Notas iniciais
N/A Ju beija flor
Oi meninas lindas.
Casal faísca na área.
Queridas, quero desejar a vocês um feliz ano novo e dizer que agora é que começa a diversão. Se quiserem acompanhar nosso casal faísca é melhor se prepararem para as confusões daqui pra frente.
Divirtam-se.
Sempre me desculpando por não ter tempo de responder os reviews maravilhosos que vocês deixam. Obrigada de coração.
Beijos
Até semana que vem.
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N/A Nilcia
Olá meninas,
se divertiram muito nesse natal? Espero que sim.
Obrigada as lindas Cris Cullen,
Eduarda Beulque, Monyq C pelas recomendações.
Obrigada também por todos os comentários meninas.
Nesse capítulo vão querer nos matar ao final eu sei, mas lembrem que vocês precisam dessas lindas autoras vivas kkkkkkkkkkkkkkk
Beijos meus amores!

Capítulo 5

PDV de Bella

Marcus, meu cabeleireiro preferido, estava trançando uma elegante trança na raiz em meus cabelos, mas eu mal percebia seus movimentos, pois além de suas mãos serem extremamente leves, meus pensamentos estavam longe.

Olha como é a vida? Eu estou prestes a fazer aquilo que mais abomino nos últimos tempos... um casamento de conveniência. De aparências.

-Você está magnífica Bella.

- Obrigada Marcus.

-Tem uma coisa que ainda não entendo querida. Todos os jornais anunciaram o casamento de Rose e Edward, e agora você irá se casar com ele, por quê?

- Como sempre os jornais se equivocaram. – dei de ombros cinicamente.

- Claro você e Edward formam um lindo casal. – algo na voz de Marcus chamou minha atenção.

-Você o conhece?

-Não, mas quando estava vindo para cá o encontrei e ele está visivelmente apaixonado por você. – com certeza Marcus viu coisas aonde não tem. – Eu disse a ele que estava vindo para o seu quarto arrumá-la e deixá-la deslumbrante para ele. E sabe o que ele disse?- ele perguntou todo empolgado.

-Não tenho a menor ideia. – respondi.

- Que não era necessário, que você é naturalmente magnífica. O mais bonito é que mesmo com aquela aparente frieza os olhos dele brilham ao falar de você.

Tentei não dar ouvidos as palavras de Marcus, me iludir definitivamente não uma boa ideia. Esse é um casamento de interesses, aparências.

-Edward é um homem maravilhoso Marcus. – murmurei tentando parecer o mais apaixonada possível.

-Deve ser mesmo, me diz ele uma loucura mesmo na cama?- meu queixo caiu com tal pergunta.

-Pensei que você gostasse de mulheres e não de homens Marcus. – comentei.

-E gosto, mas desde que o casamento de Edward Cullen foi anunciado as minhas clientes não param de comentar o quanto será difícil perder essa loucura de homem gostoso. Imagino que muitas delas já tenham... Você sabe. – ele deixou no ar.

-Não acredito nisso, meu Edward não é nenhum libertino. E sim ele é incrível. –ou pelo menos, às vezes, acredito que seja. Completei mentalmente.

Eu não sei muito porque exatamente o defendi, só sei que menti para manter a farsa.

-Terminei. –Marcus anunciou. –Você está esplêndida! Aposto que Edward vai cair para trás quando te ver.

-Ótimo, não quero me atrasar. – eu disse louca para não ter que mentir mais.

- O que é isso querida? Tenho certeza que seu noivo não será louco de fugir e além do mais, é tradição a noiva se atrasar pelo menos dez minutos. – tive que me esforçar para não revirar os olhos.

-Quem é? -perguntei quando bateram na porta.

- Charlie. Posso entrar?- ele perguntou colocando a cabeça para dentro.

-Claro pai. Marcus, por favor, nos dê licença. –pedi.

-Claro. Boa sorte querida, que sejam muito felizes.

-Obrigada. – agradeci antes de ele sair.

-Algum problema papai?- perguntei ainda sentada em frente ao espelho, mas olhando para ele.

-Desista desse casamento querida, ainda há tempo.

-Pai, eu lhe confesso que tento, mas não lhe entendo. Por que quer tanto que eu desista desse casamento? Rosalie não iria fazer o mesmo? Qual a diferença?- questionei mirando diretamente os olhos martirizados de meu pai.

-É diferente. – respondeu desviando o olhar.

-Sua irmã sempre foi uma rebelde atrevida, mas você não, você sempre foi a minha bonequinha doce, sensível, a minha menininha frágil. – ele acariciou meu rosto. – Eu não quero vê-la sofrer em um casamento sem amor querida.

