Catch Me
25 Capítulo 25 - Strangeness And Charm
Notas iniciais
Thor estava na sala de cabeça abaixada e com as mãos sob o rosto há tanto tempo que mal podia se mexer já sentindo dores em todo o seu corpo.
Loki estava na cozinha preparando um chá de camomila para o loiro e para si mesmo, agora ele entendia o temor de Thor. Odin era terrivelmente amedrontador.
– Não quero — Suspirou Thor ao ver o moreno vir com uma xícara de chá.
– Não perguntei se quer ou não, você vai tomar — Disse Loki sentando-se ao lado do loiro e lhe entregando a bebida quente.
Thor resolveu aceitar em desistência sentindo o sabor suave e quente lhe acalmar.
– Espera... Eu não tenho chá aqui — Disse o loiro.
– Mas eu tenho, eu trouxe da Inglaterra.
– Ah claro. Coisa de britânicos — Zombou Thor levando um leve tapa do moreno.
Thor logo fez o sorriso em seus lábios sumir ao lembrar-se do ocorrido há um tempo atrás sentindo seu mundo desmoronar novamente.
– Thor... Eu sinto muito pelo que aconteceu aqui.
– Eu nunca mais quero olhar pra cara dele — Disse o loiro em revolta.
– Pelo contrário, você deve sempre continuar tentando fazê-lo entender. Tenho certeza que ele disse aquilo por que estava de cabeça quente, se vocês conversarem...
– Não Loki. Meu pai não vai aceitar. Ele me afastou do paintball pra evitar que isso acontecesse, e mesmo com a intervenção dele eu segui esse caminho. Ele não aceita perder, nunca.
– E é por isso que ele não pode persistir nesse preconceito. Senão ele vai perder, e alguém muito importante.
Thor suspirou mais uma vez tendo consciência de que Loki estava certo, mas não seria tão fácil encarar seu pai novamente depois do ocorrido, depois das palavras ditas tão duramente.
– Eu sei Loki, mas eu não quero tentar tão cedo.
– Tudo bem Thor — Disse o moreno encostando sua cabeça ao ombro do loiro — Tenha o tempo que precisar.
Thor trouxe o moreno para mais perto de si o aconchegando em seu peito e sentindo o calor que emanava de ambos os corpos os aquecerem.
– É verdade o que você disse...? — Disse Loki atrevendo-se a perguntar.
– O quê? Sobre eu te amar?
O moreno balançou a cabeça em afirmação com expectativa.
– É claro que é. Ou acha que eu o pediria em namoro por nada? Eu te amo Loki Frost, por mais estranho que possa parecer levando em conta nossas desavenças.
– Ah é... — Riu o moreno lembrando-se de quando havia entrado para Columbia — Curioso o rumo que isso nos levou.
– Muito — Concordou o loiro — Mas... E quanto à você?
– Eu? Ora, acha que eu aceitaria assim sem mais nem menos? Só te amando pra ter coragem de aceitar namorar com você.
– Obrigado pela parte que me toca — Disse o loiro sarcástico — Vou até chorar aqui de emoção.
– Não espere algo muito emocional vindo de mim, reconheço que tenho dificuldades pra dizer essas palavras.
– Entendo — Disse o loiro debruçando o moreno sob o sofá bruscamente.
– Ei!
– Então que tal demonstrar isso de outra maneira?
Loki observou a malícia estampada na expressão de Thor, era inevitável não brincar com a situação.
– Claro, mas antes... — Disse o moreno levantando-se — Tente me pegar — Loki correu em disparada até o quarto do loiro trancando-se no mesmo.
– Ah não... — Resmungou o loiro — Loki!!!
oOo
Steve estava em seu quarto na Aesir vestido num terno preto e uma gravata azul com estrelas brancas como estampa. O loiro se olhou no espelho enquanto penteava seu cabelo para o lado e passava um leve perfume em seu pescoço. Estava bom, para um primeiro encontro.
Depois daqueles amassos na sala mais pacata do hospital, Steve e Bucky enfim resolveram tentar alguma coisa.
" — Bucky... — Disse o loiro se separando do moreno por fim — O que eu estou fazendo? Eu... Me desculpe! Eu não devia ter...
