Caskett Forever
2 Aborto
Notas iniciais
Castle ficou um bom tempo sentado ali, pensando no que tinha acabado de fazer e se amaldiçoou, foi quando algo passou pela cabeça dele e ele se desesperou, então correu para dentro de sua casa, e começou a fazer as malas.
Ele estava aflito, tentou ligar varias vezes para ela, mas ela não o atendia e depois só caia na caixa de mensagem, ele também deixou varias mensagens pedindo que ele tivesse calma e que não fizesse nada precipitadamente.
O maior medo dele era que ela resolvesse tirar o bebe, seu filho, e isso o estava afligindo profundamente. Após pegar suas coisas, ele correu para o carro e voltou para NY.
Assim que chegou Castle foi direto ao apartamento dela, mas o porteiro disse que ela havia viajado. Ele tentou o precinto mas nenhum sinal de Beckett, então ele se desesperou ainda mais, porém não havia nada que ele pudesse fazer a não ser esperar ela entrar em contato.
Havia se passado uma semana desde aquele dia e Castle deu espaço a ela, mas a espera o estava matando, então ele foi à delegacia como sua ultima esperança.
–Oi Castle, se esta procurando a Beckett ela não esta! – Falou Ryan comendo uma rosquinha.
–E ela disse onde iria? – Perguntou Castle.
–Não, apenas tirou o dia de folga e disse que iria acabar com algo que deveria ter feito a muito tempo, antes que fosse tarde demais...
Castle congelou ao ouvir aquelas palavras. – VOCÊ SABE ONDE ELA FOI? – Perguntou ele segurando o braço do amigo.
–Hey, já disse que não... O que esta acontecendo? – Ryan estava confuso.
–Não, não ela não pode fazer isso.. – Ele passava a mão na cabeça, completamente nervoso. -Ryan, por favor você precisa rastrear o celular dela.... – Ele falou quase implorando.
–Você sabe que não posso fazer isso... – Falou Ryan.
–Por favor, é caso de vida ou MORTE....
–O que esta acontecendo? – Ryan se procupou.
–Eu não posso falar, mas eu preciso encontrar ela....
–Tudo bem, mas eu não tive nada haver com isso... –Então Ryan entrou no sistema e encontrou a localização de Beckett. – Ela não esta muito longe.. – Mas quando ele viu, Castle já tinha saído correndo. Ryan deu de ombros e voltou a comer as suas rosquinhas que Jeny havia preparado para ele.
Castle dirigiu o mais rápido que pode até o endereço, quando chegou, mal estacionou o carro e já foi correndo para a recepção, mas como não sabia onde era, foi em todos os andares, até chegar ao quarto andar e encontrar um sala de espera com varias mulheres grávidas.
Ele chegou na recepção e disse quase sem folego. – Eu... eu.. preciso falar com Katherine Beckett.....
–Desculpe senhor, nós não podemos dar informações sobre nossos pacientes! – falou a recepcionista, uma mulher mal humorada, mascando chicle e lixando a unha.
–Você não entendeu, eu preciso impedir que ela faça algo..... – Disse ele nervoso, pôs cada minuto que ele perdia poderia significa o fim da vida do seu bebe.
–Já disse.. – A mulher tentou falar, mas ele a ignorou. – Senhor o senhor não pode entrar...
Castle saiu abrindo as portas dos consultórios e gritando. – KATE.... KATE NÃO FAZ ISSO... – Quando ele abriu o ultimo consultório, ele a viu deitada vestida com uma camisola e um medico prestes a colocar um aparelho na vagina dela ele gritou. – NÃO!
Tanto Beckett quanto o medico se assustaram e ela perguntou. – CASTLE MAS QUE DIABOS VOCÊ ESTA FAZENDO AQUI?
–Eu te liguei, eu te procurei a semana inteira... – ele estava aflito. – Por favor, não faz isso!
–Podemos continuar? – Perguntou o médico.
–SIM! – Falou ela ignorando Castle.
–NÃO! – Disse ele e o medico ficou no impasse.
–Castle, o que você quer aqui? – Perguntou ela agora se sentando na cama.
–Eu.. – Mas ele olhou para o medico e disse. – Será que você poderia nos dar alguns minutos?
–Eu tenho outras pacientes.. – Falou o medico de má vontade.
Castle puxou ele da cadeira, enfiou a mão no bolso tirou um bolo de dinheiro, deu para o medico e disse. – Cinco minutos! – E fechou a porta deixando o medico do lado de fora do consultório.
