Casos e Acasos

16 Casos e Acasos - Capítulo 16


Notas iniciais
Olha eu de volta. Então, a intenção era postar o capítulo no início da semana, mas vou contar o porquê não pude postar. Vocês lembram que no início eu escrevia a fic com a Cíntia? Então, ela teve um problema e não poderá mais escrever por conta do curto tempo dela agora no início do ano. Eu não iria parar, então iria dar continuidade na fic, mesmo sozinha, até que tive a ideia de convidar minha melhor amiga para escrever comigo. Ela já acompanhava a fic antes, então já está a par e tudo. Ela super topou, então a demora da postagem veio por conta de que tivemos que começar um capítulo do 0. Vocês vão amar, porque ela é super top na escrita. Lá nas notas finais eu colocarei o twitter dela, para que possam xinga-la e ama-la como fazem comigo. hahaha Enfim, era isso. Nós escrevemos esse capítulo com MUITO carinho e esperamos que vocês realmente gostem. Quero ver os comentários sim, porque se não eu não irei aliviar nos castigos e só pra avisar, a Vitória, minha amiga é 3 vezes pior que eu. u.u Não deu pra responder os comentários, mas eu li e amei. Vocês sabem, né? Enfim, boa leitura. Beijoooooooooos

– Mamãe? — Henry bateu na porta do quarto de Regina.

– Pode entrar. — A morena gritou.

Henry entrou meio desajeitado, pois segurava nas mãos uma bandeja com o café da manhã para a mãe.

Assim que Regina o viu, foi imediatamente ajuda-lo com um sorriso no rosto.

– Bom dia meu amor.

– Bom dia, mamãe. Parabéns!

Regina o ajudou a colocar a bandeja em cima da cama. Nela continha frutas, suco, algumas torradas, um sanduíche e uma rosa vermelha.

– Obrigada querido. Você preparou tudo isso? — Ela beijou a cabeça do filho e sorria admirada para a bandeja.

– Sim. Tudo sozinho. Você gostou?

– Eu amei. Vem, toma café comigo.

Eles conversavam e riam, e um tempo depois Regina comentou:

– Estava tudo uma delícia. Agora vai se arrumar que ainda da tempo de te deixar na escola.

Henry na hora tirou o sorriso do rosto.

– Mas mãe...

– Achou que eu havia esquecido, né?

Entre risadas e brincadeiras, Henry foi se arrumar e Regina o deixou na escola. Como era sexta feira, as coisas ficavam mais agitadas, porque de manhã ela ia para a empresa e depois para a faculdade.

Assim que chegou, Regina foi abraçada pela mãe. Depois de muito chamego, Cora a largou. O pai da morena estava viajando e como houve um problema com a passagem, só conseguiria chegar no dia seguinte.

– E então querida, animada? — Cora perguntou.

– Animada pra que?

– Como pra que? Hoje é seu aniversário. Você deve ficar feliz.

– Ah mamãe. Já passei do tempo de ficar animada com aniversários.

– Que seja. Não reserve nada pra noite.

– Mamãe, eu já disse que não quero festa nenhuma.

– E quem disse que eu preparei uma festa? Apenas disse para não reservar nada pra noite. Quero te levar num lugar.

Tecnicamente Cora não estava mentido, já que quem organizou a festa foi Emma.

Já na parte da tarde, a loira falava o tempo todo ao telefone com Henry.

No início da noite, Emma saiu do trabalho e foi para a faculdade. Não que estivesse com cabeça para estudar, mas o plano era todos agirem normalmente. A maioria dos professores da faculdade foram convidados e confirmaram a presença, o que deixou Emma aliviada. Assim que Emma subiu as escadas em direção à sala, Regina vinha em sua direção. Quando ambas se olharam, a tensão se fez presente. Regina planejava passar direto, mas Emma a impediu.

– Regina posso falar....

– Emma, eu estou ocupada agora. — Quando Regina tentou passar, Emma a impediu novamente.

– Eu não vou tomar muito do seu tempo. Só queria lhe entregar isso aqui. — Emma tirou de dentro da mochila uma caixa de veludo preta.

– Feliz aniversário Regina. Eu realmente te desejo tudo de melhor.

