Catarina de Lurton: Além do tempo.
6 Novos tempos...
Elixir, Canoth...
Catarina ainda olhava para o irmão de Eleonora , quando Heitor tossiu forte, fazendo com que toda a atenção da rainha se voltasse para o filho.
—Por favor, me ajudem. -Pediu.
—Vou acordar o médico, logo ele estará aqui. -Disse Damien, subiu rapidamente as escadas.
—Venha comigo, Catarina, vamos leva-ló para um quarto. -Eleonora se aproximou para pegar o menino, mas Catarina não permitiu.
O homem, que permanecia calado, finalmente se pronunciou.
—Você parece está cansada, eu o levo.
Ele se aproximou da criança, Catarina não fez nada para o parar.
—Isso, meu irmão. Nós ajude com Heitor.
Ele o pegou em seus braços e o levou a um dos quartos. Com imenso cuidado, o depositou em cima da cama e se afastou.
Damien logo apareceu com o médico, ele recomendou infusão de ervas e banhos frios.
Após alguns dias a criança foi melhorando, para o alivio e desespero de Catarina, alivio por seu menino está bem e desesperado graças ao irmão de Eleonora. Aquele maldito homem que não saia de seus pensamentos. Parecia está sempre observando-a. Por causa do médico, ela tinha passado os dias na casa de Eleonora e Damien, na casa onde ele estava.
—Mamãe... -Chamou Heitor, sonolento.
Era noite e Catarina já se preparava pra dormir.
—Sim, querido.
—Estou com fome, mamãe.
Catarina assentiu, ele tinha passado o dia na cama e tinha se alimentado muito pouco. Ela vestiu um robe e o deixou com uma mulher, uma serva. Caminhou até a cozinha do casarão e pediu que algumas frutas fossem separadas, assim como, leite e pães.
—Logo tudo estará preparado, senhora.
Catarina concordou com a cabeça e foi até o jardim, enquanto as mulheres faziam seu trabalho.
O céu estava estrelado.
Ventava um pouco, mas não fazia frio, era agradável.
—Deve pensar que perdeu o sono? -Questionou uma voz masculina.
Catarina se virou e deu de cara com o homem.
—Heitor acordou com fome, a comida está sendo preparada.
Ele assentiu e se aproximou, Catarina queria correr.
—Está uma bela noite, fico feliz que o seu menino esteja bem.
—Obrigada.
Um silenciou se espalhou.
—Lembra-se muito da vossa infância? -Questionou, surpreendendo Catarina.
—Eu... Algumas coisas, a maioria não.
—Eu me recordo de muito. Me recordo da senhorita.
—De mim?
—Sim, a muitos anos. meu pai detinha um grande carinho por ti.
—Seu pai?
—Sim, o antigo rei.
Catarina assentiu, ainda confusa. Ela ia dizer algo, fazer perguntas, mas uma serva surgiu e a chamou. A comida estava pronta.
—Tenha uma boa noite, Catarina.
—Obrigada, majestade.
—Chame-me de Sebastian.
Ela sorriu amarelo.
—Boa noite Sebastian.
Ela se virou e caminhou até a cozinha sendo acompanhada pela serva.
-Estava boa...
Cália, Montemor...
Lucíola estava estranhando o sumiço de algumas cartas. Até que, em um dia fingiu sair e ficou espiando. Viu um homem entrar na casa e vasculhar a procura das cartas. Ele estava encapuzado.
—Quem está ai? -Perguntou se mostrando.
O homem paralisou.
—Vamos, vire-se.
Aos poucos ele foi se virando e ela pôde ver quem era.
—Rei Augusto. -Disse incrédula, fazendo uma referencia.
—Lucíola, vejo que me descobriu, temos que ter uma longa conversa.
No castelo, Amália estava emocionada, seu vestido creme e verde estava impecável. Contudo, o que realmente emocionava a mulher era a aceitação do povo. Após tantos anos, eles finalmente pareciam está dispostos a tê-la como rainha.
Ela nunca poderia esquecer a forma com que o povo se comportou ao saber do casamento.
Afonso e ela estavam tão animados, tinham mandado distribuir flores e objetos que faziam barulho, era um grande dia. Mas o povo não pensava que se tratava daquilo, eles pensavam que sua rainha tinha retornado, não que ganhariam uma nova rainha. Eles não queriam uma nova rainha, muito menos Amália.
