Casamento de Aparências
21 Caso encerrado.
Notas iniciais
Oi meninas lindas.
Casal faísca na área!
Penúltimo capítulo da fic. Espero que gostem.
Obrigado, obrigado, obrigado pelos comentários.
Beijos.
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N/A Nilcia
Olá meus amores, ansiosas para próxima quinta? Eu estou!
Beijos minhas lindas divirtam-se!
Capítulo 21
PDV de Bella
A cena era inacreditável! Tanya estava na beira do terraço e realmente ameaçava se jogar. Não sei dizer se ela estava agindo realmente por ser louca ou se a morte da mãe a tinha desequilibrado, mas seja como for essa mulher precisava de ajuda profissional.
Ela estava ali a ponto de se jogar e eu só conseguia pensar em como estava a cabeça do meu marido que parecia não acreditar na cena.
Os abutres dos jornalistas estavam se deleitando com a desgraça alheia, eu tinha de dar um jeito de tirá-los dali, a situação já estaria bem complicada no dia seguinte sem precisar que eles piorassem tudo.
Gesticulei para o meu pai que havia chegado ao terraço em algum momento que eu não percebi e somente com isso ele entendeu que eu estava pedindo a ele que desse um jeito de retirar a imprensa do local.
-Tanya, eu estou aqui, por favor, dessa daí. –pediu meu marido caminhando cuidadosamente em sua direção.
-Não. Você não me quer, você não me ama, você me odeia e eu prefiro morrer se você não ficar comigo! Você é meu Edward, meu!-a louca gritou histérica.
-Não Tanya, eu não te odeio, por favor, desça daí, nós precisamos conversar. –meu marido insistiu.
-Não temos nada para conversar, você me tirou tudo Edward! Mas eu te amo, você me trocou pela sem sal da Swan, mas eu sei que ela não te ama como eu, ela jamais será a mulher que você precisa. Você não percebe que eu sou a mulher ideal para você! –Tanya gritava tudo enquanto chorava e ao mesmo tempo puxava os cabelos.
Céus a mulher estava fora de si!
-Minta. –eu disse sem fazer qualquer som, apenas movendo de leve os lábios quando os olhos de Edward pousaram sobre mim provavelmente preocupado com meu estado por estar ouvindo toda essa loucura, quando era eu quem devia está preocupada com ele, pois no fim para mim Tanya pouco me importava, eu só a queria bem para o próprio bem do meu marido.
Edward assentiu entendendo o que eu pretendi lhe dizer sobre mentir. Era o único jeito daquela desequilibrada não fazer uma loucura.
- Tanya... – Edward falou mansamente. – Querida eu... eu estava enganado. É de você que eu gosto. Venha. – ele estendeu a mão se aproximando dela um pouco mais.
Ela o olhou parecendo nada ver. Todos estavam apreensivos. A policia em alerta para qualquer movimento brusco por parte dela. Por minha visão periférica vi os enfermeiros do hospital psiquiátrico chegando à cobertura.
Eu esperava que ela não os visse senão poderia ser o fim.
- Cuidado Edward. – Jasper sussurrou próximo a Edward. Como médico ele era de grande ajuda neste memento.
- Você gosta de mim? – Tanya perguntou parecendo uma criança que acabara de ganhar o mais belo presente.
Não sei se eram os hormônios da gravidez ou o quê, mas eu fiquei com pena dela.
- Sim Tanya eu gosto de você. – Edward disse cada vez se aproximando mais.
- Você me ama! Edward me ama! – Tanya disse se mexendo muito próxima a beirada. Senti um frio. Todos sentiram. – Meu amor seremos felizes! –ela disse alheia ao perigo que corria.
- Sim querida vamos ser agora, por favor, pegue minha mão. – Edward disse, e eu sentia a tensão em sua voz.
- Edward você irá ver, irá me amar mais que amou minha mãe. Eu não sou casada não teremos problemas. – ela disse e somente ouvi o burburinho dos jornalistas que ali estavam. O segredo de Edward estava sendo jogado aos quatro ventos.
-Sim Tanya, n-nós não teremos. Ven-venha comigo amor, por favor. –sua voz saiu angustiada, tremula. De certo modo o maior medo de Edward estava virando realidade, todos iriam saber de sua cruel realidade.