-Não se preocupe papai eu sei perfeitamente o que estou fazendo e mesmo não parecendo o senhor sabe que emocionalmente sou bem mais forte que Rose. O senhor sabe que entre nós duas ela sofreria bem mais em um casamento de aparências.

-Desta vez não há nada que eu possa fazer para que mude de ideia, não é mesmo?- ele murmurou vindo até mim e me abraçando.

-Sinto muito. –falei contra seu peito.

-Eu sei que não digo muito isso filha, mas eu amo você.

-Também amo você papai.

-Acho que está na hora, vamos? Se eu a fizer chorar e estragar sua maquiagem sua mãe me mata.

Nós dois rimos um pouco de seu comentário e seguimos para as escadarias onde a macha nupcial teve inicio ao som de Sarah Brightman e Andrea Bocelli.

http://www.kboing.com.br/andrea-bocelli/1-44589/

(Tradução)

Hora de dizer adeus

Quando estou sozinho

Sonho com o horizonte

E me faltam palavras,

Sabes-se que não há luz

Em um quarto

Quando não há sol,

Se você não está aqui comigo, comigo.

Pela janela

Mostra a todos o meu coração

Que você pode entrar,

E guarda dentro de mim

A luz que

Você encontrou pelo caminho



Jamais imaginei que meu coração fosse disparar ao som dos primeiros acordes, na verdade creio que foi a imagem de Edward parado como um anjo sobre o altar que me causou isso, simplesmente indescritível com seus cabelos cor de bronze sempre revoltos.

É hora de dizer adeus.

Países que eu nunca

Vi nem vivi com você,

Agora sim viverei lá,

Partirei com você

No navio pelos mares

Que, eu o sei,

Não, não, não existem mais,

É hora de dizer adeus.

Respirei fundo antes de nossos olhares se cruzarem e uma estranha corrente percorrer todo meu corpo.

Quando você está longe,

Sonho com o horizonte,

E me faltam palavras,

E eu sei sim que

Você está comigo, comigo,

Você, minha lua, está aqui comigo,

Meu sol, você está aqui comigo,

Comigo, comigo, comigo.

O sorriso esplêndido que Edward dirigiu a mim por um momento me fez esquecer que tudo isso é uma farsa infeliz, me fez acreditar que tudo realmente vale à pena e que ele é realmente completamente meu.

É hora de dizer adeus.

Países os quais eu nunca

Vi nem vivi com você,

Agora sim viverei lá.

Partirei com você

No navio pelos mares

Que, eu o sei,

Não, não, não existem mais,

Lá eu reviverei com você.

Partirei com você,

Que, eu o sei,

Não, não, não existem mais,

Lá eu reviverei com você.

Partirei com você,

Eu com você

Eu e você!



Ao fim da música muitos convidados choravam, segundo a mãe de Edward essa era uma das músicas preferidas dele.

- Cuide bem de minha filha meu jovem. – meu pai disse dando um leve aperto em meu braço e me entregando a Edward.

- Como minha vida Charlie. –Edward respondeu antes de beijar minha testa.

[***]

- Queridos irmãos aqui estamos reunidos para celebrar o casamento de Edward Cullen e Isabella Swan. Nossos corações devem ficar jubilosos porque para estes jovens hoje começa uma nova vida cheia de promessas e alegrias. É certo que sendo os dois ainda jovens vão enfrentar muitos desafios pela frente que a vida nos impõe, mas com a certeza de que estarão sempre juntos através dos laços do matrimônio eterno que hoje eles vêm até aqui para receber. É de livre e espontânea vontade que ambos estão aqui para contrair matrimônio?

-Sim. –Edward não hesitou ao responder, ao contrário de mim que relutei.

-S-sim.

-Assim diz São Paulo em 1 Coríntios 13:4-7... O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

Durante a cerimônia foi impossível não me emocionar, por mais que eu tenha tentado demonstrar indiferença não consegui, principalmente durante os nossos votos.

-Eu, Edward Cullen, te recebo Isabella Swan, como minha esposa e te prometo ser fiel, amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, não por obrigação, mas porque assim mereces e assim desejo de todo meu coração, porque quero ser não apenas teu marido, mas também teu companheiro e amigo por todos os dias de nossas vidas, enquanto vivemos.

-Eu, Isabella Swan, te recebo Edward Cullen como meu marido e te prometo ser fiel, amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, terás em mim não só uma esposa, mas também amiga de todas as horas e assim sabes que quando caíres ou quando sorris terás ao teu lado alguém leal a ti enquanto vivemos.

