Casualty Of Love
20 Capítulo 20
Notas iniciais
— Precisamos levar Milo de volta. — Saga disse baixo com Kanon. Os dois estavam sozinhos, enquanto Milo dormia e Shiryu estava tomando banho.
— Esta, louco! Como acha que levaremos Milo de volta? Além disso, o que eu quero é esganar aquele homem. — Kanon fechou as mãos em punhos.
— Não sei Kanon! Mas temos que tentar. Milo não vai aguentar muito tempo assim, e a gente deve isso a ele. O prometemos casa, família e segurança e estamos tirando a sua única real chance de ter isso. — Disse Saga. — Nós fizemos escolhas erradas, e não podemos levar Milo nessa.
— Saga, você está certo, mas... Milo é nosso irmãozinho... Eu... — Kanon tinha a voz pesada.
Saga não precisava olhar para o irmão, ou perguntar para entendê-lo. Ambos não queriam perder Milo. O pequeno sempre foi valioso. Haviam feito de tudo para lhe deixar melhor, não tinham culpa se seus pais não lhe entregavam o dinheiro ou não cuidavam dele.
— Nós temos que bolar um plano um bom plano. — Kanon falou olhando para Saga.
Nesse meio tempo, Milo acordou se sentindo cansado e com a garganta seca. Ainda que trêmulo, ele levantou e seguiu para fora do quarto se sustentando nas paredes. Ao chegar à entrada da sala, encontrou seus irmãos sussurrando.
— Vocês vão embora de novo? — Milo indagou choroso.
— Não, nos vamos te levar de volta para o imperador! — Kanon ditou olhando nos olhos do irmão para não ter dúvidas que aquilo era à verdade.
— Estão loucos? Kamus vai matar vocês, e ainda tem aquele louco atrás de vocês. Não podemos voltar. — Milo estava confuso. Queria Kamus, mas o medo de perder os irmãos era grande.
— Não estamos! Temos que te proteger. Shura nunca vai pensar que estamos te levando para Kamus. Isso nos dará tempo para fugir. E você precisa do imperador. — Saga mostrou os fatos para o pequeno irmão, talvez o fazer entender um pouco.
— Não! Eu sei que tem algo de errado comigo, mas vou ficar melhor, eu já aguentei muita coisa. No entanto não vou ser deixado para trás e nem vou por vocês em perigo por minha culpa.
— Milo, isso não é uma doença! Você está grávido! — Saga gritou. — Nós não vamos estragar a sua única chance de ser feliz e ter uma família decente. — Saga tinha lágrimas nos olhos.
— Você nos salvou pequeno, porém não vamos fazer isso com você. Que irmãos mais velhos nós seriamos, se não cuidarmos bem de ti. E Kamus é a melhor opção no momento. — Kanon falou pondo a mão no ombro de Saga.
— Porque vocês sempre fazem isso? Tomam as decisões sem me perguntarem? E a minha vida! Eu estou mesmo grávido, não quero que meu filho nasça sem os tios... — Era muita informação para Milo, ele não sabia o que fazer.
Gravidez, mais a saudade de Kamus e somado a futura perda dos irmãos foram demais para si. As lágrimas vieram com força e uma dor disparou em seu peito.
— Eu amo Kamus! Ele é o homem da minha vida, contudo amo vocês... São minha família... Com seus erros e tudo mais. — Milo queria que Saga e Kanon entendesse aquilo, todavia parecia sempre tão difícil.
— Milo! Estamos pensando em você... — Saga olhou para o irmão.
Os gêmeos entendiam o que Milo estava dizendo, contudo eles eram os mais velhos e deviam agir com responsabilidade. Milo tinha que ser o protegido, ainda mais agora.
— Tanto pensaram que me deixaram com aquelas escorias, e o que aconteceu? Acabei sendo vendido como um escravo para um maldito harém para um imperador. Tiver sorte de me apaixonar e se retribuído...
— Então o que você quer? Quer tirar essa criança? Para seguir na viagem sem destino e cheia de perigos? Sem contar que provavelmente nunca mais verá seu amado imperador. — Kanon também perdeu a paciência. — Em me diga Milo, e isso que quere?