Meu marido não merecia isso, às vezes esse mundo era muito injusto com as pessoas boas, pois não importava o julgamento que agora todos fariam dele Edward era bom e isso para mim era indiscutível.
-Ninguém vai morrer agora, não é?
Pronto! A louca tinha acabado de cavar a sepultura de Edward de uma vez por todas.
-Maldita seja!-guinchei baixinho, nervosa demais para me conter.
Eu começava a sente meu rosto arder, eu devia está vermelha de tanta raiva, naquele momento por um instante eu desejei jogá-la do alto do prédio com minhas próprias mãos.
-Não querida, ninguém terá de morrer. –meu marido respondeu por fim.
Por um longo tempo Tanya apenas o encarou sem dizer nada ou se quer se mover até que finalmente agarrou a mão estendida de meu marido.
Não demorou muito mais para que ela saltasse em seus braços, ela não se jogaria mais, afinal ela estava crente que tinha meu marido à sua mercê, mas como Tanya estava enganada, no que dependesse de mim Edward nunca mais se aproximaria dela, eu o defenderia como uma leoa de tudo e de todos se preciso fosse.
Pude ouvir muitos suspirarem de alivio quando a maluca ficou a salva nos braços de Edward, eu não me sentia assim, eu sabia que o martírio estava só começando para mim e meu amado Edward que graças a maldita imprensa teria sua vida privada exposta diante de todos e sabe se lá que juízo fariam dele agora!
Não demorou para que Tanya visse os enfermeiros e começasse a lutar nos braços de Edward.
- Você me enganou! –ela gritou descontrolada.
- Segure-a Edward. – Jasper disse já com uma seringa na mão que devia ser de alguma medicação.
Emmett e Edward a seguraram enquanto Jasper aplicava um sedativo na maluca. Aos poucos ela foi amolecendo e desmaiou nos braços do meu marido.
Após isso foi um pandemônio. A imprensa querendo declarações de Edward. A policia querendo leva Tanya presa. Edward buscando que Tanya fosse para uma casa psiquiátrica de boa qualidade, e contando com a ajuda de Jasper isso foi realizado.
E eu assistindo a tudo isso sem saber como agir. Os olhares assustados de nossa família com tudo que tinha acontecido e com as coisas que ouviram. Os olhares curiosos dos funcionários e os acusadores da imprensa. Tudo isto afetou meu sistema e me vi me sentindo mal.
Fui acudida por Alice e Rose que estavam ao meu lado.
- O que está sentindo Bella? – Rose perguntou.
- Não sei acho que minha pressão baixou, sinto uma moleza. – disse fechando os olhos, sentada na cadeira que surgiu atrás de mim.
Edward ainda não havia me visto, tinha certeza de que ele iria surtar a me ver assim. Ele estava concentrado numa conversa com Jasper.
- Eu não sou psiquiatra Edward, mas já vi casos assim. Deve ter sido um surto emocional. Isto é bem frequente. Na clinica em que ela foi levada está internado aquele jogador de golfe famoso que teve mais ou menos o que Tanya teve. Não se preocupe ela vai ficar bem.
-Peso apenas que fique de olho em como a estão tratando, ela já fez da minha vida uma bagunça, mas mesmo assim não desejo mal a ela.
-Sei disso, não se preocupe farei o que pede. –prometeu Jasper a ele.
A vertigem que eu estava sentindo foi ficando mais forte e a última coisa que ouvi foi Rose gritando por meu marido.
[***]
Eu escutava a voz de Edward e a de mais alguém que não reconheci, mas elas ainda estavam longe, escutei um bip e então compreende que estava em um hospital, o dono da outra voz devia ser o médico.
-Edward. –chamei baixinho e logo sente sua mão sobre a minha.
-Estou aqui meu amor, não se preocupe. Durma, você precisa descansar. –falou, mas eu não queria dormir, eu queria ficar ao lado dele e apoiá-lo nesse momento difícil, queria ficar em seus braços.
Senti suas mãos em meus cabelos e mesmo querendo lutar contra a vontade de fechar os olhos novamente eu apaguei, no dia seguinte quando fomos para casa foi uma verdadeira lutar para sairmos do hospital.
A noticia do escândalo protagonizado por Tanya já estava estampado em cada maldito jornal que havia e os jornalistas estava aglomerados na porta do hospital na tentativa de arrancar qualquer possível informação de meu marido o segredo que a louca gritou aos quatro ventos.
