Casos e Acasos

7 Casos e Acasos - Capítulo 7


Notas iniciais
Eae, galera. Então, mais uma vez um MUITO obrigada pelos comentários. Super me divirto e amo cada um deles. Vamos lá. O capítulo de hoje é sem grandes novidades. Apenas um complemente para seguirmos o enredo da história. Eu sei que vocês querem as emoções, os ciúmes, os dramas e afins, confesso que também estou ansiosa, mas não posso logo pular para os finalmentes. Tenho muita coisa em mente para colocar na história e o que não faltará, será fortíssimas emoções. Garanto isso a vocês. Só tenham um pouco mais de paciência. Estou aqui postando hoje, porque não sei quando voltarei novamente, por conta das várias coisas pra fazer. Ainda não respondi os comentários, mas farei isso logo logo, ok? Como eu disse, o capítulo está bem básico, mas espero os comentários. Saibam de eu pego todas as dicas, as críticas. O que pode melhorar e tudo o que vocês comentam e incluo na história. Bom, aproveitem e um grande beijo!!!!!!

– Ei. — Regina falou entrando no quarto. Havia sido informada que Emma estava com o Doutor e esperou por ele sair, para poder entrar no quarto.

– Oi. — Emma sorriu.

Regina se aproximou da cama e ficou de pé ao lado de Emma.

– Que susto você nos deu, hein. Está se sentindo bem?

– Só com um pouco de dor. Eu me lembro de pouca coisa. Só do impacto e depois de tentar ligar pra alguém.

Regina ficou feliz e triste ao mesmo tempo. Feliz por saber que Emma ligaria pra ela, mas triste pela loira não se lembrar.

– Não há nada naquela noite que mereça ser lembrado. Enfim, Henry queria vir te ver.

– Sério? Cadê ele?

– Preferi por mandar ele pra escola, afinal, eu não sabia seu estado.

– Fez bem. Então, em dois dias eu posso sair daqui. Isso significa que estarei recuperada até o dia do jogo.

Emma fez uma cara de sapeca.

– Emma, eu não acredito que você ainda está pensando nesse jogo.

– Regina, por favor. Você não vai negar um pedido pra alguém nunca cama de hospital, né?

Emma tinha que lutar com as armas que tinha e não, não se importava em usar seu estado como desculpa.

– Ah Emma, isso é golpe baixo.

Quando Regina estava falando, Zelena apareceu na porta e entrou no quarto.

– Hey loira, como você está?

Zelena se aproximou e deu um beijo na bochecha de Emma.

– Bem, mas eu só irei ficar melhor quando Regina aceitar meu convite de ir ao Maracanã.

– Quando? No dia do jogo Flamengo e Internacional?

– Sim. Eu já comprei os ingressos, mas ela não quer aceitar. Me ajuda a convencer ela, Ze.

– Mentira que você tem ingressos. Eu também comprei o meu.

Zelena também era torcedora fanática do Flamengo e sempre que podia, ia ao Maracanã.

– Sério? Então vamos todas.

Emma e Zelena ficaram muito animadas e Regina prestava atenção na interação delas falando sobre o time. Realmente era uma coisa muito importante pra elas.

– Regina, você precisa ir. Ou melhor, você vai.

Agora era a vez de Zelena insistir.

– Eu estou perdida com vocês duas.

As três ficaram conversando por mais um tempo, até que tiveram que sair para Mary e Ruby entrarem. Regina falou que voltaria no dia seguinte para levar Emma pra casa.

E assim passou o dia de todos. Sem grandes novidades.

No dia seguinte, Regina apareceu bem cedo no hospital, mas dessa vez, acompanhada por Henry.

– Oi Emma. Como você está? — Henry chegou ao lado da cama que Emma ainda estava e perguntou.

– Eae, garoto. Eu estou bem, e você?

– Estou bem. Minha mãe falou que você vai ficar la em casa, aí a gente pode jogar video-game.

– O que? Eu não vou ficar na sua casa.

Emma fez uma cara confusa.

– Mas é claro que vai. — Dessa vez foi Regina que falou, entrando no quarto.

– Mas é claro que não. Eu posso me virar sozinha.

– Emma, isso não é negociável. Ou melhor, é sim. Ou você fica lá e eu vou ao Maracanã com você e Zelena, ou você fica em casa sozinha e vai ao Maracanã sozinha.