Quando eles saíram o povo se silenciou.
—Venho aqui, com grande alegria, anunciar meu casamento.
Amália ainda podia sentir todos os objetos sendo jogados contra ela e Afonso. As flores, até mesmo frutas e verduras. Afonso ficou furioso. Duas pessoas foram presas e condenadas.
Entretanto, o tempo passou, ela já não era tão hostilizada.
Amália tinha esperança e essa era a sua maior força, ou a maior fraqueza.
Elixir, Canoth...
Os meses foram passando, a cada dia Sebastian estava mais presente nos pensamentos da duquesa. Ela queria está com ele. Eles trocaram alguns beijos, por "acidente" e outros por "querer", se desejavam. Queriam um ao outro. Catarina nem ao menos se lembrava da Cália, não lembrava de mandar as cartas a Lucíola e nem de abrir as que recebia. Contudo, o que mais encantava Catarina era a forma com que Sebastian tratava Heitor.
Como naquele dia. Sebastian tinha lhe pedido para levar Heitor para caçar com ele.
—Você dará a sua vida por ele?
Sebastian sorriu.
—Sim, darei a minha vida pela dele.
—Seus homens também?
—Sim, querida, meus homens também.
Esse "querida" não passou despercebido por Catarina, que sorriu. Ela caminhou até Heitor e o abraçou.
—Vá se aprontar, você tem um longo dia de caça pela frente.
Sebastian sorriu convencido. Heitor correu para dentro da casa. Assim que ficaram sozinhos Sebastian se aproximou de Catarina. Pela cintura a puxou para si.
—Você vai mesmo cuidar dele, certo? -Perguntou em um sussurro.
—Com a minha vida. -Respondeu aproximando o rosto.
Catarina assentiu, rendida e aceitou seu beijo com adoração.
No instante que os portões se abriram e Catarina pode ver a propriedade se espantou consigo mesma. Ela sentia que conhecia aquele lugar. Sentia que já correrá pelo jardim e brincará ao redor da fonte.
—Vamos logo, Catarina. -Eleonora a apressou.
Ela assentiu e seguiu a mulher.
As grandes portas se abriram para recebe-las.
—O que o vosso irmão quer comigo? -Questionou curiosa.
Eleonora se virou com um sorriso.
—Agora ele é titulado como o "meu irmão", se não me engano, na semana passada vossa majestade estava vistoriando a boca dele.
Catarina sentiu as bochechas ficarem vermelhas. Droga, ela tem razão, pensou.
Elas caminharam até um sala e Catarina conseguiu ouvir risadas, uma delas de Heitor. Adentrou o local e encontrou o menino rindo. Quando percebeu a presença dele ele parou com as cosquinhas e Heitor correu para a mãe.
Enquanto o menino vinha para ela Catarina lembrou-se de algo.
Todos estavam reunidos dentro de uma grande sala, alguns reis brindavam, rainhas riam em meio a conversas, mas, o mais esperado ainda aconteceria. Todos se sentaram e logo duas crianças entraram. Uma menina e um menino.
Para ambos parecia uma brincadeira, eles estavam com coroas e seus pais riam. Mas não, era mais, muito mais que isso.
—Eles serão grandes juntos. -Disse uma mulher.
—Sim, serão. Vida longa a futura rainha e ao futuro rei de Canoth.
—Seja gentil com ele, querida.
A princesa assentiu e se aproximou, o cumprimentou e lhe deu um beijo na bochecha. Todos riram, achando graça. O menino fez careta e limpou o rosto. A garotinha se irritou e lhe empurrou.
O rei, pai do menino, riu. Ele adoro a personalidade da menina, tal como, detinha um grande carinho pela mesmo, afinal, a tinha como sua sobrinha. A mãe da menina brigou com ela, pelo comportamento, atitude que não foi aprovada pelo rei, que lhe direcionou um olhar severo, que foi ignorado. Para equilibrar, a rainha brigou com o filho.
O menino se levantou. Ambos ficaram lado a lado.
—Vida longa aos futuros monarcas.
—Catarina de Lurton e Sebastian Turner!
Era aquela sala. Era aquele menino, era Sebastian. Seu noivo. Seu prometido.
