Casualty Of Love
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Ele achava encostado na fria parede de pedra. Seus olhos estavam direcionados a minúscula janela que tinha no ambiente. Ele era o único acesso ao mundo lá fora. Por ela tinha noção se era dia ou noite.
As crianças não tinham ido ver ele aquele dia. E pelo o que elas falaram, era hoje que seria negociada sua libertação, talvez esse fosse o motivo. Rezava para que Kamus fosse piedoso e desejasse salvá-lo. Não queria ficar mais ali, se sentido um prisioneiro.
Perdido em seus pensamentos não atentou para os sons de passos que aproximava de seu cárcere. Assustou-se quando ouviu a porta sendo aberta, e a voz raivosa dita.
— Seu imperador achar que somos um bando de primitivos e sem escrúpulos! Então darei isso a ele.
Mu tremeu diante da raiva que brilhava nos olhos azuis de Kanon. O bandido parecia totalmente transtornado.
— O que? Kamus não quis me resgata? — Indagou em um tom tão sofrido. A ideia que não era importante para ninguém, nem mesmo para seu único parente, era como um punhal cravado em seu coração.
— Bando de nojentos. Acham que por que não estamos nadando em dinheiro não somos pessoas, ou inteligentes? — retrucou ignorando a pergunta do menor.
Tentou se soltar, mas sem sucesso, se viu sendo arrastado pelo calabouço até atingir a superfície daquela fortaleza. Suas vistas doeram devido à claridade. Tanto tempo naquele lugar escuro, contribuiu para isso.
Quando pode enxergar coerente novamente, pode ver os olhos dos aldeões da fortaleza do crime sobre si. Alguns cochichavam, outros pareciam penalizados com seu possível destino, mas tinham aqueles que pareciam felizes e ansiosos por seu castigo.
— Não... Solte-me... Eu não fiz nada! — Bradou angustiado. Há três dias estava naquele inferno. Sem banho ou uma confortável cama para dormir. Os únicos alimentos e água que recebia eram as crianças que levavam quando iam vê-lo, e contava histórias para elas.
Não que tivesse uma vida regada a luxo no monastério, porém tinha o mínimo para viver com decência e conforto, ali era tratado pior que um escravo.
— Calado! — Kanon disse em fúria. Todos em seu caminho saiam rapidamente temendo. Ele sabia que o gêmeo Kanon poderia ser o mais brincalhão e complacente, mas quando se achava furioso se sobressaia ao gênio do irmão ou qualquer outro bandido ali. Julgava que até o próprio Imperador que tinha o apelo de demônio do gelo.
Mu viu sendo puxado para dentro de um castelo medieval, de paredes de pedras. Foi puxado por um lance de escadas, até que uma porta de grosseira madeira foi aberta e com tudo foi jogado para dentro do recinto.
Considerou que fosse algum outro calabouço ou prisão, mas ao reparar melhor viu-se em um quarto. O mesmo era espaçoso e rústico. Não detinha muitos moveis ou a elegância de um dos aposentos do castelo de seu reino, mas era superior aos do monastério.
No centro tinha uma grande cama dossel com lençóis vermelhos e brancos. O cortinado de renda fina que desciam ocultando quem deitasse naquele leito. Em uma das paredes tinha uma tapeçaria que representava alguma guerra gloriosa, e abaixo dela um móvel que sustentava sobre si duas belas espadas orientais.
Em outro ponto do quarto tinha uma espécime de altar, e em seu centro um buraco que deduziu ser uma banheira de mármore, que caberia no mínimo seis pessoas deitadas.
Havia outros moveis, mas não pode reparar neles quando se viu novamente puxado e sem a menor delicadeza jogada sobre a cama.
O jovem príncipe apoiou-se nos cotovelos e encarou o loiro a sua frente. Este parecia um predador feroz e implacável. Sem cuidado Kanon passou a retirar as peças de roupas que cobriam seu corpo. Primeiramente retirou as botas, e depois os acessórios de couro que faziam parte da proteção de seu corpo, como: luva, cinto e colete, até que por fim livrou-se da blusa vitoriana de cor branca.
Mu estremeceu quando seus olhos verdes inocentes caíram sobre aquele peitoral definido e másculo. Tirando seu próprio corpo jamais tinha visto qualquer outra pessoa nua... Mãos e rostos não contavam...
