Casos e Acasos
22 Casos e Acasos - Capítulo 22
Notas iniciais
Logo após chegar em casa, Regina se sentou no sofá e apoiou a cabeça nas mãos. Respirou fundo e a vontade de ir atrás de Emma a estava consumindo, porém ir atrás dela agora só iria piorar as coisas. Pesou em ligar pra saber do Henry, mas já estava tarde, então foi para seu quarto, tomou um banho que para Regina aliviaria a alma, porém, apenas a relaxou. Deitou e depois de tanto rolar na cama, conseguiu pegar no sono.
– Killian, nós precisamos ir atrás da Emma. – Ruby estava impaciente.
– Olha, eu concordo com você, mas conhecendo a Emma como nós conhecemos, ela só quer ficar sozinha. Pelo menos por agora. – Jones afirmou.
– Concordo com o Killian. Ela tá de cabeça quente. – Foi à vez de Neal.
– Não sei não. Vamos pelo menos saber como ela tá. Por favor. – Ruby insistiu.
Killian e Neal se olharam. – Eu vou lá falar com o August. Você e Neal vão chamar um taxi, pode ser? – Killian perguntou para a garota.
– Tudo bem. Vamos lá.
Os dois amigos desceram e encontraram o restante dos professores lá, mas também já estavam de saída.
– Neal, vê se você encontra um taxi enquanto eu falo com a Zelena, ok?
Ele apenas assentiu e Ruby foi de encontro a Zelena.
– Ruby, notícias da Emma? – Zelena perguntou.
– Não. Eu e os meninos vamos pra lá agora. O pessoal aí percebeu alguma coisa?
– Eles estão sem entender nada, mas ninguém aqui é bobo né? Vai lá e me manda notícias.
Assim que Killian desceu, os três entraram no taxi e seguiram para a casa da loira.
Depois de tanto insistirem na campainha, Emma abriu a porta.
Emma apenas deu um sorriso fraco e deu espaço para os três entrarem.
Os quatro se sentaram no sofá e antes falarem algo, Emma se pronunciou.
– Gente, eu não quero conversar. Eu só quero colo. – A loira apoiou a cabeça no colo da amiga.
Os meninos assentiram e entenderam que no momento não poderiam fazer nada.
– Ruby, então nós já vamos. Qualquer coisa liga. – Neal falou e antes de sair, Killian foi até a amiga e lhe deu um beijo na testa.
– Vai ficar tudo bem, Swan.
O menino sussurrou e ambos saíram dali.
– Vem, vamos deitar. – Ruby puxou a amiga e depois de tanto chorar, Emma pegou no sono. A amiga ligou para sua avó e disse que ficaria na casa da loira.
Na manhã seguinte Regina acordou com o barulho insistente do celular. Num fio de esperança passou pela sua cabeça que poderia ser Emma, mas ao pegar o telefone, viu que era Daniel.
– Alô.
– Regina, eu já estou indo levar o Henry, ok?
– Tudo bem.
Regina se alegrou um pouco, pois teria a companhia do filho.
Depois de 30 minutos, Henry já estava em casa.
– Mãe, o que aconteceu? – O menino perguntou assim que viu a cara de desanimada da Regina.
– Nada, por quê? – A morena tentou disfarçar, mas foi em vão.
– Vocêestá triste.
– Não estou não. Só estou cansada.
– Mamãe, senta aqui. – O menino largou a mochila pelo chão e puxou a mãe até o sofá. – Eu não sou mais criança.
– Eu sei que não, mas é algo complicado. Nem eu entendo direito. – Regina ficava surpresa com a perspicácia de Henry.
– Então me conta.
Regina respirou fundo e coçou a cabeça. Como contaria para seu filho que gostava de uma mulher, que além de tudo estudava na faculdade em que ela era coordenadora e era 13 anos mais nova que ela?
– Henry, é difícil pra mim te explicar isso agora. Eu prometo que vou te dizer tudo, mas agora eu só queria que você me desse colo. – Regina fez uma carinha triste. O menino não conseguia recusar a um pedido da mãe então não perguntou mais nada. Apenas se sentou direito no sofá e Regina deitou a cabeça nas pernas do filho. Se encolheu e ali ficou, recebendo os cafunés de Henry.
