Catch Me
5 Capítulo 5 - Invasion
Notas iniciais
Thor voltou para a mesa com os punhos cerrados. Sentia-se um idiota por não ter quebrado a cara de Loki, devia ao menos dar-lhe uma boa lição.
– O que foi? — perguntou Fandral vendo a expressão de fúria do amigo.
– Aquele idiota... — resmungou o loiro.
– Tony?
– Não, Loki.
– Quem é Loki? — perguntou Volstagg.
– O garoto novo no qual substituíram o Rogers.
– O nome dele é Loki? — riu Fandral. — Ta aí, gostei. Podíamos trocar o Volstagg por ele.
– Ei! — reclamou o ruivo.
– E ele é... bonito? — perguntou Steve, sentindo-se inseguro.
– Ciúmes, Rogers? — indagou Thor dando um sorriso zombeteiro. — Respondendo a pergunta: e eu lá reparo em homens? O gay aqui é você.
– E o que ele fez afinal? — perguntou Hogun.
– Ele me desafiou. Não parece ter medo de mim e os idiotas do Stark e do Banner já contaram sobre as fotos.
– Uh... ele não tem medo? Isso sim é uma coisa interessante — disse Fandral, sorrindo. — Ele é forte pelo menos? Pra poder te encarar?
– Ele é menor que eu, magro, arrogante e metido. Não passa de um garoto.
– Então por que não bateu nele logo? — questionou Volstagg.
– Não sei, na hora não consegui, estava mais interessado em bater no Stark, que aliás, não estava lá, mas aquele garoto vai me pagar.
– Ótimo — disse Volstagg estralando seus dedos -, e o que faremos?
– Rogers, ainda tem a chave daquela república? — perguntou Thor.
Steve paralisou com a pergunta. Thor e Volstagg lhe observavam como se ele fosse sua presa.
– Não — disse por fim.
– Está mentindo — disse Fandral -, mal teve tempo de falar com o Stark, muito menos entregar-lhe a chave.
Steve suspirou, derrotado e tirou de seu bolso um molho de chaves. Retirou dele uma das chaves e entregou à Thor, receoso.
– Precisa entender de que lado está agora, Rogers — disse Thor.
– Eu não vou participar disso — disse o loiro levantando-se da mesa e saindo da cantina.
– Ele quem perde — disse Thor dando de ombros.
– E o que vai fazer? — perguntou Hogun.
– São tantas opções... mas já tenho uma em mente — disse Thor sorrindo de canto.
oOo
– Você o quê?! — exclamou Tony.
– O que eu ia fazer? Dizer onde você estava? — defendeu-se Loki que estava em uma das mesas com os demais do Vórtex.
– Ficar calado seria uma boa — disse Tony sarcasticamente.
– Eu não aguentei, ele me tirou do sério.
– É isso o que ele quer Loki, não deve enfrentá-lo, ele é muito grande — disse Bruce.
– Ora, deixem o rapaz! Eu faria o mesmo — disse Clint.
– Eu ficaria calado — disse Ian.
– Viu? Até o Ian faria a coisa certa — Disse Tony.
– Está me chamando de idiota? — questionou o loiro.
– Estou.
– Eu saberia me defender — disse o moreno, cruzando os braços -, não vou deixar que ele se aproveite só porque é mais forte.
– Cansei disso, vou para casa — disse Clint.
– Vou também — disse Loki indo atrás de Clint antes que Tony continuasse a discutir.
Os dois andavam silenciosamente pelo Campus enquanto muitos aproveitavam o tempo livre para tomar sol deitados sob a grama.
– Já enfrentou Thor antes? — perguntou Loki puxando assunto.
– Não sozinho — disse Clint mudando seu curso. — Você é o mais corajoso pelo que parece — sorriu.
– Onde está indo? A república é pra lá — disse Loki seguindo-o.
– Vou ver minha namorada, vem, vou apresentá-los — disse Clint parando em frente à uma casa bege, tocando a campainha — aqui moram as Bravatas.
– Parece um bom lugar.
– Só por ser distante da casa dos Aesir já é o melhor lugar para se viver.
Uma mulher de cabelos ruivos e curtos atendeu dando um largo sorriso para Clint e o abraçando.
– Que bom que veio! — disse a ruiva beijando-o até que se deu conta de que ele vinha acompanhado.
