Casualty Of Love

25 Capítulo 25


Notas iniciais
Pénultimo capítulo pessoal! Esperamos que curtam e somos gratas por lerem!
Boa leitura!!

O sol raiva timidamente no horizonte e anunciava consigo o surgimento de uma nova era. O reino de Tranaden achava em plena euforia, afinal, era uma data muito importante.


Havia-se passando alguns meses desde a guerra que sucederam entre os dois reinos, aos poucos a população se recuperou das perdas, claro, as físicas, visto que as mortes sempre marcariam.


O reino de Astoria havia sido divido em três partes, formando províncias. Uma delas ficou a carga de Kanon, que tomara Mu como seu esposo, e estava procurando uma barriga de aluguel, para assim que pudesse gerar um filho deles. Claro que o príncipe deixou bem claro que em momento alguma Kanon deitaria com a mulher, que teria de se através de incorporação de fluidos, feito pelo médico.


A segunda província havia sido cedida a Saga, este se casou com Shiryu no mesmo dia que seu irmão Kanon, sim um casamento duplo. Havia sido uma bela cerimônia, e uma festa bem alegre.


Para a população que anteriormente viviam no forte dos ladrões tinha sido dada a liberdade de escolherem onde queriam viver, e acabou que ficaram meio-a-meia entre as duas províncias.


Já a terceira província Kamus havia dado de presente ao seu sobrinho Hyoga, que apesar de novo tinha garra e sonhos de crescer. Ele não havia formalizado sua união com Shun, mas desde já eles moravam juntos. Dohko havia ido com eles, assim, ajudaria a guiar o jovem príncipe.


Marin tinha optado ficar no castelo, ainda mais que estava caindo de amores pelo novo general, e obviamente ajudaria Milo com o herdeiro que estava para chegar.


Nesse ritmo o castelo achava com toda empolgação. Os empregados providenciavam cada detalhe, desde os alimentos para o banquete, a decoração, os músicos e demais arranjos.


Enquanto todos corriam arduamente para deixar tudo pronto, na ala dos quartos reais, mas especificamente aposentos do imperador a paz reinava.


As grossas cortinas impediam que os raios solares tocassem o ambiente, e em meio aquele breu, um corpo achava relaxado sobre a cama. Deitado de lado, ele possuía um fino lençol de seda verde sobre seu corpo nu. O tecido acariciava sua pele, e ondulava no formato perfeito de seu ventre.


O loiro em questão sustentava a túrgida barriguinha de cinco meses de gestação, um pouco mais que a metade. O filho fruto de sua relação com o frio imperador, nasceria somente dali a quatros meses.


Até que ele vinha tendo uma gravidez tranquila, tirando as tonturas e enjoo dos primeiros meses, a única coisa presente era os desejos estranhos. Na verdade, o que poderia estressava mais era seu noivo.


Kamus o tratava como um frágil cristal, controlando tudo que fazia e medindo tudo que comia. Tinha dias que Milo o expulsava por um dia, sem desejo de vê-lo, e outras, chorava horrores pela ausência do imperador.


Aquela noite que sucedeu estava bastante nervosa, e o ruivo soube muito bem acalenta todos seus temores e medos, o levando a níveis desconhecidos de prazer, tanto que conseguiu dormir direito.


Tanto que o dia seguia em frente e Milo ainda dormia. O som da porta sendo aberta não serviu pra despertá-lo, e muito menos os passos. O recém-chegado caminhou até o leito e sentou na borda da cama inclinando para frente.


As mãos frias puxaram o lençol e os olhos penetrantes captaram sobre o ventre túrgido. Suas mãos percorreram o ventre com cuidado, e um raro sorriso surgiu na sua face ao sentir o movimento do bebê contra a palma da mão. Mesmo que ainda estivesse em formação, amava muita aquela criança, e daria sua vida por ela e o loiro.


— Uhh... — Milo resmungou e moveu em sentido a mão. Ainda mergulhado no sono ele procurou por mais contanto.


— Acorde, meu anjo! — A voz rouca do imperador fez presente. Ele inclinou mais para frente. Enquanto seus lábios procuram sentir a sedosa pele do rosto bronzeado. Suas mãos desceram para o quadril e deu um apertão, e seguiu descendo pelas belas pernas.