– Vai ficar tudo bem, mamãe. – O menino falou e Regina não aguentou e deixou escapar uma lágrima silenciosa.
Já na casa da loira as coisas não estavam muito diferentes. Emma já estava acordada, mas permanecia na cama.
– Hey, trouxe pra você. – Ruby falou indo em direção a Emma. Estava com uma bandeja com o café da manhã.
– Estou sem fome.
– Você quer conversar?
– Não tem que o que conversar. Regina beijou Robin. Ponto final.
– Emma, eu estava lá e não foi bem assim que aconteceu. Ele agarrou ela.
– Ah Ruby, ela não parecia que estava fazendo nada forçada.
– Emma, por que você não quer acreditar nisso?
Emma se levantou da cama e começou a andar de um lado para o outro. Quando estava nervosa não conseguia ficar parada.
– Regina estava insegura com relação a nós desde o início. Talvez ela tenha se arrependido e não queria me dizer. Ah, eu sei lá.
Emma se sentou na beira da cama e fechou os olhos.
– Dê uma chance dela se explicar. – Ruby pediu.
– Eu só quero respirar, Ruby. Só isso. Depois eu penso no que eu vou fazer.
Emma foi rumo ao banheiro e Ruby sabia que essa era a hora em que ela saia de cena. Emma não funcionava sob pressão. A amiga sabia disso. Ela precisava de espaço.
Ela foi até a porta do banheiro e disse que já estava indo. Emma não respondeu, mas Ruby sabia que ela tinha escutado, então apenas saiu da casa da loira.
Depois do banho, Emma resolveu sair pra dar uma volta. Por incrível que pareça, o tempo no Rio de Janeiro não estava quente. Estava nublado, o que fazia com que ficasse um clima agradável. Sempre que queria pensar, Emma ia até a praia. O mar a levava para outra dimensão, para outro mundo e era tudo o que Emma precisava. Caminhou durante um tempo sob a areia e quando encontrou um lugar que a agradasse, ela sentou bem perto da água, onde a cada onda fazia com que a loira sentisse a água em seus pés.
Emma não era aquele tipo de pessoa que ficava medindo sua vida, até porque era nova demais pra isso, mas ela gostava de repensar tudo que vinha acontecendo. Nesse vai e vem de ideias, a loira se lembrou de um dia na faculdade em que ela e Regina quase começaram uma pequena briga na cantina da por causa de dentes e chocolates.
‘’ — Emma, chega de comer chocolate.
– Regina, eu estou de tpm. Gosto de comer chocolate.
– Então você está de tpm todos os dias, né? Quero ver quando você ficar com os dentes podres.
– Ah, quando você quer, você sabe ser chata. – Depois que falou, Emma recebeu aquele olhar fuzilante e viu Regina virar as costas pra ela e sair dalí.
– Merda. – A loira praguejou mentalmente. — Regina, eu estava brincando. – Emma falou assim que a alcançou.
– Ué, eu não sou chata? Ta fazendo o que aqui?
Emma sorriu. Como era dramática essa morena, mas Emma pensou 100000 de vezes antes de falar isso. Se sua situação já estava ruim, chamar Regina de dramática só iria piorar sua situação.
– Eu estou aqui porque não consigo ficar longe de você. – Emma fez uma cara de canalha, que só ela sabia fazer e Regina riu por isso.
– Não quero você com os dentes podres. – Regina falou.
– Ah, e mesmo que eu ficasse com os dentes pretinhos, você ainda iria me beijar, né?
– Vai sonhando. – Regina falou e foi em direção à biblioteca.
– Regina, que absurdo. Você me largaria por causa dos meus dentes? – Emma realmente estava indignada.
– É claro que sim.
– Regina você tá falando sério?
– É claro que estou. – Regina a estava provocando e nossa, como era fácil provocar Emma.
Emma ficou em silêncio e assim que chegou a biblioteca, sentou em uma cadeira e apoiou os braços em cima da mesa. Sempre que ela e Regina iam à biblioteca, gostavam de ficar na última mesa do andar de cima. Era pouco frequentado, ainda mais aquele horário.
