Castellum de maleficis
1 Capítulo 1 - O Pesadelo das 3:00
Notas iniciais
É sempre o mesmo pesadelo, às 3:00 da manhã o despertador em formato de erlenmeyer toca, sem mais nem porquê, não acordo, acho que teria feito algo que tivesse afetado o meu REM, o sonho começa aí,em um lugar, uma estrada imensa, até onde o meu pequeno campo de visão consegue alcançar, ando em reta, fico observando as perfeitas partículas de pixel que o meu cérebro consegue projetar para fazer aqueles pinheiros de inverno, e a estrada iluminada, pelo acaso, sinto o meu pé molhado," era uma coisa consistentemente tenebrosa" lembro, estava andando em uma estrada de sangue, e quando eu levanto a cabeça, consigo ver uma porta vermelha no fim da escuridão, sem parar para pensar, corro até a porta e giro a maçaneta em formato circular, ela estava molhada de ectoplasma, não reparo muito e entro, o ambiente era fechado, sem nenhuma saída de ar, e nenhuma lâmpada, era apenas um quartinho ( daqueles de hotel de beira e estrada).
– Era daqui que vinha o sangue.- pensei, o chão estava com uma toalha preta forrada e ao redor dela era o sangue, em cima da toalha, tinha um pentagrama desenhado de giz, em cada ponta da estrela maligna, tinha uma vela negra de sete dias acesa, ao lado, tinha uma vasilha preta que continha um amontoado de ópio, cicuta e absinto e uma cabeça de bode bem no meio do pentagrama, eu ando só mais um pouco para eu ver uma coisa horrível, uma coisa que eu pensara que nunca veria no resto de minha vida, eu vejo uma pessoa contorcida, os pés fazem encontro com a cabeça, e as mãos estão torcidas, os dentes dela estão espalhados no meio da enorme poça de sangue, ela está fazendo aquela posição de ginastica acrobática, a ponte.
– me ajuda. — diz em um tom rouco, ela cai, desaba, como um prédio, a respiração ofegante para e ela acaba de quebrar o resto dos pés que parte já estão torcidos.
Olho para trás e vejo uma pessoa de pé, encapuzada e parada, olho para ela.
– Está tudo bem?- pergunto, com um tom de medo, mas ao mesmo tempo querendo ajudá-la, ela simplesmente ela lança uma carta na minha jugular, o coringa e estava escrito de sangue seco: Non commiscearis!
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