Casos e Acasos

31 Casos e Acasos - Capítulo 31


Notas iniciais
Olha quem apareceu com capítulo novo pra vocês. Demoramos um século eu sei, mas o importante é que o capítulo tá ai. E vocês devem agradecer muito a autora Ju Barcelos aka @lanaehgostosa no twitter, pois ela falou que só atualizaria a fic dela (Love Happens) caso eu atualizasse Casos e Acasos e aqui estou eu. Enfim, se preparem pra montanha russa de emoções e vejo vocês nas notas finais. Uma observação: a parte que tem a música é como se fosse a mãe da Emma "falando" com ela.

Quando eu cheguei em casa, ao fechar a porta eu me deparo com a cena que fez com que todos os muros que levantei durante o dia caíssem, meu pai estava sentado no sofá secando suas lágrimas e eu entendia ele, pois eu estava me sentindo da mesma forma.

Eu tentei não pensar nela quando estava com Gustavo e Regina, mas quando o Henry veio com aquele papo de namorado para a Regina, tudo que eu quis foi correr para os braços da minha mãe. As pessoas não sabem, mas por baixo dessa menina que todas julgam madura, está uma criança assustada.

Corri em direção ao meu pai que me acolheu em seus braços e ali choramos juntos a perda que mudou toda nossa vida.

— Ela está cuidando de nós Emma, eu sei que está. – Meu pai falou beijando minha testa e me apertando mais no abraço.

Ficamos assim bastante tempo, depois que ambos já estávamos mais calmos, meu pai foi pro quarto e eu segui para o jardim de casa.

Lembrei-me de quando Regina me fez escolher uma estrela, a estrela que representaria minha mãe. Olhei para o céu e a encontrei lá, a mais brilhante de todas.

Adele — Remedy

So desperate to find a way out of my world and finally breath

Tão desesperado para encontrar uma maneira de sair do meu mundo e finalmente, respirar


Right before my eyes I saw, my heart it came to life

Bem diante dos meus olhos eu vi, meu coração veio à vida


This ain't easy it's not meant to be

Isso não é fácil, não é para ser


Every story has it's scars

Toda história tem suas cicatrizes

Me sentei encostada na parede, olhando para aquela estrela e de alguma forma eu podia realmente sentir que minha mãe estava ali comigo.

— Mãe eu sinto tanto a sua falta, eu sei que você pode ver isso, mas eu preciso falar, preciso por isso pra fora. Eu não tive tempo de dizer o quanto eu te amo antes de você ir, eu queria ter demonstrado mais isso, queria ter te abraçado mais, te beijado mais, ah se eu soubesse que tudo isso iria acontecer... Aproveitaria cada momento ao seu lado mãe.

When the pain cuts you deep

Quando a dor corta-lo profundamente

When the night keeps you from sleeping
Quando a noite o impede de dormir

Just look and you will see
Basta olhar e você vai ver

That I will be your remedy
Que eu vou ser o seu remédio

When the world seems so cruel
Quando o mundo parece tão cruel

And your heart makes you feel like a fool
E seu coração fazer você se sentir como um tolo

I promise you will see
eu prometo que você vai ver

That I will be, I will be your remedy
Que eu estarei, eu serei o seu remédio

— Eu me sinto tão perdida sem você aqui. Esse ano foi o mais difícil de toda a minha vida, me senti órfã do amor de vocês, eu não sei como aguentei tudo até agora. Acho que ficou mais fácil depois que Regina entrou na minha vida, mas vendo a situação que estamos agora eu não sei mais o que fazer.

Eu a amo, eu sei que ela me ama, mas eu não sei lidar com toda a bagunça que minha vida está e ela não merece ter alguém que não sabe lidar consigo mesmo. E tem o Henry, ele é só uma criança, ainda não entende e eu nunca faria Regina escolher entre nós dois. Eu não sei o que fazer mãe. – As lágrimas tomaram conta de mim de novo, meu coração doía dentro do peito e eu me permiti chorar. Chorar todos os choros que eu tenho segurado, desde a morte da minha mãe e minha irmã, do meu pai saindo de casa, do meu relacionamento com Regina. Dizer todas essas palavras em voz alta me fez ver toda dor que eu tenho carregado comigo e eu não consigo mais ter tudo isso dentro de mim. Eu quero respirar mãe, preciso respirar.