Kate ficou olhando para Castle sem entender nada, então ele começo a a falar. – Por favor, não faz isso, eu tive uma péssima reação, mas eu estava assustado, eu não esperava por isso....Podemos fazer um acordo ou algo assim, mas não tira o bebe...
–Mas o que? – Ela estava ainda mais confusa do que antes.
–Se você não quiser o bebe você pode me entregar ele ou ela assim eu nascer e não precisa mais se envolver, eu arco também com todas as despesas da sua gravidez mas não faz isso....
–Castle o que... – Mas ele a interrompeu.
–Eu não sei, mas eu quero isso, que quero ele ou ela e quero você, mas vou entender se você não me quiser ou o bebe..... podemos ver, talvez se você não quiser ficar grávida podermos procurar um centro de fertilização e quem sabe uma barriga de aluguel ou algo assim, só te peço para pensar e...
–CASTLE! –Ela teve que gritar para ele para de falar.
– O que?
–Eu não vou tirar o bebe! – Ela falou pondo a mão em sua barriga.
–Não? – Perguntou ele confuso.
–Mas o que deu em você para pensar isso?
–Você não atendia as minhas ligações, você não foi para casa.. – Ele respirou um pouco mais aliviado. – Eu tive na delegacia hoje e o Ryan disse que você veia acabar com algo que deveria ter feito a muito tempo e eu cheguei aqui nesse prédio e vi você com o medico, eu pensei... – Ele abaixou a cabeça.
Ela suspirou. – Eu estava magoada com você, por isso não atendi suas ligações, eu estava morando um tempo com o meu pai e quando eu disse que acabaria com algo que já deveria ter feito, me referia ao fato de eu não ter procurado um medico antes... –Confessou ela. – Quando você nos interrompeu, nós iriamos começar o ultrassom!
–Então você vai ter o bebe? – Perguntou ele ainda incrédulo.
–É claro que eu vou ter o bebe... — Nesse momento a porta se abriu.
–Eu realmente tenho que atender outras pacientes.. – Informou o medico.
–Tudo bem, podemos continuar o exame! – Falou ela.
Castle foi para o lado dela e o medico iniciou o exame, antes, porém ele perguntou. – Quem o senhor é?
–Eu sou o pai do bebe! – Falou Castle.
–Bem eu havia explicado para senhora Beckett que pelo bebe ser ainda muito pequeno, vamos fazer um ultrassom intra vaginal, tudo bem? -Perguntou o medico para Castle.
–Não é perigoso.. digo, será que não podemos esperar até o bebe ficar um pouco maior... – Castle estava preocupado.
–Não, é extremamente seguro, um pouco desconfortável, mas seguro! – Castle concordou e assim iniciaram o exame. – Vejam esse aqui é o bebe de vocês, ele tem aproximadamente sete semanas e parece muito bem.... agora vamos ouvir os batimentos cardíacos. – Então a sala se encheu pelo som do batimento .
Beckett estava emocionada e tinha alguma lagrimas nos olhos dela. –É tão rápido...
–É assim mesmo, seu bebe esta ótima! – Disse medico tirando o aparelho de dentro dela.
Ela fez uma expressão de dor e Castle perguntou. – O que você esta sentindo algo?
–Não Castle, é só desconfortável.....- Ela corou. O Medico deu mais algumas informações a ela, passou também além de outros exames vitaminas e recomendou que ela evitasse cafeína e estresse pois isso poderia fazer mal ao bebe.
Na saída do consultório Castle perguntou. –Você veio de carro?
–Não eu vim de taxi... – Ela desviou o olhar, enfiou as mãos no bolso enquanto esperava o elevador parar.
–Eu te levo! – O elevador chegou e eles entraram em total silencio, depois entraram no carro ainda em silencio e ele perguntou. – Você vaia para seu apartamento?
–Vou.. tenho que pegar algumas coisas lá... – Foi tudo que ela disse. Depois ela escorou a cabeça na janela e ficou observando as pessoas na rua. Inconscientemente ela pôs a mão na barriga e Castle deu um pequeno sorriso para o gesto, mas não disse nada.
Quando Castle estacionou enfrente ao prédio dela, eles saíram do carro, e ela disse. – Obrigada Castle!
Ela já ia saindo quando ele disse. – Será que eu posso te acompanhar até em cima? – Agora ele desviou o olhar.
–Tudo bem! – Ela estava cansada demais para discutir, então deixou que ele a acompanhasse.
Então ele pegou uma sacola de papel no carro e a seguiu até o apartamento dela, quando eles entraram ela foi acendendo as luzes e ele pôs a sacola em cima do sofá, depois virou-se para ela muito sério e disse. – Precisamos conversar!
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