Casualty Of Love

10 Capítulo 10


Notas iniciais
Boa leitura!!

Milo mantinha sua cabeça baixa perante aquele homem. Achou que iria conseguir fugir dias de Kamus, mas engano seu, logo pela manhã o jovem fora levado até o aposento do mesmo.


Um frio corria pela sua espinha. Ele estava com medo, cansado e sem saber como agir.


— Porque desprezou meu presente? — Kamus indagou logo após longos minutos de silêncio.


— Não o fiz senhor! — Milo mantinha o tom baixo e não encarava o outro.


— Como não o fizera? — O imperador não estava gostando da forma que o seu escravo estava algo não lhe agradava mais. — Sabe quanto custou àquelas joias? Sabe quantas famílias seriam alimentadas com aquilo?


— Desculpe senhor. — Milo finalmente encarava Kamus. — Para mim seu presente não passara de uma bandeja fria com pedras sem o menor valor aos meus olhos, para mim apenas significou permitir salvar meu amigo, logo não encarei aquilo como uma afronta.


— Confesse! — Kamus se aproximou do outro o puxando para si, sentiu o corpo de Milo tremer ao seu toque. — Shun eis seu amante, não?!


Kamus não queria assumir, mas havia um pouco de ciúmes em sua voz. Como aquele menino poderia considerar uma pessoa melhor presente que uma bandeja de joias? Aquilo não fazia sentido para si.


— Como? — Milo por um momento se esquecera de aonde tava e rira com gosto, Sun e ele, nunca – Desculpe imperador, mas as chances de Shun e eu sermos amantes e a mesma que a terra explodir.


— Então porque tanta devoção a ele?! Eh? O que ele tem que tanto te agrada? — O ruivo não entendia. Realmente desde que o loirinho chegou tratava de enfrentá-lo ou recusa-se permanentemente.


— Porque Shun é o mais próximo que tenho de família, Alteza! Não sei se você me entende, porém da onde vim, não louvamos ninguém, não temos deus, e joias são coisas raras e que não fazem parte das pessoas que ali vive. Logo só o que sobrou para me apegar são os sentimentos e na pessoa que amo, e a um prato quente de comida, no entanto não dei sorte, e meus pais me trocaram por um prato de comida ou por menos que isso. — Milo tinha lágrimas escorrendo pelos seus olhos, não queria se mostra fraco perante o outro, contudo o jovem não havia reparado naquilo. — Contudo Shun é meu melhor amigo e o prezo...


Milo não pode terminar sua frase, pois os lábios do imperador estavam pressionando os seus de uma forma cálida e carinhosa, o loirinho por um momento sentiu seus joelhos fraquejarem, aquele beijo não se parecia nada com a pessoa que lhe dava.


O carinho, atenção, e o cuidado naqueles lábios em nenhum momento se pareciam com o temido imperador.


Milo suspirou em meio ao beijo. Sua mente mergulhava em uma nevoa espessa, onde qualquer preocupação ou medo não existia. Seus braços rodearam o pescoço do imperador no exato momento que este agarrou suas coxas roliças e o suspendeu.


O loiro rodeou suas pernas na cintura de Kamus, e sua boca abriu permitindo que o beijo fosse aprofundado. Ele gemeu sentido uma sensação nova toma contar de si.


Os dedos longos de Milo embrenharam entre os fios vermelhos e lisos. Moveu seu corpo de maneira que permitiu que sua ereção esfregasse contra o abdômen definido do imperador.


Lentamente Kamus moveu sem aparta o beijo. Quando ele depositou o corpo belo de Milo sobre o leito, apartaram o beijo.


Os lábios de Milo encontravam rubros e inchados. Seu peito subia e descia conforme sua respiração afoita.


— Eu não...


— Não seja contra! Eu o desejo tanto... Com loucura, que considero se não tê-lo irei surtar. — Kamus disse dando beijos no pescoço de Milo ao que suas mãos vagavam pelo corpo de pele bronzeada.


As unhas curtas arranharam a pele das coxas, deixando fios vermelhos, causando arrepio no loirinho, que arqueou as costas da cama.


