve.

– Sabe o que seria bom pra mim? Uma boa noite com você — Disse Bucky maliciosamente.

– Não Bucky.

– Ah fala sério Steve! Eu estou ótimo!

– Não está!

– Você é quem não está! — Exclamou o moreno — Se não me aguenta mais pode falar Steve! Só não me ignora toda vez que eu te pedir isso, é humilhante!

Steve arregalou os olhos inconformado com a atitude de Bucky.

– Nunca ouse pensar que eu não o aguento mais! Eu faço isso porque tenho medo de acontecer alguma coisa — Suspirou Steve.

– Tem medo do braço?

– Não. Tenho medo de que aconteça alguma coisa com você. Bucky deixe de ser um ignorante e admita, afinal somos médicos. Você perdeu muito sangue e por pouco não sofreu uma batida grave o suficiente para alterar sua sanidade mental. Você está em constante observação. E...

– E?

– E Peter disse para evitar atos sexuais.

– O quê? E por quê?

– Ele disse que é muito esforço pra você. Que você precisa primeiro se acostumar com o seu "novo estado".

– Steve, pela milésima vez. Eu estou ótimo! Eu consigo levantar a mesa da cozinha só com esse braço, tem certeza que não aguento muito esforço? E você é muito ingênuo.

– Eu não sou ingênuo — Resmungou o loiro cruzando os braços.

– É sim. Como exatamente o Peter lhe disse isso?

– Ele disse num tom sério, mas depois quando se virou deu um sorriso que eu não entendi.

– Ele estava zoando com a sua cara porque gosta de mim.

– O quê?

– É isso mesmo. Você às vezes parece um velho. Nunca entende uma brincadeira, por Deus — Riu o moreno.

Steve assimilou o problema fazendo uma careta inconformada.

– Isso é proibido! Ele mentiu pra mim em local de trabalho!

– Levando em conta que sou maior de idade e as informações corretas devem ser levadas ao próprio paciente ou familiar, não. Ele não cometeu crime nenhum. Só curtiu com a sua cara. E consequentemente com a minha — Resmungou as últimas palavras.

– Eu deveria processá-lo — Grunhiu o loiro.

– Deixa pra lá Steve. Depois eu resolvo com ele.

– Não vai resolver nada. Não quero você perto daquele homem.

Bucky riu.

– Ciúmes?

– E se for? O cara gosta de você.

– E eu não dou a mínima — Disse Bucky — Mas isso não quer dizer que eu não esteja com raiva de você.

– Raiva de mim? Acabei de explicar o porque...

– Não me importa. Sua ingenuidade vai acabar nos destruindo um dia — Disse o moreno por fim encerrando a conversa e indo dormir.

– Mas Bucky... — Tentou argumentar o loiro.

Bucky deitou-se na cama virando-se e fechando os olhos.

Steve arqueou a sobrancelha sabendo muito bem o que faria o moreno voltar a falar com ele.

Destemido, o loiro acomodou-se na cama vendo que Bucky abrira os olhos apenas para olhar para ele e virar-se novamente, de costas para Steve. O loiro levou suas mãos à Bucky colocando metade dos fios escuros para o lado começando a beijar o pescoço dele percebendo os arrepios que causava nele.

Bucky sentiu a mão de Steve escorregar até seu membro por cima da calça sentindo uma quentura por ali. Bucky sabia que não resistiria, afinal, estava em abstinência por tempo demais. O moreno virou-se imediatamente capturando os lábios do loiro num beijo rápido e necessitado.

Steve sentou-se na cama retirando sua camiseta para logo depois desafivelar seu cinto e retirá-lo.

Bucky observava a tudo ansioso. O loiro agora retirava a calça dobrando-a e colocando em cima da mesinha ao lado da cama. O moreno revirou os olhos. Steve era muito organizado.

O loiro fez Bucky sentar-se também observando-o enquanto jogava os fios castanhos que cobriam o rosto do moreno para trás.

– Acha que devo cortar? — Indagou Bucky referindo-se ao seu cabelo.

– Eu gosto assim particularmente — Comentou Steve fazendo Bucky sorrir.

O moreno retirou sua camiseta e calça assim como Steve havia feito revelando sua cueca box azul.

Steve aproximou-se do moreno voltando com os beijos. O loiro usava suas mãos apenas para acariciar o rosto de Bucky que faziam leves cócegas em suas mãos pela barba rala. Steve abaixou sua mão direita por fim chegando ao braço esquerdo e metálico do namorado. Ele era frio e firme, musculoso e forte.