Emma fez uma cara de cachorro de padaria.

– O que? Não. Não acredito que você está fazendo chantagem.

– Bom, é pegar ou largar.

Emma bufou e cruzou os braços. Odiava depender dos outros.

– Tudo bem.

Regina deu um sorrisinho vitorioso.

Elas aguardaram o médico passar para dar a alta, mas antes teve que ouvir todas as recomendações e antes de ir no tal jogo, ela teria que voltar ao hospital.

Elas andaram até o carro. Emma dispensou a cadeira de rodas, porque já se dizia bem para ir andando.

Regina entrou do lado do motorista, Emma no bando do carona e Henry no banco de trás.

– Emma, desmancha esse bico. – Regina falou dando partida no carro.

– Eu não estou fazendo bico. Eu só não gosto de depender de ninguém. Sempre acho que estou dando trabalho.

– Emma, você não vai ficar lá em casa para eu ficar te dando comida na boca. Você vai ficar lá, porque acabou de passar por uma cirurgia e começou a tomar os remédios agora. Você ouviu o que o médico disse. Vai comer como, se não pode fazer muito esforço? Vai passar uma semana comendo pizza? E se os remédios te derem alguma reação?

Emma respirou fundo e descruzou os braços.

– Eu sei que estou sendo infantil. Desculpa. Ultimamente eu tenho sido um porre.

Regina parou no sinal e olhou pra Emma.

– Eu só estou tentando te ajudar.

– Eu sei. Depois do choque de realidade do médico, eu to começando a pensar diferente.

– Choque de realidade? O que ele disse?

– O que eu precisava ouvir.

Emma virou o corpo com uma certa dificuldade e encostou o rosto na janela. Assim que o sinal abriu, Regina deu partida no carro e seguiu em direção a sua casa.

Assim que chegaram, Henry correu pra casa e Regina deu a volta pra ajudar Emma.

– Deixa só eu ir lá em casa buscar algumas roupas. – Emma falou.

– Quer ajuda? – Regina preferiu perguntar. Sabia que Emma precisava de ajuda, mas também saia que Emma era orgulhosa.

Emma olhou pra ela e deu um meio sorriso.

– Quero.

Emma sabia que Regina estava fazendo de tudo para ajuda-la e admirou isso.

Regina acenou com a cabeça e passou o braço de Emma pelo seu pescoço. Foram andando devagar até a casa da loira. Assim que chegaram a porta, Emma pegou a chave no bolso e abriu a porta.

Regina nunca havia entrado na casa da loira e admirou tudo assim que entrou.

– Eu não acho legal você subir escada. Me fala onde fica seu quarto, que eu pego algumas coisas pra você.

Emma acenou com a cabeça e indicou o quarto pra Regina. A loira sentou no sofá e a morena subiu as escadas.

Assim que entrou no quarto de Emma, Regina sorriu. Emma tinha alguns pôsteres de bandas. A cama bem arrumada. Tudo muito bem arrumado. Regina foi em direção ao guarda-roupa e foi tirando algumas roupas.

Depois de pegar tudo, a morena se virou e viu alguns porta retratos em cima de uma cômoda. Um tinha a foto de Emma abraçada com sua mãe. Outra do pai e Emma beijando a barriga já grande da mãe de Emma, por conta da gravidez. Regina admirou as fotos por algum tempo. Eram uma família muito bonita e feliz. Nesse momento o coração de Regina apertou. Nem imaginava o que Emma estava sentindo com tudo que estava acontecendo.

Assim que desceu as escadas, Regina viu Emma sentada no sofá e olhando pra cima.

– Aqui, vê se está bom.

– Confio em você. — Emma falou e sorriu. — Me ajuda aqui.

Emma estendeu a mão para Regina ajuda-la a levantar. Feito isso, Emma parou de frente a Regina e olhou bem no fundo dos olhos dela.

– Eu não sei por onde começar a agradecer. — Regina abriu a boca pra falar algo, mas Emma a interrompeu. — Me deixa continuar.

Regina assentiu com a cabeça.

– Nos últimos meses minha vida virou do avesso e eu não sabia se ainda teria forças pra continuar. Eu me vi perdida. Apesar de tantos amigos, eu me vi sozinha. Recebi todo o apoio e amor deles, mas não me sentia completa, sabe? Eu me vi fora do prumo. Fora dos trilhos, como se nada mais daria certo e eu pedi a Deus uma luz. Achei que ele não estivesse escutado, mas daí você apareceu.

