Casamento de Julho

26 Consequências


Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! E chegamos a reta final da história. Faltam apenas cinco capítulos para o fim. Vocês estão prontos para dizer adeus? Eu com certeza não estou. E quero me desculpar se aparecer alguma palavra estranha ou cena incomum. Mais uma vez estou sob efeitos de um antialérgico e como vocês sabem, isso afeta minha escrita. Enfim, quero agradecer a AndreaNeves pelo comentário no capítulo passado. Espero que goste desse. Boa leitura...

ROMANCES MENSAIS

LIVRO VII – CASAMENTO DE JULHO

CAPÍTULO XXV — CONSEQUÊNCIAS

Tio Giuseppe nos encarava furioso. Com as malas aos pés e a postura tensa, eu sentia que qualquer movimento brusco poderia ocasionar em uma grande catástrofe. Encaro Damon e ele parecia tão tenso quanto eu. O clima na sala de jantar era pesado e ninguém parecia disposto a quebrar o incômodo e assustador silencia que se fazia entre nós.

— E então? Vão me responder o que estava acontecendo aqui? – Insiste tio Giuseppe com os olhos alterando em Damon e eu. Ele então se aproxima. O solado de seus sapatos ecoam pela sala, fazendo meu coração bater ainda mais forte. Damon parece finalmente absorver o que estava acontecendo e se levanta, colocando-se a minha frente. – O que pensam que estão fazendo?

— Nós nos amamos. Isso é tudo. – Responde Damon, sem se deixar ser intimidado pela aura assassina do pai.

— Isso é tudo? – Tio Giuseppe ri, ainda mais irritado. – Vocês só podem estar brincando comigo. Vocês são irmãos!

— Nós não somos irmãos! – Damon se aproxima do pai, tão alterado quanto ele. – Quantas vezes você vai insistir nessa droga? Quantas vezes eu preciso dizer que nós nunca seremos irmãos?

— Isobel e eu nos casamos. Será que você não poderia mostrar o mínimo de respeito por isso, Damon?! – Tio Giuseppe dá um soco na mesa, completamente exaltado. – Isso por acaso é a sua forma de mostrar que é contra nossa união. Como pôde ser tão baixo a ponto de se aproveitar de Elena? Você...

— Eu não me aproveitei de Elena. E eu não sou contra a união de vocês. Mas precisa entender que você e tia Isobel terem se casado não muda o fato de que Elena e eu nunca nos vimos e nunca nos veremos como irmãos. – Insiste Damon, avançando um pouco mais contra o pai. – Olhe para nós! Até quando você vai fingir que não ver o que está bem na sua frente? Nós nos amamos!

— Eu não acredito no que eu estou ouvindo. – Tio Giuseppe encara Damon com tanta raiva e decepção que faz o filho se encolher. – Amor? Você acha que eu não sei que você dorme com várias garotas, Damon? Você definitivamente não entende o que é o amor!

— E você sabe? – Grita Damon, pegando o pai de surpresa. – Todas as suas escolhas até agora foram baseadas em desespero. Depois que Lilly nos abandonou, você continuou a se envolver com mulheres que apenas se interessavam pelo seu dinheiro. Sete casamentos, pai! Sete! Então não venha querer me dar uma lição de moral sobre o que é amor. Você não tem moral alguma!

— Fiquem calmos, por favor! – Peço, preocupada com o rumo que aquela discussão estava tomando. Eles se encaram com mágoa, raiva e tristeza. – Por que nós não nos sentamos para conversar?

— Você está sendo injusto comigo. – Tio Giuseppe suspira e posso ver a culpa brilhando em seus olhos. – Eu tentei o meu melhor. Eu sabia o quanto você precisava da sua mãe e eu tentei encontrar....

— Eu precisava do meu pai e não de mulheres que destruíam meu psicológico que já era completamente fudido! – A voz de Damon sai com tanta dor que eu acabo o encarando preocupada. Ele parecia fazer um grande esforço para não chorar. Tio Giuseppe parece surpreso também ao se deparar com essa face que Damon raramente revelava. – Você nunca conversava comigo! Sempre preferiu se esconder no seu escritório da universidade, mandando cada vez mais dinheiro sempre que eu pedia apenas um pouco de atenção. Mesmo hoje, você nunca me pergunta o que eu quero, pai. As coisas sempre foram do seu jeito, nunca da maneira que eu realmente precisava.