—É você. -Disse, enquanto recebia seu filho. -Eu me lembro.
Eleonora saiu discretamente, deixando-os sozinhos. Logo, uma mulher chegou e Heitor a seguiu.
E então Sebastian lhe contou toda a história. A união de suas família, a amizade de infância. As brigas bobas e a dolorosa separação.
—Você nunca mais retornou. Não tivemos nenhuma noticia sua até que você voltou com o Heitor. -Ele sorriu. -Ainda bem que ele não puxou a sua birra.
Catarina estava seria, prestando atenção no que ele dizia, mas foi impossível continuar seria.
—Eu era um amor de criança, você que era seco.
Sebastian sorriu.
—Eu? Seco? -Ele a prensou contra seu corpo. -Repita.
—Um menininho chato.
Um sorriso maldoso surgiu e ele tomou os lábios dela.
—MEU DEUS! -Eles se separaram com o grito de Eleonora.
Se olharam e saíram apressadamente para ver o que estava acontecendo.
—O que está acontecendo?
Catarina analisou o filho e percebeu que ele estava bem, mas quando o garoto se virou, seu coração parou. Ele segurava um animal, um lobo.
—Mamãe, olhe o Braw. -Disse lhe entregando o animal.
Catarina tremia levemente, até que o animal lambeu sua mão e se encontrou. Ela apenas um animalzinho indefeso e fofo. O animal perfeito para proteger um rei.
—Ele é muito bonito, querido. Quem lhe deu?
Heitor apontou para Sebastian.
—Traidor, me entregou?
Ele caminhou até o menino e o abraçou fazendo cocegas. Catarina sorriu com a cena.
°
Seu coração estava tão acelerado. Cristo, como ela pôde ter vivido tantos anos sem ele? Seu olhar, a forma de andar, a forma de falar, o modo com que tratava Heitor como se fosse seu filho. As brincadeiras até tarde, os beijos... Ah, seus beijos, Catarina ia do céu ao inferno com aqueles lábios.
—Estamos todos aqui reunidos para celebrar a união de duas pessoas, de dois reinos. Catarina de Lurton, rainha de Artena, você aceita receber por seu rei e esposo Sebastian Turner?
Ela o olhou. Não havia o que pensar, mas imagens passaram por sua mente. Ela nunca poderia se imaginar ali, com ele, juntos. Para todo o sempre.
—Aceito.
—Sebastian Turner, rei de Canoth e lorde das terras altas, você aceita receber por sua esposa e rainha Catarina de Lurton?
—Sim! -Disse imediatamente.
Tudo estava mudando.
Tudo.
Nada seria como foi, era mais que mais um casamento...
No seu casamento com Afonso, Catarina sentia a alegria por ter conquistado o que sempre almejou, mas conseguia sentir na sua alma a infelicidade do homem que já chamou de marido. Contudo, ali, naquele instante, os olhos de Sebastian brilhavam. Ele sustentava a aparência de rei perverso e serio, mas, por dentro, Catarina sentia sua euforia. E isso a alegrava.
A completava.
Longo seja o vosso reinado.
A festa duraria dias, como era a tradição, contudo, os monarcas logo se retiraram para seus aposentos. No dia seguinte, o sol já estava em seu apse quando o rei acordou.
Sebastian levantou a mão e tocou, carinhosamente, a pele da rainha. Sua mão foi descendo e beijos foram sendo distribuídos. Quando a noite chegou na metade, eles não estavam nem ao menos cansados. Não era uma acordo, ela queria ser dele e ele queria ser dela. Inteiramente.
—Eu esperei tanto por você.
Ele passava a mão carinhosamente pelos cabelos dela. Aquilo relaxava Catarina,
—Eu estava aqui todo esse tempo. -Ela se virou e o olhou, subiu em cima dele. -Deveria ter me procurado.
—Deveria mesma. -Disse tocando o seu rosto.
—-Foi um longo caminho, mas agora...
—Agora você me encontrou, minha querido. -Completou a frase, fazendo Catarina revirar os olhos.
—Agora, finalmente, você resolveu aparecer.
Ele abriu um sorriso malicioso. E inverteu as posições, ficando em cima.
—Finalmente? Minha adorada esposa está me chamando de atrasado?
Catarina riu e o beijou. Intensamente, ela sentiu as mãos dele percorrerem seu corpo...