Dito isso, Emma entregou a caixa para Regina e seguiu em direção sua sala. Regina havia ficado parada olhando para a caixa. Quando Regina a abriu, a surpresa foi imediata.

Dentro da caixa havia uma corrente de ouro branco, escrito "Mills" e uma coroa em cima. Regina olhou pra trás, mas Emma já não estava mais ali. A morena retirou a corrente da caixa e ficou admirando. Era delicado e lindo. Ela sorriu de lado e continuou seu caminho.

‘’ Emma, vamos repassar tudo só mais uma vez?

Zelena. ‘’

Zelena estava mais nervosa que Emma. Como ela levaria Regina até o locar para se prepararem e encontrarem Cora, a ruiva estava uma pilha de nervos e toda hora mandava mensagens para Emma, para passarem e repassarem o ‘’plano. ’’

– Ai meu Deus. – Emma resmungou e decidiu não responder Zelena. Foi até a sala dos professores de encontro a ela.

– Emma, eu to nervosa! – Zelena afirmou.

– Não precisa ficar nervosa. Você só vai pedir a Regina para te dar uma carona. No meio do caminho você vai se lembrar de que precisar passar num lugar. Do jeito que Regina é, ela vai te levar lá. Assim que chegarem, uma amiga da Cora estará esperando por vocês. O nome dela é Abigail. Ela já sabe de tudo. Cora já vai estar lá também e vai dizer para a Abigail que Regina pode ser a modelo fotográfica que ela procurava para o seu famoso vestido. Como Cora precisava estar arrumada, ela dirá que também experimentou um vestido da realeza. Regina vai espernear, mas vai acabar cedendo. Lá uma equipe de maquiagem e cabelereiros estarão à espera também. Assim que ela terminar tudo, um amigo do meu pai que conhece a Abigail vai chegar lá e dizer para ela que aconteceu algo sério e ela precisa ir com ele. Regina provavelmente vai ficar desesperada, mas vocês vão falar que tem uma ideia para tirar os vestidos. Enquanto Cora leva Regina para o salão, você vai fingir que vai sair, mas vai continuar lá para Abigail e a equipe arrumarem você. Viu, simples.

– Vocês faz parecer fácil. Mas vai dar tempo?

– Mas é fácil. Claro que vai. Já está tudo cronometrado. A festa está marcada para 20h30min. Regina vai chegar lá as. 21h30min, porque ela só vai entrar quando estiver todo mundo no salão. Vocês vão sair daqui 19h45min. Hoje ela só da um tempo de aula. Vocês devem chegar lá 20h10min. É bem perto daqui. Já te expliquei.

– Como você conseguiu isso tudo? – Zelena perguntou curiosa.

– Como assim, isso tudo?

– Ah Emma. O salão. As roupas. Tudo.

– No meio em que eu trabalho você conhece muitas pessoas. É só ser legal, que elas serão legais com você.

– Entendo. Já são 19h30min. Regina já deve estar vindo.

– Ok. Qualquer coisa me liga e pelo amor de Deus, Zelena, fica calma.

– Pode deixar. Vou fazer tudo direitinho, mas e o Henry?

– Pode deixar ele comigo. Vai lá.

Zelena saiu da sala dos professores e Emma saiu alguns minutos depois. No corredor da sua sala ela viu Regina e mais um rapaz conversando. Emma franziu suas sobrancelhas. Quem era esse cara que ela nunca havia visto?

Emma pararia para ver melhor quem é, mas eles estavam vindo em sua direção, então ela tomou o caminho contrário e encontrou Killian, Ruby e Neal.

– Loira, ansiosa? – Killian perguntou.

– Nem tanto. – Emma tentou disfarçar a ansiedade. – Me deixa perguntar. Vocês tem algum professor novo?

– Sim. O Robin. Professor de Economia. Regina o apresentou hoje. – Neal respondeu a pergunta.

– Hum. Eles já se conheciam?

– Emma, como vamos saber? Regina é nossa coordenadora também. Não vamos ficar perguntando a ela esse tipo de coisa. – Neal respondeu.

– Mas então? Vamos ou não nos arrumar? Estamos com o horário curto. Ai Emma, por que você não colocou essa festa pra amanha? – Ruby perguntou impaciente.