— Damon... – Sussurro, preocupada ao ver algumas lágrimas deixarem seus olhos. Isso parece deixar tio Giuseppe ainda mais chocado.

O silêncio se instala novamente entre nós. Eu não sabia o que fazer. Por um lado, eu sabia que precisava tentar amenizar os ânimos, por outro, eu sentia que aquele era o momento certo para Damon finalmente falar o que ele tem guardado dentro de si desde que tia Lilly foi embora.

— Eu sinto muito por ter sido um pai ausente. Eu tenho consciência de que errei com você, Damon, mas eu não sabia o que fazer. Você nunca deixou que eu chegasse perto. Eu... eu tentei ser um bom pai, mas infelizmente, um filho não vem com manual de instruções. Quando sua mãe foi embora, eu fiquei completamente perdido. Eu... perdi o amor da minha vida e precisava cuidar de você. Minha vida mudou de cabeça para baixo. Eu não sabia o que fazer. – Relata tio Giuseppe, fechando os olhos. Ele respira fundo e volta a encarar o filho.

— Eu tinha seis anos, pai. A única coisa que você precisava fazer era ter ficado ao meu lado. Se você estava perdido, imagina eu! A mulher que deveria ser minha mãe me virou as costas, afirmando que eu era o pior erro dela. Disse com todas as letras que eu era uma maldição que destruiu a vida de vocês. Que era por minha causa que vocês eram tão infelizes, que ninguém nunca iria me amar. E então, logo em seguida, eu me vejo sozinho, porque você nem mesmo conseguia olhar para mim sem chorar. – Confessa Damon, permitindo que as grossas lágrimas descessem pelo seu bonito rosto. – E quando eu finalmente pensei que o teria de volta, você surgiu com a segunda esposa. Depois veio a terceira. E então apareceu a quarta esposa, a pior de todas, Ewa Wasilewski com o maldito do Stefan.

“Como seu já não estivesse experimentado torturas o bastante, eu tive que lidar com as crueldades de Ewa sozinho, porque você nunca acreditava em mim, pai. Durante cinco anos, eu fui maltratado de todas as formas por ela. E você ficou tão hipnotizado com as palavras daquela bruxa, que você até mesmo me proibiu de ficar perto de tio Clint a pedido dela. Longe da única pessoa nesse mundo que me entendia.” – As palavras parecem atingir tio Giuseppe como um soco em seu estômago.

— Damon... – Tio Giuseppe tenta dizer alguma coisa, mas suas palavras somem no ar. Ele fecha os olhos e suspira. – Eu sinto muito, filho. Sinto muito por ter sido uma falha como pai. E eu sinto mais ainda por saber que nada do que eu disser vai mudar o que aconteceu no passado.

— Eu também sinto por isso. – Fala Damon com a voz rouca e fragilizada.

Nesse momento, sinto uma enorme vontade de chorar. Eu conseguia sentir a dor e a angústia que Damon e tio Giuseppe sentiam. Era desesperador ver o quanto pai e filho guardaram durante todos esses anos e como isso havia comprometido tanto sua relação.

— Adivinha quem chegou! – E para completar a surpresa da noite, minha mãe aparece na sala de jantar com um enorme sorriso no rosto. No entanto, ao notar que Damon chorava e as expressões tensas em nossos rostos, seu sorriso logo se fecha, dando lugar ao olhar preocupado. Ela deixa a bolsa no chão e corre até o enteado. – Damon, querido, o que houve? Por que está chorando? O que aconteceu?

— Oi tia Isobel. Bem-vinda de volta. – Damon força um sorriso e abraça a mulher, que corresponde no mesmo instante. – Eu senti a sua falta.

— Oh, meu menino, eu também senti a sua. Parecia que o tempo não passava longe de vocês. – Confessa minha mãe, apertando ainda mais o abraço. Ela então afasta Damon com delicadeza e limpa as lágrimas no rosto dele, analisando-o com preocupação. – Mas eu tenho certeza de que essas lágrimas não são de saudade. O que que aconteceu, meu amor?

— O que aconteceu é que Damon perdeu a noção de vez. – Acusa tio Giuseppe, passando a mão pelo rosto, frustrado.

— Perdi a noção? – Damon ri com ironia e encara o pai com raiva. – Então você mente para si mesmo com frequência e eu que perdi a noção?

