Catch Me
9 Capítulo 9 - Revenge
Notas iniciais
Uma semana havia se passado e Bruce tratava de cuidar dos preparativos para a vingança. Tony sempre verificava se os ovos que eles utilizariam para a bomba fedorenta estavam podres o suficiente. Todos do Vórtex pareciam ansiosos para ver a reação dos Aesir àquela pegadinha, inclusive Bruce que era tão certinho parecia ansioso.
Loki não havia mais falado com Thor, os dois se encontravam às vezes por coincidência nos corredores da universidade ou na cantina, mas simplesmente fingiam que não se conheciam, o motivo de nem ao menos se provocarem quando se viam havia acontecido há três dias atrás quando os dois se encontraram na biblioteca.
"Loki estava procurando por alguns livros de que precisava para mais ajuda em seus projetos, às vezes a internet simplesmente não lhe era o suficiente, mas logo um certo loiro de camiseta cinza vinha em sua direção sem reparar exatamente por onde andava e esbarrou no moreno que deixou cair os livros que carregava no chão.
– Está cego por acaso? — resmungou Loki fitando o maior com certa fúria.
– Nem vi você aí — disse Thor ajudando-o a pegar os livros do chão.
– Não precisa, pode ir — disse o moreno negando a ajuda.
Thor deu de ombros e pegou uma das escadas que havia na biblioteca para pegar um livro que ficava na prateleira ao alto.
– Isso não é seguro — disse Loki verificando um parafuso quase solto da escada que ameaçava cair.
– Bobagem, é claro que é seg... — o loiro não teve tempo de terminar sua frase, pois a escada balançara e sem nem ao menos ameaçar cair, se desfez derrubando o loiro em cima de Loki.
O menor sentiu que ia morrer, suas costelas e seu peito estavam sendo brutalmente esmagados pelo corpo pesado do outro e a fala simplesmente havia se esvaído, mas com muito esforço, respirou fundo podendo ouvir sua voz meio esganiçada.
– Seu... maldito... saia de cima!
Thor atendeu ao pedido, levantando-se e erguendo a mão, sendo ignorado pelo moreno.
– Desculpe — disse o maior.
– Não — disse Loki levantando-se sozinho, mas ele se desequilibrou e o loiro o segurou pela cintura antes que ele caísse.
Loki mais uma vez se viu perdido na imensidão azul dos olhos do loiro. Thor não parecia querer soltar-lhe tão cedo e ele simplesmente não conseguia mover um músculo. Os dois se encararam por um tempo não sabendo exatamente o quanto, mas Loki começou a sentir suas bochechas esquentarem com a aproximação se formando aos poucos.
– Acho que já pode me soltar — disse o moreno um pouco nervoso.
– Ah... claro — disse o loiro o soltando.
Um silêncio constrangedor se formou. Parecia que esse tipo de coisa sempre acontecia quando os dois ficavam sozinhos e Thor começou a se odiar por se comportar de maneira tão... estranha perto dele.
– Te machuquei?
– Que pergunta mais estúpida, é claro que machucou, com esse seu tamanho não esperava por menos — disse o menor grosseiramente.
– Ãhn... desculpe então.
– Já disse que não.
– O quê?
– É isso mesmo que ouviu, estou cansado de você — disse Loki novamente pegando os livros do chão.
– Cansado estou eu de ver a sua cara todos os dias — retrucou Thor cruzando os braços.
– Então faça um favor a si mesmo e a humanidade de se matar — disse o moreno num tom venenoso.
Thor agarrou Loki pelo colarinho da blusa e o empurrou numa estante fazendo livros caírem do outro lado da biblioteca.
– Meça suas palavras, posso acabar com você — sussurrou o loiro num tom sombrio.
– Eu é quem vou acabar com você, seu imbecil — disse Loki não movendo um dedo, a senhora que cuidava da biblioteca vinha em direção dos dois ver o que estava acontecendo.
No fim Loki levou a melhor e Thor teve de arrumar todos os livros sozinho, enquanto ouvia um sermão da senhora da biblioteca."
Já eram dez da noite. Muitos alunos já dormiam ou estudavam em suas devidas repúblicas, no Vórtex um clima de tensão e excitação se instalava.
– Está pronto? — perguntou Tony observando Bruce fazer os últimos preparativos.
– Quase, só não sei se é uma boa ideia o barulho Tony, vai acordar não só os Aesir como todas as repúblicas da redondeza.
– Um pouco de escândalo é o que essa universidade precisa — disse Tony piscando para o amigo que suspirou em desistência.
– Onde está o trapaceiro? — questionou Stark vendo que apenas Clint e Ian estavam na sala esperando.
– Eu não sou um deus nórdico, Tony — dizia Loki descendo às escadas.
– Tanto faz — disse o moreno dando de ombros. — Todos já sabem o que fazer, certo?
Os três assentiram e logo Bruce chegava com uma garrafa em mãos.
– Temos de sair logo que isso for aberto, cheira mal pra caramba — disse Banner.
– Certo, mas tem um porém — disse Loki. — Como entramos?
– Ah, isso é fácil — disse Tony com um grampo em mãos.
– Está brincando? — questionou Loki, arqueando a sobrancelha.
– Não, ele consegue mesmo — disse Clint rindo. — Esse cara é muito ninja.
– Eu sei que sou incrível, mas vamos logo — disse Tony abrindo a porta do Vórtex e saindo para o campus, sentindo a brisa da noite passar por seu rosto.