— Eu não vou por a minha felicidade acima da vida de vocês. — Milo gritou permitindo que em seguida um grande silêncio instalasse.
— Então o que sugeri? — Kanon indagou abrindo os braços. A tensão crescia a cada momento entre eles. Viam-se realmente em um grande impasse.
— Vamos voltar, mas... Negociaremos com Kamus. —Milo sugeriu. Tudo parecia tão confuso. Queria pode assimilar... Tudo girava de tal maneira, que a ficha que estava grávido não havia caído ainda.
— Negociar? — Saga não compreendeu o raciocinou no menor.
— Falarei com Kamus, digamos que pedirei como presente por nosso filho, a liberdade de vocês dois. — Milo disse. Ok! Não queria usar seu filho dessa forma, todavia queria que seu filho viesse em um mundo completo, no sentido que teria todos que amava perto.
— Ele não aceitara isso! Ele pensa somente em seu próprio umbigo. — Kanon disse, mas se arrependeu quando viu a dor nos olhos de Milo.
— Ok! Faremos do seu modo, mas com a cautela máxima. Não posso arriscar Shiryu. — Saga disse.
— Ainda estão aqui! — A velha disse entrando na cabana.
— Nós expulsando velha? — Kanon a desafiou. Eles tinham uma maneira estranha de se entenderem.
— Acho melhor irem, fui avisada que forasteiros estão na entrada do vilarejo, e pela descrição acredito ser Shura e alguns soldados. — Ela falou ríspida. — Se quiserem ficar e morrer.
— Shiryu! — Saga disse saindo correndo atrás de seu amado. Kanon e Milo moveram rápido. Calçaram suas botas, e pegaram as mochilas, e água e comida. Assim, quando os quatro estavam prontos agradeceram a ajudar da velha mulher e saíram pela parte traseira da cabana.
— Não podemos... — Milo disse perdido. Aquela correria o deixava tonto. Tudo era tão agitado, que nem ao menos pode assemelha o fato que estava grávido.
— Depois! Conversamos assim que tivermos uma distância segura. — Saga disse ajudando Shiryu a subir no cavalo, e depois seguiu atrás dele.
Kanon ajudou o irmão menor a subir, e colocou-se atrás dele. Tão logo, eles guiaram os cavalos para saírem em disparado rumo à floresta. Sem olhar para trás seguiam em frente.
Shura os conhecia muitos bem, e na certa era conhecedor das rotas que costumavam a seguir. Precisa quebrar as tradições, e arriscar por caminhos desconhecidos, mas antes colocar boa distância entre eles.
Os corcéis desviavam habilmente das árvores, e seus cascos feriam a terra na árdua corrida. Os gêmeos apertaram o enlaço, para garantir que os menores estavam seguros, sem ter o risco de caírem. A menor falha colocaria a vida deles em uma espada.
— Estou ficando enjoado! — Milo disse tampando a boca com a mão.
— Aguente ai! — Kanon disse. Eles seguiram o mais rápido que os cavalos permitiam, quando finalmente pararam, o sol marcava o início da tarde. Fora mais de quatros horas e cavalgadas continuas.
Por sorte, havia um lago ali. Mal pararam os cavalos, Milo desceu e agachou vomitando o que não tinha em seu estômago.
— Acho que ele não está bem?— Shiryu comentou penalizado pelo outro. Estimava Milo, e sabia que ele era o irmão precioso de Saga.
— Ficará bem! Por que não o acompanha até o lago e se banham? Vou preparar algo para nós comemos. — Saga comentou ajudando o amado a descer.
Os gêmeos ficaram olhando os menores seguirem para o lago. Milo apesar de pálido começava a ficar melhor.
— Será que é a melhor opção? —Kanon indagou aflito.
— Sim, não o quero com um barrigão fugindo... E se Shura tem seu êxito, o que poderiam fazer contra ele. Não! O imperador pode protegê-lo melhor. — Saga disse. Apesar do caminho parece tenebroso diante deles, ainda era de longe a melhor opção.