— Elena, sobre o que eles estão falando? – Pergunta minha mãe, encarando-me com seriedade.

— Eles estavam se beijando, Isobel! – Revela tio Giuseppe, antes que eu dissesse qualquer coisa. Minha mãe arregala os olhos e pisca algumas vezes, parecendo tentar absorver o que o marido tinha dito.

— Isso é verdade? – Questiona a mulher com o tom de voz controlado. Ela se aproxima de mim e analisa meu rosto com intensidade. – Vocês se beijaram, Elena?

— Sim. Eu... eu sinto muito, mãe, mas Damon e eu estamos namorando. – Conto, cansada de esconder isso de minha mãe. Tio Giuseppe arfa, incrédulo.

— O quê? Namorando? Isso só pode...

— Acalme-se, Giuseppe. – Minha mãe interrompe o marido com uma frieza que eu nunca tinha visto antes. Encolho-me, temendo sua reação. Já era ruim o bastante ter tio Giuseppe surtando. Não precisávamos que minha mãe também jogasse em nossa cara o quanto isso era loucura. Ela então desvia o olhar para Damon, que assim como eu, parecia desolado pela forma como tudo estava acontecendo. – Isso é verdade, Damon? Vocês estão mesmo namorando?

— Sim. – Responde Damon, engolindo em seco. Ele respira fundo e limpa o rosto, encarando minha mãe com intensidade. – Nós sentimos muito, tia Isobel. Não foi algo que nós planejamos. Simplesmente aconteceu. Eu sei que é difícil de acredita. Depois de anos declarando ódio, não era algo que pensamos que fosse acontecer. Eu também sei que é difícil de acreditar em mim. Meu histórico não é um dos melhores, mas eu juro, tia Isobel. Elena é a mulher que eu amo.

— E eu o amo, mamãe. – Afirmo, aproximando-me de Damon. Nós nos encaramos por alguns instantes e sorrimos, sentindo um pouco mais de confiança. Estendo minha mão e entrelaçamos nossas mãos. Volto a encarar minha mãe, que nos observava com uma expressão indecifrável. – Nós sabemos que não deveríamos, mas não é algo que podemos controlar. Então, por mais difícil que possa ser, será que vocês... poderiam aceitar nosso relacionamento?

— Deus! Isso só pode ser um pesadelo. – Sussurra tio Giuseppe, passando a mão pelo rosto, completamente embasbacado.

— Eu nunca ouvi você falar essa palavra, Damon. – Comenta minha mãe de repente, surpreendendo a todos. Nós a encaramos confuso e ela dá um fraco sorriso. – Você sempre foi uma criança agitada e brincalhona, mas que nunca revelava seus sentimentos. Mesmo depois que Lillian foi embora, você fingia que nada tinha acontecido. Você escondia sua dor em brincadeiras bobas e comentários sarcásticos. Isso sempre me preocupou. Mas quanto mais eu te observava, mais surpreendida eu era.

“Mesmo que você e Elena mais brigassem do que conversassem, eu sempre admirei o fato de você estar por perto quando ela mais precisava. E talvez fosse por isso que eu tive a ilusão de que vocês conseguiriam se ver como irmãos. Quer dizer, eu também via a forma como minha menina se preocupava com você, ainda que da maneira dela. Mas agora eu vejo que eu fui cega e surda. Vocês sempre nos disseram que jamais se veriam como irmãos.” – Minha mãe suspira e encara o marido, que a observava, sem acreditar em como ela parecia calma. – Eles se amam, Giuseppe.

— Você vai mesmo aceitar isso? Nós... nós somos uma família. Como... isso não poderia estar acontecendo. – Sussurra tio Giuseppe, decepcionado. – Não agora.

— Minha filha finalmente encontrou o amor, Giuseppe, e eu fiz uma promessa a John que a apoiaria e cuidaria dela quando esse momento chegasse. E parece que esse momento chegou. Também não é fácil para mim. Saber que a pessoa que ela ama é aquele que vai se tornar meu filho. Isso ainda é... difícil. Mas... – Minha mãe se vira para mim e sorri com tristeza brilhando em seus olhos. – Durante muito tempo, fomos somente eu e ela contra o mundo. Nós prometemos que nunca teríamos segredos entre nós duas. E nunca guardamos. Quando eu penso que ela guardou um segredo tão grande assim e.... eu imagino o quanto ela deve ter sofrido. Elena nunca foi boa em esconder as coisas de mim. Ela deve ter sofrido e lutado muito contra o que sente. E pensar isso faz com que eu me sinta uma péssima mãe.