— Safado, a pessoa grávida não pode nem dormir! — Milo disse ainda de olhos fechados e com sorriso nos lábios. Ele moveu deitando de costas contra a cama, e lentamente suas pálpebras deram espaço a íris azul.


— Bom dia, meu amor... Dormiu bem? — Kamus indagou deitando ao lado do loiro, mas de maneira que ficasse de brusco e parcialmente sobre ele.


— Uhh... Maravilhosamente bem... Tomei meu leitinho morno à noite e ele me ajudou. —Disse com expressão inocente, como se não tivesse falando nada safado. — E hoje?


— Sim, hoje tornara oficialmente meu esposo e meu consorte real... Todos estão bem agitados, e você aqui dormindo. — Kamus disse. Ele deslizou a ponta do nariz no pescoço do loiro, e começou a desferir beijos e mordida no ombro.


— Mas esse não é o meu papel? Estar lindo é pronto para o casamento? — Milo falou deixando o noivo lhe dar cada vez mais carinhos.


— Então por que não está se arrumando? — Kamus indagou rindo no pescoço de Milo.


— Ainda tenho algumas horas, quando o sol começar, quando o sol se pôr eu penso mais nisso! — Milo falou rindo vendo a cara de contra gosto que Kamus fizera.


— Mas, então você vai estar mais que atrasado.


— Oras esse e o protocolo da noiva! Se bem que a gente não segue nada no protocolo né?! Primeiro engravidei, agora vendo o noivo no mesmo dia do casamento! Realmente somos super, tradicionais! — Milo falou dando uma sonora risada no final, ele realmente estava de bom humor naquele dia.


Esse fato que Kamus agradecia aos céus. Estava com medo de Milo dar um pit em pleno casamento real não era seu plano.


— Kamus vai ter muita gente no nosso casamento? — Milo falou se sentando na cama, tocando no ventre já inchado.


— Sim, um pouco! — Kamus falou se aconchegando atrás de Milo tocando no ventre do mesmo.


— Não quero! É um bando de nobres metidos que só estão ali para comer e falar mal de mim! — Milo falou tudo com um bico nos lábios. Kamus só pensava que ele era muito doce.


— Não posso fazer nada pequeno, e se algum deles ousar falar algo de você pode perder a língua então fique tranquilo que eles sabem se comportar.


— Mas...


— Falando em convidados, Saga e Kanon chegaram a pouco e estavam discutindo quem lhe levaria ao altar! — Kamus sabia que cortara o menor, mas realmente não estava querendo discutir com o mesmo não naquele dia.


— Daqui a pouco não vou com nenhum dos dois! — Milo falou imaginando a briga que deveria estar rolando em algum canto do castelo.


Saga e Kanon, em tudo concordavam ao menos que fosse algo para Milo, o menor notou isso nos últimos meses, quando era sobre ele, cada um tinha uma ideia mais louca que a outra. O loirinho agradecia por ter Kamus ao seu lado, se não seria vitima das ideias locas deles.


— Eu tenho mesmo que começar a me arrumar! Não podemos remarcar? Eu estou doido para passar o dia com você nessa cama quentinha, nosso filho também bem, se bem que nesse momento ele também esta pensando naquele banquete que está me esperando no salão de festa. — Milo falou divagando. Aquilo muitas vezes dava animo a Kamus, pois as divergências do mesmo eram cômicas, mas às vezes fazia o imperador querer arrancar os cabelos.


— Pelo visto devo agradecer ao bolo por meu matrimonio sair hoje! — Kamus falou já saindo da cama, sabia que tinha que deixar Milo se arrumar por mais que quisesse ficar o dia todo ao lado dele na cama, como o mesmo havia sugerido.


— E reze para que esteja bom, pois se não você esta ferrado imperador pinguim. — Milo falou a ultima parte com um sorriso no rosto rindo que nem uma criança.


Quando Kamus sairá do quarto, Milo sentiu um frio na barriga. Era o dia que iria se casar. Até os últimos momentos isso não tinha parecido tão óbvio para si, mas agora que teria que levantar e se arrumar, estava lhe dando um pouco de medo.


