Casamento de Aparências
11 Baixando a guarda?
Notas iniciais
Oi meninas lindas.
Casal faísca na área.
Mais uma vez quero agradecer a todos os reviews e recomendações.
Nosso casal hoje coloca Charlie e Carlisle na parede.
E está se aproximando as revelações que vocês tanto anseiam.
Talvez eu e a Nilcia possamos fazer uma surpresa pra vocês na semana do carnaval, tipo um capítulo extra, mas não vamos prometer nada por enquanto. A principio nos veremos quinta.
Beijos e bom carnaval a todas e juízo hein.
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N/A Nilcia
Bom dia amores mios!
Obrigada por sempre nos divertirem tanto nos comentários e me deu uma vontade de dizer que amo vocês.
Beijos!
CAPÍTULO 11
PDV de Bella
Quando acordei Edward já não estava na cama, agora dividíamos o quarto que costumava ser meu e pelo visto também já não estava em casa, só encontrei Rita na cozinha já preparando algumas coisas para o almoço.
–Nossa Rita, por que você me deixou dormir tanto?-perguntei enquanto me sentava a mesa para tomar meu café da manhã.
–Desculpe-me senhora, mas o senhor Cullen me proibiu de acordá-la. Disse-me que eu deveria deixá-la dormir o quanto quisesse.
–Ah, e a que horas ele foi para a empresa?-perguntei olhando no relógio da cozinha vendo que já passavam das dez.
–Ainda não eram nem sete quando ele saiu, o senhor Cullen disse algo sobre uma importante reunião.
A reunião com os suecos, Edward vinha lutando para exportar nossos produtos para eles e se conseguisse seria um contrato milionário havia também um contrato com um grupo argentino, e só dependia agora de uma aprovação minha, mas eu ainda não tinha dito nada a Edward sobre ele. E como ele não me perguntou eu não toquei no assunto.
Um assunto bem mais importante rodopiava em minha mente, o que Rose havia me dito sobre ser mais doce com meu marido. Isso não deixava minha mente e foi por passar boa parte da madrugada pensando nisso, após um longo tempo nos braços dele que eu acordei tão tarde.
–Rita se eu te pedisse um conselho você me daria?
A pergunta pegou a senhora de surpresa, pois seu espanto foi visível.
–É claro senhora, se eu puder ajudá-la.
–Antes me diga, há quanto tempo você é casada? E você é feliz?-desviei o olhar ao perguntar.
–Demais senhora, Deus foi muito bom comigo. Eu não poderia pedir alguém melhor para estar ao meu lado. Mas por que me pergunta isso senhora? Se me permite dizer eu a tenho notado um pouco distante, pensativa nos últimos tempos, até mesmo triste.
–Está tão óbvio assim?-suspirei.
–Não, é que eu costumo prestar atenção nas pessoas que me rodeiam e eu já aprendi a gostar de vocês. – ela sorriu para mim.
–Eu me sinto perdida, eu já não aguento viver de aparências. – levei as mãos à cabeça.
–A senhora não é feliz em seu casamento. – não foi uma pergunta, mas uma afirmação.
– Como posso ser se meu marido é mais estranho para mim do que qualquer outra pessoa, se não existe amor entre nós.
–Senhora perdoe-me dizer, mas a senhora não pode dizer isso, com a experiência de vida que tenho no alto de meus 57 anos posso dizer com toda certeza que amor há entre vocês por mais que ele esteja escondido, talvez o que esteja faltando seja um pouco mais de paciência, compreensão, companheirismo e confiança.
–Como compreender alguém que não se abre comigo? Que não me permite chegar em seu coração? Minha irmã diz que eu devo tentar ser mais doce com ele como sou com os demais, mas é mais forte que eu quando vejo já estou me defendendo. – desabafei.
–Será que no fundo a senhora não está cobrando dele algo que a senhora também deveria fazer?
–Por que me pergunta isso?
–Eu não deveria ter dito nada senhora, desculpe-me. –Rita falou sem jeito.
–Não continue, por favor.
Eu precisava de uma luz, eu precisava entender o que se passava comigo.
–Outro dia sem querer eu ouvi o senhor Cullen conversando com o irmão ao telefone e ele reclamava de uma estranha relação sua com um tal de Castele. Ele parecia furioso. Será que não é a ruptura desta relação que esteja faltando para que seu marido confie na senhora? Ou quem sabe se a senhora se afastasse um pouco deste homem.
Eu parei um pouco para pensar nas palavras de Rita, no fim elas faziam sentido por mais que Edward não houvesse me dito nada além daquele dia em minha sala em que ambos nos alteramos.
