Casamento de Julho
6 Planejamento
ROMANCES MENSAIS
LIVRO VII – CASAMENTO DE JULHO
CAPÍTULO V — PLANEJAMENTO
— Tudo se inicia com o noivado, na maioria das vezes de um a dois anos antes do casamento. Esse tempo é importante pro casal se preparar emocionalmente e financeiramente para as grandes mudanças que irão ocorrer. Você pode organizar um jantar de noivado e convidar os pais para participar do processo, pois com toda família unida fica bem fácil organizar um casamento. Falem sobre o desejo de organizar uma festa de casamento e peça o apoio moral e até mesmo financeiros dos pais, caso necessário. Uma vez que decidiram se casar com festa e tudo que tem direito, devem começar a planejar, para que tudo saia dentro dos conformes. Com um casamento bem planejado você irá economizar mais e ter os melhores fornecedores de casamento. O próximo passo é escolher se o casamento será organizado por um cerimonialista ou por conta própria. Os noivos também precisam estar cientes de quanto planejam gastar. Você pode sonhar com um casamento para mil convidados com os fornecedores mais badalados, um vestido assinado pelo melhor ateliê, entre outras coisas, mas se você não puder pagar com tranquilidade é melhor se acalmar e baixar a bola.
O vídeo explicando o passo a passo de como se organizar um casamento se passava em meu celular, enquanto Damon esboçava sua expressão desinteressada, comento sua torta de chocolate. Pelo canto do olho, observo seus machucados e me lembro do estado em que ele chegou em casa durante a madrugada.
Por mais que eu soubesse que provavelmente deveria ignorar, porque Damon jamais me contaria o que aconteceu, eu não conseguia. Ally e Cait haviam comentado comigo há algum tempo sobre verem o rapaz machucado. Naquele momento, eu não dei importância. Imaginei que ele tivesse se ferido enquanto ensinava boxe para seus alunos nas regiões carentes da cidade. O problema é que depois de ver como ele tinha ficado essa noite, eu sabia que aquilo não era apenas um machucado de uma briga comum.
Sua reação ao ser questionado também me preocupava e eu odiava essa sensação. Esse pressentimento de que ele está envolvido em algo perigoso. Apesar de tudo, ele ainda é o idiota que cresceu comigo e me ajudou algumas poucas vezes. E eu odiava admitir, mas ele foi uma das pessoas que mais me ajudou quando meu pai morreu.
Ao ver que ele voltaria seu olhar para mim, encaro a tela do celular, não fazendo ideia do que a mulher animada falava na tela. Ouço o suspiro cansado de Damon ao terminar a sua torta. Ele pega seu celular no bolso da calça e parece olhar as horas. Observo-o recolher alguns papeis que estava sobre a mesa, colocar dentro de uma pasta e guarda em sua mochila.
— Eu preciso ir. – Avisa, desinteressado.
— O quê? Não! Precisamos começar a organizar o casamento. – Reclamo, pausando o vídeo. Damon revira os olhos.
— Elena, eu tenho mais o que fazer do que ficar vendo vídeos sobre como organizar um casamento. – Resmunga, irritado.
— E você acha que eu não tenho? Você não é o único que está ocupado, Damon. Eu também trabalho e estudo. Não posso organizar um casamento sozinha. – Retruco, encarando-o com irritação.
— Por que nós simplesmente não pagamos alguém para ser o cerimonialista? – Questiona, suspirando cansado.
— Porque nós não temos escolha. Seu pai deixou bem claro que você precisa organizar o casamento e a minha mãe me mataria se eu colocasse outra pessoa para organizar o casamento, já que eu sou a madrinha dela. – Respondo e Damon estala a língua em clara impaciência.
— Conversamos sobre isso outra hora. Eu preciso ir para o hospital. – Fala Damon, encarando o celular.
— Damon! Você não vai jogar toda a responsabilidade para cima de mim. – Insisto, pegando minhas coisas, quando o vejo dar as costas para mim. Ele continuava a andar devagar, provavelmente ainda sentindo dores no corpo. – Não pode me deixar na mão dessa forma.