Um medo que ele não sabia o porquê, pois já moravam juntos, dividiam a cama e ele estava gravido. Mas mesmo assim ainda rolava um medo insano e idiota de dar algo de errado, de ter a chance de Kamus falar não, se bem que era mais fácil o mundo acabar, mas mesmo assim a sempre aquela chance.


Milo como sempre deixara sua mente vagar para os mais absurdos momentos, ou ideias do que poderia ocorrer no seu casamento, quando entrara na grande banheira de águas quentes, sua mente relaxou, e as coisas positivas vieram.


Lágrimas rolaram pelos olhos do pequeno imaginando o quanto batalhara para chegar no dia em que finalmente um de seus sonhos iria se realizar, nunca contara para ninguém, mas Milo tinha aquele sonho, simples, mas tinha.


Marin entrou no banheiro e tomou um susto ao ver Milo chorando e sorrindo ao mesmo tempo.


— Como está o belo noivo e papai? — Marin falou se aproximando do amigo o vendo esconder o rosto envergonhado.


Milo não disse nada, apenas ficou olhando a amiga. A mesma era a sua única ajudante a única que confiava em estar perto de si e fazer sua comida, afinal depois de uma varredura no castelo Kamus achara muitos traidores, e Milo não queria ser alvo de nem um deles, muito menos por em risco seu filho.


Regados pelo silêncio, Marin ajudou, Milo a se banhar... Após tomar um banho minucioso, ela o deu o óleo perfumado para passar em todo corpo, um ritual indispensável. Ao fim, o loiro vestiu um roupão confortável, e sentou na cadeira em frente à penteadeira.


— O deixarei belo! Digno de um rei. — A ruiva disse amável. Ela pegou a escova, e com cuidado, passou a pentear os cabelos de Milo. Depois de desembaraça, os secou bem, e começou a executar uma trança bem elaborada. A mesma começava do alto da cabeça, e rendia os fios loiros bem ajustados, e desciam em diante, sendo que entre as traças intercalavam fitas de cetim com detalhes em ouro.


No final, ela deixou a escova e virou Milo para si.


— Isso tudo é necessário? — Milo indagou. Era um homem no final das contas, enfeitado demais, não era para si.


— E seu grande dia, tem que ficar ainda mais belo do que é... — Marin disse. Ela passou a maquiar o loiro, nada muito além, apenas destacou o contorno dos olhos e os lábios, de maneira simples, mas que aumentou a beleza natural de Milo.


— Ok! Ser acha isso. Kamus tem quer ter certeza que está casando com um homem, saber, não posso parecer uma mulher. — Brincou arrancando risos da amiga.


— Sempre será um homem. — Ela disse finalizando. — Pronto, agora coma a comida que perdi para você, e depois ajudarei vestir.


— Para que comer? Sendo que comerei na festa. — Milo resmungou fazendo bico.


— Por que essas cerimonias são demoradas, e você está gravido, e precisa se alimentar. Não discuta comigo e coma. — Marin bradou.


Milo não era maluco de contesta a amiga, assim, seguiu com ela para o quarto. Sentou na cama com ela ao seu lado, e enquanto conversavam o loiro comeu o pequeno almoço. Jazia na bandeja, suco, frutas, uma torta salgada e geleia de damasco, coisas leves, mas saborosas.


–oo0oo-

— Nunca vi tio Kamus tão nervoso! — Hyoga sussurrou para seu amado que achava ao seu lado com o braço no seu.


— E o casamento dele, não é para menos. — Shun disse.


— Mas ele engravidou primeiro, e depois pediu em casamento. Safado! — Kanon disse. Ele achava ao lado de Hyoga e Shun, claro, tendo Mu ao seu lado.


Hyoga o encarou. — Pensei que fosse entra com Milo! — Disse.


— Por causa desse idiota não pude. — Saga disse dando um pisão no pé do irmão.


— Saga! — Shiryu chamou a atenção dele


Eles achavam nos primeiros bancos da igreja, justo onde aconteceria a cerimonia de casamento e coação de Milo como consorte real ou segundo rei.


