Casamento Forçado

32 Luz a uma nova vida


Mônica

Acordei e olhei ao redor. Espera, que lugar é esse? Me levantei e olhei o DC dormindo. Comecei a me lembrar da noite passada.

Finalmente nos acertamos, não estava mais aguentando ficar longe dele. E tudo graças a Monique, nunca pensei que pudíamos ser amigas. O mundo dá muitas voltas mesmo. Nem poderia imaginar que eramos irmãs.

– Já acordada? — Falou ele com a voz rouca.

– Já são dez horas da manhã. — Falei. — Vamos para casa.

– Não. — Falou ele me puxando. — Não quero sair daqui nunca mas.

~♥~

Monique

Estava andando sem rumo pela rua. Essa cidade é muito sem graça, estou morrendo de saudades de São Francisco, estava com saudades de minhas amigas, da minha cadelinha e por incrivel que pareca dos chiliques do seu Johnny, querendo ou não ele é meu pai, ele sempre me tratou com carinho e eu não acho justo eu sai de casa sem nem ao menos falar com ele.

Fui tirada de meus pensamentos quando alguém esbarrou em mim. Fui direto para o chão e bati meu joelho com força na calçada.

– Ai, droga! — Falei segurando meu joelho que começou a sangrar.

– Você está bem? — Perguntou o infeliz que me derrubou no chão até que olhei em seu rosto e vi que era o Cebola. Peguei sua mão e levantei.

– Cebola, anda me seguindo? — Perguntei

– Acho que é o contrário. — Falou ele. — Quer entrar na minha casa? Você está sangrando.

– Acho que seria uma boa. — Falei e entrei na casa dele.

Sua casa era grande e bem organizada. Até que uma mulher um pouco acima do peso e um pouco mas velha aparece na sala.

– Filho. — Falou ela abraçando ele. — Quem é você? — Perguntou ela me olhando.

– É a minha amiga mãe. — Falou ele

– Amiga, sei... — Falou ela maliciosa e eu senti meu rosto esquentar. Que vergonha.

– Mãe! É só minha amiga, eu meio que atropelei ela. — Falou apontando para o meu joelho.

– Meu Deus. Desastrado, acabou com o joelho dela. — Falou ela dando um tapa na cabeça dele e eu me segurei para não rir com a careta que ele fez. — Vou pegar a caixa de primeiros socorros.

– Sua a mãe é legal. — Falei quando ela saiu da sala.

– Ela me trata como um bebê. — Falou ele revirando os olhos. — Não liga não.

– Se você tivesse uma mãe como a minha iria agradecer por ter uma tão legal como ela. — Falei me lembrando de minha mãe, mãe adotiva.

– Eu sinto muito. — Falou ele ficamos em um silêncio constrangedor. Então percebi que estávamos perto demais. Fechei meus olhos e me aproximei dele selando nossos lábios...

– ACHEI A CAIXA DE PRIMEIROS SOCORROS. — Gritou a mãe dele na abrindo a porta. Eu e ele nos separamos bem rápido e eu corei.

Me sentei no sofá e a mãe dele molhou o algodão e passou no meu joelho.

– Ai. — Gemi de dor quando ela apertou com força.

– Desculpa. — Falou ela colocando um curativo no local. — Vou guardar a caixa. — Falou ela saindo me deixando sozinha com ele.

– É... Então... Bom... Já vou indo. — Falei gaguejando

– Tchau. — Falou ele e eu sai com passos largos até a porta e fui embora.

~♥~

Magali

Acordei com uma movimentação estranha no meu ventre. Abri meus olhos e vi Rubens dormindo abraçado em mim. Sorri com aquela cena até que senti uma dor forte na área da bexiga.

Comecei a balançar o Rubens e ele acordou.

– O que foi Maga? — Perguntou ele coçando os olhos.

– Vai nascer. — Falei sentindo outra contração e eu gritei de dor.

~♥~

3ª Pessoa

– Um pouco mais forte. — Falou o doutor enquanto tentava ver alguma parte do bebê, mas não conseguia.

Magali tentou arranjar as forças necessárias mas nunca parecia o bastante, ela estava cansada e coberta de suor.

– Rápido. Temos que fazer uma cesariana. — Gritou o médico e tudo ao redor começou a girar para a Magal

– Magali! — Gritou Rubens quando percebeu que tinha algo errado enquanto as enfermeiras falavam para ele sair da sala de cirurgia. Magali tentou falar com ele mas minha voz não estava saindo. Ela tentou manter meus olhos abertos mas não conseguiu o cansaço consumiu ela fazendo ela cair na inconsciência.

O médico pegou a anestesia rápido para não perder nem o bebê nem a mãe. Aplicou nela. Ele começou a fazer a cirurgia tomando cuidado para não causar danos na bexiga, intestinos ou vasos sanguíneos. Que pode acontecer nesse tipo de procedimento.

Até que ele viu que os batimentos cardíacos dela estavam abaixando.

– Droga. — Murmurou ele. Tinha que ser rápido e preciso para não perder a paciente, o que já estava quase acontecendo. Ele pegou o bebê cheio de sangue por cima de sua pele branca e cortou seu cordão umbilical. A enfermeira pegou a criança e limpou com uma toalha e enrolou em um pano branco.

– Leve ele para a sala de exames. — Falou o médico para a enfermeira que assentiu.

A cirurgia ainda não havia acabado. Ele começou a fazer as suturas até que uma máquina começou a apitar sem parar. Tinha alguma coisa errada.

– Não, droga! — Falou ele olhando apreensivo para o visor do lado da cama de hospital e depois olhou para a sua paciente.

~♥~

Rubens

Eu estava apreensivo. Aqui não é normal em um parto. É? Claro que não.

Ficou algumas horas que mais pareciam dias e nenhum médico vinha lhe dar uma noticia.

A Mônica, a mãe da Magali e outras pessoas já estavam ali esperando noticias, todos preocupados como eu.

Até que eu avistei um médico se aproximando de nós.

– Parentes da paciente Magali Fernandes de Lima Moraes? — Falou ele e todos nos levantamos.

– Como ela está? — Perguntei com medo.

– O meninão está bem, já fizemos os exames e ele é cem por cento saudável. — Falou ele.

– E a minha filha? — Perguntou a mãe dela. — Como ela está?

– Bem... A Magali... — Falou ele arrumando os óculos.

– Como está a minha melhor amiga? — Perguntou agora a Mônica se levantando da cadeira. — Fala logo!