— Eu só queria um pouco de paz, Deus! Por que tinha que me enviar Elena e Stefan no mesmo dia para me perturbar? – Ouço ele murmurar, antes de parar e se virar para mim. Por causa de seu repentino movimento, acabo esbarrando nele. – A cerimonialista do vídeo disse que o primeiro passo é...
— Você prestou atenção no vídeo? – Questiono, surpresa.
— Após decidir se casar e o orçamento para se realizar a cerimônia, vocês precisam definir um estilo de casamento. Vai ser na Igreja e buffet, com estilo mais tradicional? Vai ser um casamento na praia, com um estilo mais descolado? Vai ser um casamento na serra? Um Destination Wedding? Ou um Elopement Wedding nas Maldivas? – Ironiza Damon e nesse momento me lembro de sua memória eidética. – Apesar de não saber o que é esse Destination Wedding ou Elopement.
— Destination Wedding é um tipo de casamento em que os noivos escolhem se deslocar de sua cidade de origem para celebrar o casamento em alguma outra cidade. Elopement Wedding é feito apenas com o noivo e a noiva em segredo. Ou seja, o que nossos pais fizeram em Las Vegas. – Respondo, relembrando o breve estudo que fiz.
— De qualquer forma, acho que seria mais fácil fazer o tradicional e pronto. Sem grandes invenções. Nós não temos tempo e...
— Mas minha mãe sempre sonhou em fazer um casamento ao ar livre na praia ou em uma linda chácara ao pôr-do-sol. – Respondo, relembrando de como os olhos da minha mãe brilhavam ao falar sobre o seu casamento. Ele me encara como se a ideia lhe embrulhasse o estômago. — O quê? É romântico!
— É entediante e parece complicado. — Retruca, entediado.
— É um casamento! É claro que vai ser complicado. Não importa onde seja! — Bufo, irritada pela falta de bom senso de Damon. — E...
O celular de Damon começa a tocar e ele faz sinal para que eu ficasse quieta. Reviro os olhos e o observo atender a ligação com um sorriso malicioso em seu rosto. Eu não precisava de mais dicas para saber que ele falava com mais uma de suas inúmeras ficantes.
— Nana! Eu estava ansioso esperando a sua ligação. — Damon atende à ligação com aquele tom cafajeste que por algum motivo sempre fazia as mulheres caírem de amores.
— Mentira! — Faço questão de falar em voz alta para que a pobre moça do outro lado da linha não se iludisse ainda mais com as canalhices de Damon. Ele me lança um olhar repreendedor e coloca a mão na minha boca para que eu não atrapalhasse.
— Não. Não é nada. É só uma louca desconhecida que apareceu por aqui. — Responde Damon, sorrindo irônico. Mordo a mão da praga, que arregala os olhos e finalmente se afasta.
— Eu não sou louca! — Exclamo, irritada.
— É. Você tem razão. Você não é louca. — Ironiza Damon, tampando o celular para que a garota no outro lado da linha não o ouvisse. — Você é mentalmente instável!
— Você é ridículo. — Respondo, irritada.
— Oi Nana. Sim. Eu ainda estou aqui. Pode falar. — Damon simplesmente ignora a minha existência e continua a andar como se não estivéssemos conversando. — Você quer me encontrar hoje? Claro. Quando você quiser.
— Você não disse que estava ocupado e que não tinha tempo para organizar o casamento? — Questiono e ele sorri irônico, fazendo sinal para que eu ficasse calada. Esse comportamento me deixa ainda mais furiosa e sem pensar duas vezes, eu pego o celular de sua mão.
— Elena! Devolve esse celular! — Exige Damon, quando eu me afasto dele.
— Oi querida. — Ironizo, levando o celular ao meu ouvido. Damon me encara indignado e se aproxima mais uma vez, mas eu o impeço de pegar o aparelho. — Quem você pensa que é para ficar ligando para o meu noivo?
— Noivo? O Damon... está noivo? — A garota parece chocada com a informação.
— Você ficou maluca? Devolve já esse celular e para de dizer mentiras! — Grita Damon, indignado. Isso só me faz ficar ainda mais determinada a acabar com suas chances com a garota, enquanto empurrava Damon para longe.
— Ele não te contou? — Questiono em falsa surpresa. — Nós iremos hoje mesmo visitar algumas lojas para decidir como será o nosso casamento. Não é, amor?