Levou suas delicadas mãos aos seus olhos os tampando, ao que moveu para trás tentando fugir, todavia uma mão segurou seu pequeno pé, e o puxou para o centro da cama.
— O que pensa que está fazendo? Isso é sacrilégio. Sou um sacerdote consagrado para servir aos deuses... Não pode me tocar com suas mãos inundas. — Disse tremendo ao que seu coração pulsava forte diante do medo e nervosismos.
— Não me faça rir! Como se vocês da realeza entendessem de pureza. Tudo que tocam fica pobre. — Kanon disse dando uma sarcástica gargalhada. Suas mãos direcionaram ao menor, sem cuidado, pelejava se livrar do Sari dele, ao que seu corpo cobriu o frágil menor, e sua boca passou a marca de saborear o sabor da pele alva e sedosa.
— Não... Largue-me... Pare... — Mu gritou em meio seu desespero. Suas mãos saíram de seus olhos, e inutilmente tentava empurrar o corpo maior de cima de si. Sensação estranha o cobria enquanto aquela boca passeava por seu pescoço e ombros, e as calejadas mãos rasgavam suas vestes.
— Não se faça de difícil! Aposto que naquele templo vocês monge ficam fornicando. Abra essas pernas e me deixe saciar seu corpo nobre. — Disse maliciosamente ao que jogou o tecido inutilizado longe, e suas mãos pode experimenta o quanto aquela pele de pêssego era macia.
Dos olhos verdes e assustados lágrimas brotavam em abundância. Seu coração doía ao pensa que todo cuidado em se protege e guardasse estava sendo negligenciadas por aquelas mãos criminosas.
Mu a muito deixou que os sonhos de ter uma família, ser amado morreram por que abdicou sua vida para o sacerdócio. Criado desde sua terna idade em um monastério havia “experiências” do mundo que jamais chegou aos seus olhos ou conhecimento... Sabia que casais se relacionavam intimamente, contudo nem sabia por que meio isso acontecia... Ou qual a sensação que teria.
Algo que nunca pensou em experimenta, e era manchado por mãos cheias de raiva e ódio... Sem cuidado ou sentimentos.
Isso fez seu coração sangra e uma dor apossar de si. Ignorando os toques daquele homem que desde que conhecera só sabia destratá-lo e irritar, deixou-se afundar em um abismo de tristeza e decepção.
Foi quando os toques pararam... A boca deixou sua pele e o peso sobre si abrandou.
Mãos foram as suas e tiraram de sua face, e olhos cheios de culpa e preocupação encararam o oceano verde no lugar de suas íris.
— E tão terrível assim meus toques? Tens tanto nojo por não ser um nobre como você? — A voz de Kanon carregava tristeza em um misto de raiva.
— Seu grande idiota... Eu nunca liguei para posição social ou algo assim. A minha vida toda decidiram as coisas por mim... E mesmo que tudo fossem guiados pelos outros a única coisa que era minha é meu corpo... — Disse em choro com a face rubra. — Você me sequestrar... Tratar-me como um lixo e ainda achar que devo sorrir quando tenta tomar meu bem precioso? Eu te odeio não por que eis um ladrão ou pobre... E sim por que tudo que tocar fica sujo... Não tem respeito com nada... — Seu corpo balançava conforme seus soluços. Era coberto por vergonha e medo.
Kanon ficou com as mãos suspensas enquanto encarava aquele príncipe. As palavras dele eram carregadas de tristezas, mas coragem... Não havia mentiras ou atuação nelas... Podia ver o quanto eram verdadeiras.
Sentiu-se o mais vil dos homens, um monstro, ao tocar naquele se angelical e tão puro. Estava tão bem estampando a inocência no menor...
Kanon saiu de cima de Mu, e passou a vestir suas roupas encarando o menor que tremia e chorava incansavelmente.
— Não sou o monstro que achas que sou! — Disse em tom baixo. — Aproveite sua nova prisão! — Kanon ditou ao que virou sobre seus pés e saiu do recinto, garantindo que a porta achasse trancada.
Deixou para trás um jovem que chorava e tremia. Quando o choro finalmente cessou, Mu caiu no sono, sem cobri sua nudez. Achava cansado e abatido, nada mais importava naquele momento. Sua integridade tinha sido corrompida, sua alma partida, mesmo que seu corpo tivesse sido salvo.
