Casos e Acasos

18 Casos e Acasos - Capítulo 18


Notas iniciais
Finalmente o capítulo novo, acho que vocês vão gostar hein.. hahaha Obrigada aos comentários de todos, vocês são uns amores e isso só nos incentiva a se dedicar mais na fic. Hoje teremos alguns personagens novos, então aproveitem. E não se esqueçam de ouvir a música enquanto lêem. Beijos e até a próxima.

Fim de noite, Gustavo e Zelena foram se despedir de Regina e Emma.

– Mais uma vez parabéns Rê. — Zelena falou abraçando a amiga. — Você merece tudo e mais um pouco.

– Obrigada Ze. – Falou Regina ainda abraçada com a amiga. Gustavo também parabenizou Regina novamente e agora Zelena voltou sua atenção pra Emma.

– E você loirinha, também está de parabéns por ter organizado uma festa tão incrível. Regina tem sorte de ter você, mas tenho que confessar que fiquei com ciúmes.

– Que isso Ze, você sabe que também te amo. -Abraçou a ruiva e agradeceu pela grande ajuda. Soltou-se do abraço e chamou Gustavo e também agradeceu pelos dias que ele permitiu que ela ficasse no hospital.

Depois desse momento entre os quatro, Zelena e Gustavo foram embora. E em seguida Cora também veio se despedir abraçou a filha. Estava feliz com tudo que ocorreu naquela noite, há tempos não via aquele sorriso enorme no rosto da filha.

E só podia agradecer a loira Swan por isso. Foi ao encontro da Emma, que estava um pouco afastada de Regina naquele momento.

– Ei Emma, já estou indo. – Falou chamando a atenção da loira.

Emma se aproximou da mulher e abraçou com carinho. – Obrigada pela ajuda Cora. Não teria conseguido fazer a Regina vim pra cá sem você. — Surpresa com o ato da menina, Cora correspondeu o abraço e disse:

– Não precisa me agradecer menina, o que você fez pela Regina foi maravilhoso. Essa festa, tudo foi perfeito. Nunca vi Regina com um sorriso tão lindo como vi hoje. E eu que te agradeço por isso, por ter colocado esse sorriso no rosto dela.

Afastou-se e beijou a testa da loira a sua frente.

A festa havia acabado tarde, Regina estava exausta. Mas se sentia bem, feliz. Com certeza foi um dos melhores dias da sua vida. Estava aguardando Emma resolver alguma coisa com o proprietário do salão.

– Pronto tudo resolvido. – Falou a loira sorrindo vindo em sua direção.

– Então vamos, vou te deixar em casa.

Henry estava desmaiado de sono no banco de trás e ambas seguiram o caminho em silêncio, não um silêncio incomodo, mas algo agradável.

Chegaram à frente da casa da loira e quando ela estava saindo do carro Regina a chamou e fez um convite a ela.

– Emma, te prometi uma conversa e vamos ter essa conversa. Como é final de semana, quero que você arrume uma mala pequena e amanhã lá para umas 9 horas passo na sua casa e te pego com o Henry.

Emma de maneira nenhuma pensou em recusar o convite, concordou e perguntou:

– E aonde vamos Senhorita Mills?

Com um sorriso, Regina apenas respondeu:

– Ao meu lugar favorito. — Deu um beijo na bochecha de Emma e seguiu para sua casa.

Emma estava radiante de tão feliz, não imaginou que sua noite fosse terminar daquele jeito.

Quando chegou deu de cara com seu pai e Catherine em um beijo no maior climão. Emma coçou a garganta fazendo barulho anunciando que tinha chegado.

Ao ver a loira os dois se afastaram meio envergonhados. Emma passou pra dentro de casa com um sorriso divertido apenas dando boa noite pro casal.

Uns minutos depois Alexandre entrou e encontrou Emma sentada no sofá esperando ele com um sorriso zombador na cara.

– Finalmente em namorador... Achei que ia ficar ali fora o tempo todo. – Falou rindo da cara de envergonhado do pai.

– Fica quietinha ai menina. – Riu e sentou do lado dela no sofá.

– Então, estava te esperando pra avisar que vou passar esse final de semana fora.

– E vai pra onde?