-As alianças.

Durante a troca de alianças os dedos longos de Edward tocaram meus dedos como fogo em brasa.

-Há alguém aqui que possa impedir esta união?-o padre esperou alguns segundos antes de falar. -Pelo poder a mim concebido eu vos declaro marido e mulher. O que Deus uniu o homem jamais poderá separar. Pode beijar a noiva.

Seus lábios macios tocaram os meus com suavidade, mas meu corpo inteiro estremeceu e pelo visto eu não fui a única, pois por um instante notei a mesma sensação em meu agora marido por mais que essa não tenha sido a primeira vez em que nos beijamos e por um instante nos perdemos um ao outro.

O aplauso dos convidados nos tirou de nosso mundinho de cristal e depois de um momento no mínimo embaraçoso recebemos os cumprimentos dos convidados e seguimos para a parte mais massacrante de tudo: à festa.

Foi horrível escutar a todos dizerem sobre como formamos um belo casal e como seremos felizes juntos enquanto Edward e eu sabemos que não será assim, quando o teatro começou a ficar insustentável Edward me puxou para cortamos o bolo e ao tirar descaradamente minha cinta-liga com os dentes a jogou na cara de James. Tenho certeza que ele fez isso porque na hora dos cumprimentos James se demorou ao meu lado mais que o necessário e pela expressão de James a vingança viria a galope.

Dancei a valsa primeiro com meu pai, depois com meu marido, meu sogro, Jasper, meu marido outra vez e então o que eu desconfiava aconteceu. James veio até nós e de maneira debochada me tirou dos braços de meu marido que não teve outra saída a não ser dançar com sua mãe.

-Você não devia ter feito isso James. – o repreendi.

-Mas eu não fiz nada, apenas a tirei para dançar. – a voz dele foi tão cínica que foi impossível não rir.

-Você sabe por que ele fez aquilo? – disse me referindo à cinta-liga.

-Eu não tenho culpa se ele é tão ciumento e a esposa dele é tão deslumbrante. – seu tom sempre tão galante se fez presente em sua voz.

-Assim você me deixa sem graça James. –falei sentido meu rosto ficar rubro.

-Não fique eu só estou dizendo a verdade e seu marido sem querer me fez um favor. – ele disse em um tom enigmático e sedutor.

- Que favor?-indaguei desconfiada, enquanto girávamos com leveza pela pista de dança.

Confesso que fazia isso um tanto desconfortável, pois mesmo estando de costas eu podia sentir os olhos de Edward a queimar minha pele.

-Agora todas as noites antes de dormir poderei sentir seu cheiro.

-James!-exclamei dando um leve tapa em seu ombro.

-E se dê por satisfeito porque a partir de agora será a única forma que irá senti-lo. – a voz cortante de Edward me fez gelar e temer um escândalo em plena festa. – Minha vez senhora Cullen. – Edward declarou me puxando para si, enquanto fuzilava James.

Durante um bom tempo Edward nada disse, apenas dançava, mantendo uma expressão neutra, porém sua postura era rígida demais.

-Por quanto tempo mais vai agir como um mudo?-questionei.

-Você nunca mais vai se aproximar dele. – ele disse friamente.

-Isso quem decide sou eu. – respondi indiferente.

-Você é minha esposa e há pouco tempo e me prometeu fidelidade.

-Exatamente, fidelidade, não obediência cega como um cachorrinho. – rebati tentando me soltar de seu aperto.

-Onde pensa que vai?- ele perguntou, no entanto não me deu tempo para responder atacando lascivamente minha boca.

Não foi um beijo calmo, foi algo furioso, intenso, selvagem que nos fez esquecer todos ao nosso redor e durou até nossos pulmões arderem por falta de ar.

-Vou trocar de roupa. –falei ainda meio tonta por sua atitude possessiva.

[***]

-Seu casamento foi lindo amiga, aquelas flores de laranjeira e frísias ficaram perfeitas.

Sinceramente eu não soube bem o que dizer já que não prestei a mínima atenção em nada a não ser nas expressões de Edward que durante toda cerimônia permaneceu tranquilo e por uns instantes até mesmo feliz e emocionado, mas devem ser coisas da minha própria mente querendo me convencer de que tudo isso não é cem por cento uma mentira.

-Sim estava tudo maravilhoso.

-O que foi aquilo lá na pista de dança?-Alice perguntou enquanto eu calçava os sapatos.