– Oh não Rogers! Um acesso de culpa logo agora? Meio tarde, não? — Disse Bucky arqueando a sobrancelha.
– O que te deu afinal? Achei que fosse hetero — Disse Steve ajeitando seu jaleco — Não que eu não tenha gostado... Quer dizer, você sempre foi tão mulherengo... Não que eu esteja te chamando de safado, mas...
– Você é muito travado — Comentou Bucky — E só porque eu tive curiosidade não quer dizer que eu ainda não goste de mulheres. Eu gosto.
– Então por quê comigo? Bucky, eu acabei de terminar um relacionamento.
– Porque acima de tudo somos amigos Steve, não achei que fosse ficar tão histérico.
– Eu não sou histérico! — Exclamou o loiro cruzando os braços.
– Tudo bem doutor histérico, melhor continuarmos o trabalho.
Steve bufou enraivecido.
– Não, agora eu quero saber o porquê da curiosidade.
– Como "por quê"? Já reparou que todo mundo agora anda gostando da coisa? Eu só fiquei curioso.
– Tem certeza que é por isso? — Indagou Steve olhando-o desconfiado.
– Tenho... — Disse Bucky meio incerto — Por quê?
– Você anda muito preocupado comigo desde que eu entrei para os Aesir.
– Eu sempre ando preocupado com você. Ou já se esqueceu que sou sempre eu a te salvar das piores situações que se mete?
Steve assentiu em concordância, se não fosse por Bucky ele estaria perdido.
– E não se faça de inocente, você quem tomou todas as atitudes — Disse o moreno por fim — O que é estranho vindo de você. Confesse, também queria não é?
Steve sentiu seu rosto esquentar e o sangue ferver, não sabia como responder àquilo.
– Eu... Eu só estou carente Bucky, e você é bonito foi meio difícil não ceder, quer dizer, você é um cara legal e...
– Steve cala a boca — Riu o moreno — Antes que se entregue mais.
– Eu me entregar? Não vá pensando que eu estou afim de você doutor Barnes.
– Pois é exatamente o que eu estou pensando doutor Rogers — Disse Bucky aproximando-se perigosamente do loiro que prendeu a respiração em nervosismo.
Os dois se encararam por um bom tempo, as íris azuis se fundindo num mar oceânico de desejos escondidos. Os lábios avermelhados com sede um do outro. Mas Steve Rogers já havia gastado toda a sua cota de coragem no beijo que havia dado no amigo. Agora era única e exclusivamente por conta de Bucky.
– Amanhã à noite, no restaurante ao lado da Univesidade. Te pego às oito — Disse Bucky.
– Isso é um encontro? — Indagou o loiro.
– Se você aceitar...
Steve havia prometido pra si mesmo que não se envolveria com mais ninguém, ainda mais agora que acabara de sair de um relacionamento com Tony, mas Bucky sempre fora seu escape, seu refúgio. Eles eram tão unidos que nunca haviam brigado sério em todos os anos de amizade. Eles haviam acabado de se beijar e Bucky conversava com ele descontraído como se não fosse tão sério. De uma coisa ele tinha certeza, a amizade eles nunca perderiam, então por quê não tentar?
– Tudo bem."
– Cadê o pessoal dessa república? — Indagou Steve descendo às escadas.
– Thor está no apartamento dele com o Loki, Hogun foi passar o fim de semana com os pais, Volstagg foi sabe-se lá pra onde com algum rabo de saia e você, não quero te ver até amanhã. Está proibido de dormir aqui hoje — Disse Frandal — Se bem que... Parece que você já tem planos.
– Eu vou sair com o Bucky.
– Aquele seu amigo doutor? — Perguntou Frandal dando em seguida um assobio — Então terminou com o...?
– Sim.
– Bem, ótimo! Então espero que fique a noite toda com ele porque eu já reservei a república pra mim e pro Bruce.
– Bruce hein? Então ele te escolheu mesmo.
– Sim — Disse Frandal com um sorriso bobo nos lábios.
A campainha da república tocou interrompendo a conversa dos dois.
– Deve ser ele — Disse Steve olhando para o relógio que marcavam oito em ponto.