Edward foi tão forte. Fomos para nossa casa e ele não se pronunciou uma vez se quer. Ele disse que não daria o gosto aos abutres. Eu estava de repouso em casa, e ele ia trabalhar todos os dias. Voltava com meu sorriso torto favorito e não tocávamos quase no assunto. Eu até tentava, mas ele não queria falar sobre isso.
Assim uma semana se passou e eu estava querendo voltar a trabalhar. Sabia que seria uma loucura quando eles me vissem. Os repórteres. Mas eu não iria baixar a cabeça para estas pessoas.
Para deixar meu marido e minha família mais tranquila fiz uma bateria de exames que comprovou que eu e o meu bebê estávamos muito bem, aquilo que houvera foi realmente um fato isolado por conta da pressão e tensão que sofri.
Eu e Edward estávamos juntos assistindo a um filme antigo na TV quando o celular de meu marido tocou.
Ele atendeu e era do hospital psiquiátrico em que a maluca estava internada.
- Sim é ele falando. – Edward falou sério. Ele escutou o que a pessoa dizia. – Ela o quê?! – ele grunhiu.
Eu me sentei já pensando no que aquela maluca aprontou agora. Será que não teríamos paz?
- Sim eu entendi muito bem o que disse, senhor. Eu só gostaria de saber como uma clínica deste porte permite que uma coisa destas aconteça? — ele perguntou irritado.
- Ah ele subornou um dos enfermeiros. Bom então acho que deveria verificar as pessoas que anda contratando.
Edward desligou na cara da pessoa que falava com ele.
- O que foi? O que aquela doida aprontou agora? -perguntei já agoniada.
Então meu marido fez o que eu menos esperava que fosse ser sua reação.
Ele começou a rir.
- O que houve Edward? – ele não parava de rir. – Já está começando a me assustar. – falei e ele parou um pouco de rir.
- Tanya... ela... ela fugiu da clinica com aquele jogador de golfe famoso o tal de Alec Volturi. Parece que se apaixonaram. – ele continuou a rir.
Eu abri um sorriso.
- Sério? Que coisa mais tosca. – falei rindo também.
É essa vida às vezes era bem justa mesmo, uma doida junto a um doido, nada mais que perfeito. Ela assim pelo menos deixaria meu marido em paz de uma vez por todas! Eu pouco estava me importando com o que aconteceria a ela depois da última que a mesma aprontou.
-Eu devia está preocupado, mas ao invés disso eu estou tão feliz, isso me deixou tão mais leve, finalmente me sinto livre para viver ao seu lado pelo tempo que nos for dado.
Eu sorri para ele e o beijei.
Palavras não cabiam naquele momento especial, o momento em que finalmente viveríamos sem os fantasmas do passado para nos atormentar.
Continua...
Notas finais
Fui para nosso quarto após verificar se estava tudo devidamente trancado em casa, e se as luzes estavam apagadas. Passei ainda para ver meus filhos dormindo. E ao chegar ao quarto tive uma bela surpresa, minha linda esposa estava deitada na cama vestindo uma lingerie muito sensual.
-Fecha a boca meu amor. ela disse maliciosa.
-Isso tudo é para mim?-perguntei grudando meus olhos nela.
-E para quem mais seria querido? Vem eu quero que me ame, mas eu não quero meu Edward amoroso, quero meu Edward selvagem!
Sorri safado.
Amo esse lado pervertido. Ela sempre vira uma leoa na cama, quase sempre suas unhas cumpridas deixam alguma marca em meu corpo, mas eu não me importava, até gosto deixa claro a quem pertenço.
A agarrei pela cintura e a trouxe de encontro ao meu corpo.
-Seu desejo é uma ordem amor. murmurei com voz rouca ao seu ouvido.
Sua pele se arrepiou e puxou meus lábios com ferocidade para os seus.
Minhas mãos passeavam ávidas por suas curvas, enquanto ela tratava de arrancar minha camisa.
Bella a cada ano que passava conseguia ficar ainda mais linda e gostosa.
Apertei suas nádegas e a bandida gemeu no meu ouvido só para me excitar mais.
Eu mordi seu pescoço cheiroso e a joguei na cama com meu corpo sobre o seu.
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