Deixando por aquele momento a preocupação de lado, eles foram arma o acampamento. Precisavam descansar algumas horas antes de seguir viagem. Sabia que os menores precisavam descansar, até eles mesmos.
Após limparem, Shiryu e Milo foram para perto da fogueira que os gêmeos fizeram, e passaram a comer a primeira refeição do dia. Pão, guisado e coelho assado. Alimentos simples, mas que daria energia para prosseguirem.
Milo depois de comer um pouco de tudo levantou afastando do grupo, Kanon quis detê-lo, mas Saga o impediu, dizendo que o menor precisava de um tempinho sozinho.
Milo caminhou sem rumo pelas margens do lago, até que sentou em um tronco velho de arvore. Com olhar perdido, suas mãos foram ao seu ventre.
— Um filho... — Murmurou para si mesmo. Pelo o que a velha tinha dito, ele era um “Kari”, ou seja, tinha sido abençoado pelos deuses com uma dadiva rara, a de pode gerar. Há tempos atrás existiam mais deles, mas agora, quase não se ouvia falar. Muitos acreditavam que era apenas uma lenda.
Milo temia. Não que odiasse a ideia de ter um filho, fruto seu e de Kamus... Sua mente começava a imagina como seria a criança. Seu medo era o fato de como Kamus reagiria.
Sabia que o imperador devia está com uma imensa raiva sua, pois o consideraria um traidor. Mas o amava, porém como deixar seus irmãos morrerem? Sentia-se sujo por que ia usar seu filho como arma para conseguir de Kamus o perdão para seus irmãos, mas não poderá ser feliz ao pensar que seu amado matou sua única família.
— Vai ficar tudo bem? Seu pai vai, nos aceita né! — Disse para o pequeno dentro de si, sentido as chamas da esperança.
— Milo, vamos! — Saga gritou pelo irmão.
Somente então ele reparou que passou um bom tempo ali divagando. Levantou tirando a poeira de sua roupa, e correu para seus irmãos. Ainda tinham uma longa viagem, ainda mais se queriam distância dos soldados do rei Asterion.
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Kamus escutou as batidas em sua porta, mas não estava com paciência para atender ninguém. Havia passado toda a noite em claro, e só começou a dormir no raiar do dia, quando achou uma peça de roupa que ainda continha o cheiro de Milo.
— Imperador! — O general abrira de leve a porta. — Imperador?!
— Dohko leve sua carcaça para fora daqui e só volte com Milo! — Kamus falou com a voz alta, não ousou levantar da cama.
— Mas Imperador, e sobre seu consorte que venho falar. — Dohko ditou.
— Entre então! — Kamus falou se pondo sentado na grande cama, estava sem animo para se arrumar.
— Senhor! Parece que o Rei Afrodite descobriu do sequestro de seu noivo, agora algumas forças dele estão em movimento para achar Milo, também! Como devemos reagir imperador.
— Como eu já tinha falado, achando Milo, mas vejo que isso ainda vai demorar. Quero que mande uma carta para Afrodite, e o ordene que recue, caso ele não pare começaremos uma guerra.
— Alteza, não sei se isso é o mais prudente.
— Quer que eu seja prudente Dohko?! Ache meu noivo e devolva a minha paz, se não eu vou esmagar aquele verme com minhas próprias mãos e tudo e todos na minha frente. Tem o prazo de vinte quatro horas param se redimir se não arrume a guarda.
— Senhor! —Dohko tentara mais uma vez.
— Já dei minhas ordens Dohko e não irei repetir! — Kamus saiu da cama e fora direto para o banheiro deixando o general para trás.
Dohko sabia que aquela guerra já estava para ocorrer a um bom tempo, e ele sabia que Kamus a venceria, contudo, o ruivo não estava com mente para batalha. Talvez uma distração pudesse matá-lo, e era nisso que o general estava preocupado.
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— Saga, vamos dar a volta a partir daqui, para o final da noite estar na estrada perto da floresta do imperador. — Kanon falou correndo com o cavalo por uma trilha velha que eles conheciam, mas quase nunca era usada pelos menos, pois fazia divisa com o castelo do imperador, o que era muito perigoso, contudo para o plano era perfeito.