No river is too wide or too deep for me to swim to you

Nenhum rio é muito largo ou muito profundo para eu nadar até você

Come whenever I'll be the shelter that won't let the rain come throug

Venha quando eu vou ser o abrigo que não deixa a chuva passar

Your love, it is my truth
Seu amor, é a minha verdade

And I will always love you
E eu sempre vou te amar

Love you, love you
te amo, te amo

Nesse momento Emma sentiu um vento forte passar por ela, ela sentia como se estivesse sendo tocada, ela soube que a mãe dela a ouviu e ela sorriu. Ela sentiu um alívio que há muito tempo não sentia, um alívio que só sua mãe lhe dava. Ela olhou para o lado no chão e encontrou uma pena branca que o vento lhe trouxe. Emma olhou aquilo como um sinal de esperança, que as coisas iriam se ajeitar, que algo iria acontecer. Ela olhou para o céu mais uma vez e sorriu.

— Eu te amo mãe.

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Uma lágrima solitária caiu no rosto de Regina enquanto ela via a sobra da Emma sumir no fim da rua. Não foi assim que ela imaginou o fim da sua noite, ela queria que o dia fosse especial ao lado da mulher que ela ama, mas a vida fez um jogo com ela hoje. Ela ficou em uma situação complicada entre os dois maiores amores da vida dela e acabou magoando os dois de certa forma.

— REGINA! — Seus pensamentos foram interrompidos com Cora aflita chamando-a. – O que houve mãe?

— Seu pai, uma mulher que trabalha com ele acabou de ligar, ela disse que seu pai está no hospital. – Cora falou em um fôlego só.

— Que mulher mãe? Como assim? Qual hospital? – Regina apesar das diferenças com o pai em relação a sua mãe, ela o ama muito é impossível não se importar.

Cora não conseguiu responder quem era a mulher que ligou, nem onde Henry se encontrava o nervosismo a impediu de capturar esses detalhes, então Regina ligou pra um amigo que trabalha com o pai dela pra saber o que houve.

August informou Regina que o seu pai estava em Atlanta no Grady Memorial Hospital, ele disse que seria bom ela ir pra lá, pois a saúde de Henry estava debilitada.

Regina ligou para a companhia aérea e comprou três passagens para o dia 29, segunda-feira, que foi o único dia disponível para compra de passagens. Ela ficara informada, mas pelo menos teria alguns dias até a viagem e poderia arrumar as malas e conversaria com a Emma.

Pensar em Emma fez Regina suspirar, já tinha toda essa situação que se formou hoje entre ela e Henry e agora ela teria que viajar e sabe-se Deus quanto tempo iria ficar fora.

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Manhã de Natal, Emma acorda se sentindo leve. Depois da “conversa” que teve com sua mãe na madrugada ela estava com o peito cheio de vida, de esperança. Desceu as escadas e encontrou seu pai sentado no sofá vendo as notícias na TV.

— Bom dia pai! — Ela falou indo em direção ao seu coroa e depositando um beijo em sua cabeça.

— Bom dia! — Alexandre estranhou a animação de Emma ainda mais depois de ver como ambos ficaram emotivos ontem, embora ele também esteja se sentindo mais aliviado. — Parece que alguém está de bom humor. – Ele completou depois do seu devaneio.

— É. Acho que sim. – Emma respondeu indo pra cozinha para fazer seu café da manhã. Feito tudo ela pegou umas correspondências que estavam no balcão e foi se sentar com o pai.

— Então, ontem você acabou saindo com a Regina. – Alexandre comentou querendo saber como foi a noite de Emma.

— E você com a Catherine. – Emma levantou uma sobrancelha e deu um empurrãozinho com no ombro do pai.

Desde que Alexandre voltou da reabilitação e começou seu relacionamento com Catherine e Emma com Regina, ambos ficavam nessa de tentar desviar do assunto jogando pra cima do outro. Ana que era responsável de ter essas conversas, mas agora eles estavam aprendendo juntos a ter uma nova relação e apesar de “fugirem” amavam esses momentos entre eles.

— No tempo que estive ao lado dela foi bom. – Alexandre respondeu com um sorriso de lado e um pouco vermelho. – E você e Regina? – Perguntou.

— Foi bom também. Mas houve uma situação um pouco chata com Henry. – Falou.

Emma contou tudo que ocorreu na sua noite antes dela chegar e terminou falando da estrela de sua mãe o que acabou deixando Alexandre emocionado. Eles estavam felizes, se reconstruindo, eles enfim estavam entendendo que era o que a mãe de Emma iria querer para os dois e seja onde ela e a pequena Alice estejam, elas estão olhando e cuidando deles.