— Não quero ser usado como um qualquer... Um mero prostituto, que quando você enjoa vendera... — Milo disse com voz trêmula, mas convicto em ser sincero. Não podia nega o quanto se sentia bem nos braços daquele homem.


— O que deseja? Diga-me que farei! O quero mais que meros segundos... E duvido que enjoe de ti. Peça-me é o darei. — O imperador ditou ao que abriu o colete bordado em ouro que cobria o dorso de Milo, e quando teve acesso à carne quente, tomou com avidez em sua boca um dos mamilos, passando a mama nele como um bebê afoito por leite materno.


— Ahha... Não quero ser uma pessoa de muitos, apenas um... Mesmo vivendo na pobreza... — Gemeu jogando a cabeça para trás. — Eu sonhava em casar... Para sempre... — Ele gritou quando os dentes de Kamus cravaram em seu mamilo. Seu corpo reagia de maneira avassaladora aos toques do imperador.


— Então o realizarei seu sonho! Se deseja ser o único, casar e ter uma família lhe darei como prova de meu interesse por você. — Kamus disse ao que desceu pelo corpo de Milo até que sua boca apossou do túrgido falo pedinte do loirinho, depois de se livrar da calça de tecido leve dele.


Milo foi incapaz de responde qualquer coisa a sugestão de Kamus. Sua mente se tornou branca e o prazer sublime passou de si.


A única coisa que ele era capaz de realiza era contorce e geme diante daquela boca habilidosa que o sugava com loucura.


— Ahaha... Merda... — Milo gritou jogando sua cabeça para trás e se arrepiando diante do prazer descomunal que afligia seu corpo. Seu gozo imundo a boca do imperador, e este sem regalias tomara tudo avidamente. Milo tinha um gosto de vinho misturado à pitada de sal, cairia facilmente viciado nele.


Kamus continuou a suga o falo agora Milo até que nenhum resíduo de gozo era presente nele. Ele estalo a boca ao que cobriu o corpo do menor com o seu. Antes que Milo sequer despertasse de seu torpor, tomou os lábios deliciosos se perdendo em um beijo carregado.


Quando Milo acordou para realidade, afastou sutilmente o ruivo, e arfando o encarou.


— O que disse? E verdade? — Parecia incerto e sonhando. Não era crente ao que ouvira, se o imperador dissera a verdade ou falara aquilo no valor do momento.


— Sobre ser o único? Torná-lo meu consorte real? Sou o imperador soberano, posso fazer aquilo que deseja. — Kamus disse tocando com encanto o dourados cachos de Milo.


— E serei o único? Chega de harém? De se deita com vários? — Milo parecia incerto. Para ele tudo semelhava a um sonho.


— Se for capaz de suprir por si só todo meu apetite sexual, sim! — Kamus ditou puxando uma das pernas do menor alojando-a contra seu quadril ao que esfregou sua ereção dura – confinada na calça – contra o baixo-ventre do menor.


— Ahh... Se for fiel... — Milo choramingou.


Suas palavras, a maneira como ele olhou para Kamus, era mais do que o imperador poderia resistir e, de repente, sem qualquer pensamento realmente consciente, cruzei a curta distância entre eles, puxou Milo para seus braços e reivindicando a boca dele com desespero.


Os braços do ruivo em torno de Milo eram como o céu. Fazia o corpo do loiro derrete.


Milo choramingava por um contato maior, para que as roupas do imperador desaparecessem, e prontamente foi atendido por Kamus, que sem cuidado descartou suas roupas, deixando que suas peles se tocassem.


Foi uma sensação maravilhosa. Beijar Milo era inebriante para Kamus, como nunca antes, até mesmo não chegava nem perto de sua esposa falecida.


Precisando de mais, precisando de tudo, Kamus deslizou suas mãos por cada pedaço de carne, curva do corpo menor, desenhando... Decorando cada traço de Milo.


Para Milo, o imperador era perfeito. Suave, pele de marfim, músculos definidos, e os mamilos mais perfeitos que ele já viu:


Ele era o seu sonho.