Bucky enlaçou a cintura de Steve com seu braço esquerdo enquanto o direito estava pousado na nuca. O moreno deitou o loiro na cama ficando por cima enquanto seus lábios abaixavam até os mamilos de Steve que arrepiou-se com o contato.

Steve sentia frio e calor naqueles contatos com o moreno. O calor do corpo e do braço direito o aquecia, enquanto o braço esquerdo de metal era frio e de certa forma excitante. Steve queria mais dele.

Bucky abaixou seus lábios até o abdômen definido de Steve beijando cada gomo até abaixar mais chegando a cueca box vermelha.

Steve observou o moreno retirar sua cueca revelando seu membro já excitado. O loiro sentiu uma mão gélida segurar seu membro o fazendo gemer surpreso.

– Está doendo? — Indagou Bucky preocupado.

Steve balançou a cabeça em negação. Não doía, só era frio. Mas logo seu membro aqueceu-se, pois Bucky o introduzia na boca aos poucos começando a sugá-lo e chupá-lo.

– Hm...!

Bucky chupava Steve numa velocidade média enquanto sua língua movimentava-se por todos os cantos lambendo cada pedaço de Steve que gemia em resposta.

O loiro começou a movimentar-se acelerando o trabalho do moreno que continuava a chupar segurando o traseiro de Steve com as duas mãos. Foi quando Bucky decidiu apressar mais às coisas.

O moreno aproveitou os movimentos do loiro para posicionar seu dedo metálico no canal de Steve que ficou um pouco receoso quanto àquelas ações.

Steve sentiu o dedo gélido de Bucky invadir seu canal aos poucos o fazendo prender a respiração, mas o prazer que ele lhe proporcionava em seu membro o distraía um pouco daquele incômodo.

As sugadas de Bucky eram mais fortes e rápidas a cada vez que ele afundava seu dedo em Steve, até preenchê-lo até o fim.

Steve apertou seus olhos ao sentir um espasmo em seu membro e o orgasmo lhe invadir junto da sensação do dedo de Bucky movimentar-se dentro de si.

O moreno retirou seu dedo de Steve para lambuzá-lo com o prazer do loiro e tornar a introduzir no ânus dele, dessa vez usando dois dedos.

– Uff...! — Gemeu Steve arqueando as costas.

Bucky subiu seus lábios fazendo o caminho inverso enquanto movimentava seus dedos dentro de Steve. Ao ver o loiro começar a rebolar o moreno os tirou virando Steve de costas para si e abaixando a cueca.

Steve sentiu a glande do moreno pressionar contra seu canal segurando com firmeza os lençóis da cama. Bucky entrava dentro de si com cuidado e calma. O loiro tentou levantar-se para ficar de quatro, mas o moreno não deixou fazendo-o permanecer deitado de costas.

As pernas de Steve se abriram para dar mais passagem ao membro de Bucky que agora começava a mexer movimentando-se vagarosamente.

Bucky apoiava-se na cama com os braços em volta de Steve. Por mais que parecesse cansativo, não era nem um pouco. Aquele braço realmente era forte.

O loiro sentiu as estocadas de Bucky aumentarem o fazendo soltar gemidos de prazer. O moreno mordia seu ombro com veemência enquanto o braço mecânico brincava com seu membro esfregando-se nele.

– Oh Bucky!

O moreno jogava seus fios castanhos para trás sentindo a pele grudar sob eles com o suor e a expectativa da sensação do êxtase tomar-lhe.

Steve sentiu Bucky jogar o corpo sob ele estocando com mais pressão pela falta de espaço. Ele o abraçava com força dando chupões em seu pescoço e apertando seus mamilos.

– Ah...! Steve!

– B-Bucky...!

O moreno sentiu o canal de Steve apertar-lhe com força causando por fim seu orgasmo.

Os dois ofegantes esperaram alguns segundos para recuperar o fôlego.

– Não acredito que adiei isso por tanto tempo — Disse Steve.

– Merecia era um castigo — Riu Bucky.

– Então tem fetiches senhor Barnes?

– Ah, vai dizer que não tem?

– Ainda não pensei nisso. Que tipo de fetiche você tem? Doutor Barnes e Rogers? — Sugeriu num tom zombeteiro.

– Esse lance de brincar de médico não funciona com a gente. Pensei em soldado Barnes e Rogers.

– Soldado? — Riu Steve — É... Não é uma má ideia.