– Porque o aniversário dela é hoje e se ficar reclamando muito nem irá entrar.

Enquanto saiam da faculdade, eles foram conversando. Ficaram de se arrumar na casa do Killian. Emma havia combinado com o pai de Henry que ela o buscaria lá, mas Daniel insistiu para que Henry fosse com ele. Daniel também havia sido convidado e disse que com certeza iria. Ele ofereceu carona para a loira, mas ela como ela tinha outros planos, recusou.

Quando saiu da sala dos professores, Zelena deu uma passada ao banheiro para depois voltar a sala novamente. Quando deu 19h40min, Regina havia chegado conversando com Robin.

– Regina, foi um prazer rever você. – Robin a abraçou.

– O prazer foi meu. Até mais, Robin.

O homem saiu da sala e Zelena logo tratou de colocar o ‘’plano’’ em ação.

– Regina, você vai embora agora?

– Vou sim. Por que?

– Eu precisava de uma carona.

– Claro. Vamos indo?

Até agora estava tudo indo bem. Elas já estavam no carro e se aproximando do caminho que Emma explicou pra Zelena.

– Ai merda. Não acredito. – Zelena falou.

– O que houve?

– Eu esqueci que tinha que passar num lugar pra levar o vestido da minha sobrinha. Ela vai me matar amanha.

– Que lugar é esse? Será que da tempo da gente passar lá? – Regina perguntou e Zelena riu mentalmente. Estava acontecendo exatamente como Emma falou que aconteceria.

– Eu não quero incomodar, Regina. Eu tento dar um jeito amanha.

– Ze, você nunca me incomoda. Vai, fala onde é.

Conforme o combinado, Zelena seguiu com o plano e atuou da melhor forma possível, tentando esconder o nervosismo que estava sentindo. Regina nada notou, mudou a rota conforme a amiga pediu. Zelena passou o endereço e Regina seguiu o caminho. Segundo Emma, dali a 10 minutos já estariam no local, então passou uma mensagem para Cora, avisando que já estavam perto.

– Aqui, é aqui. – Zelena falou assim que viu a loja.

– Então vai lá que eu te espero aqui.

– Ah Regina, vamos lá. Não vou entrar sozinha.

– As vezes eu acho que você nasceu grudada em mim. – Regina falou divertida.

Assim que entraram na loja, Regina franziu as sobrancelhas.

– Mamãe? O que você está fazendo aqui e vestida desse jeito?

– Querida, eu que te pergunto o que você faz aqui.

– Vim acompanhar Zelena e estava indo pra casa, porque segundo você não era pra eu reservar nada pra noite.

– Exato. Eu também já estava indo pra lá. Só passei aqui porque minha grande amiga Abigail precisava de alguém para colocar esse vestido. Ele é lindo, né?

– Sim, muito.

Nesse momento Abigail chega e interrompe a conversa das duas.

– Abi, deixa eu te apresentar minha filha Regina.

– É um prazer Regina.

– O prazer é meu.

Abigail deu um meio sorriso, se sentou na cadeira e deu um longo suspiro.

– Abi, está tudo bem? – Cora perguntou.

– Eu não sei. Eu precisava das fotos pra amanha, mas não consegui encontrar ninguém para modelo. É capaz de eu ser demitida, se não aparecer com essas fotos amanha.

Zelena já estava com o vestido que Abigail trouxe.

– Eu acho que tenho a solução para seus problemas. – Cora falou.

– Como assim?

– Você precisa de duas modelos para fazer as fotos da Evil Queen com a mãe, correto?

– Correto.

– A mãe você já tem. – Apontou para si própria. – E sua Evil Queen chegou. — Cora apontou para Regina.

– An? – Regina arregalou os olhos.

– Querida, você ouviu a Abigail. Ela corre o risco de perder o emprego. Ela é uma grande amiga. Ajuda ela nessa.

– Que história é essa de Evil Queen, mamãe?

– Abi, explica.

– Regina, eu trabalho para uma empresa de publicidade. Eles precisam de algumas fotos de alguém vestida de Evil Queen com a mãe dela. É para uma campanha.