— Mamãe... – Sussurro, sentindo as lágrimas banharem meu rosto. – Você nunca seria uma péssima mãe. É a melhor mãe desse mundo. E é por isso que eu sinto muito por te decepcionar e por ter escondido isso de você. Eu sei que deveria ter contado antes, mas... eu fiquei com medo.

— Elena, você jamais me decepcionaria. Eu tenho muito orgulho de te ter como filha. – Afirma minha mãe, exibindo as suas primeiras lágrimas. Ela sorri e abre os braços. Imediatamente corro até ela e não demoro a sentir seus calorosos braços me acolherem. – Eu te amo demais, minha menina.

— Eu também te amo muito. – Declaro, apertando-a ainda mais contra mim. Nós nos afastamos e vejo Damon e tio Giuseppe se encararem intensamente em uma conversa silenciosa. – Tio Giuseppe, eu... eu realmente sinto muito. Eu sou muito grata por você fazer minha mãe tão feliz. E eu te amo como um pai. Você sempre me deu ótimos conselhos e me ajudou muito quando meu pai morreu. Então acredite em mim quando eu digo que Damon e eu nunca quisemos atrapalhar o casamento de vocês. Na verdade, sabemos o quanto vocês se amam e por causa disso, lutamos ao máximo para controlar esse sentimento que tem se intensificado mais a cada dia.

— Elena... – Ele suspira e me encara com tristeza. – Eu também te amo como uma filha. E é por isso que é tão difícil. Irmãos não deveriam ser amantes.

— E o que deveríamos fazer, pai? – Damon questiona em tom de súplica. – Desistir do que sentimos? Você sempre me disse que quando eu encontrasse o amor, eu deveria lutar por ele. E então eu encontrei. O que nós fazemos então?

— Eu... eu não sei. – Confessa tio Giuseppe, suspirando cansado.

— Eles não podem desistir. – Fala minha mãe, encarando o marido.

— Então o que faremos? – Questiona o homem, observando a mulher. – Você realmente está de acordo com esse relacionamento deles? Eles não deveriam namorar e viver debaixo do mesmo teto. Eles são irmãos, Isobel. Isso não deveria acontecer.

— Eles são nossos filhos, não irmãos. – Corrige minha mãe, respirando fundo. – Eu os amo, Giuseppe. Damon é realmente como um filho para mim. Elena é o meu bem mais precioso. E é por isso que eu desejo a felicidade deles acima de qualquer coisa. Eles jamais serão felizes separados. Eu posso ver isso quando vejo o quão intenso é o amor deles a ponto de nos enfrentar para ficarem juntos.

— Isobel... – Sussurra tio Giuseppe, suspirando.

— Você precisa aceitar isso, Giuseppe, ou jamais poderemos viver juntos. Eu nunca poderia ser feliz sabendo que estou fazendo nossos filhos sofrerem. – Responde a mulher com firmeza. – A escolha é sua. Ou você aceita o relacionamento deles ou talvez seja melhor a gente terminar.

— Você não pode estar falando sério, Isobel. – Meu padrasto encara a esposa com incredulidade.

— Eu nunca falei tão sério em toda a minha vida. – Insiste a mulher, mostrando que ela já havia tomado sua decisão.

— Você vai desistir tão fácil assim de nós? E o nosso bebê? – Questiona o homem, surpreendendo-nos.

— Bebê? – Questiono, confusa.

— Isobel está grávida. – Revela meu padrasto, desolado. – Planejávamos voltar mais cedo de viagem e contar para vocês em um jantar de família.

— Você e tia Isobel serão pais? – Indaga Damon, atordoado.

E aquela notícia cai sobre nós como uma bomba. Eu não sabia como reagir. É claro que eu estava feliz por saber sobre a gravidez de minha mãe, ao mesmo tempo, isso tornava nossa situação ainda mais complicada. Tio Giuseppe se aproxima de minha mãe e ela o encara de volta com intensidade. Eu conhecia aquele olhar. Ela estava decidida e não havia nada que pudéssemos fazer para fazê-la mudar de ideia.