E o tempo foi passando.
Heitor aprendeu a amar Sebastian como seu pai e lhe atribuiu esse titulo, Eleonora e Damien se aproximaram ainda mais da família. Eram tempos de paz. Catarina estava completa, Artena estava sendo reconstruída com sucesso, o povo já retornava para suas casas e alimentos já eram exportados. Artena prosperava. Contudo, para a infelicidade de Catarina, ela ainda possua fortes laços com Montemor.
Diferente do seu pai, todo o minério que chegava a Artena ia para o exercito, a construção de espadas e materiais de guerra. Artena estava armada.
Em Montemor, o casamento de Amália e Afonso tinha acontecido com sucesso. O povo não aceitou muito bom, mas o rei foi inteligente e o comprou, com doações de alimentos e ouro. A falsidade reinada ali. Alguns reis não compareceram e mandaram seus filhos que foram, de má vontade. Parecia que um pequeno grupo estava animado, muito pequeno.
Augusto morava com Lucíola e Dellano.
Amália descobriu que estava gravida, Afonso se alegrou com a noticia, por meses foram tempos de paz para a plebeia. O povo não estava contente. A Cália não parecia desejar a chegada daquela criança. E a criança nasceu.
Em Elixir, Sebastian brincava com Heitor quando observou Catarina se escorar em uma parede, tonta. Enjoos começaram a surgir, vontades estranhas, desejos insanos e muito sedutores.
Chagava o momento, Catarina estava recuperada, estava na hora de voltar.
Novos tempos viriam...
Cália, Montemor...
Todos os reis e rainhas da Cália estavam reunidos no grane salão de Montemor. Afonso estava exuberante, todo sorridente, com o peito estufado de orgulho. Seu primeiro filho, seu grande orgulho. O "herdeiro" de Montemor.
—O rei parece está muito contente. -Comentou um homem.
—Estou mais que contente, bom homem, esse é o melhor dia da minha vida. O meu herdeiro nasceu.
O homem abriu um pequeno sorriso. Talvez, apenas talvez, se o Afonso não estivesse tão concentrado em si próprio ou na sua extravagante alegria, ele poderia notar o sorriso maldoso do homem. Um sorriso que denunciava e gritava: perigo!
Afonso não percebeu quando o homem se afastou, mandou que trouxessem Amália e Ronald. Seu coração acelerava.
Não tanto quando o coração da rainha.
A rainha de Montemor estava muito nervosa.
Ela temia que o seu filho começasse a chorar, ou que urinasse na frente de todos aqueles monarcas. Cadê mulher da realeza fez questão de dizer cada situação embaraçosa que os antigos monarcas passaram.
Ela tinha medo. Muito, todos ali esperavam por um momento daquele. Todos estavam e sempre estariam contra ela. Amália, talvez, nunca se sentiria aceita.
—Majestade, o rei lhe chama. -Disse Diana, com um sorriso orgulhoso.
Como todos sorriam, pensou Amália.
Ela caminhou até o pequeno berço e tomou seu filho em seus braços, os cabelos ruivos do menino já estavam ali.
—Vamos, meu amor, vamos enfrentar isso.
Assim que entrou no salão diversos olhares foram direcionados para ela. Alguns estavam curiosos quanto a criança, outros (como era de costume) nem mesmo a olhou. Ela ignorou e focou em Afonso, que a esperava sorridente. No momento que ela chegou a ele e lhe entregou a criança, ele se virou para os reis.
—Lhes apresento, meu filho, Ronald de Monferato, HERDEIRO DE MONTEMOR.
Os reis e rainhas olharam para o menino, de fato, eles deveriam fazer uma reverencia, mas foram poucos os que fizeram. Alguns ainda não engoliam aquele casamento e esperavam, ansiosamente, pela volta de Catarina e seu, tão comentado, herdeiro.
Todos estavam em silencio, era possível ouvir o barulho do vento, até que uma risada começou a ser ouvida. Depois outra e outra, varias. Zombarias. Então o povo começou a gritar, urrar, soltando vivas.
Amália sentiu o alivio se apossar de si. Respirou aliviada. Eram vivas ao seu filho, vivas ao seu herdeiro. Finalmente, pensou.
—LONGA VIDA AO FUTURO REI. -Um gritou foi ouvido.