– Tá. Deixa-me ver se entendi. Eu seria a Evil Queen?

– Exatamente. Filha, o horário é curto. Diz que você topa.

– Bom, eu não quero ser responsável por alguém perder o emprego, então, faça o que tem que fazer. – Regina jogou as mãos pro alto em forma de rendição.

Zelena soltou a respiração que nem ela sabia que prendia. Cora sorriu largamente e todos começaram a luta contra o tempo. Zelena pegou o celular e mandou uma mensagem para Emma.

‘’ Olha, como o fim do ano se aproxima, você trate de me falar os números da mega sena da virada. Emma aconteceu tudo exatamente como você planejou. Ela já está trocando de roupa. Beijos. ‘’

Emma já estava na casa de Killian quando recebeu a mensagem. Respirou aliviada em saber que estava tudo correndo bem.

– Putz, esqueci algumas coisas em casa. Jones, a gente se encontra lá, ok?

– Ué, não vai sair daqui com a gente? – Ruby perguntou.

– Os detalhes da minha fantasia estão em casa. Saí na correria hoje cedo e esqueci de pegar.

– Fazer o que né Swan. Então a gente se encontra lá.

Emma saiu da casa do Killian e foi andando devagar até um ponto de taxi. A verdade era que Emma não iria à festa. Provavelmente Regina ficaria sabendo que a loira que ajudou a organizar tudo e Emma não queria que Regina se sentisse na obrigação de falar com ela. Apesar de tudo Emma estava feliz. Feliz por estar saindo tudo como planejado.

Na loja da Abigail tudo estava saindo como planejado. Cora e Zelena se divertiam com as caras e bocas de Regina, mas depois já com o vestido, Regina se olhava no espelho admirando aquele lindo vestido, e uma lembrança não muito feliz veio a sua mente e logo tratou de mandá-la embora. Realmente tinha gostado do vestido, ficou perfeito no seu corpo como se tivesse sido feito para a própria. Sem contar o fato de sempre ter amado a personagem da Evil Queen.

VESTIDO DA REGINA

Quando elas se preparavam para as tais fotos, o amigo de Cora chegou.

– Abigail, eu preciso que você venha comigo agora. – O rapaz falou.

– O que? Por que?

– Aconteceu algo grave. Venha por favor.

– Tudo bem. Cora, Regina, me desculpem mesmo. Aqui – Abigail deu um cartão a elas. – Vão para esse endereço que lá eles irão tirar as fotos e ajudar com as roupas depois.

Abigail não esperou por uma resposta e saiu da loja com o rapaz.

– Não me diga que eu tenho que sair daqui assim? – Regina perguntou.

– Vamos logo para não nos atrasarmos. – Cora ignorou a pergunta da filha e saiu arrastando Regina pro carro.

– Vamos, Ze. – Regina chamou por Zelena.

– Vão vocês. Eu vou pegar um taxi ali na frente porque tenho que ir levar esse vestido para minha sobrinha.

Cora e Regina entraram no carro. Óbvio que Cora foi dirigindo. Quando pararam no sinal, ela mandou uma mensagem pra Emma.

‘’ Emma, Regina já está pronta. Como está tudo aí?

Cora. ‘’

Emma estava dentro do taxi quando recebeu a mensagem. Resolveu ligar pra MM para perguntar, já que ela estava no salão.

– Mary, como estão as coisas por aí? – Emma perguntou.

– Emma, já tem muita gente aqui. Cadê você?

– Eu esqueci umas coisas em casa. Vou demorar um pouco para chegar. Regina já está a caminho.

– E Zelena?

– A roupa e a maquiagem dela não vão demorar. Daqui a pouco as duas estão chegando por aí. Vou passar seu número para Cora e assim que ela estiver chegando com Regina, ela vai te ligar. Ok?

– Tudo bem. Ah, a decoração ta linda. Parabéns Emma. Está tudo lindo.

– Não tem que agradecer a mim, Mary. Bom, um beijo.

Emma respondeu a mensagem de Cora e guardou o celular novamente. Mais cedo na hora do almoço da loira, ela havia ido ao salão para ver se estava tudo no esquema. Realmente estava tudo lindo.