O loiro abriu a porta encontrando Bucky também de terno, com uma gravata preta de listras vermelhas e os fios escuros moldados num penteado moderno. Ele estava lindo.
Frandal assobiou impressionado, até ele tinha de admitir que Bucky estava provocantemente elegante.
– Pronto? — Perguntou Bucky.
Steve assentiu despedindo-se de Frandal e saindo da república.
Os dois saíram da universidade em silêncio. Era um pouco estranho para ambos imaginar que teriam um encontro. Bucky tentou tantas vezes arranjar um par para Steve para no final ele mesmo acabar entrando nessa empreitada. E Steve, sempre idealizou o amigo como um galanteador que nunca se envolveria com homem nenhum, porque ele já havia imaginado como seria Bucky tendo algum relacionamento homossexual e na hora lhe pareceu uma ideia distante demais, impossível. E olha no que os dois estavam se metendo agora.
Ambos entraram no restaurante que possuía uma iluminação alaranjada e um pequeno palco onde uma banda de jazz tocava descontraída enquanto os clientes apreciavam a música junto de suas refeições.
Bucky e Steve sentaram-se numa mesa localizada no canto onde tudo parecia ser personalizado. Desde as paredes coloridas até os assentos de pufes. Os dois escolheram uma mesa para casal e pediram a entrada.
– E então... Quer conversar ou prefere continuar a me encarar? — Disse Bucky percebendo que Steve não tirava os olhos dele de jeito nenhum.
– Será que a gente está fazendo a coisa certa?
– Você pensa demais Steve. Se o seu medo é que não dê certo não se preocupe, nós sempre seremos amigos. Não vai se livrar de mim tão fácil.
Steve sorriu um pouco mais aliviado.
– Posso dormir no seu apartamento hoje? Não que eu esteja querendo apressar as coisas, é que o Frandal me expulsou por uma noite, ele quer a república pra ele e pro Bruce.
– Claro — Disse Bucky abrindo um sorriso malicioso — Mas quando chegarmos lá eu não respondo por mim.
Steve engoliu em seco sentindo um frio na barriga.
– Não acha que devíamos... — Disse Steve pausando e refletindo sobre o que iria dizer.
– Nos conhecer antes? — Ironizou Bucky — É o que as pessoas costumam fazer antes de levar pro lado sexual da coisa, mas Steve, te conheço minha vida toda, sei tudo sobre você e você sabe tudo sobre mim. Tem alguma ideia do que fazer?
– É você tem razão — Riu o loiro — Mas podíamos ir com calma.
– Claro, adoro ir com calma — Disse Bucky olhando para Steve com certa malícia.
– James! — Advertiu Steve.
– Desculpe — Disse Bucky segurando uma risada. Steve não lhe chamava de James atoa, ele estava ficando bravo.
oOo
Na república Aesir Bruce e Frandal jantavam à luz de velas numa mesa improvisada feita por Frandal na sala. Os dois estavam sentados em almofadas com uma mesa de vidro entre eles onde as refeições estavam expostas.
– Você está bem? Parece aflito — Disse Frandal percebendo que Bruce possuía um semblante preocupado.
– Eu sei que não deveria mencioná-lo logo agora que você preparou tudo isso para nós, mas... Frandal, o Tony descobriu sobre o Thor e o Loki.
Frandal quase se engasgou com a bebida pousando a taça de vinho sob a mesa surpreso.
– Como isso foi acontecer?
– Amora. Ela contou tudo, e disse também que eu sabia desde o começo. Ele está furioso.
– Aquela... Eu nunca gostei dela, mas Thor nunca me ouviu, só passou a ouvir depois do término deles.
– É o que eu sofro. Tony não me escuta! E muito menos agora.
– É melhor dar um tempo pra ele — Sugeriu o loiro — Eu e ele não nos damos bem, mas eu consigo entendê-lo. Como não poderia? Eu e Thor fizemos da vida dele um inferno, e da sua também. É normal ele ter raiva de você e do Loki, principalmente de você, que esteve com ele, sofreu com ele. É como se ele namorasse a Amora, entende? Você não ia gostar, assim como ele não gosta que você se aproxime de mim, que Loki se aproxime de Thor.