—LONGA VIDA AO HERDEIRO DE MONTEMOR. -Eles continuavam a gritar.
—LONGO SEJA O SEU REINADO, PRINCIPE ESPERADO.
Ele estava muito concentrado com o seu grande orgulho. Amália o olhou emocionada.
—São vivas a ele, Afonso.
Antes que ele pudesse responder todos puderam ouvir, claramente, a voz do povo dizer:
—VIDA LONGA A HEITOR, O FUTURO REI!
Amália sentiu-se quebrar tão rápido quando se sentiu aliviada. Não era o nome do seu filho.
—Afonso, quem é Heitor? -Questionou revoltada, mas contida.
Afonso sorriu amarelo, nem aquela frase era ouvida pelos seus ouvidos orgulhosos.
—Eles devem ter se confundido, meu amor. -Explicou, como se aquela resposta resolvesse tudo. -Vamos conversar com eles.
Amália tentou se convencer que ele estava certo, sorriu, ainda nervosa e pegou o bebê em seus braços, sendo seguida por Afonso, foram até o lado de fora do castelo.
As portas se abriram e o povo se calou. Logo se fecharam novamente.
—POVO DE MONTEMOR É COM GRANDE ALEGRIA QUE LHES APRESENTO O MEU FILHO, O HERDEIRO DE MONTEMOR, RONALD DE MONFERATO, PRINCIPE E FUTURO REI DE MONTEMOR.
Ouve um instante de silencio.
O povo começou a comentar entre si.
Afonso estranhou. Eles estavam comemorando, por que não continuavam? Pensou, confuso.
Amália o olhava nervosa e confusa.
—O QUE ESTÁ ACONTECENDO? POR QUE NÃO CONTINUAM A COMEMORAR? -Questionou a rainha.
Eles se calaram novamente.
—Meu amor, eles podem está nervosos.
—Afonso, algo está errado, eu sinto.
Os comentários voltaram, até que, entre a multidão, alguém gritou.
—IMPOSTOR! -E apontou para a criança nos braços da rainha.
Foi o suficiente para outros gritos.
—ESTE NÃO É NOSSO PRINCIPE!
—BASTARDO!
Lagrimas grossas caiam dos olhos da rainha. Ela não entendi, segurou seu filho e o protegeu com os seus braços.
—VIDA LONGA A HEITOR!
—VIDA LONGA AO PRINCIPE.
Afonso estava furioso, até que as portas se abriram. Eles se viraram para o trono e encontraram lá um homem e uma mulher, de costa. Os reis e rainhas olhavam com atenção. Até que a mulher se virou, Catarina.
—Catarina. -Sussurrou Amália, tremendo suavemente.
—HÁ MUITOS ANOS FUGI DE MONTEMOR PARA ME PROTEGER, HÁ MUITOS ANOS TIREI DE ALGUÉM ALGO IMPORTANTE.
O povo estava calado, eles a ouvia.
—PORTANTO, APOS TANTOS ANOS, RETORNO PARA DEVOLVER A ESSE ALGUÉM SEU LUGAR DE DIREITO. Venha querido. -Todos os reis olharam para onde ela olhava.
Um menino caminhou até ela.
—EU, CATARINA DE LURTON, RAINHA DE ARTENA E DE CANOTH, LHES APRESENTO HEITOR DE LURTON E MONFERRATO. HERDEIRO LEGITIMO DE MONTEMOR!
Afonso não percebeu, mas todos os guardas de Montemor foram detidos pelos de Artena.
Todos os monarcas, todos, assim que Catarina terminou de falar, se curvaram.
—VIDA LONGA AO FUTURO REI DE MONTEMOR. -Disseram em coro, como mandava a tradição. -VIDA LONGA A HEITOR DE LURTON E MONFERRATO. LONGO SEJA O SEU REINADO.
Atrás de Amália e Afonso, o povo repetiu.
—VIDA LONGA A HEITOR DE MONFERRATO.
Catarina se arrepiou e sentiu orgulho, era o nome do seu filho que era gritado. Sebastian segurou sua mão e Heitor ficou a frente deles. Catarina pôs sua mão em um dos ombros do menino e Sebastian no outro, Heitor sorriu. Ali era o seu reino, ele aprenderia a ser grande por ele.
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