-James provocou Edward e ao que parece meu marido decidiu agir como homem das cavernas.

-Se já foi assim na pista de dança imagina na lua de mel.

Meu rosto ficou rubro de vergonha e desejo.

-É... melhor eu nem pensar nisso agora, até mesmo porque tudo não passa de aparências.

-Pode ser, mas também pode ser que um dia vocês sejam felizes juntos.

-É, quem sabe, não?-dei um sorriso singelo.

-Por enquanto só tente viver ao lado de seu marido da melhor forma possível.

Eu não pude responder Alice porque meu celular tocou chamando minha atenção.

-Rosalie. – eu exclamei assim que reconheci o número.

-Está muito brava comigo?

-Imagina você se mandou soltando uma bola de fogo em minha mão e eu não estou nem um pouquinho irritada.

-Me desculpa Bella, eu me desesperei, eu não sabia o que fazer, eu não ia conseguir ficar aí e dizer sim a Edward. Ele merece alguém melhor do que eu, alguém mais forte, capaz de bater de frente com ele e lidar com os fantasmas ocultos desse homem. –eu simplesmente fiquei sem entender minha irmã.

-Eu não compreendo Rose.

-Bella, eu sei que depois do que eu fiz não tenho o direito de te pedir nada, mas não desista de Edward, tente conhecer a pessoa maravilhosa que ele é. Edward pode ser uma pessoa bem agradável quando quer. Vocês se casaram?

-Sim, mesmo sendo um completo erro me casar com o homem que foi da minha irmã até hoje de manhã.

-Ele nunca foi meu, minha irmã! Edward e eu jamais trocamos mais que alguns beijos. Sempre foi você que ele quis e eu soube disso no momento em que os vi discutindo durante aquele café da manhã no dia seguinte ao meu noivado com ele.

-Você pirou?

-Não, talvez um dia você me agradeça por isso. Seja feliz maninha. Diga a nossos pais que eu estou bem e que ligarei para eles, beijos e até daqui algum tempo.

-Rose espere!-não adiantou, ela desligou.

-Ela disse onde está?-Alice quis saber.

-Não, e duvido que vá dizer tão cedo.

-Bem, agora é melhor voltamos para a festa, todos já devem está ansiosos por sua volta. –concordei com ela.

[***]

Se eu soubesse que teria sido melhor assim, teria ficado em meu quarto com Alice. Quando voltei à festa busquei Edward por ela com o olhar só não esperava encontrá-lo com minha secretária. Katy cochichava ao ouvido de Edward muito intimamente para o meu gosto.

Vi os dois se afastarem e os segui de longe, os dois pararam em um corredor deserto e não pude escutar a conversa claramente desde o inicio por estar um tanto distante, mas o que ouvi foi o suficiente para sentir meu sangue ferver.

PDV de Edward

Não creio que possam existir palavras dignas de descrever a beleza de Bella quando ela desceu as escadas guiada pelo pai.

Quando a vi no vestido incrivelmente trabalhado e que caía como uma luva sobre seu corpo, eu tive a certeza de que ele jamais fora realmente feito para Rosálie e sim sempre para ela.

Eu iria fazer os votos tradicionais da igreja, porém no último instante optei por algo mais pessoal e totalmente sincero mesmo que mais tarde eu não fosse admitir isso nem para mim mesmo.

Durante toda a cerimônia eu a notei me analisando discretamente, mas não liguei e sabendo que um casamento de interesses e aparências a deixava extremante desconfortável, tentei fazer com que ela se esquecesse de tudo assim como eu e tentei deixá-la o mais confortável possível.

Meu sangue ferveu quando o fulano que estava com ela na primeira vez em que a vi se aproximou e ficou abraçando-a e falando com ela mais que o necessário.

Mas me controlei porque nos últimos tempos o que minha mãe mais dizia é que o casamento era um momento de extrema importância na vida de um casal, mas especialmente para a mulher não há precedentes.

Cortamos o bolo e aproveitei para jogar a cinta-liga que minha esposa estava usando na cara do fulaninho, mas ele foi abusado ao ponto de tirá-la de meus braços e não me restou outra saída a não ser dançar com minha mãe e mais uma vez me controlar para não estragar tudo.

-Edward pare de fuzilar o rapaz, ele só tirou sua esposa para dançar.

-Ela é minha esposa. – murmurei a contragosto.

-Mas não é sua propriedade, ele é amigo dela. – mamãe me repreendeu em seu tom carinhoso de sempre.

Ela falou mais alguma coisa, mas eu não prestei atenção preocupado demais com minha esposa nos braços de outro.