Regina já havia chamado Emma três vezes, mas a loira estava com o pensamento longe.
– Emma, estou falando com você.
– Oi.
– O que aconteceu?
– Você. Você me largaria por causa dos meus dentes, isso que aconteceu.
Regina gargalhou.
– Eu não acredito que você está chateada por causa disso.
– É claro que estou. Um dia eu vou ficar velha, feia, gorda e banguela e você não vai mais me querer.
Regina sorria ainda mais. Era impressionante como a cabeça de Emma voava longe.
– Olha pra mim. – Regina pediu e segurou as mãos dela. – Eu vou continuar com você mesmo quando você não tiver mais nenhum dente, apesar de achar que isso vai acontecer comigo primeiro.
Emma sorriu. – Então você não vai me largar quando eu estiver gorda e velha?
– Emma, você sempre vai ser a minha menina. Sempre. ‘’
Emma voltou a si e sorriu. Por que ela e Regina ainda não estavam namorando, já que se tratavam como tal? Emma já havia pensado em pedi-la em namoro diversas vezes, mas o medo a impediu. O tal problema do ‘’E se?’’ E se ela não aceitasse? E se ela achasse que era cedo? E se...
Emma fechou os olhos novamente e se deixou vagar em meio a pensamentos por mais algum tempo. Ela acreditava na Ruby quando dizia que Robin agarrou Regina, mas aquele momento foi mais de insegurança do que raiva, para a loira. Robin era bonito, tinha a mesma idade que Regina, era estável e o medo de perder Regina pra ele foi inevitável.
O tempo estava começando a ficar feio e Emma achou melhor ir pra casa. Provavelmente choveria e pegar uma gripe na semana da festa da faculdade não estava em seus planos.
Alexandre chegou de viajem no domingo e notou Emma chateada, mas a loira não quis falar no assunto. Como Emma e os amigos já haviam passado direto, não precisariamira faculdade aquela semana, mas estavam a frente da organização da festa de fim de ano. Regina pensou em procurar a loira diversas vezes, mas todas a vezes era impedida por Ruby. Segundo a amiga, Emma não estava bem e conversar com ela agora só iria piorar as coisas, mas acatou o pedido de Ruby.
– Neal, você já foi na biblioteca? – Killian perguntou.
– O que eu vou fazer na biblioteca, Killian?
– Você esqueceu que precisamos de algumas cadeiras de lá? Ah, esquece. Eu vou lá pegar e você termina isso aqui.
Killian foi até a biblioteca e quando estava pegando as cadeiras que alguns alunos deixam no meio dos corredores, ouviu a voz de Robin com uma mulher. Ele reconhecia aquela voz.
– Amanda. – Killian sussurrou.
Sem pensar duas vezes, o garoto pegou o celular e começou a gravar a conversa. Killian estava horrorizado com as coisas que escutou e quando já havia escutado o suficiente, saiu dali depressa.
– Neal, liga pra Emma agora. – Killian chegou correndo e falou com o amigo.
– O que? Ligar pra que? O que aconteceu?
– Neal, faz o que eu to te pedindo. Manda ela me encontrar na sala de artes.
Feito isso, o garoto foi até a sala dos professores e deu um jeito de arrastar Regina até a sala de artes.
– Killian, por que você me trouxe até aqui? – Regina estava confusa.
– Calma, você já vai entender.
Alguns minutos depois Emma chegou e quando viu Regina alí, ficou sem saber o que dizer. Quando ambas pensaram em falar algo, Killian interveio.
– É o seguinte. – Killian foi até Emma e entregou o celular dele para a loira. – Assim que eu sair daqui, você vai apertar o play, ok?
Emma apenas assentiu.
Ela não olhou pra Regina, apenas fez o que o amigo pediu assim que ele deixou a sala.
‘’ – Robin, eu posso saber o que aconteceu lá no bar? – Amanda perguntou.
– Amanda, a única coisa que eu te pedi foi pra dar em cima da Emma. Nem isso você foi capaz de fazer! – O professor afirmou.