Emma sorriu e Regina também.

– Eu não acredito em destino, mas você ter aparecido no pior momento da minha vida, me faz refletir sobre isso. Graças a você, Regina, eu pude sentir a minha força voltando e eu serei eternamente grata a você por isso.

Regina se aproximou mais e abraçou Emma. Não foi um abraço malicioso ou com qualquer tipo de segundas intenções. Foi um abraço de agradecimento e cumplicidade.

– Saiba que eu sempre estarei aqui por você e pra você.

Regina falou e ambas saíram de lá em direção a casa da morena.

Emma foi acomodada no quarto de hóspedes, ao lado do quarto de Henry.

– Henry, vai tomar banho que daqui a pouco eu vou servir o almoço.

O garoto assentiu e subiu. Regina foi até o quarto que Emma estava para ver se ela precisava de algo, mas a loira já estava dormindo. O remédio já estava fazendo efeito. Regina então saiu e foi terminar o almoço.

A tarde passou sem mais novidades e Zelena, Ruby e Mary ficaram de passar na casa no dia seguinte para visitar Emma.

Quando já estava no fim de noite, Regina pôs Henry na cama e assim que estava saindo do quarto, ouviu Emma resmungar de alguma coisa. Seguiu então para o quarto da loira para ver se precisava de ajuda.

Emma estava sentada na cama só de sutiã e estava tentando tirar a roupa para tomar banho.

– Emma, posso entrar?

Regina bateu no quarto e Emma respondeu que sim.

– Está precisando de algo?

A loira não respondeu. Emma estava sentada de costas pra Regina e estava com a cabeça baixa.

– Emma, tudo bem?

Regina se aproximou e sentou ao lado de Emma.

– Eu não consigo tirar minha roupa

Emma tinha certa dificuldade porque o local da cirurgia ainda doía. Regina sabia que estava sendo difícil pra Emma assumir isso. Sempre fora acostumada a fazer tudo sozinha e depender da ajuda de alguém para tirar a própria roupa, era difícil.

Regina agachou de frente a Emma, levantou o queixo dela e sorriu. Desabotoou o short de Emma com calma.

– Se apoie nos meus ombros.

Emma se apoiou nos ombros da morena e se levantou.

Regina desceu o short de Emma com calma. Não pode deixar de admirar o corpo esbelto que Emma tinha. Pegou uma perna de Emma e a levantou, para tirar uma parte do short e fez a mesma coisa com a outra.

A loira estava ali, somente de calcinha e sutiã. Tinha um curativo no local da cirurgia. Regina tirou o curativo com calma, delicadeza e ficou totalmente de pé.

Emma olhava fixamente para a parede. Estava constrangida e com raiva de si mesma por não conseguir tirar a própria roupa.

– Se vire.

Emma obedeceu e as mãos de Regina foram em direção ao feixe do sutiã branco que a loira usava. Ela o tirou e Emma continuou de costas pra ela. Regina sabia que ela estava constrangida e fez o possível para amenizar a situação constrangedora.

Pegou um lençol que estava na cama e o enrolou levemente no corpo de Emma e fez com que a loira se virasse pra ela novamente. Regina se abaixou novamente e levantou um pouco o lençol, fazendo com que suas mãos fossem para a parte lateral da calcinha de Emma, a descendo.

Emma estava com o corpo coberto pelo lençol e agradeceu mentalmente Regina por ter feito aquilo.

– Eu vou encher a banheira e você tome um banho com calma. Assim que acabar, me chame. Eu estarei aqui.

Regina foi lá e fez exatamente o que falou. Colocou tudo que Emma precisava para o banho ao lado da banheira. Emma não estava totalmente impossibilitada, mas fazer grandes esforços estava fora de cogitação. Guiou Emma até a banheira e ajudou a loira entrar.

– Eu vou molhar o lençol. – Emma falou constrangida, antes de abaixar e sentar na banheira.

– Não se preocupe. – Regina falou despreocupando Emma e foi em direção a porta, mas Emma a chamou.

– Obrigada.

Regina apenas assentiu com a cabeça, saiu do quarto e sentou na cama, esperando Emma a chamar no final do banho.

Notas finais
E então? Me digam tudo!