— Você vai me pagar caro por isso! — Afirma Damon, entredentes. Ele se afasta, desistindo de pegar o celular de mim.
— Eu... Eu sinto muito. Eu não sabia que o Damon estava noivo. Eu... eu desejo muitas felicidades a vocês. — Responde a garota, parecendo sem graça.
— Obrigada. — Agradeço e desligo a ligação. Estendo o celular para Damon, que o pega de maneira enraivecida. Sorrio com ironia. — Pronto, você não está mais ocupado.
— Você é completamente desequilibrada. — Acusa Damon, encarando-me com os olhos em chamas. — Tem noção de quanto tempo eu demorei para conseguir que ela me desse o celular dela e todo o esforço que eu fiz para conseguir que essa garota resolvesse aceitar sair comigo?
— Ela é só mais uma que você vai usar e marcar na sua lista extensa de garotas que passaram na sua cama. — Retruco e ele bufa, revoltado. Não era como se ele pudesse argumentar contra minhas palavras. Eu conhecia Damon o suficiente para saber que ela seria mais uma que entraria na sua regra de dormir apenas uma vez e nunca mais se verem. — Agora, marque na sua agenda que você vai planejar esse casamento comigo hoje à tarde.
— Eu combinei de ir para a casa de Oliver para ficar com Tony. — Resmunga Damon, guardando o celular no bolso.
— Marca para outro dia. Eu tenho certeza de que o Tony vai entender. — Afirmo e ele geme, parecendo odiar a ideia. — Nós não temos tempo. Precisamos fazer os orçamentos.
— Por que não fazemos isso pela internet? No mundo tecnológico, não tem necessidade de irmos de loja em loja para fazer orçamento. E podemos acertar tudo por mensagem, ligações ou vídeochamada. — Afirma o rapaz e noto que ele parecia um pouco nervoso.
— O melhor é negociarmos pessoalmente. Além disso, nas lojas do centro da cidade, podemos encontrar outros produtos e comparar com outros que estão na internet. Indo nos fornecedores, conseguiremos algumas orientações e temos que nos reunir para decidir onde será o casamento e como faremos a lista de convidados. — Explico e ele suspira, cansado.
— Elena, vamos outro dia. — Insiste Damon, parecendo incomodado. Começo a desconfiar de seu comportamento.
— Por acaso, o motivo de você não querer ir é por causa dos seus ferimentos? — Questiono, analisando suas emoções.
— É... é isso. — Responde, desviando o olhar. Damon nunca foi um bom mentiroso e o primeiro sinal de que ele está mentindo é a sua incapacidade de olhar nos olhos das pessoas.
— Você está mentindo. — Afirmo, cruzando os braços. — O que está acontecendo?
— Não está acontecendo nada. — Fala o outro, tentando se desvencilhar de meus questionamento. Ele respira fundo e não me encara. — Eu vou para o estágio.
— Damon! Por que está fugindo de mim? — Questiono, puxando o braço dele.
— Eu não estou fugindo de você, Elena. Que motivos eu teria para fugir de você? — Retruca, ainda sem olha em meus olhos.
— Não sei. Me diz você! — Respondo, irritada. Ele bufa, parecendo impaciente. Coloco-me de frente para Damon e puxo seu queixo para que ele me olhasse. — Olha para mim e me diz de uma vez por todas o que está acontecendo. Por que não quer ir ao centro comigo?
— Eu apenas não quero andar hoje com você. Apenas isso, Elena. — Os olhos de Damon brilham incomodados e eu sinto que aquela não é a verdade. Ainda assim, algo em suas palavras me machucam. — Vamos outro dia. Hoje não é um bom dia.
— Você está mentindo. — Insisto, sentindo um nós se formar em minha garganta.
— Elena... — Ele geme, frustrado. Damon se solta de mim e passa as mãos pelo rosto. Parecia perdido sobre o que fazer. Observo-o com os punhos apertados. Eu precisava controlar minhas emoções.
— Primeiro você aparece de madrugada em casa completamente machucado, sem dar qualquer explicação. Depois você foge de mim pela manhã, mesmo tendo me visto e ouvido os meus chamados. Agora, você está mentindo para mim. O que está acontecendo, Damon? — Indago, sem conseguir esconder a minha... angústia.