Sem palavras, o trouxe de volta para meus braços, beijando-o novamente, saboreando a sensação de seus lábios macios produzindo sob o seu. Ansiando por tudo que Kamus poderia lhe concede.


Ambos estavam famintos, mesmo que propriamente não admitissem em palavras. As mãos tatearam os corpos alheios... Beijos carregados de paixão e excitação eram trocados.


Qualquer vestígio remanescente de lógica saiu pela janela. Estavam ambos controlados pela necessidade e desejo. Os sussurros e gemidos misturavam-se em perfeita harmonia, e sem presa, seus corpos chegaram ao prazer perfeito.


Cada pequeno segundo foi aproveitado, e quando ambos encontravam saciados corpo e alma, caíram em uma pilha suada, e foram levados para a terra dos sonhos.


–oo0oo-


— Saga? — Shiryu tinha a voz trêmula.


Sabia reconhecer os passos felinos do mesmo, contudo a pessoa estava parada na porta sem fazer movimento algum. Após o ataque de Shura, o jovem cego não se sentira tão seguro assim naquela fortaleça.


Na noite passada fora perturbador dormi com o choro de Mu no outro quarto, não que o jovem estivesse sendo chato, pelo contrário estava preocupado com o mesmo. Pena que não havia reconhecido o quarto e suas passagens para pode ir consolar o amigo.


— Saga? — Novamente perguntou, afinal ainda não tivera sua resposta.


— Porque sinto que está com medo de mim? — A voz de Saga soou pelo quarto à medida que entrava nele com passos leves.


— Por que tens essa dedução? — Shiryu estava nervoso, nunca sabia como agir com o mesmo no quarto sós. Seus dedos trataram de brincar com a coberta fofa.


— Porque não tem mais o rosto erguido. Não pega mais na minha mão, e seu rosto não tem mais um sorriso quando suspeita que seja eu na porta! — Saga se sentara na cama, segurando as mãos de Shiryu.


— Desculpa! Mas não entendo o que o senhor estar falando! — O mais novo recuou as mãos! Nunca ligou para sua cegueira antes, mas agora ansiava pode ver as reais reações do seu salvador.


Ele não entendia de onde vinha seu medo repentino. Ele mesmo sabia que Saga e Kanon eram diferentes, contudo para quem não consegue ver, palavras e passos ou até mesmo respiração quer dizer muita coisa.


— Shiryu! — A voz de Saga estava mais séria, tinha um tom magoado. — Se queria tanto sair desse quarto porque não pediu a mim?


— Qual o problema da gente ter ido dar uma volta? Porque Kanon tinha que machucá-lo. Mu é bom! Ele não merece isso. — Shiryu tinha lágrimas de revolta no rosto, injustiça da vida ele entendia bem, sofria muito quando via um ato desses.


— Meu pequeno! Diferente de você, Mu é um prisioneiro. Se ele quisesse dar uma volta, tinha que falar conosco. Sei que isso não é legal que não e a vida mais justa, só que essa foi uma forma de sobrevivência. — Saga tinha uma mão no rosto de Shiryu sabia que o mesmo não ia enxergar, porem amava o rosto do outro, sua pele.


— Mas o que não me conformo e que Kanon gosta dele, e faz isso como ele? Isso é gostar? Sabe! Não conheço nada aqui, porém sei o que é ser prisioneiro, e a forma como ele trata Mu não é nada parecido. Então porque machucá-lo? Eu não entendo.


— Meu pequeno, isso é uma história muito longa. Mas acho que entendo um pouco Kanon. No momento em que vi que não estava presta a matar todo que aparecesse na minha frente. Quando vocês voltaram, do nada ainda, nos contam uma mentira acho que o sangue de Kanon ferveu de mais.


— Mais ele não deveria ter batido em Mu! Nada justifica uma agressão!


— E vocês não deveriam ter mentido, seja por bem ou por mal!


— Nos... Não mentimos. — Shiryu tirou seu rosto do toque de Saga. Sabia que não estava convencendo o mesmo, mas mesmo assim não conseguia falar a verdade no momento.