– Eu sei — Suspirou o moreno — Mas eu queria ajudá-lo, como eu sempre faço.
– Talvez dessa vez ele só precise dele mesmo.
– Você me surpreende cada vez mais — Comentou Bruce.
– Por quê? Achava que eu era um estúpido com nada na cabeça?
– Sinceramente...? Sim — Riu Bruce — Mal nos falávamos quando éramos da mesma república e você concordava com todas as estupidez do Thor.
– Se eu discordasse seria pior, acredite. Mas estamos no mesmo barco, o melhor amigo que tenta encobrir as burradas do outro.
– Estamos mais para os "pais", pelo menos o seu está evoluindo.
– Graças ao Loki. Thor é um ingrato, dou mil e um conselhos e ele não me escuta, mas quando um moreninho nórdico põe os pés na universidade ele vira uma pessoa melhor.
Bruce gargalhou com a indignação de Frandal que também riu de sua situação.
– Chega de falar deles, agora me responda, gosta de mim desde quando?
– Desde que morávamos juntos. Eu não sabia na época ainda, só sabia que adorava ficar te espiando pela casa.
– Então era você! Eu sempre senti como se eu estivesse sendo seguido. Por um tempo achei que estava pirando e que viraria um daqueles cientistas malucos.
– Eu gostava de ver você fazendo suas experiências, seu jeito nerd de falar — Riu o loiro — Continuo gostando.
Bruce sentiu suas bochechas esquentarem e logo percebeu que com o passar da conversa eles já haviam comido tudo e ele tinha uma certa noção do que viria depois da refeição.
– Ãhn... Tem sobremesa? — Indagou Bruce inocente.
– Ah tem... — Disse Frandal com um sorriso malicioso.
– Será que não estamos indo rápido demais? — Perguntou o moreno ficando nervoso.
– Não — Disse Frandal levantando-se calmamente — Pense, de que adianta você decidir realmente ficar comigo se não me conhece sexualmente falando. Quer dizer, é melhor saber tudo um do outro antes de engatar um relacionamento sério — Frandal chegou perto de Bruce que ainda permanecia sentado estendendo sua mão para que o moreno a pegasse — Mas só se você quiser, é claro.
Bruce confiava em Frandal agora, ele havia lhe mostrado ser uma pessoa completamente diferente do que ele pensava. Havia mostrado ser alguém à quem fosse capaz de lhe fazer se sentir amado e de sentir coisas que ele nunca havia pensado em sentir por outra pessoa à quem não fosse Tony Stark. E deixando a racionalidade de lado, Bruce pegou na mão de Frandal e subiu às escadas com ele.
Frandal mal pôde acreditar que finalmente isso iria acontecer, ele realmente achou que Bruce desistiria, mas parece que o moreno agora confiava nele. Ele o levou para o quarto de Thor que havia o cedido de bom grado com o tanto que o loiro depois trocasse os travesseiros, o lençol, cobertores e até mesmo o colchão.
Bruce ficou sem saber o que fazer exatamente, estava com medo de dizer ou fazer algo errado, afinal, ele nunca havia feito sexo. Frandal sabendo da condição do moreno pegou nas mãos dele o trazendo para mais perto de si até que não sobrasse mais distância alguma e os lábios se encontrassem tímida e suavemente.
Bruce pousou suas mãos sob o pescoço do loiro aprofundando o beijo e acariciando os fios loiros de vez em quando enquanto Frandal perpassava suas mãos sob a cintura e as costas do moreno atrevendo-se a buscar um pouco de pele por debaixo da camisa azul de Bruce.
Frandal cercou o moreno até que ele se sentasse sob a cama e o visualizasse retirar sua camiseta laranja mostrando mais uma vez seu corpo forte e bronzeado. Bruce suspirou passando as mãos sob a barriga definida de Frandal levantando-se e trilhando beijos pelos gomos, subindo ao peito e depois até o rosto o beijando nos lábios. Frandal desabotoou a camisa de Bruce não perdendo o contato com os lábios do mesmo jogando-a num canto remoto do quarto.