Vi Bella ficar rubra e eu tive a certeza de que ele disse a ela algo que não deveria.

- Com licença mamãe, mas é hora de reclamar minha esposa.

- Que favor?- a escutei perguntar desconfiada, enquanto giravam pela pista de dança.

-Agora todas as noites antes de dormir poderei sentir seu cheiro. – diante da resposta dele tive vontade de mandá-lo para o outro mundo mais cedo.

-James!-Isabella exclamou com indignação dando um leve tapa em seu ombro.

-E se dê por satisfeito porque a partir de agora será a única forma que irá senti-lo. – eu avisei com voz cortante. –Minha vez senhora Cullen. – eu disse a puxando para mim, enquanto fuzilava o tal James e lembrava a mim mesmo de que isso não é um casamento de verdade, de que é um casamento de interesses e aparências.

-Por quanto tempo mais vai agir como um mudo?-a voz suave de minha esposa chamou minha atenção já que eu estava a algum tempo distante.

-Você nunca mais vai se aproximar dele. – eu disse friamente decidido a mantê-la longe dele.

-Isso quem decide sou eu. – ela respondeu com sua indiferença habitual.

-Você é minha esposa e há pouco tempo me prometeu fidelidade.

-Exatamente, fidelidade, não obediência cega como um cachorrinho. – rebateu tentando se soltar de meu aperto.

-Onde pensa que vai?-perguntei, porém não dei há ela tempo para responder atacando lascivamente sua boca, pois sabia que ela iria me dizer alguma grosseria que poderia me fazer explodir de vez.

O beijo que trocamos foi um ato que de certa forma chegava a ser violento, por mim eu a faria minha ali no meio da pista sem me importar com quem quer que fosse, mas logo nossos pulmões gritaram por ar.

-Vou trocar de roupa. – ela falou parecendo perturbada pelo que aconteceu.

Bella estava demorando demais e Katy se aproveitou disso para se pendurar em meu pescoço, eu tentei a todo custo me livrar dela sem ser violento, pois se minha esposa visse o tempo iria fechar.

Achei melhor levá-la a um lugar mais reservado para fazê-la entender que as coisas entre nós estavam terminadas, que eu agora sou um homem casado e que mesmo não a amando vou respeitá-la, só que nada é como queremos.

-Katy pare!-exclamei tentando tirá-la de meu pescoço.

-Vamos lá Edward, não custa nada nos divertimos um pouco, podemos ir até o banheiro e... — ela disse de forma sedutora, mas eu a cortei.

-E nada Katy, já disse.

-As coisas não eram bem assim antes para você. – ela disse manhosa.

-Antes eu não era casado, agora sou e pretendo respeitar minha esposa, entenda. –respondi firme.

-Eu vou enchê-lo de beijos, vou enlouquecer você até você gozar como na sua despedida de solteiro e...

-E vai sair da minha casa imediatamente!

A voz raivosa de Bella fez Katy me soltar automaticamente.

Continua...

Notas finais
Uiii... e agora meninas? Será que A Bella vai dar coça na Katy? Ou no Edward?
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Spoiler
- Isabella aquilo que você viu não é...
-... Não é o que estou pensando. Bla, bla, bla o problema não é o que estou pensando Edward e sim o que eu vi.
- Não viu nada demais.
- Você tem um caso com a minha secretaria!
- Não! Não é assim. Divertimo-nos algumas vezes, mas foi só. Eu vou respeitar você.
- Acho que não conhece esta palavra querido marido.
- Quer parar de me chamar desta forma.
- Que forma? Querido marido?... Oh querido marido.
- Mas você é osso duro hein? E eu que achava que seria interessante me casar com você do que com sua irmã.
Ela me olhou furiosa.
- O que quer dizer com isso?
- Bom sua irmã é mais calma, pacifica, submissa, doce. E você é um vulcão em erupção. Uma megera indomável...
- Seu cretino! Como ousa falar assim de mim? Bem se vê que não conhece as mulheres. Não conhece a mim. E muito menos a Rose. Ela não é nada submissa.
Aproximei-me dela.
- Eu conheço muito bem as mulheres, Isabella.
Ela riu debochada.
- Ah, conhece?
- Sim e sei exatamente o que se passa no corpo de uma mulher. - falei colando meu corpo ao dela. Senti sua respiração se acelerar. Sei quando uma mulher sente desejo. Assim como você está agora. Louca de desejo. Assim como eu estou agora. Louco pra possuir minha esposa.
Não terminei de falar a agarrei em um beijo luxurioso.