– Natasha, esse é o Loki. Ficou no lugar do Steve na república — cochichou as últimas palavras. — Loki, essa é minha namorada Natasha.
– Muito prazer — disse Loki apertando a mão de Natasha.
– Eu ouvi Loki? — perguntou uma voz vinda de dentro da casa.
– Entrem — disse Natasha abrindo espaço para que os dois adentrassem à casa. — Ouviu sim Sif!
– Sif? — Questionou Loki arqueando a sobrancelha. — Isso nunca termina?
– Ela é a última — riu Clint.
Uma mulher de longos cabelos negros vinha em direção dos três, olhando para Loki com um semblante curioso.
– Loki esta é Sif, líder das Bravatas e prima de Thor — disse Clint.
– Prima? — indagou Loki fazendo careta.
– Algum problema com o Thor? — questionou a morena o desafiando com o olhar.
– Ela adora o primo — cochichou Clint revirando os olhos.
– Se eu tenho algum problema? Claro que não, tirando o fato dele ser um brutamontes mimado. Seu primo é um ridículo.
Clint bateu na própria testa, acenando sua cabeça em negação. Natasha pensou que Sif fosse bater no rapaz, mas o que ela fez foi algo mais esquisito. Ela riu.
– Sif? Ele acabou de insultar o seu primo — disse Natasha um pouco surpresa.
– Dessa vez eu deixo passar, alguma coisa me diz que isso não vai acabar bem e isso me diverte — disse a morena sorrindo de lado.
– Não vai mesmo, Loki enfrentou ele hoje no banheiro — disse Clint.
– O quê? — disse uma voz feminina vindo da cozinha.
– Jane, estava nos espiando?
– Claro que não Sif, a culpa não é minha se falam mais alto do que todos no campus.
– Essa aí é puxa saco daquele lá — cochichou Clint para Loki.
– Eu ouvi, Barton — disse Jane cruzando os braços. — A culpa não é minha se Thor acabaria com você em menos de cinco minutos. E você... — disse a morena fitando Loki. — Só lamento pelo seu belo rosto.
– Não entendi. Você o avisou ou deu uma cantada? — sorriu Clint.
– Acho que vou embora — disse o moreno. — Foi um prazer conhecê-las — Loki abriu a porta sendo derrubado na entrada por uma mulher de cabelos castanhos escuros, boina vermelha e óculos.
– Foi mal! — disse a mulher o ajudando a se levantar.
– Essa é Darcy, acabou de entrar na república, é uma desastrada — disse Sif.
– Não fala assim dela — Disse Jane.
– Só a defende porque ela faz tudo pra você, Jane — disse Natasha.
– E daí?
– Tudo bem — disse Loki respirando fundo e saindo dali à passos acelerados.
– Espantaram o garoto — disse Natasha, sorrindo.
– Ele é bem pavio curto — comentou Sif. — O tipo certo para deixar Thor enlouquecido.
oOo
Era exatamente meia-noite. Todos ressonavam tranquilos em suas repúblicas, exceto em uma. Os Aesir.
– Vamos sair, façam silêncio e juro que se fizerem barulho acabo com vocês — ameaçou Thor.
– O Rogers já dormiu? — Fandral.
– Já — disse Hogun.
– Pegaram a sacola? — perguntou Thor.
– Sim — disse Volstagg.
– Ótimo, vamos — cochichou Thor.
Os quatro saíram da república indo para a vizinha. Não havia nenhuma luz acesa no Vórtex, tudo estava totalmente escuro.
Thor aproximou-se da porta, colocando a chave e abrindo-a com facilidade. O quarteto sorriu e entraram à passos leves e lentos para dentro da república inimiga.
– Thor, temos de fazer isso rápido, você precisa escolher entre o Tony e o Loki — cochichou Fandral.
– Os dois! — cochichou Thor. — Você e Hogun fazem o que eu disse com o Stark. Do Loki cuido eu, e você vem comigo Volstagg.
– Tem certeza que ele dorme sozinho?
– Sim Fandral, Steve me disse, vão logo!
Os quatro subiram às escadas com cuidado e logo se separaram, cada qual para sua tarefa. Thor sabia que aquele plano podia dar muito errado, mas ele tinha duas vinganças à cumprir e algo lhe dizia que elas seriam memoráveis.
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