— Kanon ainda não acho bom esse momento, se eles estão atrás de você. Só iremos perder tempo. Com Kamus, vamos seguir para outra paz. — Milo falou raciocinando uma nova saída. Estava com muito medo, medo de Kamus, medo de não aceitar o filho, medo dos irmãos morrerem.
— Podemos ir até sair nosso país, mas antes você vai estar com o imperador, a salvo com milhares de guardas protegendo você e seu filho, e vocês dois não aguentariam uma viagem de semanas até outro país, Milo, e não estamos pondo nosso sobrinho em jogo. — Saga falou para o irmão.
O clima entre os irmãos estava mais calmo, entretanto toda agitação ainda estava mexendo com eles. Em uma situação daquelas não podiam ter muitas divergências de opinião.
A viagem foi longa. A floresta do imperador era mais extensa do que Milo imaginava, sem contar que em determinado ponto, tiveram que abandonar os cavalos e seguiram a pé, para não chamarem muita atenção.
A ponta da maior torre do castelo do imperador, ao longe já aparecia, assim como à tarde já estava em seu fim. Uma caverna era onde o quarteto estava se escondendo e descansando. Milo não iria aguentar muito mais, estava suando frio e já tinha vomitado o que não tinha.
— Vocês fiquem aqui! Seguirei ao castelo... Acharei Mu, me escondo, e ele trará Kamus até aqui. Milo não pode continuar. — Kanon falou olhando severamente preocupado para o irmão mais novo.
— Kanon, isso não é prudente, e se você for preso?! — Saga falou olhando sério para o irmão.
Saga e Kanon sempre trabalhavam juntos. Um nunca abandonava o outro, mas situações extremas levam a medidas extremas.
— Então eu serei preso, direi a Kamus onde Milo estar, e ele vai vir pegar nosso irmão, contudo com o barulho, você vai saber se e um grupo ou se sou eu e a majestade, fuja com Shiryu e o resto da história, vemos depois.
— Não foi isso que combinamos! — Milo ditou fraco, sua cabeça estava explodindo, sem contar nos seus olhos febris.
— Milo, você mesmo que disse, pense menos e aja mais, apenas cumpra sua promessa. Eu prometi que te traria de volta a Kamus e eu prometi que voltaria para Mu. Dessa vez prendendo cumprir minhas promessas. — Kanon se aproximou de Milo e lhe deu um leve beijo na testa. — Saga já sabe, proteja os dois com tudo, não preciso lembrar?! — Kanon abraçou o irmão idêntico a si.
— Eles vão está a salvo, mas prometa que você estará! — Saga falou segurando o pulso de Kanon.
— Não posso prometer o que não sei se vou cumprir. Se eu não voltar ou Kamus, até o amanhecer, você vai para o outro país com eles.
Saga não falou mais nada, apenas soltou a mão de Kanon e o deixou partir. Shiryu se aproximou com calma e por trás de Saga o abraçando encostando sua cabeça na coluna do loiro
Shiryu podia não ver, mas ele sabia que aquele momento era regado de tensão, e sabia como Kanon era precioso para Saga. Shiryu se sentia um inútil, pois nada podia fazer para ajudar a ninguém, só ficar ali e ser um peso morto.
— Eu te amo! — Saga virou de frente para o jovem cego e o abraçou.
— Saga!
— Não! Por favor, só me abrace. — Saga beijou o topo da cabeça do menor.
O abraço se Shiryu servia para manter Saga em seu equilíbrio mental, era tanta coisa que estava ocorrendo que um pouco mais ele estaria surtando. Mas com o menor ali, as coisas se tornavam um pouco mais leves.
Enquanto Milo dormia, e o casal trocavam carinhos, Kanon saiu da caverna rumo ao seu intento. Ele precisava ser rápido e certeiro, qualquer erro, custaria sua vida e daqueles que amava.
Ele seguiu pela encosta, e quando aproximou do campo da cidade em volta do castelo, colocou a capa. Tentou parece o máximo normal, a fim de não chamar atenção.
A dificuldade maior foi quando alcançou os domínios do imponente castelo. Demorou encontrar uma brecha para entrar, a sua sorte foi quando os portões foram abertos para um carregamento, e fugitivamente, escondeu atrás da carroça.
