Casamento de Aparências
14 Revelação
Notas iniciais
Oi meninas lindas.
Casal faísca na área.
Aproveitem o capítulo, é o tão esperado por vocês.
Agradecimentos a todas que comentaram, já passamos de 1000 comentários e as três lindas que recomendaram.
Emma Pattinson
NEIDE SOARES SILVA
Neusa Santos F
Beijos.
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N/A Nilcia
Olá amores, resolvemos postar um pouquinho antes, olha como somos boazinhas kkkkkkkkkkkkkk
Espero que gostem do capítulo e sobre o segredo, para Edward se trata de algo grandioso pela culpa e medo que carrega.
Beijos amores!
Capítulo 14
PDV de Bella
A loira empinou seu nariz e me olhou desafiadoramente. Ah! Ela queria o que?! Que eu descesse a mão na cara dela. Por que era pouco que faltava pra isso. Olhei pra ela.
- Queira me acompanhar senhorita...
- Denali, Tanya Denali. Mas não vejo porque devo acompanhá-la. Vim para falar com o Edwa... Com o Sr. Cullen.
Dei meu sorriso falso, que eu reservava para algumas ocasiões.
- Lhe garanto que apreciará muito nossa conversa.
A vaca loira quer dizer, a moça loira me olhou de cima a baixo e sorriu.
- É, pode ser interessante.
Segui para a sala de Edward, e esperei a loira entrar. Olhei para Eloise.
- Não nos interrompa ok.
- Sim, Senhora Cullen.
Ela me olhou sabendo que negocio estava feio para minha acompanhante.
Entrei na sala de Edward e ri mentalmente ao ver a loira olhando uma foto minha e dele que estava na mesa do meu marido.
Dei a volta e agindo teatralmente sentei na cadeira do Meu! Meu marido!
- Então senhorita Denali? O que deseja com meu marido?
- Assunto meu e dele.
A loira teve a cara de pau de me dizer.
- Garanto que sei todos os assuntos do meu marido. — Nem todos pensei, mas Tanya não precisava saber.
- Duvido que o que eu ele temos a tratar você saiba.
Lá estava a malicia na voz dela. Aí foi demais pra mim.
- O que está insinuando, hein? Vá direto ao ponto Tanya.
Ela permaneceu calada.
- Acha que não sei que vive ligando pra Edward, e se quer saber ele tem ignorado todas as suas chamadas.
Tive o prazer de ver a cara de desgosto da loira.
- Mentira! Edward jamais deixaria de me atender.
Foi o que bastou para me fazer explodir de vez.
- O que você tem com meu marido? Vamos fale!
Tanya se levantou me dando um olhar superior. Nunca odiei tanto uma mulher na vida.
- Se ele não te disse nada senhora Cullen, não sou eu que vou falar. Agora se me der licença eu tenho que ir.
- Pode parar ai! – rugi — Não vai sair daqui sem me dar uma explicação.
- Se quer tanto saber pergunte pro seu marido.
- Já sei qual é o seu plano. É alguma mulherzinha sem classe que ele comeu e que agora quer me jogar contra ele. Pois saiba que não vai funcionar. Eu e Edward estamos muito bem juntos. É a mim que ele beija todas as noites. — sorri ao ver a cara da vaca loira — É o meu nome que ele geme todas as noites querida.
Tanya não disse nada e saiu da sala furiosa. Pude saborear minha pequena vitoria por alguns minutos até que me dei conta de que poderia haver mais por trás da historia e de que essa mulher era chave de tudo. Sem pensar muito voei até minha sala pegando minha bolsa e correndo até a recepção.
A loira não estava em nenhum lugar, então saí para a rua e a frente do prédio. Ela esperava um taxi. Perfeito. Fui até meu carro espreitando o momento certo de segui-la. De hoje não passava! Eu iria descobrir o que essa mulher era na vida do meu marido.
Em seguida um taxi parou e ela entrou. Seguimos por ruas calmas e tranquilas de LA, e eu sempre tomando o cuidado de que o taxista não percebesse que eu os seguia.
A frente de uma famosa clínica médica ela desceu. Mas espere ai! Esta clinica é do Jasper! O que ela fazia aqui? Será que Tanya também tinha algo a ver com Jasper? A historia ficava cada vez mais estranha.
Desci e fui até a recepção fingindo procurar um parente. A recepcionista, muito simpática, se esmerou em me ajudar e foi até o arquivo procurar o paciente que não estava sendo encontrado no sistema da clínica. Aproveitei este momento e entrei corredores adentro. Passei por vários quartos e espiava discretamente. Já estava desistindo quando uma cabeleireira loira me chamou atenção. Escondi-me atrás de uma coluna e vi Tanya entrando em um quarto com uma enfermeira. Esperei alguns minutos, na mais pura ansiedade, e logo elas saíram novamente.
