Caso 23: Thompson (Cancelado)
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Whashington DC
Monday 17/09/07
1:45 PM
John, chefe da polícia federal, recebe mais um telefonema, ele, sentado em sua cadeira, lentamente move a mão ao telefone.
Ele está cansado, passou a noite em claro para resolver a papelada acumulada da semana passada.
— Delegacia de polícia, John falando, qual a emergência?
— Gostaria de informar um acidente de trânsito, Connecticut Avenue!!
— Qual seria seu nome, senhor? ... Senhor?
A Chamada foi desligada. John não estranhou. Havia uma grande quantidade de pessoas na cidade, que ajudavam anonimamente. Por esta razão, ele chamou seu braço direito, Oficial Mills, para acompanhá-lo até o local do acidente.
Disse para seu parceiro ir primeiro, pois tinha que terminar com as papeladas. Oficial Mills, sempre obediente, foi.
Ao chegar lá, o acidente era bem visível. Uma viatura capotada. O acidente parecia ter sido feio.
Mills, caminhou rapidamente, passando pelo aglomerado de pessoas em volta da viatura, para ver melhor.
Se deitou ao lado do carro, e olhou, por meio da janela, para dentro do carro. Lá, se encontrava um corpo. Mills percebera que perdera um grande amigo. O Oficial Thompson perdera a vida neste trágico acidente, deixando dois filhos e esposa.
"Era um bom homem, e ótimo policial, vá em paz meu amigo" pensou Mills, enquanto levantava.
Enquanto esperava John, Mills mandou mensagem a sua querida mãe, dizendo que provavelmente não iria sair do serviço as 15:00 como de costume. E enviou muitas mensagens para sua colega de trabalho Detetive Clark. Ela iria ajudar a descobrir a causa do acidente.
John avia chegado, e pediu o relatório, logo após ver o corpo de seu amigo e subordinado ser levado.
Mills contou tudo o que havia visto dentro desses 15 minutos.
John não notando a Detetive Clark no local, perguntou a Mills se ele teria à chamado. Recebeu um sinal afirmativo feito com a cabeça, como resposta. Resolveu ir pegar um café, pois sabia que Clark iria demorar. Era bem provável que ela estivesse dormindo quando recebeu a mensagem. Ela era assim.
No caminho da cafeteria recebeu outra ligação, desta vez pelo seu celular. Era Carla, sua irmã.
— Alô?
— Olá John. Já sabe da novidade?
— Não.
— Curto e grosso, como sempre.
— Diga logo, estou trabalhando!
— Bem, meu filho, Taylor, está fazendo estágio.
— Mas ele só tem 16 anos.
— Você deveria saber que ele entrou na faculdade com 15, ele é seu sobrinho ora!
— Tá, tá, conclua.
— Sabe, ele quer ser detetive, então disse pra faculdade dele, colocá-lo como estagiário aí !! Não é demais!?
— VOCÊ O QUÊ?
— Não tem mais volta, ele irá pra sua delegacia de polícia sim, e ponto final! Até logo John, foi ótimo falar com você.
E ela desligou o telefone. Ele estava bravo, por não ter sido consultado antes. Mas agora não tinha mais volta. A irmã sempre conseguia o que queria. Desde criança.
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A alguns quilômetros dali, Clark havia acabado de acordar, estava tomando banho, e ouviu seu celular apitar.
Desligou o chuveiro, e saiu do box, pegou seu celular na pia, e olhou.
"10 mensagens do chato do Mills" pensou ela.
Ela viu as mensagens, e terminou de se vestir, como se nada tivesse acontecido. Colocou seus documentos, carteira, celular em sua bolsa, acendeu um cigarro, e saiu de seu apartamento, indo em direção a sua moto. Era velha e feia, mas rápida como nenhuma outra.
Chegou a Connecticut Avenue, e viu a faixa amarela cercando o local.
— Que bom que chegou Detetive! — disse John quando a avistou.
— Atrasada como sempre, que decepção. Tsc tsc. — dessa vez ela ouviu a irritante voz de Mills
Ela revirou os olhos, era sempre assim, quando ela chegava Mills e John estavam lá, e o Sobrancelha, como o apelidou carinhosamente, estava reclamando de seus constantes atrasos.
— Fecha a boca Sobrancelha.
— Não seja grossa
— EI!!- Advertiu John — Foco. Clark veja se descobre porque ocorreu o acidente, Mills vamos voltar a delegacia.
— Tá tá — resmungou Clark, mais para ela do que para John.
Os dois a deixaram sozinha para investigar.
Ela olhou, e observou, e pensou. Ela tinha um palpite. O motorista, Oficial Thompson, estava bêbado. Porque? Simples, ela achou garrafas de whisky no carro. Mas precisava ver o relatório da autópsia para ter certeza do que tinha descoberto.
Assim, ligou para John, mas quem atendeu foi Mills.
— Fala Clark...
— Porque raios você está na linha Sobrancelha? Cadê o John?
— Saiu, foi fazer uma surpresinha pra você — disse ele dando uma risadinha.
Era algo ruim. Bom provavelmente.
— Preciso que prepare a papelada necessária.
— Necessária para que?