Bruce sentiu o loiro o conduzir até a cama o deitando na mesma e subindo em cima de si enquanto descia até seu pescoço dando leves chupões. O moreno fechou bem os olhos ao perceber que Frandal abria o zíper de sua calça a retirando aos poucos.
Frandal desceu seus lábios até os mamilos de Bruce mordiscando um enquanto apertava o outro com uma das mãos provocando leves gemidos do moreno. O loiro sentiu que Bruce havia se arrepiado com o contato e logo os parou causando um gemido em protesto do moreno. Frandal sorriu descendo seus lábios até a barriga de Bruce sentindo a pele quente e macia do moreno e o cheiro amadeirado que ele emanava enquanto suas mãos tratavam de tirar ainda mais as calças de Bruce até retirá-la por completo e a jogar no chão.
– Hunf... — Gemeu Bruce sentindo Frandal tocar em seu membro por cima da cueca.
O loiro sentiu certa insegurança em relação ao que aconteceria a seguir. Ele nunca havia ficado com um homem antes, era tão perdido no assunto que precisou ver um pornô gay antes de saber exatamente o que fazer, porém o nervosismo persistia, mas havia se passado muito tempo desde o momento em que se interessara por Bruce e agora ele o tinha. Não desperdiçaria um minuto. E assim, Frandal retirou a cueca de Bruce revelando a ereção do moreno. O loiro ficou um tempo observando o corpo nú de Bruce. Era frágil, assim como aparentava, ele não possuía músculos nem mesmo uma barriga definida, porém não possuía gorduras também, era belo do jeito que imaginara. Era difícil lembrar-se dos tempos em que o machucava, dos tempos em que ele e Thor usavam da violência para resolver seus problemas com todos do Vórtex, queria beijar todo aquele corpo e pedir perdão por tudo o que havia feito. Frandal olhou para o rosto do moreno arqueando a sobrancelha.
– Está com vergonha? — Indagou o loiro percebendo que Bruce estava de olhos fechados.
O moreno em resposta negou com a cabeça ainda de olhos bem apertados.
Frandal sorriu pegando o membro enrijecido de Bruce e o levando até à boca.
– Ah!
O gemido foi música aos ouvidos de Frandal que lambia a glande do moreno vagarosamente fazendo movimentos circulares com a língua para depois sugá-la causando uma sensação agonizante e prazerosa para Bruce que gemia à cada sugada.
Bruce sentiu seu membro se preencher com a boca do loiro que agora o chupava em movimentos de vai e vem enquanto apertava suas bolas com leveza.
– Ah... Frandal... Mais...!
Frandal sentiu seu membro se apertar contra sua cueca já sentindo tamanha excitação com os pedidos do outro. O loiro retirou sua boca do membro de Bruce passando a masturbá-lo enquanto atacava o pescoço dele.
Bruce sentia como se nada mais importasse além daquelas sensações proporcionadas, sua mente não raciocinava, nada lhe preocupava. Era engraçado pensar em como ele sabia tanto sobre a biologia e ao mesmo tempo nada, aprender na prática era algo bem mais prazeroso. Era estranho e charmoso.
– Hunf... Frandal, eu vou...
– Não vai — Disse o loiro parando de masturbá-lo.
As mãos de Frandal estavam meladas do pré-gozo do moreno que estava ofegante e ao mesmo tempo frustrado pelo loiro não o deixar gozar. Frandal levantou-se da cama para retirar a calça com mais rapidez enquanto Bruce o assistia.
O moreno ficou um pouco ansioso ao ver o volume na cueca do loiro, Frandal parecia ser muito avantajado e aquilo o fez engolir em seco.
– Pode me ajudar? — Indagou o loiro com um sorriso malicioso nos lábios.
Bruce engatinhou até a beirada da cama onde Frandal se encontrava de pé e devagar abaixou a cueca do loiro se ajoelhando ao chão até retirá-la por completo. O moreno visualizou o membro de Frandal à sua frente e muito curioso resolveu pegá-lo e proporcionar ao loiro o mesmo que ele havia feito em si.
Frandal jogou a cabeça para trás ao sentir a boca quente de Bruce cobrir-lhe. O loiro afundou suas mãos nos fios castanhos do moreno que acelerava os movimentos de sua boca com mais destreza sugando-o com mais força.