— Eu já disse que não está acontecendo nada. É tudo coisa da sua cabeça, Elena. — Responde Damon, parecendo cansado. — Agora além de irritante, também ficou paranoica?
— Se tudo é coisa da minha cabeça, então venha comigo no centro para começarmos a planejar o casamento de nossos pais. — Desafio, encarando-o com intensidade. Eu não ia desistir. Já que ele não iria me dizer o motivo por detrás de seu comportamento suspeito, ele teria que me ter na cola dele.
Damon hesita. Parece pensar sobre o assunto. Ele finalmente me encara, analisando cada traço de meu rosto. Provavelmente nota que eu não desistiria tão fácil e não deixaria ele ir embora sem me dar uma resposta. Sustento meu olhar sobre os seus, em uma luta silenciosa. Damon morde o interior de sua bochecha e desvia o olhar.
— Tudo bem. — Concorda, cauteloso. Damon respira fundo e volta a me encarar com determinação. — Mas não vamos andar muito. Eu realmente estou com o corpo dolorido e quero dormir um pouco antes de ir para a Isle of the Lost.
— Certo. — Respondo, ainda que estivesse um pouco contrariada quanto as suas desculpas. Mesmo assim, eu o conhecia bem o bastante para saber que não poderia exigir mais do que ele concordou naquele momento.
— Agora será que dá para me deixar ir? — Resmunga, mal-humorado.
— Até mais tarde. — Ironizo, dando espaço para que ele passasse. Damon me mostra o dedo do meio e vai embora sem olhar para trás.
Suspiro e volto a me sentar em uma das mesas vazias. Eu estava cansada. Não consegui dormir nada depois de minha pequena discussão de madrugada com Damon, preocupada com seus ferimentos e com os problemas que ele evidentemente está escondendo. Depois a raiva me atingia. Minha mente gritava que eu deveria ter dado um soco nele por ter agido como um babaca comigo. Por que eu não agi diante de suas palavras tão duras? Por que eu fiquei tão assustada com a forma como ele me olhou?
Meu celular começa a tocar, tirando-me de meus pensamentos. Pego-o dentro de minha bolsa e me surpreendo ao ver o nome de Sam Puckett brilhando na tela. De repente, a lembrança de que a garota havia namorado por algum tempo com Damon invade a minha mente. Na verdade, se eu não estiver enganada, Sam foi a única namorada de verdade de Damon. Respiro fundo e atendo a ligação, ansiosa para descobrir alguma informação que pudesse me ajudar a entender o que se passava na mente do filho de meu padrasto.
— Ei, loira. Que surpresa é essa de você estar me ligando? — Questiono e minha prima de consideração ri do outro lado da linha.
— Ei, morena. Eu estava com saudades. — Responde Sam e eu acabo rindo.
— Fala a verdade, Sam. Nós nos conhecemos muito bem para saber que você não me ligaria apenas porque está com saudades. — Retruco e ela ri sem graça.
— Beth está me enchendo a paciência para termos uma noite só das garotas com você, Ally, Mal, Cait, Thea, Beth, Caroline e eu. Como meu pai decidiu ser bondoso e me dar folga fim de semana que vem, pensei que seria legal nós saímos. O que acha?
— Claro! Eu vou só ver com o Mon-El que dia que nós teremos folga no mesmo dia no fim de semana e passo para você. — Respondo, sorrindo animada ao pensar que teria um momento com minhas melhores amigas.
— Tudo bem. Falo com você de...
— Sam! Espera. Não desliga. — Peço, soando mais desesperada do que gostaria.
— Hã... tudo bem. O que foi? Aconteceu alguma coisa? — Questiona Sam, confusa com o meu comportamento. Penso por alguns instantes, sem saber como abordar o assunto. Eu nem mesmo sabia se ela teria alguma resposta para as minhas perguntas. E de repente, perco um pouco da coragem que tinha instantes atrás. — Elena?
— Ah, Sammy, é que... — Hesito, mas decido que é tarde demais para voltar atrás. — Escuta, você ainda continua muito amiga de Damon mesmo depois de vocês terem terminado, certo? Quer dizer, de todas as mulheres da família, você é a mais próxima dele, não é?