— Isobel, por favor. Vocês não podem ir. Por favor, não me deixe. – Implora o homem, cada vez mais desesperado. – Não desista de nós. Eu te amo.

— Eu também te amo, Giuseppe. Mas eu amo muito mais a minha filha. Eu sempre te disse que ela era a minha prioridade. Então se você não pode aceitar que ela seja feliz ao lado de seu filho, nós também não podemos ficar juntos. É uma decisão simples.

— Mãe, por favor, não faça isso. – Peço, sentindo-me culpada por ver que ela estava a ponto de desistir de sua felicidade por minha causa.

— Por favor, tia Isobel, não tome uma decisão tão precipitada. – Pede Damon, também parecendo preocupado.

— E então, Giuseppe? O que você escolhe? – Insiste minha mãe, ignorando nossos pedidos.

— Eu... eu... – Tio Giuseppe parecia estar em uma luta interna sobre o que fazer. – Isobel, não é algo tão fácil assim. Eu...

— Tudo bem. Eu te darei um tempo para pensar sobre isso. – Responde minha mãe, afastando-se do marido. Ela então começa a andar até a entrada da sala de jantar, onde pega a bolsa e a mala que tinha trazido de viagem.

— Aonde você está indo? – Questiona tio Giuseppe, alarmado.

— Até você tomar uma decisão, eu não ficarei nessa casa. – Afirma minha mãe, surpreendendo a todos.

— O quê? Isobel! Não seja exagerada! – Meu padrasto corre até a mulher e segura sua mala, impedido que ela fosse embora. Damon e eu nos encaramos, preocupados.

— Então você aceitou nossos filhos? – Pergunta minha mãe e tio Giuseppe se encolhe, parecendo intimidado com a pergunta. A mulher suspira e balança a cabeça em negação, demonstrando toda a sua decepção. – Foi o que eu pensei.

E assim, minha mãe dá as costas para o homem, deixando-o completamente sem reação. Preocupada com a reação intensa de minha mãe, corro até ela, vendo-a seguir para a garagem da mansão.

— Mãe! Espere um pouco! – Peço, vendo-a colocar a mala no porta mala de seu carro. – Para onde você está indo?

— Eu não sei. – Confessa, fechando o porta mala do carro. Seus olhos me encaravam com intensidade, em um misto de sentimentos, mas de todos os sentimentos, o que mais se destacava era a dor.

— Tudo bem. Eu irei com você. – Respondo, determinada a não a deixar sozinha. Vou para o lado do passageiro, enquanto minha mãe segue para o lado do motorista.

— Tia Isobel, não faça isso. – Damon aparece, encarando-nos com preocupação. – Eu vou dar um jeito de convencer o meu pai. Então, por favor, não vai embora.

— Ele precisa de um tempo para pensar e eu também, Damon. – Responde minha mãe, sorrindo para meu namorado. – Não precisa me olhar assim. A culpa não é de vocês. Está tudo bem.

— Não. Não está tudo bem. Vocês não podem desistir do amor de vocês desse jeito. E você está grávida. Então, por favor, tia Isobel, vamos entrar. Você fez um longa viagem e precisa descansar. – Damon parecia cada vez mais desolado com a situação. — A culpa é minha. Eu vou dar um jeito no meu pai, mas, por favor, não me abandone também. Você é a figura materna mais próxima que eu já tive.

— Querido, você não fez nada de errado e eu jamais te abandonaria. Você sabe disso. – Minha mãe dá um fraco sorriso e o abraça. – Eu apenas preciso pensar um pouco. Seu pai e eu precisamos colocar a cabeça no lugar e refletir sobre o nosso relacionamento daqui para frente. Então não se preocupe. Eu vou voltar. Apenas, por hoje, eu preciso desse tempo, está bem?

— Eu irei com ela. – Aviso Damon, que me encara inconformado. Eles se afastam e minha mãe sorri, voltando a abrir a porta do lado do motorista de seu carro.

— Mas vocês irão para onde? Vocês venderam a casa anterior de vocês e...

— Eu ainda não sei. – Confessa minha mãe, entrando no carro. Seus olhos se encontram com os meus e vejo a mesma força que minha mãe exibiu no dia em que enterramos meu pai. – Mas não se preocupe. Nós ficaremos bem. Nós sempre ficamos.

Notas finais
Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/BbOG6KJnuHy2dQIs1sC9Ss Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646 Instagram: @_cupcakesdalara