– Isso... Bruce...
O moreno apertava as nádegas de Frandal enquanto permanecia chupando-o e lambendo o falo do loiro com agilidade, ele realmente aprendia as coisas muito facilmente, não era atoa que era tão inteligente. Frandal fez Bruce parar o fazendo levantar-se e o encarar. O loiro o empurrou contra uma parede do quarto o prensando na mesma enquanto atacava os lábios do mesmo com volúpia. Os dois sentiam suas ereções se chocarem os excitando e os corpos esquentarem elevando o nível de temperatura do quarto.
Bruce foi carregado pelo loiro enlaçando suas pernas na cintura do mesmo enquanto ele o levava de volta à cama, dessa vez para começar o que realmente importava.
Strangeness and charm
The static of your arms, it is the catalyst
You're a chemical that burns
There's nothing like this
It's the purest element but it's so volatile
An equation heaven sent
A drug for angels
(Estranheza e charme
A estática em seus braços, isso é o catalizador
Você é uma substância que queima
Não há nada igual a isso
É o elemento mais puro mas é tão volátil
Uma equação que o paraíso enviou
Uma droga para anjos)
Frandal posicionou as pernas do moreno em seus ombros aproximando seu pênis das nádegas dele. O loiro salivou dois dedos os introduzindo no canal de Bruce que contraiu-se incomodado com a invasão. Frandal mexia e remexia seus dedos dentro de Bruce que arfava ainda incomodado até que depois de um tempo se acostumou com os dedos e os movimentos dentro de si a ponto de suspirar frustrado quando Frandal os retirou.
– Vai doer um pouco — Disse o loiro posicionando seu membro no ânus de Bruce.
– Um pouco? Por favor, eu moro com gays experientes nesse assunto, estudo biologia e sei muito bem o quanto isso dói — Disse Bruce nervosamente.
Frandal riu abrindo bem as pernas do moreno e o invadindo aos poucos. Bruce gemeu de dor sentindo como se estivesse sendo partido ao meio, mas o loiro buscou seus lábios o acalmando.
– Dói mais do que eu pensei — Disse Bruce numa voz fina e contraída enquanto prendia a respiração.
– Você... É tão... Apertado... Ah! — Gemeu Frandal sentindo seu membro sendo pressionado pelas paredes do moreno ao entrar por inteiro.
Bruce se remexeu exausto de ficar sempre parado. Os dois começaram os movimentos em sincronia soltando seus primeiros gemidos. Frandal apertava com força as nádegas do moreno enquanto Bruce puxava os fios loiros em momentos intensos quando ele chegava perto de sua próstata.
Bruce gemia cada vez mais alto à cada estocada do loiro que percebeu ter atingido o lugar certo. O moreno levantou-se com Frandal ainda dentro de si mudando as posições e sentando-se no colo do loiro.
Frandal gemeu com as ações repentinas sentindo seu membro pulsar dentro de Bruce que agora movimentava-se com força, subindo e descendo não tirando os olhos dele que também o encarava com os lábios semiabertos pelo prazer que o moreno lhe proporcionava. A troca de olhares, os corpos suados e os gemidos foram o auge para Frandal que enquanto atingia seu ápice passou a masturbar o moreno que gemeu mais alto pelo contato, seu membro estava mesmo precisando de atenção.
– Oh... Frandal...!
O loiro deu uma última estocada no moreno que sentiu o líquido quente de Frandal dentro de si despejando o seu próprio nas mãos do loiro que continuava a masturbá-lo intensificando seu prazer.
Ambos selaram os lábios num beijo intenso. As línguas encontravam-se numa guerra por espaço na boca um do outro e quando finalmente pararam para buscar ar se abraçaram ofegantes. Bruce escondeu sua cabeça na curva do pescoço de Frandal que os deitou na cama um de frente para o outro com os corpos ainda colados.
– Isso foi... Muito bom — Disse Bruce ainda ofegante.
– Então eu estou aprovado? — Indagou Frandal com um sorriso safado.
– Com certeza — Disse Bruce buscando mais uma vez pelos lábios do loiro.
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