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— Entre! — Uma voz fina, que quase lembrava a de uma mulher, falou.
Assim um guerreiro entrou com sua expressão sempre dura no cômodo de tons pastel com detalhes em azul claro, mas regado de ouro e pedras brilhastes.
— Senhor! — O guerreiro se ajoelhou diante da presença daquele ser, ao longe escutara a porta batendo e assim levantou.
— Até quando vai continuar com esse teatro Matheus?
A voz quase feminina soara novamente, saindo da varanda, apareceu um homem de estrutura delicada, seus cabelos loiros e lisos balançavam como a mais delicada seda, e neles estava presa uma rosa branca. Seus olhos azuis rodeados por cílios longos, só o ajudavam a ter uma aparência mais andrógena.
Aquela figura tão bela era o rei de Astoria. Este cuja ganância o fez declarar guerra contra o mesmo avia declarado guerra a o reino de Tranaden, tudo por que o temido imperador negou ao seu pedido de noivado. Entretanto para o rei Afrodite, Kamus não era seu real objetivo, e sim as suas riquezas naturais, por de baixo daquela neve.
Kamus que não era tolo. Havia entendido o real motivo de Afrodite. Seu império prospera justo por causa de sua coragem, inteligência e astucia, jamais cairia em um golpe do vaidoso rei de Astoria.
— Sabe que não posso fazer isso Afrodite! — Matheus mais conhecido como Máscara da morte, era um dos guerreiros mais temido de todos, além de ter grande poder econômico, detinha consigo fortes guerreiro.
Seu maior ponto fraco era aquele ser em sua frente, que havia dominado seu coração, porém Máscara não era estúpido em saber que tudo não passava de um grande jogo de interesses entre os dois.
— Então?! — Afrodite incentivou sentando em sua cama de proporções grandes.
— Descobrimos que o imperador Kamus não se vendeu para os grandes bandidos, agora os dois lados estão em conflitos.
— Será que se oferecermos o dobro que aviam pedido ao imperador, eles nos entregam o príncipe? — Afrodite questionou pensando consigo mesmo, mordendo o lábio inferior com a ideia.
— Talvez sim! — Máscara se aproximava do outro e deitou ao lado dele na cama, dando beijos na coxa nua.
— Acho que temos que comemorar. — Afrodite sem esperar uma resposta do outro começava a tirar suas vestes.
— Sim acho que devemos. — Máscara agora já estava com seu corpo bruto e muito bem trabalhado por cima daquele delicado, sem gentileza tomou os lábios do ser menor, e assim uma noite ardente no reino de Astoria começou.
Os dois sabiam no que estavam se metendo e gostavam daquela sensação de fingir estarem no poder do outro, afinal duas pessoas gananciosas combinam.
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— Ai! — Milo estava tonto.
Seu corpo todo estava dolorido pelo trabalho forçado. Seus pulsos estavam inchados de tanta louça que lavara. Provavelmente tudo que fizera no mínimo era feito por um grupo de cinco pessoas.
Havia limpado até o sol raiar. Seu antebraço ferido achava sujo de sangue, e seus lábios cortados tal como roxo no rosto. Sabia que estava nojento, mas estava tão cansado que nem foi para o banho.
Não queria aquilo. Queria ir para casa, seja onde isso fosse nunca mais queria olhar na cara de Kamus. Estava certo que iria levar outra punição por falar algo que não o agradasse ou por não abrir suas pernas para ele.
— Coisinha! Realmente tenho que te agradecer com sua palhaçada e o imperador lhe punir. Ele ficou tão relaxado depois disso, que tive uma ótima noite. — Jabu falou chamando a atenção de todos que estavam no quarto, com isso a de Milo também. — Olhem! — Jabu mostrou o cordão fino de ouro com um pingente redondo cravejado com varias pedras brilhante.
Todos os jovens do harém foram olhar a bela joia que Jabu mostrava com orgulho.
Milo nunca teve entendimento dessas coisas, para si o que valia apena era a liberdade, afinal seu mundo não era tão amplo assim, naqueles momentos era até bom que não fosse.