— Milo decidiu por entra sozinho, pois disse que não poderia escolhe um entre nós... Algo do tipo! — Kanon disse.


— Inteligente! Pois os dois faltavam se matar. — Mu disse. Ele mordeu os lábios inferiores, para segurar o riso que ameaçava sair.


Antes que qualquer outra pessoa pudesse resmungar a sinfonia começou e todos levantaram encarando a porta.


Kamus encarou a entrada, e seus olhos brilharam de maneira única, quando caiu sobre a figura que entrou. Ali estava aquele que conquistou seu coração de maneira única e profunda. Sua outra metade.


Nada mais importava naquele momento, era como se a igreja encontrasse vazia, e somente os dois achassem presentes. Os olhos cravados um no outro, e suas almas se entrelaçavam.


Milo parecia um anjo que deslizava pelo corredor. Kamus não sabia mais o que falar ou o que pensar, ali estava o que tanto sonhou e desejou. O pequeno loiro tinha um sorriso singelo nos lábios, e as bochechas coradas. O grande imperador podia ver que ele queria chorar de emoção, assim como si!


Milo tinha os olhos cravados no imperador. Por um momento o ruivo lhe parecera tão longe, mais quando os seus olhares se encontrarem, isso mudou.


Levado por cada passo, Milo foi se aproximando de Kamus. Seu coração estava a mil. Tentava se acalmar para não fazer mal ao bebê, mas o mesmo estava calminho, parecia até estar aproveitando o casamento dos pais.


Kamus tinha as mãos e pernas trêmulas. Ninguém tinha reparado. Por sorte anos de treino sabia disfarçar bem, contudo nunca em uma batalha tremeu tanto, estava ali o momento mais importante de sua vida, e pela primeira vez de todos, ele não estava mais sozinho.


— Por favor, só não me diga amanhã quando eu acordar que isso e um sonho. — Milo falou bem baixo assim que Kamus pegou em sua mão.


— Então, por favor, não me acorde também!


Kamus e Milo trocaram sorrisos cumplices. Eles haviam percorrido um árduo caminho até aquele momento. O sorriso dos dois era a prova de quem amava...


Com um simples aceno de cabeça, Kamus anunciou para o sacerdote Shion prosseguir com a cerimonia.


O silêncio inundou o recinto, e a voz do Sacerdote maior ecoava pelo local. Mas Milo e Kamus não conseguiam preste muita atenção, pois suas mentes estavam focadas unicamente um no outro.


— As alianças! — Shion falou e os dois despertaram do transe.


Kamus sorrindo e retirou do bolso e tomou a mão do loiro com zelo, lentamente encaixou a bela aliança no dedo anelar, e ditou:


— Es meu sol que brilhar mesmo nos dias que há nuvens, que persiste e insiste, que muda e melhora tudo ao seu redor. Não sei viver sem você, e cairia em uma forte depressão se um dia você parar de brilhar. — Kamus falou cada uma das suas palavras olhando nos azuis de Milo.


Milo deixou uma lágrima cair. Sua mão tremia tanto que a aliança escorregou por seus dedos, mas Kamus fora rápido a pegando ainda no ar.


— Obrigado! — Milo falou mais uma vez pegando a aliança das mãos de Kamus e guiou a mesma para o dedo anelar do Imperador. — Es minha lua que está sempre presente para me proteger, para cuidar e ilumina o meu caminho, e prova que até nos lugares mais escuros sua luz me toma. Obrigado por trazer essa luz para minha vida, e que se um dia ela se apagar, e porque também já não vou estar mais aqui.


— Sem mais delongas, podem selar essa união!


O sacerdote não precisou falar mais nada. Kamus puxou Milo pela cintura, mesmo túrgida, e apossou delicadamente dos lábios rubros do loiro, um beijo carregado de sentimentos vivos.


Ambos sabiam que o futuro poderia ser incerto, mas também sabia que o amor deles era forte o suficiente para quebrar qualquer barreira. A história deles apenas começava, havia muito a vivenciar, e com euforia, estavam prontos para trilha cada passo. Não estavam sozinhos, pois tinham ao lado deles: amigos, aliados e família... Elos tão profundos e perpétuos.


Continua...