— Sim. Ainda conversamos praticamente todos os dias por mensagens e sempre que podemos, nós saímos juntos com Oliver e Beth. Por quê? Interessada nele? Ele me contou que seus pais se casaram e que agora vocês dois estão morando juntos. Por acaso notou seus sentimentos por ele? — A voz de Sam vem carregada de malícia e curiosidade.
— Interessada no Damon? Nem se ele fosse o último homem da face da Terra. Eu preferia morrer queimada como as bruxas do século XV do que sentir qualquer sentimento além de raiva e desprezo por ele. — Respondo e Sam ri, parecendo não acreditar em minhas palavras.
— Sei. Então por que está perguntando se continuamos amigos? — Pergunta a loira, interessada. — Sério, Elena. Se você estiver gostando dele, pode me falar. Damon e eu somos apenas amigos. A gente namorou sete anos atrás e só por alguns meses, antes de dele terminar comigo. Nós...
— Espera. Ele terminou com você? — Questiono, surpresa. — Damon me disse que você terminou com ele depois de alguns problemas.
— O quê? Não! Quer dizer, a gente terminou depois que algumas pessoas que queriam atingir Damon me atacaram. Você lembra que eu fiquei toda machucada e até mesmo engessei meu braço? — Conta Sam, deixando-me cada vez mais surpresa.
— Então foi isso? Vocês nunca contaram o que tinha acontecido com você. — Relembro e ouço Sam suspirar do outro lado da linha.
— Damon não queria que mais pessoas inocentes acabassem se ferindo, então concordei em não contar o que tinha acontecido. E nunca mais aquelas pessoas voltaram a nos incomodar, então deixei para lá. E eu achei que a gente ficaria bem, mas Damon ficou se sentindo culpado e acabou terminando comigo. Na época eu fiquei furiosa e magoada. Mas depois, eu vi que o que sentíamos um pelo outro era um amor fraternal. Então cada um seguiu em frente e nos tornamos ainda mais amigos do que antes. — Responde Sam e minha mente começa a trabalhar em ainda mais teorias.
— Sam, você sabe quem eram essas pessoas que te atacaram? — Pergunto, curiosa.
— Não. Damon nunca me disse. Por quê? Alguém te atacou? Aconteceu alguma coisa? — Sam parecia cada vez mais preocupada.
— Não. — Digo, tentando tranquilizar a garota. Decido então ocultar o estado em que Damon chegou em casa. Sam poderia acabar indo questionar com o rapaz o que aconteceu e pela forma como ele está agindo, não acho que ele ficaria muito feliz em saber que eu estou o investigando. — Eu apenas fiquei curiosa. De qualquer forma, obrigada por me contar, Sammy.
— Não foi nada. Apenas não fala para o Damon que eu te contei. Ainda é um assunto muito delicado para ele. Eu só estou te contando, porque acho que seria bom a futura namorada dele saber sobre essa parte triste de seu passado. — Fala Sam, brincando no final.
— Muito engraçada você. — Ironizo e a loira ri, divertindo-se. — Mas não se preocupe. Eu não direi nada a Damon. Eu preciso ir, Sammy. Conversamos depois.
— Claro. Até mais. E Elena...
— O quê? — Indago, levantando-me da mesa para ir para a sala. Ainda teria mais duas aulas pela frente e não queria me atrasar.
— Eu sei que o Damon pode agir de maneira confusa às vezes e do nada tenta afastar as pessoas, mas essa é a forma dele de proteger as pessoas que ele ama. Damon tem um coração incrível e muito sensível. Então, mesmo que seja difícil, não desiste dele. Pode parecer que ele é apenas um idiota, mas Damon já sofreu muito mais do que você imagina. — Aconselha Sam com uma seriedade que vi poucas vezes vindo de minha prima. — Então não saia do lado dele.
— Eu... eu não vou desistir. — Afirmo com uma determinação que eu não fazia ideia de onde tinha vindo.
Sam sussurra um singelo agradecimento e encerra a ligação. Permaneço parada por alguns instantes, absorvendo minha conversa com minha prima. Balanço a cabeça, tentando me recompor e respiro fundo. Agora, mais do que nunca, descobrir o que Damon está escondendo se tornou uma questão de honra.
Fale com o autor