— Shiryu...! — Saga tinha um olhar preocupado para com o outro pena que o mesmo não possa ver.


— Não… Não... Eu e Mu fomos apenas dar uma volta nos perdemos, quando voltamos vocês poucos segundos depois apareceram, e só! — Shiryu mantinha seu rosto abaixado com seus cabelos negros correndo para esconder seu rosto.


— Não sei o que ocorreu, contudo não gosto de mentiras, dessa vez deixarei passar, mas espero que não minta mais para mim. Gosto muito de você Shiryu.


— Por quê? — A voz de Shiryu sairá fraca.


— Como?


— Porque você cuida de mim? Porque se preocupa? Sou um cego que não tem onde cair morto...


As falas de Shiryu morreram ali, seus lábios foram cobertos pelo do mais velho, de uma forma possessiva e ao mesmo tempo doce. O menor nunca havia sido beijado antes, e Saga fora uma grande experiência.


Quando os lábios se separaram Shiryu não sabia o que falar, logos os dois concordaram simultaneamente a voltarem a se beijar.


Estava tudo bem ali, se não fosse por alguém com um olhar ciumento na porta espionando o momento doce do casal.


Alheios ao olhar que carregava puro ódio, os dois desfrutavam do beijo, e quando Saga abandonou a suculenta boca de Shiryu.


Seus dedos acariciando a terna face, e seu corpo sentaram mais perto do menor.


— Saboroso! — Saga estava encantador com o moreno. Além da voz, personalidade era o sabor que o extasiara.


— Eu... Não sou qualquer um que você pode usar... Ou tocar quando queira. — Shiryu disse timidamente. Não podia negar. Aquele fora seu primeiro beijo, e o mesmo fora mais perfeito do que imaginou em toda sua vida como seria.


— Não estou brincando com você. Não sei ao certo o que sinto, mas tenho certeza que o quero... — Saga disse deslizando seu nariz contra pele do pescoço do menor, exalando seu perfume de lavanda. — Tudo em mim o desejo como nunca antes... Quero marcá-lo como meu para sempre...


Shiryu não podia ver as expressões que Saga fazia, porém sentia em seu tom de voz e vibrações de seu corpo que dizia a verdade.


O incerto lhe dava medo. Saga era bem mais velho que si, além de ser um criminoso, todavia acima disso seu coração ansiava por ele.


— Não sei... Tenho medo... Nunca estive... — Suas bochechas coraram fortemente, receio parece tolo diante do outro, ao dizer que era um virgem.


— Por você esperarei o tempo que precisar, mas deixo claro que serei honrado em ser seu primeiro e único. — Saga disse tocando a face de Shiryu. Roubou mais um rápido beijo dos doces lábios, antes de levantar. Tinha que sair um pouco e espairece.


Quando Shiryu sentiu que estava sozinho voltou a deitar na cama. Seus dedos dedilharam seus próprios lábios, e suspirou ao recorda do beijo, que ainda parecia tão presente. Um sorriso cálido tomou sua face, aquilo tinha sido um paraíso.


Queria ir conta para Mu, todavia as duas portas que davam acesso ao quarto que o outro achava estavam trancadas. Só torcia que ele estivesse bem.


–oo0oo-


Ele andava apressado pelos corredores. Esbarrava nas pessoas em seu caminho sem ligar ou pedir desculpas. Seu coração estava ferido e a raiva montava sua alma. Sua mente girava em tudo que tinha se doado ou vivido. Sabia que nunca tinha formalizado nada ou declarado compromisso, todavia ver o que era seu sendo roubado trouxe amargura.


Quando chegou a seu quarto jogou-se sobre a cama. Gritou em agonia, no entanto deixou que o travesseiro abafasse seu rugido feroz. Aquilo não ficaria assim, não seria ridicularizado por ninguém.


— Maldito cego... Maldito Acólito... Vão pagar... Acham que são melhores estão enganados. — O homem bradou em fúria. Não iria ficar ali chorando. Não! Iria agir. Mostraria para aquele príncipe e forasteiro quem mandava ali, e que não poderiam simplesmente chegar e roubarem aquilo que era dele.


Continua...