— Para eu poder ver o corpo que está no necrotério.
— Faça você!
— Você sabe que eu não sei mexer com essas coisas. Vai por favorzinho!!
— Tá, deixa que eu faço isso. Me encontre no meu escritório em 15 minutos, e por favor não se atrase.
— Ok, bye.
Desligou o celular. E foi caminhando, já que a delegacia era perto do local. Acendeu um cigarro, mas passou por uma doceria, e não aguentou. Era fanática por doces. Comprou uma caixa de donuts.
Chegou na delegacia 5 minutos atrasada. Mas sabia como se safar.
Bateu na porta do escritório de Mills, e ouviu um "entre" baixinho. Ela entrou na sala com a caixa de donuts na mão.
— Você está atrasada sabia.
— Aqui, pega Sobrancelha. — Disse ela entregando a caixa de donuts.
— Porque me chama assim? — disse Mills, levantando uma sobrancelha.
— Por isso, quando você fica surpreso, levanta a sobrancelha direita. Como agora.
— Aqui. Sua papelada.
— Obrigada. Bye.
Disse e saiu, notando John brigando com um adolescente. Como Clark ama esse tipo de coisa, foi até lá.
Esperou John sair e sentou ao lado do adolescente.
— (Assobio) Deixa eu adivinhar... Bebendo antes da hora não é?
— O quê? Não!
— O quê então? Porte de drogas?
— Eu não fiz nada! Por que quer saber?
— Porque eu sou curiosa.
Ele não respondeu. Ela então o observou. Ele estava suando, e de braços cruzados. Estava bravo.
— Clark, venha aqui um minuto — pediu John, desviando sua atenção.
— Claro — disse se levantando. Sentiu o adolescente a encarando.
Caminhou até lá, e parou na porta de costas pra parede, de braços cruzados e uma perna levantada.
— Tenho uma novidade, que você não vai gostar muito.
— A surpresa que o Sobrancelha disse era verdade então...
— Você acaba de ganhar um estagiário.
— O QUE?!
— O adolescente com quem estava conversando... É meu sobrinho, Taylor. Ele será seu estagiário pelos próximos 125 dias.
— Você sabe que eu trabalho sozinha, não sabe?!
— Não há como reverter. A mãe dele queria ele perto de mim, e a escola quer ele com o melhor detetive da cidade.
— ...
— Vamos lá, só dessa vez.
— Tá! Que coisa.
— Leva ele pro necrotério. Hoje será o primeiro dia dele.
Ela saiu sem responder. Parou na frente de Taylor e esperou que ele a notasse.
— O que você quer?
— Vamos.
— Vamos pra onde?
— Você não é estagiário? Vamos logo antes que eu mude de ideia.
— Meu estágio é com o melhor detetive do país.
— Está olhando para ela.
— Você? Impossível
— Sério? Então vou contar ao John sobre seu pequeno vício!
— Como?
— Antes quando sugeri o álcool e as drogas. Você bebeu vodca antes de vir, havia um pouco do cheiro no seu hálito, e quando falei das drogas, você engoliu em seco. Estava com medo que eu descobrisse, sem contar seu tênis com a foto da folha da maconha, parece que você curte esse tipo de coisa...
— Por favor não conta pro meu tio!
Ela deu um sorrisinho e chamou ele com a mão, e dessa vez ele obedeceu.
— Onde vamos?
— Ao necrotério.
— Hum...! O que estamos investigando?
— Vamos confirmar um acidente de carro.
— Sério? Achei que fosse algo mais interessante.
— Bom, é o que temos para hoje.
Eles pararam na porta do hospital, ele esperou, enquanto ela foi entregar a papelada a recepção.
A primeira vista ninguém diria que Clark seria um ótima detetive.
Seus cabelos curtos e de cor lilás, nem liso nem cacheado, fazem as pessoas pensarem em uma adolescente rebelde. Suas roupas escuras a fazem parecer mais branca do que já é.
" Fascinante" pensou Taylor.
— Vamos! — gritou ela, fazendo-o perder o raciocínio.
Ele correu até ela, e foram juntos até o necrotério, sendo guiados pela enfermeira decotada.
Chegando lá, a enfermeira entregou os papéis, com a ficha do morto.
Clark leu a ficha, e arregalou os olhos. Procurou a gaveta certa e puxou, sorte, estava em uma altura boa para analisar.
Os dois olharam o rosto, é o corpo do paciente.
— Eles tem razão...
— Razão sobre o que? — perguntou ele.
— Veja — ela disse apontando para o pescoço do morto — Há pequenas marcas de dedo, e a marca de algo liso, provavelmente uma sacola.
— Mas isso...
— E tem marcas roxas pelo corpo — ela o interrompeu- ouve um briga antes do "acidente"
— Então ele já estava morto, quando aconteceu o acidente? Mas na ficha policial diz que ele dirigiu até a Connecticut Avenue.
— Quem quer que tenha feito isso, dirigiu até certo ponto, depois saiu do carro, e deixou o carro andar sozinho, até capotar.
— Então a causa da morte foi asfixia, as bebidas encontradas no carro, são para despistar!
— É garoto! Você está com sorte! Seu primeiro caso é um Homicídio!
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