– Não sei. Regina me convidou pra ir com ela e com Henry esse final de semana e topei. – Falou tentando esconder toda sua euforia sobre aquilo.

– Hum, então quer dizer que você vai passar o final de semana com a Regina é? – Disse com o mesmo tom zombador usado pela mesma a minutos atrás. — Tá tão apaixonada que nem quer saber pra onde ela está te levando. -Ficou rindo da cara da menina até ser atingido por uma almofada.

– Shiu! Nem mais uma palavra.. – Falou rindo. — Vou pro meu quarto dormir, porque amanhã acordo cedo.

Levantou e antes de ir depositou um beijo na bochecha do pai, e quando estava subindo as escadas gritou:

– Veja pelo lado bom, você terá o fim de semana todo com Catherine. – Gargalhou com o silêncio do pai. Sabia que ele tinha ficado sem graça. E enfim subiu pro quarto.

Tratou de arrumar sua mala, colocou o necessário para um final de semana, tomou um banho e foi se deitar imaginando o que a aguardava no dia seguinte.

Já de manhã tanto Regina, quanto Emma estavam cansadas. Foi uma guerra para levantar, Henry a mesma coisa. O menino não queria sair de jeito nenhum da cama.

– Vamos filho, acorde. Teremos um dia cheio hoje. – Regina falou com carinho.

– Mamãe, hoje é sábado. Me deixa dormir mais um pouquinho.

– Hum... E se eu disser que vamos pra nossa casa em Paraty? – Falou com a voz divertida, sabia que o filho amava aquele lugar tanto quanto ela.

– Sério mãe? – Falou ele se espreguiçando, mas já empolgado.

– Sim, meu amor. Tem certeza que ainda quer ficar dormindo?

– Não, já estou acordado. — Disse ele sentando na cama, o que arrancou uma gargalhada de Regina.

– Ok, meu amor. Vai tomar um banho que vamos sair já, já. E Henry... — chamou fazendo o garoto a olhar. — Emma irá com a gente.

O menino olhou pra mãe e abriu um sorriso enorme, e concordou com o que a mãe acabou de falar. Ele adorava Emma e se apegou muito a loira nessas últimas semanas.

Não muito longe daqui, Emma estava morrendo de sono, não dormiu direito, pois ficou ansiosa pelo final de semana. Apesar disso levantou tomou um banho e escolheu por um macacão de short com uma rasteirinha, fez um nó no cabelo e ficou aguardando Regina.

Às 9 horas em ponto, Regina já está na porta casa da Emma.

– E então, vamos? – Perguntou a morena.

– Sim! – Respondeu Emma animada e meio tímida. Ainda não acreditava que estava mesmo indo passar um final de semana com Regina e Henry sabe-se lá onde.

– Então vamos!

Assim que estavam saindo de casa, Regina perguntou:

– Emma, avisou seu pai? Eu deveria ir falar com ele.

– Eu o avisei ontem a noite. Fica tranquila.

– Ok. – Ambas se encaminharam para o carro.

Dentro do carro Emma, nem teve tempo de perguntar para onde estavam indo, porque Henry logo engatou uma conversa com a loira. Depois de um tempo conversando com o menino finalmente ela vira pra Regina e pergunta:

– E então, aonde estamos indo? Já estamos bem longe do centro do Rio.

– Estamos indo pra minha casa em Paraty, Emma.

– Lá é tão legal Emma, tem uma piscina enorme que dá de frente pro mar – Falou

Henry animado do bando de trás. E você tem que conhecer George e Andrea, ela faz um bolo de cenoura incrível. Disse esfregando as mãos como se o bolo estivesse ali na sua frente. Ambas riram do jeito que o menino falou.

– Então não vejo a hora de conhecer Andrea. – Emma falou animada pro menino.

O caminho era longo, e o clima dentro do carro era só alegria. Henry e Emma estavam sempre conversando, horas começavam a cantar ouvindo algumas músicas no rádio.

Regina observava a interação eas vezes se juntando a bagunça e cantando junto com eles.

Depois de 3 horas de viagem, finalmente chegaram. Assim que Emma saiu do carro a única coisa que conseguiu dizer foi. – Uau!