– Eu seria o capitão! — Disseram em uníssono para depois caírem na gargalhada.

oOo

Tony encontrava-se ao lado da república encostado sob uma parede aos beijos com Ryan.

As pessoas que passavam por ali retorciam seus narizes ao verem tamanha cena indecente. Os dois acariciavam um ao outro por baixo das roupas enquanto beijavam-se. Não, devoravam-se em plena luz do dia.

Tony no meio do beijo começou a gargalhar deixando Ryan confuso.

– Para com isso... Faz cócegas aí — Ria Tony esquivando-se da mão do loiro.

– Bom saber — Disse Ryan atiçando as cócegas do moreno que tentou correr sem sucesso.

Um pouco distante dali uma mulher os observava com um semblante sério e cheio de inveja. Ela resolveu aproximar-se do casal chamando a atenção de Tony que ficou feliz em vê-la.

– Oi Amora! Quanto tempo não a vejo.

A loira deu um sorriso para o moreno não deixando de reparar em Ryan que sentiu um inexplicável desconforto.

– Pois é. Vejo que já esqueceu de Steve — Comentou a loira.

– Ah sim, ele é passado. A propósito este é Ryan Lanche.

– Lachlan — Corrigiu o loiro apertando a mão da loira.

– Meu... Ãhn...

– Dono — Zombou Ryan.

– Mas é muito... — Tony deu uma cotovelada no loiro — Comediante esse Ryan.

– Dono, é?

– Exatamente — Assentiu o loiro.

– Ryan, vai jogar seu maldito vôlei, vai — Disse Tony expulsando o loiro.

– Está bem! — Rendeu-se Ryan saindo de perto dos dois, indo em direção à quadra.

– Ele parece divertido — Comentou Amora.

– Ele é. Mas e então, achei que havia ido embora de Nova York sem se despedir de mim.

– Oh não, não pretendo partir agora.

– Ainda querendo "conquistar" o Thor?

Amora suspirou raivosa.

– Não tem jeito com aquele imbecil! Ele é um idiota ignorante.

– Eu já cansei de te avisar isso e só agora você notou? — Disse Tony arqueando a sobrancelha.

– Parece que nada do que eu faço destrói esse sentimento maldito que ele sente pelo Loki.

– O quê? Mas ele o traiu com você, achei que...

– Tony. O quanto você odeia o Thor? — Disse a loira mudando de assunto.

– Muito. É inexplicável.

– Ótimo. E o quanto você ama o seu amiguinho nojento.

– Amora... — Repreendeu o moreno.

– Ok — Suspirou a loira — Você se importa com o Loki, não?

– Mas é claro.

– Então você concorda que os dois não devem ficar juntos, certo?

– Com certeza.

– Ótimo. Então eu posso te contar... Eu droguei o Thor.

– O QUÊ?

– Shh! Fala mais baixo! — Cochichou a loira — Aquela festa foi ideia minha. Eu e Jane planejamos ela para que eu pudesse batizar a bebida do Thor e o fizesse me beijar. Ele achou que eu era o Loki. Foi tudo para separá-los.

– Amora... — Disse o moreno chocado.

– Eu tinha de fazer aquilo! — Exclamou a loira num tom insano — Se o Thor não me quer ele também não terá o amorzinho da vida dele — Cuspiu as últimas palavras.

– Isso é horrível! — Repreendeu Tony — Como teve coragem?!

– Eu salvei o seu amigo! De um sofrimento muito maior que é amar esse cafajeste.

Tony não soube o que dizer. Ela tinha razão naquele quesito. Loki estaria bem melhor sem ele.

– Mas isso não significa que não tenha sido ruim.

– Eu não me importo com o que é certo ou errado, e um sermão vindo de você menos ainda. Você me entende Tony, e concorda que mesmo inconscientemente, fiz bem ao seu amigo. No fim das contas quem se deu mal foi o Thor.

Pensando naquele ângulo Tony deixou a preocupação de lado. Ele não se importava com Thor.

– Está bem, mas e agora? O que você vai fazer?

– Eu vou acabar com ele.

– Amora, você já fez o suficiente!

– Nunca é o suficiente — Disse a loira num tom sombrio.

Tony não gostou daquela Amora que ele estava começando a conhecer. Ela parecia a mesma Amora na qual Bruce sempre o alertou.

– Você me ajuda?

– Eu?

– E quem mais odeia tanto o Thor quanto eu?

– Olha... É melhor não.