Os cinco andavam em fila, atentos para o caso de alguém os pegar no campus aquela hora da noite. Quando chegaram em frente a república Aesir, Tony se pôs na frente, agachando-se e inserindo o grampo no buraco da fechadura e com movimentos rápidos e precisos, a porta se abrira revelando um cômodo totalmente escuro.
– Não seria mais fácil jogarmos aqui? — perguntou Ian se borrando de medo.
– Shh! Você e Clint ficam aqui e nos avise se vir alguém — cochichou Tony.
Os dois assentiram e os outros três adentraram ao recinto à passos lentos e silenciosos. Bruce parou na escada e entregou a garrafa à Tony que subiu junto de Loki para o segundo andar.
– Qual será o quarto dele? — perguntou Tony.
– Combinamos de deixar aqui no corredor, todos eles merecem — disse Loki.
– Eu sei mas...
– Steve — disse Loki compreendendo. — Tony, ele mora aqui agora, se ele escolheu ficar com eles vai ter de aguentar.
O moreno assentiu e colocou a garrafa no chão, mas antes que pudesse abri-la, um barulho de porta batendo foi audível e os dois paralisaram ao ver uma silhueta escura se aproximando deles.
– Tony...? — disse um rapaz de cabelos loiros e curtos parando na frente dos dois.
– Steve — suspirou o moreno aliviado -, me deu um susto.
– O que faz aqui?
– O que você acha? Me vingar daquele desgraçado do Thor.
– O que é isso?
– Não toca! — disse Stark o impedindo de tocar na garrafa. — É uma bomba fedorenta.
– Será que dá pra agilizar? — apressou Loki.
Outro barulho foi ouvido do corredor e dessa vez Steve quem paralisou.
– Veio do quarto do Thor — sussurrou o loiro.
– Merda... — praguejou Stark pegando a garrafa do chão.
– O que vai fazer?! — exclamou Loki.
Thor vinha meio sonolento em direção do trio e tudo que Tony pôde fazer foi abrir a garrafa e jogar no loiro resultando num estrondo alto e forte que exalava o pior dos cheiros.
– Corre! — gritou Tony puxando o primeiro braço que viu em sua frente, mas ao descer às escadas e sair da república, viu que não era Loki quem ele trazia e sim Steve.
– Acho que trouxe o cara errado não? — disse Clint arqueando a sobrancelha.
– Droga — praguejou Tony.
– Tony! — repreendeu Bruce.
O moreno suspirou e assentiu entrando na república.
– Deixa, eu cuido disso — disse Steve indo na frente.
Dentro da república Loki se encontrava encurralado no corredor do andar de cima por Thor, Fandral, Hogun e Volstagg que lhe interrogavam sem receber uma resposta sequer.
– Se não me responder eu vou te bater — ameaçou Thor.
– Será que dá pra se afastar? Você cheira mal — provocou o moreno com um sorriso de canto.
Thor pressionou o moreno ainda mais contra à parede o machucando de propósito.
– Deixem-no ir — disse Steve.
– Deixá-lo ir? Olha o que ele fez! — Disse Fandral, furioso.
– A culpa é minha — disse Tony sobressaindo-se detrás do loiro.
– Stark... é claro — disse Thor soltando Loki e indo em direção do outro que só não era atacado porque Steve continuava em sua frente. — Sai Rogers.
– Não vai encostar um dedo nele — disse Steve cruzando os braços.
– Gente... — disse Volstagg engolindo em seco, enquanto apontava para o andar debaixo.
Todos olharam vendo o reitor de braços cruzados fitando cada um com um semblante sério e nada satisfeito.
– Quero todos vocês na minha sala agora — disse o reitor revelando uma voz grave, autoritária e extremamente furiosa.
Loki engoliu em seco seguindo o reitor junto dos demais. Nunca na vida havia se metido em problemas do gênero, mas agora teria de arcar com as consequências.
– Satisfeitos? Nem ao menos sabem fazer um trote sem chamar a atenção do reitor, amadores — resmungou Thor.
– Pelo menos agora ele vai saber de tudo, quem sabe finalmente não te expulsam? — disse Tony, esperançoso.
Os dez chegaram a sala do reitor, que se sentou em sua cadeira e fitou todos eles com um semblante sério. Ele tinha pele bronzeada, cabelos ondulados e cor de cobre, olhos castanhos escuros e cortantes. Loki podia jurar que havia visto uma veia pulsando no pescoço dele em sinal de estresse.
– Quantos anos vocês tem? — começou. — Uma bomba fedorenta, ah, por favor! Não estão mais no ensino fundamental ou no médio.
– Foi culpa deles! — disse Thor apontando para o trio.
– E creio que o senhor tenha feito algo para resultar nisso, não é senhor Aesir?
Thor se calou cruzando os braços.
– Ele invadiu nossa república e postou fotos minhas nú — disse Tony. — Depois carregou Loki até o Campus no meio da noite e o deixou por lá seminu.
– Sr. Aesir se continuar com esse tipo de comportamento terei de expulsá-lo, não posso mais relevar nada por mais que seu pai seja um homem poderoso, não pode mantê-lo aqui por muito tempo.
– Sim senhor — suspirou o loiro fechando a cara.
– E quanto à vocês do Vórtex, é impossível continuar a dormir na Aesir com aquele cheiro. Terão de ceder hospedagem pelo menos por essa noite na república de vocês.
– O QUÊ?! — disseram todos em uníssono.
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