– Ei, não vem não. Você não me avisou que a loira era comprometida. Se soubesse, eu nem teria entrado nesse seu planinho ridículo.
– Acho que você está esquecendo com que está falando.
– Eu estou falando com um professor decadente. Que precisa agir tão baixo pra tentar ficar com uma mulher. Você acha mesmo que a Regina ia ficar com você? ‘’
O áudio acabou ninguém falava nada. Estavam processando tudo que tinha ouvido. Aquilo era inacreditável pra elas.
– Emma. – Regina foi a primeira a se pronunciar, mas não obteve resposta da outra. Ela ainda estava olhando o telefone. — Emma, por favor, olha pra mim. — Regina se aproximou da menina, mas Emma se afastou.
– Regina, me desculpa. Eu não consigo lidar com isso agora. — Ela tentou sair, mas Regina a segurou, ela ia falar e Emma ia ouvir.
“Como depois de ouvir tudo isso ela ainda ta assim?” Pensou Regina.
– Olha Emma você vai me ouvir nem que eu tenha que te amarrar em uma cadeira dessa sala. – Falou em tom autoritário.
Emma não deu mais nenhum passo, Regina então prosseguiu.
– Eu primeiro quero me desculpar pelo o que você viu, eu não queria que aquela noite terminasse daquela forma, eu estava indo embora ele me agarrou e me beijou, eu não tive reação. E agora ouvindo essa gravação só me deixa com mais raiva, eu não acredito que ele fez isso. Eu devia ter te ouvido. – Se aproximou e abraçou a loira.- Eu não queria te magoar Emma, você não merece passar por mais nada assim. — Ela falava abraçada a Emma, sua voz já estava embargada por causa do choro que ela não conseguia mais evitar.
Depois de ouvir tudo aquilo Emma a abraçou forte e se entregou ao choro com a morena. Ela não queria lidar com aquilo agora, estava em uma briga interna consigo mesma, queria ir atrás de Robin e dizer poucas e boas pra ele, embora soubesse que se fosse até ele as coisas não terminariam nada bem.
Apesar de toda raiva, tristeza e insegurança dentro do peito dela, ela ficou ali e se entregou aquele abraço. Ela precisava de Regina, tudo que ela precisava era sentir ela perto, se sentia segura em volta dos braços da morena.
Naquele momento viu que tinha que tomar uma direção na sua vida em relação ao relacionamento delas.
– Desculpa. – Ela falou ainda abraçada com Regina.
– Vai ficar tudo bem. – Regina respondeu se afastando um pouco do abraço para poder olhar Emma nos olhos.
Ela começou a limpar as lágrimas do rosto de Emma quando sentiu a loira segurar sua mão e depois enlaçar seus dedos. Emma encostou sua testa na de Regina e fechou os olhos.
– Precisamos conversar Regina.
– Vamos sair daqui. – Regina falou a puxando em direção a porta. Saíram da faculdade em silêncio, Emma entrou no carro de Regina sem saber pra onde a morena estava levando ela, não importava. Depois de andarem um pouco o carro parou e viu que estavam perto da praia.
– Acho que é um bom lugar. – Regina falou e a olhou.
Seguiram andando em direção a praia e pararam naquele mesmo banco em que Emma havia contado sobre sua mãe, seu pai, contado sobre tudo. Aquele era o lugar delas, foi ali que tudo começou a mudar.
– Regina... — Emma a chamou fazendo a olhar pra ela, quando a atenção da morena era sua ela respirou fundo e começou.
– Combinamos de deixar as coisas acontecerem e estávamos bem, mas esse fato com o Robin me fez perceber o quanto deixar as coisas acontecerem pode ser ruim, aquela noite foi tudo uma bagunça. Eu sei que não foi culpa sua e quero te pedir desculpas mais uma vez porque por um momento pensei o pior de você e você não merece isso também. — A morena prestava atenção em cada palavra da loira. — Eu me senti insegura, Regina. Tive e tenho medo de te perder — Ela pegou as mãos de Regina nesse momento. — Quando eu estou com você me sinto em casa novamente, você me faz se sentir inteira, me faz esquecer de tudo e voltar a ser o que eu era. Eu não consigo imaginar a minha vida sem você. Eu te quero na minha vida durante todos os meus dias, eu quero que você seja minha, não quero mais esperar que as coisas aconteçam e por um descuido eu corra o risco de te perder. Eu tenho apenas 18 anos eu sei, mas a idade é o que menos importa, quando sabemos o que queremos e eu quero você.
