Notas iniciais
Pessoal... Somos gratas pelos comentários... Ficamos felizes por termos recebido tantos em tão pouco tempo... Em homenagem a vocês estamos postando em menos tempo o próximo cap.
Quanto a capa... Apesar de ser do Game of trono... A fic não é diretamente interligada, na verdade eu (Hannah) não vi esse seriado ou livro... Apesar de parece muito Show...
Gostei mesmo da imagem e consideramos que encaixa na fic, pois passar em uma época mais antiga, de um universo paralelo... Com magias, reis...
Obrigada por lerem e espero que curtam.
Boa leitura!!

Quando a porta foi aberta ao seu lado, Mu colocou a lamina na direção da mesma. Estava tremendo, se não fosse o cocheiro ou alguém da escolta estaria ferrado, bem ferrado!



— Pelo amor de deus, abaixe isso se não quer morrer. — Uma voz grossa soou o que fez o temor de Mu aumentar.


Os olhos verdes arregalaram, mas logo voltara a estreitarem. Cautelosamente ele olhou em voltar e se viu cercado por vários homens, e aquele que deveria leva-lo ao reino do primo, achava desacordado e amarrado.


— Monstro! Eles são pessoas de bem, os matou a troco do que? Devia se arrepende de seus pecados e seguir o caminho do bem! — Disse ainda apontado a espada para seu atacante.


— Largue de ser escandaloso e minado! Eles estão apenas tirando um cochilo! — O loiro alto de músculos definidos e olhar sarcástico disse ao que tomou sem esforço alguma a espada da mão de Mu. — Pelos seus, nem uma espada ele sabe segurar! — Zombou fazendo todos os seus homens rirem ruidosamente, e isso embaraçou o garoto de pele acetinada e vivos olhos verdes.


Irritou-se internamente, mas também se recriminou por isso. Seria um monge, e a paciência era essencial, algo que sempre tinha, pois era muito difícil algo o tirar do sério, pelo visto aquele bandido conseguia facilmente. Aproveitando que eles estavam muito ocupados caçoando de si, ele se afastou lentamente do que parecia ser o líder, e estando uns passos distantes, virou sobre os pés e começou a correr para dentro da floresta.


— Ele tem coragem! — O líder dos bandidos disse, mas sem se mover e ir atrás do menor, parecia quere ver até onde ele iria.


Não olhou para trás. Levantou a barra de seu Sari e embrenhou em meio ao bosque de pinheiros. Sabia que não tinha uma imensa habilidade para correr, afinal foi criado dentro de um monastério sempre rezando ou cumprindo tarefas domésticas. Sua habilidade era cuidar das crianças, ler ou cozinha para seus irmãos de templo, não fugir de bandidos.


Não demorou em que sua respiração ficasse afoita, e seu estômago doesse. Parou encostando-se a uma árvore em meros segundos e voltou a correr. Contudo, seu pé enganchou em uma raiz de árvore exposta, com tudo fora ao chão. Suas mãos e joelhos ralaram. Queria chorar, no entanto tinha que se forte, uma coisa que sabia que não era.


— Nada mal para um príncipe mimado! — Aquela voz soou novamente perto de si. Ao olhar para cima viu aquele homem com o sorriso zombado. Ele realmente parecia se divertir com seu sofrimento.


— Não sou um príncipe, e sim um sacerdote do Deus Alani! — Mu rebateu ao que levantava do chão. Se fosse ser morto ali, manteria sua dignidade, se é que teria ela.


— Uhh... E nascido de um rei, não importa se estava enfiado dentro de um templo, eis um príncipe... Parece uma menina... — Disse levantando a mão para tocar a face do jovem. Mu afastou, porém não pode impedir que o véu fosse tirado de sua face, e seu rosto mostrado ao seu algoz. — E muito bonito!


— Não sou mulher! — Bradou com raiva. Do canto de seus olhos lágrimas surgiam. Não sabia se elas eram de medo, raiva ou decepção. Foi treinado para manter a calma em todas as situações, sempre a voz suave, contudo aquele se desprezível a sua frente minava todo o conhecimento e treinamento de anos tão rápido.


— Chega de papo! Cansei da brincadeira. — Disse puxando Mu sem esforço alguma. Tirou o que pareciam cordas de sua cintura, e tratou de amarrar bem apertado as mãos do menor, para puxá-lo de voltar à estrada.


— Não tenho nada de valor, por que me quer? Por favor, se em ti há alguma devoção aos deuses, me solte! Só quero fazer o meu caminho.


— Seus deuses não são nada para mim! Eu faço minhas próprias regras. Você tem sim, muito valor para nós. Garantir fortuna. Fará o rei nos respeitar e quem saber um pouco de diversão! — Disse tocando a face de Mu, e depois o levou de voltar à estrada.


Mu calou-se! Sua situação já não era boa, se continuasse a falar iria piorar, mesmo que desejasse desafiar aquele bandido. Não demorou e os homens montaram seus cavalos, e seu líder fizera o mesmo, só que colocara o refém em sua garupa, justo em sua frente.


Eles logo tomaram a estrada.