Depois dessa conversa Alexandre foi colocar as louças do café de Emma na pia e ela ficou na sala e decidiu abrir as correspondências até que um envelope especial chamou sua atenção. Por alguns segundos Emma sentiu seu coração parar e voltar ao olhar aquele logo roxo com aquelas iniciais.

Com as mãos tremendo ela abriu o envelope e leu o conteúdo. A primeira reação dela foi gritar. – AI MEU DEUS, PAI! Emma tinha um sorriso de orelha a orelha, há muito tempo ela não pensava sobre o conteúdo daquela carta.

Alexandre veio correndo depois de ouvir o grito da filha. – O que foi menina?

— EU PASSEI PAI! Pra Universidade de Nova Iorque. – Emma pulava em cima do sofá igual uma criança.

— Espera! Isso foi àquela prova que sua mãe te levou pra fazer um ano atrás? – Perguntou.

— Sim, pai! Eu já tinha esquecido completamente disso e agora veio essa carta! Eu não tô acreditando.

— Meu Deus Emma isso é incrível. Quer dizer, é Nova Iorque! – Ele disse abraçando Emma. Apesar de ver que sua menina iria pra longe ele estava feliz por ela. Ana planejou todo o futuro de Emma e essa universidade foi um das coisas que ela mais correu atrás.

— Quanto tempo essa carta está aqui? Pai pelo amor de Deus ela chegou no início de dezembro e... — Emma deixou-se cair no sofá soltando umas palavras não muito agradáveis aos ouvidos do pai.

— E o que criatura?

— Eu tenho que estar lá dia 30. 30 desse mês.

— Emma, olha pra mim. — Emma fez o que Alexandre pediu. — Você quer isso?

— Sim pai eu quero. Isso veio como uma resposta sabe? Eu pedi pra mamãe uma direção e agora isso me aparece.

— Então eu acho bom você correr atrás, porque por essa felicidade toda eu vejo que é o caminho que você quer seguir agora. No que eu puder te ajudar eu vou estar aqui. – Alexandre falou dando mais um abraço em Emma. — Mas filha tem uma coisa. – Alexandre parou e refletiu sobre um detalhe.

— O que? – Emma perguntou, porque pra ela não tinha o que discutir ali.

— Regina! – Ele falou e notou nos olhos da filha que a moça nem tinha passado em sua mente até então.

Emma sentiu o coração apertar, se sentiu mal por nem pensar na morena, mas ela sabia que a decisão já estava tomada no seu coração. Ela iria pra Nova Iorque, depois de tudo que aconteceu durante aquele ano ela precisava ir.

Por mais descente que parecia ter que ir a Regina para terem aquela conversa, Emma não conseguia. Ela não conseguia se imaginar tendo que falar pra Regina que iria pra longe. Muito longe.

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Depois de muito pensar enquanto fazia tudo que podia para conseguir chegar a Nova Iorque até dia 30, Emma decidiu o que faria. Ela sabia que não era descente, não era o correto, muito pelo contrário, Emma sabia que o que faria seria uma atitude covarde, mas não conseguia pensar em outra forma de tentar acertar as coisas, então começou a escrever uma carta.