Casa da Regina

A casa era realmente maravilhosa. Emma ficou encantada com a imensidão do lugar. Enquanto Regina tirava as coisas do carro, um casal muito simpático apareceu os cumprimentando.

Andrea e George.

– Andrea, George, bom dia. Deixa-me apresentar. Essa aqui é Emma. Emma, esses são George e Andrea. Eles tomam conta da casa quando não estamos e são praticamente da família.

O casal sorriu carinhosamente para a morena. Depois de todos os cumprimentos, eles entraram em casa. Como Regina havia avisado a eles que chegariam por essa hora, o almoço já estava quase pronto.

– Henry, querido, vamos almoçar primeiro, depois você joga.

– Ah mamãe, me deixa almoçar depois. Eu estou sem fome.

– Tudo bem, mas quando eu te chamar novamente, eu quero você comendo. Entendido?

– Sim senhora.

O menino correu escadas acima e Regina ficou sozinha com Emma.

– Emma, vem eu vou te levar ao seu quarto. Você está quase dormindo sentada. – Regina falou de forma divertida.

– Ai, estou quase dormindo mesmo, mas você vai almoçar sozinha?

– Não irei almoçar agora. Te espero acordar.

Ambas sorriram e foram em direção ao quarto. Assim passou a tarde deles. Henry jogando, Emma dormindo e Regina no escritório. Regina só havia se dado conta da hora, quando Andrea foi perguntar o que queriam para o jantar. A senhora disse para ela não se preocupar com Henry, porque ela havia feito um sanduiche pra ele.

Quando Regina subiu de encontro ao Henry, o menino estava dormindo profundamente. Como era fim de tarde ainda, Regina imaginou que ele estaria cansado. Apenas deu um jeito em seu rosto e foi para o quarto de Emma. Para a surpresa de Regina, ela já estava acordada.

– Hey, acho que perdi a hora, né? – Emma perguntou.

– Fica tranquila. Vim ver se você quer dar uma volta. O pôr do sol visto daqui é maravilhoso. – Regina falou.

– Claro. Vamos lá.

Regina havia avisado a Andrea que ela e Emma dariam uma volta. Caso Henry acordasse, era pra falar que elas não iriam demorar.

Regina e Emma foram andando em silêncio pela areia da praia e quando chegou a uma parte que as agradasse, elas sentaram. Ficaram em silêncio por mais algum tempo só admirando a beleza do lugar.

– Nossa primeira conversa foi na praia, você lembra? – Regina perguntou quebrando o silêncio.

– Lembro. Não tem como esquecer aquele dia. – Emma riu nervosamente.

– Naquele dia eu senti que estava mais próxima de você do que deveria.

Emma a olhou.

– Não entendi.

– Emma, quando eu te encontrei na praia aquela vez, mesmo em um momento delicado pra você, parecia que eu não precisava estar em nenhum outro lugar, se não ali, com você.

Parecia que os papeis haviam se invertido. Agora era Regina que mantinha o olhar fixo no mar enquanto falava. Emma deu um meio sorriso e voltou sua atenção para o pôr do sol.

– Eu gosto de você. – A loira falou e agora foi à vez de Regina a olhar.

– É complicado, Emma. Essa situação é muito complicada.

– Em nenhum momento eu disse que não era. Agora basta saber se você quer enfrentar essa situação complicada.

Ambas se olharam.

– Não é simples assim. Eu dou aula na mesma faculdade que você estuda. Sou coordenadora lá. Tenho uma carreira formada. Tenho um filho. Um filho, Emma. Eu não posso simplesmente ignorar isso. Não posso ser egoísta em pensar só em mim e não pensar em como minhas decisões irão afetar o Henry.

– Regina, é capaz de o Henry ser mais inteligente do que nós duas juntas. Eu sei que é uma situação complicada, mas ele só quer te ver feliz.

– Você não entende.

– Não só entendo como passo pela mesma coisa que ele. É claro que é um pouco diferente, mas não deixa de ser semelhante. Você e Daniel são separados. Ele já está com uma outra pessoa e mesmo não gostando dela, Henry não se virou contra Daniel em nenhum momento, porque ele sabe que o pai está feliz. Vocês tem mania de julgar as crianças. Acham que elas não são capazes de compreender certas coisas, mas elas têm uma visão mais ampla do que nós.