Devagar e cuidadosamente segui em direção ao quarto. Ao chegar próximo a porta parei. Eu realmente queria saber o que estava ali naquele quarto? Minha mente dizia que sim, meu coração dizia não. Não dando razão a nenhum dos dois entrei no quarto.
Era um quarto bem decorado apesar de ser de uma clínica. Havia uma varanda e o quarto era repleto de flores e quadros pintados por algum artista amador. Olhando mais atentamente vi que havia algumas telas em branco mostrando que provavelmente quem habitava este quarto era o pintor dos quadros.
- Quem está aí?
Uma voz feminina soou através de uma porta que deveria ser o banheiro. Não deu tempo pra eu pensar em reagir e uma mulher na faixa dos 45 anos, talvez mais, apareceu. Apesar da aparência de quem visivelmente estava doente ela era muito bonita. Tinha cabelos compridos negros que chegavam até a cintura, e era maga. Quem seria ela? Ou melhor, ela seria “ela”?
- Quem é você?
A mulher falou me olhando. Mas antes que eu pensasse em falar uma voz me interrompeu.
- Com quem está falando mamã...
Tânia Denalli me fuzilou com o olhar.
- O que faz aqui?!
Quase gritou, mas parou ao ver a mulher, desconhecida para mim pelo menos, parada no meio do quarto.
- Ah legal! Duas enfermeiras pra mim.
A mulher desconhecida disse. Estranho, ela parecia não conhecer nenhuma de nós.
- Eu já falei que não sou enfermeira.
Tanya disse olhando para a mulher.
A mulher desconhecida pareceu não entender, deu de ombros e foi para a cama ligando a televisão.
Senti uma pressão no meu braço e logo me vi arrastada por Tânia para fora do quarto.
- Vai embora daqui!
- Quem é ela?- indaguei não dando bola pra o que a vaca loira disse.
- Não interessa!- ela falou.
- Pode ser do jeito fácil ou do jeito difícil. Do difícil, eu vou até o dono desta clinica que por acaso eu conheço e pergunto o quero saber. Então por que você não me diz e aí eu vou embora. — joguei pra ver se ela caia.
Ela suspirou.
- É minha mãe.
- Sua mãe? Ela nem pareceu reconhecer você. Chamou-te de enfermeira.
- Ela sofre de Alzheimer. Às vezes não me reconhece.
Momentaneamente me deu pena da vaca, digo da loira.
- Eu sinto muito.
- Satisfeita? Agora por que não vai embo...
Tanya dizia até ficar branca como papel olhando fixamente para um ponto atrás de mim. Ao me virar, para ver o que ela olhava, dei de cara com meu marido nos olhando perplexo.
PDV de Edward
Havia saído pra caminhar. Desliguei o celular e só caminhei por duas horas sem rumo, sem destino. Quantos anos eu não fazia isso? Precisava pensar. Não adiantava mais fugir eu precisava contar a minha esposa tudo o que escondi por tantos anos. Eu queria meu casamento. Não queria perde-la e se eu não tomasse uma atitude logo era isso que iria acontecer.
Dirigi-me para a empresa e chegando lá minha secretaria me disse algo que quase me fez cair para traz. Tanya havia ido lá e Isabella conversou com ela. Droga! O que elas teriam conversado? Tanya não ia dizer nada. Eu confiava nela. Ela sabia que ninguém poderia saber.
Perguntei a Eloise por minha esposa, e ela não soube me dizer somente que ela havia saído. Verifiquei as câmeras de segurança e vi que Isabella saiu atrás de Tânia. Certamente a seguiu. Não consegui controlar meus passos e voei para a clínica onde provavelmente encontraria minha esposa.
Corri pelos corredores e estaquei ao ver Isabella e Tanya no que parecia ser uma conversa significativa.
Tanya me viu e após Isabella também me olhou. Seus olhos não demonstraram nenhuma emoção. Ela só... Olhou-me.
Aproximei-me delas e vi que Tanya estava assustada talvez temendo minha reação.
- Eu não disse nada a ela, Edward.
- Tudo bem Tanya. — falei com os olhos presos em minha mulher.
Ela me olhou mais uma vez e se pôs a caminhar para a saída sem nenhuma palavra.
Comecei a me mover para ir atrás dela quando Tanya me chamou.
- Edward...
- Agora não Tanya. Preciso falar com Isabella.
Deixei Tanya e fui atrás de minha esposa que estava parada próxima a seu carro.
- Isabella eu...
- Não Edward! Chega! Ou você me fala tudo agora. Toda a verdade ou nosso casamento acaba aqui.
Respirei fundo absorvendo o choque das suas palavras.