— Para mim isso mais está com cara de coleira! — Milo falou levantando da cama, pelo menos aquilo era melhor que o chão duro de sua casa.
— Está com inveja!
Um jovem que Milo jurava nunca ter o visto ali falou antes de Jabu.
— Será?! Nunca tive nada disso, e do lugar que venho é tão, mas tão fim do mundo, que quase nunca via pessoas com esse tipo de joia, e quando via eram pessoas que mereciam pelo seu trabalho. Agora se abrir as pernas para alguém e um trabalho muito justo, talvez você mereça.
Milo falou tudo de costas para o grupo. Alguns riam da cara de revoltado que Jabu fez, outros achavam Milo um sem noção, todos tinham uma opinião. Mas Milo não se importava com nenhuma.
— Gostei de você. — Um rapaz bem vestido, mas que o normal, acompanhava Milo ao banheiro.
— Quem é você?! — Aquele tinha certeza de nunca o ter visto ali.
O jovem tinha cabelos loiros, uma bela roupa, a pele bem cuidada e joia pelo corpo, mas nada exagerado. Com certeza não era do harém.
— Hyoga! Sou cunhado do Imperador Kamus. — O jovem falou tranquilamente e Milo parou para encarar seriamente o outro.
— Aquele cara é casado e ainda tem um Harém? — Milo deu mais atenção aquele fato do que a pessoa a sua frente.
— Meu irmão morrera há algum tempo já, como não tenho outra família Kamus me criou logo ele é viúvo. — Hyoga ria da indignação do outro.
Havia escutado os boatos e estava ali para ver a verdade, e a cada hora se surpreendia com Milo, desde suas belas palavras para com Jabu.
— Duplamente meus pêsames. — Milo falou sério. — Tenho irmãos, e sei como são eles não estarem mais por perto, e o outro e por ter que viver com aquele Imperador Pinguim!
— Acho que e por essas e outra que acabou lavando a louça ontem! — Hyoga ditou ainda com um sorriso no rosto, aquele jovem era bem animado.
— Não! Acho que foi a facada voadora. — Milo ditou pensativo.
— Como?
— Nada! Hyoga foi um prazer falar com você, mas estou fedendo e gostaria de tomar um banho. Será que o senhor poderia se retirar?! — Milo era sincero. Até fora com a cara do cunhado real, porém precisava muito de um banho.
— Espero hoje à noite não te ver lavando a louça novamente.
Hyoga saiu a passos calmos, deixando um Milo cansado para trás. Após se encontrar sozinho o loiro começou a retirar suas poucas vestes que tinha, e assim afundou na piscina da sala de banho.
Outra das boas coisas de estar ali. Com calma escolheu um dos sais e tomou um banho, que para si nunca havia tomado. O pequeno não sabia quanto tempo havia ficado ali, mas quando sairá estava renovado.
Quando voltou para o quarto já estava com o almoço servido e tratou de comer bem. Estava fraco nos últimos dias pós só pensava em fugir, porém vira que seu plano não havia sido muito bem realizado, tinha que formulá-lo melhor.
— Milo quer ajuda? — Marin perguntou chegando perto do jovem e apontando para o ferimento em seu braço.
— Por favor! — O mesmo havia esquecido daquilo, contudo coçava e estava novamente sangrando.
Passou a tarde conversando com a jovem, contando como foi pego e o que fez para piorar seu castigo. Os dois acabaram rindo. Aos poucos havia um grupo ao redor dos mesmos, nos quais se divertiam.
Mas logo a noite chegou e todos sabia o que aquilo significava, para alguns era bom, como Jabu, para outros era ruim como para Milo, mas sempre quando o sol caia a tensão naquele quarto subia.
A porta se abrira e para a surpresa de todos quem aparecera ali não fora um dos guardas reais, como sempre acontecia. E sim o grande e frio imperador.
No mesmo momento todos se curvaram para a figura imponente, menos Milo, ele não entendia muito bem aquilo.
Com um sorriso de lado e um sinal com a mão para todos levantarem, Kamus foi em direção a Milo, o puxando pelo antebraço machucado, o levando consigo.
— Não quero brincadeirinhas hoje! — O imperador falou frio e autoritário, saindo com o mesmo dos aposentos.
Milo tinha um mau pressentimento para aquela noite, e como ele tinha.
Continua...
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