–Talvez você tenha razão, James é um amigo de muitos anos, mas às vezes ele parece se esquecer disso e passa dos limites e talvez isso esteja testando demais a paciência de meu marido. Talvez seja hora de colocar James em seu lugar e me concentrar em Edward.
Ela sorriu para mim.
–Viu? Talvez as coisas não sejam tão difíceis como parecem.
–É. Obrigada Rita. – eu disse me levantando.
–Senhora Cullen. – ela me chamou antes que eu saísse da cozinha.
–Sim?-vir-me-ei em sua direção.
–Talvez sua irmã esteja certa.
–É acho que ela está.
[***]
Quando saí de casa fui direto para um famoso restaurante da cidade onde tinha uma reunião marcada com um cliente da empresa, depois dela segui para uma outra, também fora da empresa, e então disquei o número já tão conhecido por mim.
–James é Bella, será que poderíamos almoçar no lugar de sempre?
–É claro minha rainha. – ele disse do outro lado da linha.
–Ótimo, até mais então.
Não demorou nem vinte minutos para que ele chegasse até o local marcado em um discreto restaurante no centro da cidade.
–A que devo um convite tão precioso quanto o seu minha linda?-ele questionou logo após o garçom nos entregar o cardápio e se retirar. –Tem algo a ver com o que está nos jornais hoje? Precisando de um ombro amigo?
–Mas do que você está falando?-indaguei.
–A imprensa já sabe que sua irmã está de volta, ontem ela foi vista em bar da cidade acompanhada de uma amiga. Todos os jornais e programas de televisão estão levantando a hipótese de que ela voltou para pegar o que é dela de volta.
–Não sei do que você está falando, eu não costumo ler fofocas, pois tenho mais o que fazer e nem mesmo li algum jornal hoje. – murmurei.
–Se eu fosse você leria minha cara.
–Vá direto ao ponto James.
–Dizem que Rosalie voltou porque está disposta a ter outra vez Edward para si, já que você roubou seu noivo ela quer roubá-lo de volta.
–Que absurdo! Eu não roubei nada de ninguém e a prova disso é que eu estou aqui agora. – exclamei. -James a partir de hoje não me procure mais, eu estou casada e você parece não entender isso sempre tentando me fazer desrespeitar Edward, mas isso não vai acontecer. Eu estou com ele agora e pretendo levar meu casamento adiante doa a quem doer e tem mais eu nunca quis nada com você e sempre fui clara com relação a isso, mas você segue insistindo mesmo podendo ter a mulher que bem entender.
–Bella...
–Não, espere. Deixe-me terminar. Eu tentei ignorar esse fato e tentei ser sua amiga porque o preso, no entanto, isso não é possível se você não está disposto a compreender e aceitar isso, então é melhor que cada um siga seu caminho e seja feliz da melhor forma possível. – eu respirei fundo antes de voltar a falar. – Adeus James, cuide-se.
Eu não esperei resposta da sua parte e muito menos que chegássemos a almoçar para deixar claro meu objetivo.
Sei que não foi certo não dar a ele a chance de argumentar a seu favor, mas para ter Edward realmente comigo era preciso começar a cortar o mal pela raiz e começar a dar a ele motivos para confiar realmente em mim.
Entrei em meu carro e segui para a empresa ao som suave da música de Michael Bublé lembrando a mim mesma que a partir de agora deveria ser mais suave com meu marido.
Marido. Essa palavra ainda me causa arrepios, ainda é muito estranha para mim.
–Eloise meu marido está?-perguntei a sua secretária quando cheguei à empresa.
–Está sim senhora Cullen, acabou de sair de uma reunião e... – ela hesitou.
–E?
–Não é nada senhora. – mentiu.
–Fale Eloise. – insisti.
Ela agora seguia minhas ordens e as ordens de Edward já que eu ainda não havia encontrado ninguém descente para substituir Katy.
–Ele está um pouco irritado pelos jornais de hoje, pediu que eu sumisse com todos eles da sua mesa.
Então ele deve ter pedido o mesmo a Rita e por isso não encontrei os jornais em lugar algum do apartamento.
–Certo, com licença.
–Entre. – eu o ouvir dizer quando bati na porta de sua sala.
–Olá. – sorri para ele.
–Olá. – ele abriu os braços para que eu sentasse em seu colo. – Achei que tínhamos combinado de vir juntos para a empresa ontem. – comentei.
–Desculpe-me, achei melhor não acordá-la. –Edward disse antes de beijar meus lábios calorosamente como de costume.