- Certo. Vamos conversar. Não aqui obviamente. Vamos pra casa.
Ela entrou no carro, e eu fui até o meu dirigindo o tempo todo atrás dela. Chegamos a nosso apartamento e fomos diretamente para a varanda, onde por tantas vezes nos amamos.
Isabella sentou-se e me encarou esperando. Respirei fundo.
- O que vou te contar ninguém sabe... Somente eu e Tanya.
Andei de um lado para o outro tentando achar a melhor forma de falar.
- Lembra-se o que lhe contei outro dia sobre a professora de piano? — ela assentiu- Carmem Denali, ela é a mãe de Tanya.
Ela me olhou pensando.
- A mulher que vi no quarto? Que tem Alzheimer?
- Sim. Ela mesma. Como eu te falei, na época dos meus 17 anos eu a conheci. Ela foi minha professora de piano e... E fomos amantes.
Falei olhando a reação dela. Ela arregalou os olhos por um momento, mas depois manteve suas reações para si.
- Amantes? – assenti — Mas ela é bem mais velha que você.
- Sim. Na época ela tinha 35 anos. E é claro era casada e tinha uma filha pequena, Tanya.
Falei me lembrando da época.
- Carência afetiva ou materna pode usar qualquer um dos dois motivos para que eu me envolvesse com ela. Eu não sei responder a isso. Ela foi a primeira mulher que me interessei. Foi meu primeiro beijo. Primeiro sexo. Tudo. Ela me ensinou a ser alguém melhor, me dava conselhos, éramos amigos além de amantes. Ela era... É uma mulher maravilhosa. Ela vivia uma crise no casamento, não sei, mas só sei que ficamos juntos por meses. Até que eu quis mais. Eu a amava. Estava loucamente apaixonado e pedi a ela que ficasse somente comigo. Mas o que um garoto como eu tinha pra oferecer? Nada. Ela não aceitou e terminou o que tínhamos. Então eu enlouqueci. Deve ser nesta época que meus pais ficaram mais preocupados comigo. Eu comecei a beber me droguei e por sorte não virei um viciado. Então inconsequentemente fui atrás de Carmem implorando que voltássemos. Fui a casa dela e lá não resistimos e fizemos amor e aí...
Parei o que ia dizer.
- O marido dela nos pegou na cama. Foi horrível. Ele ficou descontrolado não tanto comigo, já que viu que eu era um garoto, mas com Carmem ele foi cruel. Disse coisas horríveis a ela e o pior para mim foi ouvi-la dizer que o amava. Eu saí de lá e mais tarde soube que ele morreu em um acidente de carro. Ele ficou fora de si bebeu e saiu de carro. Após isso Carmem entrou em grave depressão, não superando a perda do marido. E por conta disso, ela desenvolveu Alzheimer. E eu? Bom eu tenho que conviver com a culpa de ter destruído uma família. De ter feito isso com Carmem, de ter deixado Tanya sem pai e sem mãe praticamente. Por isso me fechei Bella? Passei a ser frio. Não queria mais este sentimento de paixão e loucura em minha vida. Isso só destrói. Eu só destruo aquilo que amo.
Isabella se levantou abruptamente ficando a minha frente bem próxima mim.
- Edward você não teve culpa.
- É claro que tive. Eu era um garoto, mas sabia o que era certo e errado, Bella.
- Você era um garoto e estava apaixonado. Não pode se sentir culpado por isso.
- Olha o que foi a vida dessa menina. Tanya. Ela não tem ninguém.
- Você as ajuda? Tanya e Carmem?
- É o mínimo que posso fazer.
Respirei fundo, e olhei para minha esposa. Por que ela não estava me xingando de todos os nomes impublicáveis? Ela estava calma e tranqüila.
- Por que não está com raiva de mim? Por esta coisa horrível que fiz?
- Você não tem culpa e por que...
Ela desviou os olhos dos meus.
- Por quê...?
Perguntei olhando em seus olhos até ela me olhar também.
- Porque amo você.
Continua...
Notas finais
Não nos matem kkkkk
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Spoiler
-Eu poderia passar minha vida aqui com você assim, sabia?-eu disse quando estamos deitados em nossa cama assistindo a algum filme romântico na TV. Bella o escolheu, eu nem mesmo prestei atenção sobre qual era.
-Idem, mas acho que você não pode, não é? ela murmurou parecendo triste.
-Por que diz isso?-perguntei acariciando seus cabelos.
-Bom, você precisa cuidar de Carmem e Tanya. Nem sempre poderá estar comigo, sei que terá que dar prioridade a elas.
Merda! Bella estava insegura e a culpa era minha.
Eu podia sentir isso em sua voz.
-Nada é mais importante para mim que você Bella, nada. garanti beijando seus cabelos macios e sedosos.
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