Assim que chegou em casa, Emma deu de cara com o pai e uma mulher.

– Emma. O que faz aqui? Você não ia se arrumar no Killian?

– Eu tive que pegar umas coisas. – Emma sorria de lado. Se pai estava envergonhado por ter sido pego no ‘’flagra.’’

– Ah sim. Ér, deixa eu te apresentar. Catherine, essa é minha filha Emma. Emma, essa é a Catherine.

– É um prazer Emma. – A moça loira, com os olhos claros e pele branca havia estendido a mão.

– Prazer Catherine. Bom, eu não quero incomodar, então eu vou subir. Vocês vão pra festa, né?

– Sim. Já estávamos indo. Vai lá pegar as coisas que eu te espero.

Alexandre e a moça que o acompanhavam não estavam fantasiados. No início, quando seu pai falou que iria sem fantasia, a loira reclamou, mas depois entendeu.

– Não, vão indo. Eu vou depois.

– Você não vai, né? – Alexandre perguntou, se aproximando de Emma.

Emma olhou pra baixo, mas o pai segurou seu queixo fazendo Emma olha-lo. A loira pensou que ouviria um monte de coisas, mas o que escutou de seu pai lhe surpreendeu.

– Quer que eu fique com você?

Emma arregalou os olhos.

– Não. De forma alguma. Vão e se divirtam. Eu vou ficar bem vendo ‘’ A família do Bagulho.’’

Emma adorava esse filme e seu humor sempre melhorava quando o assistia.

– Tudo bem. Qualquer coisa, já sabe. Me liga.

– Tudo bem. Catherine, toma conta dele, hein.

A moça sorriu gentilmente. – Pode deixar.

Emma viu que seu pai havia ficado feliz por Emma tentar interagir com Catherine. Claro que isso era um grande passo para ambos, mas aos poucos eles conseguiriam.

Cora havia recebido uma mensagem de Mary avisando que elas já poderiam ir. Surpreendentemente Zelena conseguiu chegar antes que Regina. Claro que Cora dando voltas com a morena ajudou muito.

Assim que chegaram ao salão, Regina estranhou.

– Mamãe, é aqui mesmo? Está tudo escuro. Ah, vamos embora.

– Regina, custa entrar pra ver? Vai que é só lá trás?

– Ta bem. Vai na frente. – Regina pediu.

– Eu não. Ainda sou muito nova pra acontecer algo comigo. – Cora falou com um ar de superioridade, o que fez Regina rir indignada.

– É, eu to muito bem de mãe mesmo.

A morena seguiu em frente e assim que abriu o portão, quase caiu pra trás. Por sorte, Cora estava atrás dela.

Toas as luzes se acenderam e Regina achava que nunca havia visto tanta gente fantasiada na vida. Todos os rostos ali conhecidos, sorrindo e gritando ‘’SURPRESA!’’, deixaram Regina em certo estado de choque.

Até então Regina não havia esboçado nenhuma reação, além do seu estado de surpresa. Os sorrisos deram lugar para a apreensão. Todos ali esperavam de tudo de Regina, mas quando a morena esboçou um tímido sorriso, começaram a gritar novamente e estourar vários blocos de confetes. Regina olhava para tudo admirada. Várias fotos dela espalhada pelo salão. A decoração estava impecável. As mesas muito bem arrumadas.

Henry foi o primeiro a correr para abraçar a mãe. O menino estava lindo, vestido de Peter Pan e Regina sorria largamente agora.

– Mamãe, você gostou?

– É claro que eu gostei. Então quer dizer que o senhor sabia de tudo, né?

– É claro. Eu ajudei Emma a fazer tudo.

Regina estranhou. – Emma?

– Sim. A ideia foi dela.

Eles pararam de falar quando várias pessoas vieram em direção a Regina para cumprimenta-la. Até o Sr. Gold estava presente. Mary Margaret estava de Branca de Neve, o que fez Regina sorrir.

– Iiiiiiiih, espero que hoje a Rainha Má e a Branca de Neve fiquem em paz. – Mary comentou.

– Vou pensar no seu caso. Só não me responsabilizo se meu lado má sobressair e eu te der uma maça envenenada.

Ambas riram.