Um sentia o galopa do cavalo, e isso era incômodo, não era acostumado aquilo. Por céus! Ele nunca tinha encontrado bandidos em sua vida, pego em uma espada ou andado a cavalo – nem que fosse à garupa – em apenas um dia tinha vivenciado coisas que jamais fez.


Sabia! Era para ter permanecido dentro dos muros do monastério, mas Shion tinha que insistir que ele precisava conhecer o mundo a fora, agora estava naquela ridícula situação.


Ele tentou! Podia jurar que buscou manter sua boca fechada. Porem não era segredo, ao menos para os monges, que Mu amava falar, ainda mais quando estava nervoso. Sempre teve problemas nos castigos com isso ou na meditação, pois devia manter a boca fechada e não conseguia.


— Para onde está me levando? Não podia ao menos ter pegado a carruagem, isso aqui e incômodo! — Após algumas horas naquilo sua bunda doía. — Qual seu nome? Tenho que saber, já que precisarei falar para meu primo o nome do homem que ele dever punir pelos crimes. Oh céus! Aposto que nem de criancinhas tem pena. Ei! Já ouviu falar de banho? Você fede.


— Porra! Cala a boca. — O loiro gritou. Agora não tinha mais o sorriso sarcástico, ele estava começando a ficar com dor de cabeça com tanto falatório.


— Chefe, não aguenta essa. — Seiya um dos membros do grupo disse rindo, mas parou ao ver a expressão assassina de um dos líderes do bando. Aqueles eram Alcapaz, o bando de ladrões e assassinos mais perigosos do continente. Temidos por muitos, mas pelo visto, não pelo monge.


— Chefe! Tinha que ser sempre tem lideres sem cérebro? Por isso que é uma organização falida, fadado ao fracasso.


— Não vejo falida aqui, afinal tivemos muito sucesso ao ter pegado a princesinha... Como tirar doce de criança! — O loiro disse tentando vence o outro naquelas ofensas.


— Não sou mulher! — Bradou irado. — Uhh! Pelos deuses, são monges, homens de paz e não de armar... Foi crueldade de sua parte.


— Cala a boca dele Kanon! — Aioria disse. Este era o que poderia considerar um general, pois sempre estava junto com os dois lideres no planejamento dos planos.


— Ah! Então é Kanon! Nome estranho. Sua mãe tinha nome melhorzinho não? Ou você criou depois que passou a fazer parte do mundo do crime? Não, se for aconselho arrumar um melhor...


— Ah não dar mais! — Gritou quando parou seu cavalo. Tirou um lenço da bolsa que estava na garupa do seu alazão, e amarrou na boca do jovem de fios lilases, e garantiu que ele não falasse mais um “a”. — Agora terei paz nos meus ouvidos! E um tagarela igual uma mulherzinha. Não me espanta que os monges quisessem livra-se de você. — Disse voltando a andarem.


Ouvir aquilo fez o semblante de Mu ficar triste. Por anos sentia-se tão solitário e desprezado. Para seu pai não era mais que uma decepção – fraco para seu rei – sua mãe o viu como meio de apaziguar os próprios pecados, o oferecendo como promessa... Os monges eram gentis, mas cada um muito concentrado em seu próprio caminho. Nunca foi querido por ninguém, não o viam mais que um objeto de alcançar seus próprios benefícios, o que era para aqueles bandidos.


O resto da viagem foi realizado sem mais problemas. Os bandidos conversam banalidade entre si, e Mu acabou dormindo diante do próprio silêncio forçado.


–oo0oo-


— Nossa! Ele é tão novo! — Uma voz baixa falou perto de si!


— E ele tem que cabelos loiros. — Outra voz falou um pouco mais distante.


— Eca! Ele não esta nem um pouco cuidado! — Dessa vez foi uma voz seguido por uma cutucada.


Aos poucos os olhos azuis de Milo foram se abrindo, havia desmaiado de sono após sua venda, contudo isso ainda não estava limpo em sua mente. Aos poucos foi se levantando do local macio que se encontrava deitado.


Os grandes olhos percorreram todo o local, era um grande quarto, grande mesmo, onde havia várias camas, almofadas em diversos locais, pequenas mesas com frutas, e o ambiente era agradável. Milo nunca na vida tinha entrado em um local tão maravilhoso.


— Olá! Qual é o seu nome? — Uma jovem de cabelos ruivos acobreados indagou chegando perto de si.


— Mi... Milo! Onde estou? — O jovem de madeixas loiras e pele bronzeada indagaram seriamente.


O local era belo, entretanto não acreditava que havia ido para o paraíso.


Milo reparara que deveria no mínimo ter umas quinze pessoas naquela sala, o mais curioso de tudo ele era o único loiro lá.


— Você está no castelo pequeno. — A menina continuava falando. — Agora é a mais nova aquisição do rei!


— “A” o que? — Milo realmente não havia entendido o que a moça tinha falado, não tinha tido muita instrução quando criança.


— Ela quis dizer que você é o mais novo puto do rei! — Um jovem ao longe disse grosseiramente.


