Cat Walk
1 1 - Meet me
Notas iniciais
- Espero reviews, mesmo que sejam críticas (construtivas)
- Novo capítulo em breve
- Acho que só isso, espero que gostem.
Primeiro Capítulo
Sente-me na poltrona roxa próxima à janela, observando a luz alaranjada do pôr-do-sol refletir em minha pele. Peguei um livro qualquer na pequena estante ao lado e me aconcheguei com meu cobertor. Era sempre assim; depois de um dia entediante de trabalho na biblioteca, caminhava para casa e tomava um longo banho, sentava-me na poltrona e lia um dos livros que seriam jogados fora e eu conseguira salvar. Sempre gostei dos livros que aparentavam ser velhos – ignorando a poeira, claro – pois eles sempre passavam aquela sensação de que foi uma história real que aconteceu há algum tempo atrás, como um diário.
O inverno estava bem próximo, a quantidade de pessoas na rua já era diminuta. Estava distraída, olhando para a capa do livro, sem vontade alguma de ler. Levantei-me da poltrona, vesti um casaco mais grosso, peguei meu celular e chaves de casa e coloquei os fones de ouvido. A música alta e calma me fez suspirar. Andei em direção ao parque, provavelmente vazio a essa hora do dia.
Sentei-me num dos bancos de cimento e observei um gato branco passando por ali. Abaixei a música e me aproximei lentamente dele, que me fitou com seus grandes olhos ver cor de mel e miou baixinho. Agachei-me e passei a mão nele, que ronronou.
— Oi, — virei-me assustada, caindo de bunda no chão. Ótimo. – obrigado por conseguir pegar o gato de minha tia. Ele vive fugindo. Uh, desculpe-me pelo susto. – ele riu, estendendo a mão para que eu pegasse.
— Ah, tudo bem. – disse soltando sua mão e batendo as mãos na calça, para me livrar de qualquer sujeira. – Ele é tranquilo, me deixou me aproximar sem problema algum – sorri.
— Ele normalmente foge de todo mundo. Deve ter gostado de você. – ele sorriu e só então eu reparei no quanto ele era bonito, com seus cabelos castanhos e grossos bagunçados, pele branca, olhos âmbar e uma jaqueta de couro preta que lhe caía muito bem.
— Gatos não costumam gostam de mim. – sorri, lembrando-me do velho gato louco da biblioteca.
— Eu gostei. – ele piscou, me fazendo rir. – Meu nome é Nicholas, mas pode me chamar de Nick.
— Sarah. – sorri e tentei lhe entregar o gato, mas este se debateu para permanecer em meu colo. – Ah, entendi o que você disse. – ri
— Ele me odeia, não sei o que tem contra mim. – bufou olhando com raiva para o gato. – Uh, a casa de minha tia fica no próximo quarteirão, você se importa em leva-lo até lá? Posso lhe dar uma carona até sua casa na volta. – ele passou a mão na nuca.
— Ah, tudo bem, minha casa fica aqui perto, volto a pé mesmo.
— Não mesmo. Eu faço questão. Vamos? – ele sorriu, indicando o caminho.
— Ok.
Andamos em direção ao quarteirão seguinte e paramos olhando em frente a uma casa grande e branca. Lembrou-me levemente a um hospital. Ele abriu a porta e o gato pulou no chão, rebolando em direção a uma mulher idosa que caminhava até a porta.
— Oi Sarinha! – a senhora Gilbert, que sempre levava muffins para a biblioteca, com intuito de deixar o dono do lugar, o senhor Granger, feliz, exclamou, me abraçando.
— Oi senhora Granger! – sorri
— Vejo que conheceu o meu sobrinho. – ela aninhou o gato nos braços.
— É, ajudei-o a pegar o seu gato na praça. – sorri
— Ela é uma ótima garota, Joe. Porque não a convida para sair? – sussurrou ela num tom suficientemente alto. Ótimo, agora além da minha mãe, tenho uma senhora querendo cuidar da minha vida.
— Tia! – Joe exclamou. – Vou dar carona para Sarah. Depois vou sair com o Joe, não me espere para o jantar.
— Cuidado nessa moto, garoto. Tchau Sarinha. – ela saiu resmungando qualquer coisa enquanto entrava na casa. Joe fechou a porta e trancou-a.
— Ela não parece concordar com o seu estilo de vida. – eu ri, enquanto ele tirava a moto da garagem.
— É, mas ela não sabe o que é diversão, desde uh... Séculos atrás. – ele riu, e eu o acompanhei. Entregou-me um capacete e subimos na moto.
— E qual seria? – sorri
— Aproveitar cada dia como se fosse o meu ultimo. – me agarrei ao seu tronco, devida à alta velocidade que a moto adquiriu em pouco tempo. Chegamos rapidamente a minha casa.
— Está entregue, senhorita.
— Obrigada — disse entregando-lhe o capacete.
— Boa noite. – ele piscou e partiu com a moto.
Entrei em casa, onde morava sozinha desde meus 18 anos, ou seja, ano passado. Segui para o meu quarto, troquei de roupa e me joguei na cama, onde dormi rapidamente.
Notas finais
Ps: Qualquer erro, ou se quiserem falar comigo, tenho meios de contato no perfil ;)
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