– Está amarelando Stark? Sinceramente eu via potencial em você, mas estou vendo que você é tão mole quanto aquele idiota do Bruce.

– Como é que é?!

– Quer dizer, ele nunca aceitaria isso — Desconversou a loira — Achava que você era mais destemido.

– Eu estou ótimo do jeito que estou. Thor não tem mais mexido comigo e isso me deixa sem motivos de fazer algum mal à ele.

Amora revirou os olhos resolvendo desistir de Tony. Ele era outro idiota, assim como os outros.

– Ok, mas quando Thor tornar a incomodá-lo não diga que eu não avisei — Finalizou a loira dando às costas para Tony saindo à passos largos.

Ainda chocado com Amora, Tony adentrou ao Vórtex pensativo.

Bruce estava na sala concentrado numa leitura até reparar na expressão de espanto de Stark.

– Aconteceu alguma coisa?

– Me diz mais uma vez o porquê de você não gostar da Amora.

Bruce estranhou aquela curiosidade repentina. Normalmente Tony o ignorava toda vez que falava mal de Amora.

– Ela é traiçoeira, falsa e má. Ela age sob as costas de todo mundo. Na verdade sob a sua porque todos já sabem a cobra que ela é. Só você não vê Tony.

– Mas ela parecia ser tão...

– Por Deus Tony. Você não se lembra das vezes que já brigamos? Todas por culpa dela. Ela nos põe um contra o outro. Ela fez Thor terminar com Sif. Ela fez Thor terminar com Loki.

– Como pode ter tanta certeza disso? — Indagou Tony surpreso com a firmeza que Bruce dizia aquilo.

– Porque eu sou o único no qual ela sempre foi sincera. Ela sempre jogou na minha cara que ninguém acreditaria em mim. Que você sempre estaria do lado dela. Só eu conheci essa mulher desde o começo. Sei do que ela é capaz.

Tony olhou para o chão atônito. Bruce sempre tinha razão. Sempre teve no fim das contas.

– Desculpe Bruce — Disse Tony apertando o moreno contra si num abraço.

Bruce arregalou os olhos.

– Você... Você acredita em mim?

– Sim.

Bruce afastou Tony de si olhando seriamente nos olhos castanhos do amigo. Não parecia brincadeira.

– O que ela te disse? — Indagou Bruce indo direto ao ponto.

– Credo, você parece até a Mãe Diná.

– Tony! Diz logo!

– Okay! Ela me confessou que drogou o Thor na festa das Bravatas.

– Eu sabia! — Exclamou o moreno levantando-se imediatamente — Temos que contar para o Loki!

– Não!

– O quê?

– Ele está bem sem o Thor. Deixe ele em paz Bruce.

– Ele não está nada bem sem ele.

– E desde quando você fala por ele? — Indagou Tony arqueando a sobrancelha.

Naquele momento Loki adentrou a república com um semblante cansado, os lábios vermelhos e um pouco inchados, um vergão vermelho sob o pescoço e a postura inclinada, meio corcunda.

– Foi pra guerra e não chamou? — Disse Tony observando-o com curiosidade.

– Muito engraçado — Disse o moreno revirando os olhos. Ele retirou seu agasalho o pendurando sob o guarda casacos ao lado da porta.

Tony pôde perceber que os braços de Loki estavam vermelhos e cheios de arranhões e o colo dele estava com os mesmos vergões do pescoço.

– Loki você anda apanhando de alguém?

– Não Tony. Eu estou ótimo! Me deixe em paz — Respondeu Loki subindo às escadas.

Apesar do corpo de Loki estar naquele estado ele parecia de certo modo realmente bem. Pelo menos estava mais comunicativo e até sorria de uns tempos para cá.

– Viu? — Disse Bruce — Todos os dias ele volta com uma marca nova.

– Mas ele está normal Bruce. Eu não entendo.

– Eu também não. Ele voltou a comer e até a falar comigo. Ele só não gosta quando menciono essas marcas.

– Será que ele está se mutilando?

– Não acredito nisso — Disse Bruce — Mas isso não é saudável. Você viu como ele está, cabe a você acabar ou não com o sofrimento dele — Finalizou.

Tony observou Bruce subir às escadas enquanto sua mente pensava sem parar. Ele, Tony Stark ajudando Thor Aesir? Onde esse mundo vai parar?

Notas finais
Eaeeeeew? Então, com essa coisa linda de as coisas estarem começando a desmoronar na cabeça da Amora acho q talvez, quem sabe, estamos na reta final de Catch Me :O