— Jabu calado. — A menina que falou, mudou o tom de voz em um simples momento. — Não liga para ele! Está com raiva que toda vez que chega mais alguém diminui para ele uma noite com o rei, logo uma noite a menos de regalias.


— Noite com o rei?! Se é isso que ele está preocupado, evitarei essas noites. — Milo falou sério, entretanto havia entendido o teor das palavras da jovem, sabia o que ocorria ali.


— Não seja estúpido! Ele já pagou por você, e o rei sempre possui o que paga. Você será a comida da noite. Acabei de saber que o primo do rei foi sequestrado, tenho pena de ti! — Jabu falou rindo com escárnio saindo do campo de visão de Milo.


— Não ligue para ele! Temos que te arrumar, o rei já está no jantar! — A jovem falou séria levantando Milo da cama.


— Hã?! Eu não vou! — Milo tirou seu braço das mãos dela.


— Não piore as coisas! Nosso rei é bom, porém não e um dos melhores com pessoas não obedientes as regras. — A jovem tinha um pesar na voz.


— Sim, ele pode ter o que quiser. No entanto estou no menu de hoje à noite!


— Milo, sei que é difícil no primeiro dia é, mas pense assim, ele se satisfazendo logo, você voltará para cá, e simplesmente acaba. Porque se você não o agradar, o rei não te expulsara do castelo, só mudará seus afazeres.


— Já disse que não. — Milo não queria escutar. Era virgem. E não iria perdê-la sendo um prostituto para um rei.


Sua família não ensinara o amor pelo rei, logo Milo não sentia o pesar de um rei sobre suas costas. Para o jovem escravo, o rei era só mais uma pessoa com muito dinheiro e poder, era ingênuo sim, porém isso era uma de suas qualidades ou talvez seu pior defeito.


Milo reparou que todos olhavam para sua pessoa e cochichavam algo. Odiava aquilo. O que custa falar o que pensavam na cara das pessoas? Se você já não gosta dela, por que se preocupar com o que ela iria pensar de você.


Quando o loirinho virara por lado um balde d'água gelada foi jogado em seu rosto.


— Vá para o banho! Não queremos problemas por causa de um menino mimado, e, por favor, se limpe e penteie o que chama de cabelo. Eis nojento e fede a estrume de cavalo. — Jabu deixou a jarra de lado e foi se reunir ao grupo que olhava para Milo e tinha um sorriso de escárnio.


— Acho que agora, pelo menos o banho vai ter que tomar. — A jovem sorria e indicava o caminho para Milo que a seguia com um bico no rosto. — A propósito meu nome é Marin!


Os dois entraram juntos no banheiro onde havia dois jovens já esperando para prepará-lo para o rei.


— Por que eles estão olhando para mim? — Milo indagou com medo.


— Eles vão te arrumar para o rei.


— Acho que vou ficar fedendo a alguma coisa de cavalo. — Milo falou virando para sair do banheiro, contudo dois guardas apareceram ali o impedindo.


— Jabu deve ter falado que você não queria servir ao rei, e melhor agora não resistir e aproveitar. — Marin falou séria. Tinha visto vários jovens como Milo que não respeitavam nada, e nem na cama do rei chegava, eram mortos antes.


Milo foi jogado na grande banheira, que mais parecia uma piscina, com roupa e tudo, os dois jovens que já estava ali, começaram a despir o menor que estava tonto com tudo.


Iria resistir, porém um deles começou a massagear seus pés calejados e o outro a lavar seu cabelo. Aquilo era tão bom que Milo não queria fugir, logo se deixou levar pela boa sensação que nunca na via havia sentido.


Duas horas havia se passado, Milo tentou fugir pelo menos mais cinco vezes, contudo o pequeno sempre era pego antes de sair do grande quarto.


Agora estava sendo arrastado para os aposentos do rei.


Milo estava totalmente constrangido por sua aparência. Suas unhas estavam pintadas de preto, assim como seus olhos tinham uma leve passada de lápis. Seus cabelos limpos estavam trançados desde a raiz até a ponta, aonde havia um enfeite de ouro. Seu peito estava nu e exposto, apenas por alguns cordões de ouro também. Não tinha sapatos apenas tornozeleiras. Trajava um tipo de saia, que cobria suas partes íntimas, mas era leve e pequena não ajudava o menor com o constrangimento.


O jovem escravo estava muito belo, talvez o mais belo de todas as aquisições do rei até aquele dia. Milo não sabia, mas todos os guardas pelo qual ele passava davam uma olhada discreta ou não para sua bunda empinada, que dava para ter um pequeno gosto por causa da pequena saia.


Milo foi arrastado até a sala do quarto do rei, era um grande corredor onde foi deixado, jogado para ser mais franca, a grande porta de madeira com mais de dois metros foi fechada em suas costas causando um cala frio mortífero em Milo.


Não sabia muito do rei e ele temia justamente isso, sabia que aquilo não ia da certo, contudo não queria morrer antes de estar mais uma vez com os irmãos.


Milo ficou andando de um lado para o outro que nem uma barata tonta, hiperativa que sempre fora. Até que a segunda porta daquela sala de espera resolveu se abrir, Milo prendera a respiração, tinha que ter um plano B.


Continua...