Regina prestava atenção em tudo e seu coração batia mais forte a cada palavra que Emma dirigia a ela. Assim que a loira se calou, o frio na barriga só aumentou.
– Emma, estava indo tudo tão bem entre a gente. Combinamos de deixar as coisas acontecerem naturalmente e eu estava gostando daquilo. Acho que por não está rotulada a algo, eu me senti mais livre. A nossa decisão não foi um erro. Ela só serviu para me confirmarem tudo que eu já sentia. Eu continuo tendo medo do que sinto por você, porque é algo grande demais, sabe? – Regina sorriu fazendo Emma sorrir também. – Meus receios e meus medos irão continuar, mas eu quero que você esteja ao meu lado para manda-los ir embora. As pessoas vão nos julgar. Vão nos olhar torto. Vão falar... mas eu não me importo, sabe por que? — Emma negou com a cabeça. — Porque eu amo você.
Regina já tinha lágrimas nos olhos e com Emma não era diferente.
– Eu quero te pedir uma coisa. – Emma tomou coragem.
– Então peça.
– Namora comigo?
– Você tem certeza de que é isso mesmo que você quer? Olha que você ainda não conheceu meu pior lado, hein. – Regina falou de forma divertida.
– Mas o seu lado de quebrar clima eu acabei de conhecer. – Ambas riram.
– Eu aceito namorar com você.
Por mais que aquela resposta fosse esperada pela loira, ela ficou desacreditada.
– Mesmo? Tipo, namorar mesmo?
– Ué, existe outro tipo de namoro? – Regina se divertia com o jeito trapalhão da loira.
– Regina, eu estou falando sério. Tipo, minha namorada pra sempre?
Regina gargalhou. Era impossível levar Emma a sério. Parecia aqueles romances infantis onde nenhuma das crianças se sabem ao certo o que é namoro, mas insistem na ‘’relação.’’
– Pra sempre não, Emma. — Nesse momento a loira parou de sorrir. Regina notou que ela não havia entendido nada, então prosseguiu. – Eu não quero namorar pra sempre. Eu quero namorar, depois casar, depois aí sim, ser feliz pro resto da minha vida.
– Comigo, né? – Emma ainda estava abobada.
– Sim, criatura, com você. Depois fala que eu quebro o clima. Presta atenção, Swan.
Emma sorriu sem graça. – É que eu te amo muito, sabe? E parece meio que um sonho, uma mulher como você ter planos para o futuro com alguém como eu.
Regina se sentia uma adolescente com o seu primeiro amor, mas o engraçado é que a própria nunca havia vivenciado algo assim. Sempre viveu no seu mundo meio preto e branco e não acreditava nessas coisas de amor. Sua vida só foi mudar mesmo, depois que descobriu que estava grávida.
Regina e Daniel nunca foram daqueles casais apaixonados. Óbvio que havia um sentimento, mas nada parecido com o que Regina estava vivenciando agora.
– Menina, como assim alguém como você? Emma, você já se analisou? Você é sensível, amiga, madura, linda... – Regina se aproximou e a beijou. Um beijo rápido, para logo em seguida continuar o que estava falando. – Você, Emma Swan, é a minha menina.
Não tinha como Emma ficar mais feliz naquele momento. Nem em sonho havia imaginado que o dia tomaria esse rumo.
As duas ficaram se mimando e conversando alí, no banco. Se beijavam, faziam carinho uma na outra, conversavam...
– Já está tarde, acho melhor nós irmos. – Regina tomou a frente.
– Ah não, está tão bom aqui. Tenho medo que se a gente sair daqui, as coisas fiquem ruins.
– Você confia em mim? – A morena perguntou.
– De olhos fechados! – Emma afirmou.
– Então vem.
As duas saíram dalí e pra onde iriam, só Deus sabe.
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