–Está falando isso pelos jornais de hoje?-perguntei mudando de posição em seu colo.
–Você já os viu?-de repente seu semblante ficou duro.
–Não, apenas ouvir comentários. –deslizei minhas mãos por seus cabelos na parte da nuca.
–Comentários de quem? Foi Eloise?-ele questionou impaciente.
–Não, James.
–O que você estava fazendo com esse homem?-senti seu corpo tenso, como se estivesse se controlando para não gritar.
–Se acalme, eu precisava falar com ele. –eu disse suavemente.
–Sobre o quê?
Sua voz foi fria e eu me controlei para não levantar a guarda como sempre na intenção de me proteger. Eu precisava fazer Edward conhecer a verdadeira Bella.
–Eu pedi a ele para que se afaste de mim. –a resposta pareceu pegá-lo de surpresa.
–E por que fez isso?-eu não pude identificar em seu tom de voz se ele estava tentando ser indiferente ou se realmente estava sendo.
–James não parece entender que agora sou uma mulher casada, então achei melhor corta o mal pela raiz. –eu disse uma meia verdade sem querer dizer que estava tentando fazê-lo confiar em mim.
–E o que ele disse?
Eu queria tanto ver além da frieza de seu olhar, queria tanto conhecer o verdadeiro Edward, esse homem maravilhoso do qual Rose me falou.
–Nada, eu não dei tempo a ele. –respondi.
–Melhor assim.
O assunto foi encerrado no momento em que os lábios de Edward tocaram os meus.
[***]
–Por que está tão irritado com esses jornais?-eu questionei mais tarde enquanto analisávamos alguns balanços.
–Eles não têm o direito de caluniá-la assim. Você é minha esposa, não posso permitir isso. Você não roubou nada de ninguém, não é essa qualquer que eles estão pintando. –por um momento eu vi um lampejo de preocupação em seus olhos frios.
–Não ligue, não vale à pena. –suspirei.
–Negativo. Isto não ficará assim, já entrei em contato com nossos advogados.
Achei melhor não discutir.
–Faça o que acha mais correto então.
Isso o pegou de surpresa, essa mulher doce e tranquila não é a mulher a qual ele está acostumado.
PDV de Edward
Bella estava estranha, essa não era ela. Mas será que eu realmente conhecia a verdadeira Isabella? Às vezes tinha a sensação que não e de que essa mulher a quem eu estava acostumado só existia para mim, pois aos quatro cantos do planeta só se falava em como a caçula dos Swan costumava ser um doce de pessoa, em como ela era gentil e educada, no entanto eu não conhecia esse seu lado. Eu só conhecia a indiferente, que está sempre pronta a atacar, que está sempre contra mim e que na grande maioria das vezes nunca tem uma palavra de gentileza para dirigir a mim que não seja quando estamos na frente dos outros ou na cama.
É só entre quatro paredes que ela parece ficar completamente entregue a mim e por alguns momentos não está na defensiva de guarda levantada.
E isso já me fez perguntar diversas vezes a mim se algum dia eu realmente poderei confiar nela e me abrir de modo que Bella possa realmente me compreender sem julgar-me, sem me culpar como eu mesmo não sou capaz.
Mas ainda assim eu sinto uma imensa responsabilidade em protegê-la, não foi à toa que me enfureci quando li os jornais pela manhã e achei melhor deixá-la dormir mais, ao invés de acordá-la como deveria.
O modo como agiu e o que disse sobre o tal Castele me surpreendeu e sem querer me deixou feliz. Ela estava escolhendo a nossa frágil relação, ao invés de sua tão preciosa amizade?
Eu não tenho certeza das suas intenções, mas gostei de sua atitude.
–Terra chamando Edward. –Emmett estalou os dedos a frente do meu rosto.
–Desculpe-me Emmett. O que você dizia?
–Eu perguntei a você como Rosalie pode ser filha de nosso pai afinal de contas? – ele se ajeitou na cadeira de frente para a mesa da minha sala na empresa.
A loira não sabe de nada, pois logo após sabermos ela viajou em uma importante reunião de negócios da empresa e só voltaria em três dias.
–Essa é uma longa história Emmett. Bella e eu precisamos colocar Carlisle e Charlie contra a parede. – respondi a meu irmão.
–Sou todo ouvidos.
Flashback duas semanas atrás...
O detetive havia saído a pelo, menos duas horas da empresa, e eu ainda não conseguia crer em suas palavras. Bella foi quem manteve a frieza do momento e depois de algum tempo pensando ligou tanto para o meu pai quanto para o seu fingindo dificuldades em certo assunto da empresa para atraí-los até nós sem que minha mãe ou Renée estivessem por perto.