Regina permaneceu em silêncio e Emma se aproximou mais dela, se sentando quase colada com Regina.

– O que você me diz? – Emma perguntou.

– Eu tenho medo.

– Medo?

– Sim, Emma. Medo. Medo de não pensar em nada e me entregar completamente e me machucar depois. Você só tem 18 anos. Tá começando a sua vida agora. Sua faculdade. Seu trabalho. E quando você quiser sair com seus amigos? Ir pra balada? Ir pra uma festa na casa de um deles? Eu já passei dessa fase e não quero e nem vou te impedir de fazer esse tipo de coisa, porque faz parte. Faz parte beber até esquecer seu nome. Faz parte terminar um período da faculdade e sair pra comemorar com os amigos. Só seu grupo. Você ainda tem tudo pela frente. E agora, o que você diz, Emma?

A loira havia ficado em silêncio. Realmente não havia pensado por esse lado.

– Só pra constar, eu não gosto de balada. – Emma respondeu fazendo Regina sorrir.

Emma deitou na areia e ficou admirando o céu. Em como daqui a pouco iria anoitecer. Em como as nuvens passeavam pelo céu e faziam formatos de coisas perceptíveis. A loira fechou os olhos e se deixou levar. A brisa do mar. O clima gostoso, apesar da conversa séria que estava tendo. Por uns minutos Emma se esqueceu de tudo ao seu redor, inclusive de Regina e se deixou levar. Várias coisas passavam pela sua cabeça. Sua mãe falando com ela. Seu pai. Seus amigos. Regina...

A morena ficou olhando pra Emma. Como aquela menina havia mexido tanto com Regina? A morena decidiu tentar espairecer também e mais uma vez voltou sua atenção para o mar.

– Uma vez minha mãe me disse que se eu encontrasse alguém que eu realmente gostasse, alguém que fizesse meu coração pular do peito assim que eu a visse, era pra eu lutar com unhas e dentes por essa pessoa porque, talvez, isso só aconteça uma vez nada vida.

Emma voltou sua atenção pra Regina.

– Eu entendo seus medos. Realmente entendo. Não vou tentar tapar o sol com a peneira e dizer que tudo o que você falou não é verdade. Sim, eu só tenho 18 anos. Eu tenho o mundo pela frente, mas o que eu quero que você entenda Regina Mills, é que eu não quero enfrentar esse ‘’tudo’’ sozinha. Não estou falando como uma adolescente boba, que acredita em contos de fadas, porque nós é que fazemos nossa história. Eu quero fazer minha história e quero que você esteja nela. Não estou te pedindo em casamento. Bom, pelo menos não agora. – Emma falou fazendo Regina gargalhar. – Mas estou te pedindo para me dar uma chance, mas principalmente, pra você se dar uma chance. Você precisa tentar ser feliz.

– Você não se importa com o que vão pensar?

Emma riu.

– Regina, isso é o que menos me importa. Pra mim uma sociedade que impõe rótulos em como ser feliz, em como ser ou não certo, não tem o direito de influenciar na minha vida. Um mundo em que se deixa levar pela religião, fazendo disso o mais importante a ponto de matar pessoas com opiniões adversas. Um gay é tratado como uma pessoa doente, que precisa ser tratado. Um negro é visto como sujo. Um travesti é visto como anormal. A mulher como sexo frágil. Essas pessoas, Regina, não sabem da própria vida. Pessoas que agem assim, não tem opinião própria. A massa pra eles é mais importante do que enfrentar todos pra ter sua opinião. Então não, eu não me importo nem um pouco com o que vão pensar.

– Você tem resposta pra tudo, não é mesmo? – Regina perguntou sorrindo.

– E você tem perguntas demais. – Emma também sorriu. – Regina, vamos fazer um trato?

– Que trato?

– Vamos apenas deixar acontecer. Não vamos forçar nada ou tentar impor alguma coisa. Apenas... Vamos ver no que da. Pode ser?

– E se não der certo? – Regina estava receosa demais. Aquilo tudo na visão dela era muito arriscado, então o medo querendo ou não, estava fazendo Regina pensar somente dentro da caixa.