''Oi, sou eu, sua menina. Eu vou sentir falta de ser chamada assim por você. Ao contrário do que parece escrever uma carta não é nada fácil, mas eu vou tentar... por você. Regina, nesses últimos meses minha vida tem sido uma gangorra. Uma hora ela está lá em cima, outra hora lá embaixo, acho que você sabe disso. Que cabeça a minha, é claro que você sabe, afinal, você foi a pessoa que esteve comigo no momento em que ela mais descia. Você presenciou meus traumas e ao invés de me julgar, você me apoiou. Você segurou minha mão na hora em que as lágrimas embaçaram meus olhos e eu não conseguia enxergar nada a minha frente a não ser dor. Você me guiou até uma parte que até algum tempo atrás eu julguei nunca mais ter a chance de conhecer... você me guiou de volta a felicidade, mas era uma felicidade diferente, era algo perto da plenitude. Eu me senti tão amada e única que eu não quis mais sair disso, você levantou minha gangorra, mas parece que a vida, o universo, o destino, Deus, não sei, parece que algo gosta de me testar e minha gongorra desceu novamente, mas diferente das outras vezes, pela primeira vez, lá de baixo eu pude enxergar algumas coisas, na verdade me fizeram ter uma noção do que poderia acontecer futuramente. É claro que não posso ter certeza de nada, ninguém tem, mas Regina, meu amor, acredite em mim quando eu digo que nesse momento o melhor a se fazer, o melhor não só para nós duas, mas para muitos que nos envolve, o melhor é a gente se afastar.Ok, está sendo mais doloroso do que eu previ. Linda, você não sabe o que eu faria para que as coisas fossem diferentes, eu faria tudo para que tudo fosse diferente, mas infelizmente eu não posso. Não posso porque nossa história não é só nossa, nossa história não é só eu e você... Eu nunca acreditei em final feliz, você sabe disso, mas agora, aqui, escrevendo pra você, nada me arremete mais do que um final feliz. Uma parte da minha vida vai se encerrar no momento em que você começar a ler essa carta e essa parte, Regina, essa parte foi feliz. Você foi o meu final feliz e eu não tive dúvidas de que isso iria acontecer, eu só esperava que fosse durar mais... Eu esperava que você ao me ver gorda e sem dente por conta da quantidade de chocolates que eu como, eu esperava que você cumprisse sua promessa de me amar até quando esse momento chegasse. Eu quero que você ao chegar ao final dessa carta, eu quero que você erga sua cabeça e siga sua vida sem olhar pra trás. Por favor, não enterre nossa história, não faça isso, não apague tudo que vivemos, mas de agora em diante,reescreva sua história e não busque outro final feliz. Creio eu que essa parte que se encerra não só pra mim como pra você, seja também o seu final feliz. Regina, vá atrás do seu felizes para sempre. Eu quero que você seja feliz para todo o sempre e já que não é comigo, busque seu felizes para sempre com alguém que seja forte o suficiente para lidar com os próprios fantasmas. Alguém que cuide de você, que te busque no trabalho quando você estiver cansada até para dirigir, alguém que numa noite de boba de quarta-feira, sem data nenhuma comemorativa, faça um jantar especial pra você e que nesse jantar venha a sobremesa de torta de limão que você tanto gosta. Eu desejo do fundo do meu coração que o seu felizes para sempre esteja ao seu lado pra ver o seu sorriso ao notar a bandeja de café da manha em cima da cama, com ovos, torradas, suco de laranja, sua maçã e uma flor. Eu quero que você encontre alguém que te faça sorrir só de você se lembrar da noite passada ao ficarem vendo o documentário sobre macacos que passa toda segunda feira e sem querer acabarem pegando no sono alí no sofá mesmo. Eu queria ser essa pessoa e me dói a alma em pensar em você sorrindo pra outro alguém, mas se você estiver feliz e por favor, lute por sua felicidade, onde quer que eu esteja eu estarei feliz por você. Regina Mills, não se esqueça de seguir em frente,ok? Eu te amei ontem, te amo hoje e amarei até o dia em que eu fechar os olhos pra sempre. Se cuida, meu amor."

No fim da carta Emma chorava e chegou a pensar em desistir de fazer aquilo, mas no fim sabia que era o máximo que conseguia fazer naquele momento e quem sabe o último entre ela e Regina.

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Pietro, um garoto de 12 anos que morava perto de Emma andava pela rua chutando uma bola de futebol quando ouviu Emma o chamando.

— Hey, Pietro, quer ganhar 10 reais?

— Emma eu não vendo drogas.

— Tá maluco garoto, desde quando eu uso drogas. Eu só quero que você entregue essa carta pra Regina, mãe do Henry. Você sabe onde ele mora.

— Ah tá, mas o pagamento é adiantado.

— Meu Deus, toma aqui.

O garoto pegou o dinheiro, o envelope e saiu rumo a casa de Regina.

É, tá feito! — Emma sussurrou pra si mesma.

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Regina foi chamada por Henry, que estava no andar de baixo. Segundo ele, uma amigo pediu para entrega-la uma carta.

Regina estranhou claro, mas legou a carta e começou a ler.

"Eu te amei ontem, te amo hoje e amarei até o dia em que eu fechar os olhos pra sempre. Se cuida, meu amor." Regina terminou de ler a carta e teimosas lágrimas caíam pelo rosto da mais velha. Ela amassou a carta e a jogou no lixo, secou suas lágrimas e sussurrou pra si mesma. — Então vai ser assim, Swan. Eu vou viver sim a minha vida e você não estará nela nessa nova fase.

Notas finais
Primeira coisa que quero falar pra vocês é: autoras mortas não atualizam fanfics. Segunda coisa, eu (@VickMillsSwan) e a outra autora misteriosa gostaríamos muito que vocês voltassem a interagir conosco aqui nos comentários. Um dos motivos da fic demorar tanto a sair é justamente a falta de comentários, então conversem com a gente digam o que vocês acham que vai rolar é importante pra continuação da estória. COMENTEM! E até a próxima.