Eu não estava em condições de manter a calma, eu só pensava em como a única mulher por quem eu era capaz de tudo iria sofrer com tudo o que estava acontecendo.
Primeiro Bella questionou o pai sobre o porquê de eles terem nos deixado seguir com o casamento se tudo era uma farsa.
A resposta foi rápida, nós jamais deveríamos saber de nada e Esme em hipótese alguma poderia ser magoada.
–E nós papai? Merecíamos ser magoados? E se nesse casamento nenhum dos dois conseguíssemos ser felizes?-as perguntas de minha esposa eram compreensíveis.
–Eu tentei pará-la filha, mas você não me deu ouvidos.
–É claro que não! Eu queria o melhor para vocês. Porque você não foi mais claro ao invés de falar em códigos?
–Não culpe seu pai, Bella. Eu pedi a ele que jamais revelasse o meu segredo, mas ainda existe a possibilidade do divórcio.
–Essa possibilidade está fora de cogitação, eu dei minha palavra a Bella naquele altar e vou cumpri-la.
Falei serio.
–Bella...?-Charlie começou.
–Faço minhas as palavras de Edward, mas nós temos o direito de saber. Por que tantas mentiras?
–Deixem isso como está não há motivos para mexemos no passado.
–Se não perceberam nós fomos os mais prejudicados nessa história. – eu disse a meu sogro.
–Isso não é verdade filho, no fim quem mais sofrerá com tudo isso será sua mãe. – disse meu pai.
–É uma pena que só tenha se dado conta disso agora pai. – rebati amargo.
Ele respirou fundo.
–Sei que deve estar furioso comigo, ninguém mais do que você pode amá-la tanto quanto eu. Mas você precisa entender filho.
–Como posso entender se você se recusa a falar?-questionei.
–Eu conheci Cláudia quando meu casamento com Esme passava por uma grande crise, nós tínhamos acabado de descobrir que Esme jamais poderia me dar filhos biológicos por um grave problema em seu útero, se tentássemos ela poderia morrer e isso eu jamais poderia permitir. Sua mãe entrou em uma grande e grave depressão chegando ao ponto de me afastar dela sem que eu pudesse me aproximar em hipótese alguma por meses.
Ela parecia não entender que esta situação estava me matando por dentro tanto quanto ela e só me afastou cada vez mais, foi aí que Cláudia entrou em minha vida. Ela começou apenas como minha amiga, mas o tempo foi passando, as coisas entre mim e Esme estavam piores e eu mais fragilizado que nunca.
Quando percebi o quanto estava envolvido com Cláudia já era tarde, nosso caso durou poucas semanas. O suficiente para que eu compreendesse que nada daquilo era certo e a tirasse de minha vida sem que minha esposa jamais soubesse para não magoá-la, pois uma criatura tão doce como ela não merecia algo assim. Eu é que não fui forte o suficiente e agi como um canalha. Hoje me envergonho de mim mesmo pelo que fiz a minha Esme.
–Você sabia que Cláudia esperava Rosalie?-Bella indagou.
–Não, de forma alguma! Eu só soube que tinha uma filha quase um ano depois quando uma amiga de quarto dela veio até mim e me falou de Rosalie contando também que Cláudia havia morrido.
–E você entregou a menina ao seu melhor amigo e a esposa dele para evitar que minha mãe soubesse de sua traição?-eu estava tentando entender à situação.
–Não foi bem assim, eu entreguei Rose a Charlie porque eu sabia o quanto custaria a Esme saber que eu tinha uma filha enquanto ela não podia me dar filhos e ao mesmo tempo eu queria ver minha Rose crescer perto de mim.
–Renée e eu aceitamos então criar Rose como nossa filha, pois sabíamos da história de seus pais Edward e pouco tempo depois Esme e Carlisle lutaram para adotar você e seu irmão. –Charlie falou.
–Rosalie é muito diferente de você em certos aspectos Bella e por medo de perder minha filha um dia e na esperança de acalmá-la um pouco mais já que as brigas entre ela e Charlie só vinham aumentando nós achamos que o melhor seria fingir uma crise nas empresas obrigando-a assim a se casar com Edward para que ele a trouxesse a razão de uma vez por todas, mas como vocês sabem não deu certo.
Meu pai e o pai de Bella tinham pedido o juízo! Era óbvio que minha ex-noiva e agora cunhada não precisava ser controlada, ela era muito doce ao contrário da irmã.