– Hey Sis....

Regina se virou e encontrou Zelena. Na hora, a morena gargalhou acompanhada da ruiva.

– Então foi tudo um plano? – Regina perguntou.

– Tudo um plano. Emma realmente está de parabéns.

– Foi realmente ideia dela?

– Tudo.

Regina ficou pensativa e logo depois sorriu.

– Cadê ela?

– Já era pra estar aqui, né. Enquanto ela não chega, curta sua festa. Daqui a pouco ela ta aqui.

Regina estava admirada com tudo naquele salão, todos os detalhes. Tudo estava perfeito. Estava radiante diante de tudo aquilo, todos os seus amigos a sua volta, Emma tinha feito uma surpresa incrível, arriscada, mas incrível. – Regina riu com o pensamento.

FOTOS DO SALÃO

Andando pelo salão sendo parabenizada por onde passava, Regina procurava por Emma. Ainda não tinha visto à loira, e queria muito agradecer ela por tudo aquilo e pela linda corrente que ela ficou completamente encantada.

Já meio incomodada com o fato de não ver a loira, Regina avista sua mãe em uma roda com alguns amigos e a chama.

– Eu posso roubar minha mãe de vocês um pouquinho? – Perguntou Regina com um leve sorriso. Recebendo mais algumas felicitações daquele grupo de pessoas, Regina se afasta um pouco e Cora trata de ir falar com a Filha.

– Querida não está tudo maravilhoso? – Perguntou Cora com os olhos brilhando olhando tudo a sua volta.

Assim como a filha, Cora estava radiante, empolgada, encantada com tudo que Emma tinha feito naquele lugar.

– Sim mamãe, está tudo lindo. – Respondeu Regina com um tom meio impaciente. — Quero saber onde está Emma, você sabe onde ela está? Já viu ela?

Só agora Cora se deu conta que ainda não tinha encontrado com a loira, o que era muito estranho.

– Eu não a vi amor, mas vou mandar uma mensagem pra ela e perguntar onde se ela se enfiou! – Cora falou com um tom meio zangado, mas também um pouco preocupado. Emma já deveria ter chegado. – Pensou ela.

Em casa, Emma estava entediada, queria estar na festa, ter visto a reação de Regina ao entrar e ver tudo aquilo, mas ela queria respeitar o espaço da morena, sabia que desde aquele beijo Regina tinha mudado a postura com ela.

Emma foi tirada de seus pensamentos com o toque insistente do seu celular, por não uma, mas várias mensagens de Cora.

‘’Onde você está Emma?

Está tudo bem?

Estão todos aqui. Regina está encantada assim como todo mundo com o que você fez.

Onde você está? ‘’

Emma não pode deixar de dá um sorrisinho bobo com a parte que Regina estava encantada com tudo. Ela gostou da surpresa – Falou rindo pra si e para as paredes.

Apesar da insistência de Cora, Emma não responderia as mensagens. Sabia que Cora não ia entender o porquê dela ficar em casa e que faria de tudo para convencer ela a ir. Desligou o telefone jogou no canto do sofá e seguiu a noite vendo o seu filme.

Na festa Regina era só sorrisos, Zelena se aproximou da amiga falando um pouco alto por causa da música.

– Venha Evil Queen, hoje o seu dia, sua noite. Vamos dançar, até o mundo acabar. – Falou a Bruxa Má do Oeste repedindo a frase da música da Britney que tocava.

Britney Spears — Till The World Ends.

Estava tudo as mil maravilhas. Regina não se divertia assim há muito tempo, ainda mais em sua própria festa. Uma coisa que ela não se dava o luxo de ter desde o ocorrido quando tinha 15 anos.

Aquela música havia acabado, e Regina achando que não podia ficar com um sorriso maior do que já tinha no rosto, viu Henry subindo em uma cadeira pedindo atenção de todos.

Logo a música parou e trataram de dar um microfone pro menino, já com atenção toda voltada pro mesmo, Henry começou a falar.