Correu para o castelo. Estava às cegas, pois mesmo que tivesse visto a planta do local, não sabia exatamente onde Um se achava, e precisava dele.
Levou mais tempo que pretendia. Quando finalmente chegou à sala dos quartos da família real, seguiu seu instinto. Pelo o que Shiryu tinha dito, o quarto de Mu era por ali, só teria que torce para que não entrasse no quarto do imperador ao invés do amado.
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Seus olhos verdes perdiam no horizonte. Ele estava sentado no parapeito da janela, e olhava a paisagem. O dia estava nublado, parecia que o céu chorava junto consigo.
Parte de seu coração tinha ido com Kanon. Não podia acreditar, mas era real. Ele tinha se apaixonado por seu sequestrador. Não era nenhuma teoria do escolmo... Era real.
Era tão injusto. Havia aproveitado tão pouco tempo juntos. Em toda sua vida se concentrou apenas em torna-se um Acolito, que seu destino e vida seriam dedicado aos Deuses. Engraçado, que havia sido contra em sair dos domínios do monastério, e quando fez, acabou sendo sequestrado. Agora, cada segundo seus pensamentos estavam voltados ao loiro de olhos azuis. O amava com toda sua alma, e sem ele, preferia morrer.
Mu ouviu as batidas na porta, mas incapaz de lidar com alguém agora, não quando sua alma sangrava. Sem mover um centímetro, ouviu o som da porta abrindo e depois os passos.
— Kamus, agora não... Eu... — Disse incerto. Seus olhos arderam pelas lágrimas que queriam transborda.
— Senti saudade, amor! — Ao ouvir tal voz, imediatamente encarando o dono dele. Seus olhos arregalaram e seu coração falhou algumas batidas.
Sem murmura nada, ele saiu correndo e jogou-se nos braços do loiro. Suas pernas rodearam a cintura de Kanon, e sua face embrulhou na curva do pescoço do mesmo.
— Seu louco, o que faz aqui? Quer morre? — Brigou com o outro, mas em momento alguma afrouxou o enlaço.
— Não! Senti tanto saudade... Meu coração sangrava longe de você. — Kanon disse trazendo a face de Mu para si, e tomou os lábios dele com doçura. O beijo era saudoso e apaixonado. As respirações se chocavam e seus corações começavam a bater freneticamente.
O loiro rumou em direção ao leito do quarto, e com cuidado deitou o príncipe sobre o mesmo. Vagarosamente ele desfez de cada peça de roupa do menor, sempre fazendo questão de beijar a pálida pele... Arrancando gemidos de Mu.
Quando ambos achavam nus... Entre juras de amor e veneração pelos toques, lambeu e beijou cada pedacinho do corpo do príncipe, para morrer devorando sua boca e unir seus corpos.
No começo moveram lentamente, mas ao poucos foi ganhando forma e ritmo.
Os gemidos se misturavam tornando uma melodia única, tornando o ato mais que mera satisfação carnal, mas sim, um encontro de suas almas, um ato verdadeiro de amor.
Quando ambos alcançaram o pico do prazer, ficaram ofegantes e ainda unidos. À medida que se recuperaram, Kanon saiu de dentro de Mu, e deitou de costas contra o colchão e puxou o menor para seus braços.
— E louco, se Kamus te descobrir. Deveria ter ido embora, e depois devolvido Milo. — Mu disse.
— Irimos, mas tivemos problema... E preciso de sua ajudar.
— Como? — Indagou aflito.
— E sobre Milo! — Kanon explicou detalhadamente para o menor sobre o que ocorreu, e a nova situação de seu irmão.
Disse sobre a perseguição do rei Afrodite, e que estavam sem saída, e claro o plano de levar Kamus a Milo, e fazê-lo ouvir. Os dois acabaram conversando e arrumaram um plano para que pudessem levar o imperador e garantir a segurança dos gêmeos.
Nada era certo, contudo acima dos riscos, precisavam fazer algo, pois a vida daqueles que eram importantes dependia disso.
Continua...
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