–Foi isso Emmett, mas é óbvio que eles tentaram controlar a pessoa errada. Minha cunhada é uma pessoa muito doce.
–Se eu fosse você não me enganaria tanto com a minha Rose, Edward. É melhor eu ir, mamãe virá hoje aqui e não é o melhor ela me encontrar agora já que estou com Rose.
–Tem razão irmão, até mais.
–Até. –ele disse antes de sair.
Nas últimas duas semanas foi em mim que dona Esme buscou apoio ao saber de tudo, ela não condenaria Rose, pois sabe que ela não tem culpa de nada, mas ainda é difícil para ela perdoar meu pai mesmo que minha mãe não pense em divórcio.
Três dias depois...
Tanya tinha acabado de me ligar. “Ela” estava me chamando outra vez e eu estava pronto para sair quando dei de cara com Rosalie na porta da cozinha do meu apartamento.
–Rosalie? Achei que só viria mais tarde.
–Achei melhor vir direto do aeroporto para cá, queria conversar com Bella, mas Rita me disse que ela saiu. –havia algo estranho no olhar dela. Raiva talvez, mas sua voz não denunciava nada.
–Ela saiu para caminhar no parque, mas já deve estar quase voltando.
–E você iria aproveitar que ela saiu para ir atrás da sua amante?-ela perguntou encostada na porta com a aparência tranquila, mas claramente furiosa.
O que ela havia escutado?
–Não sei do que você está falando. –murmurei.
–Edward, eu não sou nenhuma idiota. Eu ouvi você falando ao telefone com uma tal de Tanya quando cheguei.
–Rosalie escute, eu...
–Não escuta você Edward! Você me acha doce, mas não poderia estar mais enganado, você tem sorte de ter se casado com minha irmã e não comigo, pois diferente dela eu já teria te dado um pé na bunda na primeira oportunidade, mas infelizmente ela não pensa assim e ainda acredita que talvez possa existir bem mais por trás dessa criatura fria que você aparenta ser porque ela é doce, porque ela é gentil e costuma ter nas pessoas uma fé que eu não sou capaz de ter.
–Acho que você não está falando de minha esposa e sim de outra mulher, tudo o que Bella costuma fazer é me dar patadas. –apontei.
–Você já imaginou que o culpado disso talvez seja você? Que ela talvez só esteja se defendendo? E que essa Bella que você conheça talvez não seja a verdadeira?-minha cunhada questionou dura.
–Aonde você quer chegar com tudo isso Rosalie?-eu não estava com paciência para sermões.
–Seja o que for que você esconde Edward conte logo a Bella, confie nela e abra seu coração enquanto há tempo porque se você não puder fazer isso com sua esposa então não poderá fazer com mais ninguém.
–Rosalie... –a interrompi.
–Eu ainda não acabei. – disse-me com voz cortante. — Eu vou fingir que não escutei essa ligação, mas não pise mais na bola com minha irmã ou eu sou capaz de acabar com você por ela. Se existe alguém tão doce e sensível quanto Esme esse alguém é Bella.
Se existe alguém tão doce e sensível quanto Esme esse alguém é Bella.
As palavras de Rosalie ecoaram em minha cabeça. Será que eu havia me enganado a respeito das irmãs Swan?
Continua...
Notas finais
Edward veio até mim me abraçando. Eu estava sentada em uma espreguiçadeira na nossa varanda.
- E aí como ele está?
- Bem na medida do possível. Ele sente muito a falta da minha mãe.
- Acha que eles irão se divorciar?
- Acho que não, não sei. Tudo depende da dona Esme.
- Viu como uma relação pode se despedaçar por conta de um segredo?- eu não tive a intenção de soar como uma cobrança, mas foi exatamente assim que soou.
- Isabella... Eu... Eu sei que te devo respostas. E vou te dar. Eu só te peço um pouco de paciência. Não é uma coisa fácil pra mim, mas prometo que assim que eu me sentir um pouco mais seguro eu vou te contar tudo.
- Seguro? Seguro de que Edward?
- Seguro em nossa frágil relação. Isabella... Eu não quero que acabe... Não quero que o que nós temos acabe.
- E por que acha que pode acabar se você me contar?
- Vai por mim. Pode sim acabar... Eu não quero te perder.
Meu coração acelerou por dois motivos. Primeiro: o que era este segredo de Edward que fazia achar que eu não iria querer mais ficar com ele? Segundo: suas palavras me deram a certeza do que eu desconfiava. Eu também não o queria perder. Eu estava apaixonada por ele. E ele? Estaria por mim também?
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