– Oi gente. – Falou aquele lindo Peter Pan. Arrancando um “annnw” dos que estavam presentes. Regina já não estava se aguentando olhando a cena. Continuou o menino... — Hoje é um dos dias mais importantes pra mim, é o aniversário da minha mãe, ou melhor, da minha mamãe. Por mais que eu já seja um homem. – Falou ele erguendo um pouco o queixo, fazendo todos rirem. — Tudo bem eu chamar você assim hoje na frente de mundo.

Regina estava tentando conter as lágrimas que insistiam em aparecer diante da cena que o filho estava fazendo.

Em meio às risadas dos presentes, Henry encolheu os ombros e prosseguiu um tanto tímido.

– Então mamãe, eu só queria dizer que te amo muito. E sempre vou ser o seu menino. Feliz aniversário. Desceu da cadeira e foi abraçar a mãe, que já estava aos prantos.

Abraçados Regina diz: — Eu também te amo meu amor.

Depois daquela cena, a festa prosseguiu e Regina por mais feliz que estivesse estava sentindo falta da responsável por tudo aquilo.

Andando pelo salão, avistou Alexandre pai de Emma com uma mulher em uma mesa no canto. Aproximou-se dizendo:

– Olá Alexandre.

– Oi Regina. — Levantou e a abraçou. — Parabéns, você está linda. – Disse ele com um sorriso sincero.

– Obrigada. – Sorriu Regina gentilmente.

Logo o Sr. Swan um pouco envergonhado, tratou de apresentar sua acompanhante. Depois de todas as devidas apresentações. Regina foi logo ao ponto.

– Onde está Emma?

Não estava aguentando mais a ausência da loira. Alexandre sabia que Regina perguntaria por Emma, mas não imaginou que fosse ser tão direta, o que deixou ele meio sem graça.

No automático, o Sr. Swan respondeu:

– Eu não sei. – Falou coçando a cabeça.

Regina bufou.

– Como você não sabe? Mora na mesma casa que ela.

Vendo que estava entrando em um terreno perigoso, Alexandre tentou desconversar. Mas Regina estava determinada a o fazer falar de qualquer forma.

Depois de toda aquela pose autoritária de Regina que fica mais enfatizada por causa do vestido de rainha. Alexandre se afastou um pouco da mesa, e chamou Regina para se sentar em dos sofás que estava em uma área mais reservada do salão.

Regina o seguiu sentando ao seu lado. Alexandre respirou fundo e enfim falou.

– Emma ficou em casa Regina. – Falou olhando no fundo dos olhos da morena.

Ao ouvir aquilo Regina ficou sem entender. Como Emma poderia fazer tudo aquilo pra ela e não aparecer?

Alexandre vendo a expressão confusão de Regina, disse como se adivinhasse os pensamentos de Regina.

– Eu sei o que aconteceu entre vocês duas. Emma me contou.

Regina agora ficou nervosa com o fato de ele saber sobre o beijo. Ela não conseguia dizer uma palavra, estava envergonhada e com o coração apertado por causa de Emma.

– Não precisa ficar vermelha Regina. — Disse o senhor a sua frente com um sorriso de lado. — Emma disse que queria respeitar o seu espaço, que as coisas ficaram meio embaçadas entre vocês. Achou que você não fosse gostar da presença dela aqui.

– Como eu poderia não gostar? – Falou com um olhar meio triste olhando tudo em volta deles.

Regina não pensou duas vezes, sabia o que tinha que fazer. Tinha que ver Emma, então se levantou e falou decidida.

– Eu vou até lá. – E quando Regina se encaminhava em direção à saída, sentiu o Sr. Swan, segurar seu pulso. Parou, virou-se e o olhou não entendendo a expressão do senhor a sua frente.

Falou ele com um pouco de pesar:

– Olha Regina, Emma já sofreu muito nessa vida. E não quero que ela se machuque de novo, por favor, não faça nada que não vai levar adiante ou possa se arrepender.

Regina assentiu, e com um sorriso respondeu.

– Eu não vou.

E saindo andando em direção à saída.

Em casa Emma já estava quase adormecendo, quando ouve a campainha tocar. Estranhou, porque já estava tarde para alguém estar na sua porta a essa hora.

Quando abriu a porta, seu coração parou. Só conseguiu dizer:

– Regina.

Notas finais
O user da Vitória. (@VickMillsSwan) Até próximo!