Emma se levantou e estendeu a mão pra ela. Regina aceitou e a olhou confusa.

– Você prefere se arrepender por ter tentado ou ficar se perguntando: E se...?

Regina parou e pensou um pouco, até que viu que não tinha escapatória. Preferiu seguir seu coração e então abraçou Emma. A loira entendeu aquele gesto como uma resposta positiva e a apertou em seus braços.

– Regina, qual era o seu intuito com essa conversa? – Emma perguntou a soltando.

– Sinceramente? Eu não sei. Quando eu te propus essa conversa eu tinha tanta coisa pra falar, mas não consegui falar um terço. Acho que tomaria outro rumo.

– Você queria que tivesse tomado outro rumo? – Emma perguntou entortando a boca. Puro sinal de medo da resposta.

– Pra mim é o suficiente por agora. – Regina sorriu fazendo Emma sorrir.

Elas foram andando e conversando sobre coisas aleatórias, até que sem perceber, chegaram ao fim da praia. Emma subiu em algumas pedras e estendeu a mão para Regina, ajudando-a a subir. Como ficaram sob o mesmo espaço, Emma se posicionou atrás da Regina, a abraçando pela cintura. A morena sorriu com o gesto e entrelaçou suas mãos com a da loira. Emma sabia que Regina estava bastante receosa ainda, então se lembrou de uma de suas músicas favoritas e não pensou duas vezes ao começar a cantar o refrão.

Aqualung — Brighter Than Sunshine

(What a feeling in my soul)

Que sensação em minha alma


(Love burns brighter than sunshine)

Esse amor é mais brilhante que a luz do Sol


(It's brighter than sunshine)

Mais brilhante que a luz do Sol


(Let the rain fall I don't care)

Deixe a chuva cair, eu não me importo.


(I'm yours and suddenly you're mine)

Eu sou seu, e de repente você é minha.


(Suddenly you're mine)

De repente você é minha


(And it's brighter than sunshine)

E é mais brilhante que a luz do Sol

Regina sorriu. Sorriu, porque Emma conseguia fazer com que ela vivenciasse o sentimento que ela julgou que nunca mais sentiria. Assim que terminou de cantar, Emma deu um beijo no ombro da morena, a fazendo se encolher e se acomodar mais ao abraço. Regina então virou o rosto sorrindo. Ambas se encararam e não havia mais por que adiar aquele momento. Regina se virou, saindo do abraço de Emma e ficou de frente a loira, colocando uma mexa do cabelo dela pra trás. Emma fechou os olhos apreciando o toque. A morena então, roçou o nariz com o dela. A beijou no canto da boca e se afastou, mas não por muito tempo. Então finalmente aconteceu. Um gesto que simbolizava que as barreiras de ambas foram derrubadas. O famoso gesto do tal amor verdadeiro. O beijo. Emma a puxou pela cintura e Regina passou os braços pelo pescoço da loira. O beijo se aprofundava cada vez mais, mas nada com pressa. Tudo com muita calma e muito carinho. Regina fazia carinho na nuca da loira e isso só a incentivava. Uma gostosa batalha de línguas, que na verdade parecia mais uma dança. No fim do beijo, as duas se afastaram lentamente e não conseguiam parar de sorrir. Regina se virou novamente, fazendo Emma a abraçar por trás. As duas ficaram observando o sol ir embora e nesse momento, Emma sussurrou novamente um trecho da música que se encaixava perfeitamente naquele momento.

(And it's brighter than sunshine)

E é mais brilhante que a luz do Sol

Regina sorriu, fechando os olhos e agradecendo a esse famoso destino por ter colocado Emma em sua vida.

E assim mais uma página do livro de ambas foi escrita. Uma página com receios, medos, mas acima de tudo, a esperança no amanhã melhor do que hoje prevaleceu. A vida está aí para ser arriscada, vivida e amada. Se Regina fez o certo em ceder a esse sentimento, só o tempo irá dizer, mas uma coisa ela tem absoluta certeza. Não teria outro lugar ou um outro alguém que Regina queria estar naquele momento, a não ser ali, com Emma Swan.