Casamento Forçado
28 Fantasmas do passado - II
Mônica
Encontrar o DC falando com a Monique naquela intimidade acabou com o meu dia. Ainda mas quando ele chamou ela de Nick. Nick? Que coisa ridícula.
– Você está braba comigo? — Perguntou o DC e eu apenas bufei. — Estou até agora tentando descobrir o que eu fiz de errado.
– Nada, DC. Só me deixa em paz. — Falei me jogando na cama.
–Está vem. Deixa eu lembrar o que eu fiz hoje. — Falou ele se sentando na beirada da cama com uma expressão pensativa e eu apenas revirei os olhos. — Fui para a escola, fui almoçar com sua mãe, passamos a tarde fora e eu conversei com a Nick e a Magali...
– Deixa eu dormir DC. — Falei me enrolando no lençol
– Espera... Você está com ciúmes da Nick? — Perguntou ele rindo.
– Não, eu não estou com ciúmes da Monique. — Falei. — E para de chamar ela de Nick antes que eu arranque sua cabeça fora.
– Não fica assim. — Falou ele.- Só estou tentando ser legal com ela.
– Você não precisa ser legal com ela. — Falei bufando e ele riu. — Do que você está rindo?
–Você fica fofa com ciúmes. — Falou ele, droga, não tem como ficar com raiva dele.
– Vê se me erra, garoto. — Falei me virando e ele apenas riu.
~♥~
Luísa
Esperei meu marido dormir, olhei no relógio eram cinco horas da manhã, me levantei devagar na cama para ele não acordar e fazer perguntas. Eu quero ter certeza antes de dizer. Vai que é apenas uma assombração do meu passado.
Fui até o antigo quarto da Mônica, fui até o armário e puxei seu notebook. Liguei ele e fui até a internet e pesquisei o nome "Monique Smith".
Meu Deus, que coisa era essa? Ela tinha muitos e muitos escândalos.
Traição e escândalo.
"Monique Smith, filha do grande empresário Johnny Rick Smith com a polêmica socialite Annie Bayer Smith, foi vista aos beijos com o famoso ator italiano, Jack Dall'Orsoletta que é casado com a Dany Ally Dall'Orsoletta. Segundo fontes, Dany pediu divórcio e a causa seria Monique Smith."
Fiquei chocada quando vi essa notícia. Que tipo de garota ela era? Pivô de uma separação. Eu abri outra notícia que me chamou a atenção.
Mãe, filha e brigas
"Que a relação entre a famosa Monique Smith e sua mãe, Annie B. Smith é conturbada não é novidade. Na madrugada do dia quinze elas foram vistas discutindo na parte exterior de um clube famoso. Annie B. Smith declarou que aquilo não passou de uma conversa normal entre mãe e filha."
Cliquei nas fotos e vi a Monique com seus olhos verdes marejados e com aquela mulher brigando com ela, pois ela é tudo menos mãe dela. Eu sou.
– Amor? — Escutei uma voz fraca vindo do corredor. Me levantei em um pulo e guardei o notebook no lugar e saí correndo até a cozinha fingindo estar bebendo água.
– Estou na cozinha. — Gritei um pouco alto para ele escutar. — Pode ir por quarto, só estou bebendo água.
– Está bem. — Gritou em resposta. Suspirei aliviada e lavei o copo.
~♥~
3ª Pessoa
Monique olhou no relógio e viu que eram seis horas e trinta minutos da manhã. Suspirou e arrumou a sua peruca loira em sua cabeça. Pegou um óculos escuro e colocou um casaco branco por cima do vestido.
Ela iria hoje na casa de adoção onde ela descobriu que foi comprada ilegalmente. A faixada de casa de adoção acoberta ás atrocidades e sujeira que acontecem dentro do estabelecimento.
Monique repassou sua história falsa em frente ao espelho. Ela não seria mas a Monique e sim Ashley Bittercount, uma mulher de vinte e cinco anos que perdeu seu bebê no parto.
Deu uma ultima ajeitada para ver se estava tudo certo e saiu do apartamento e foi em direção a casa de adoção.
– Que droga, odeio usar vestido. — Murmurou Monique abaixando seu vestido rosa.
Depois de um tempo dentro do táxi percebeu que tinha chegado ao lugar. O prédio era enorme, era todo de vidro.
Ela entrou no prédio e sentiu calafrios, ela estava muito nervosa, sua farsa poderia ser descoberta e sabe-se lá o que fariam com ela. Se eles eram capaz de fazer isso com crianças e com suas famílias imagina o que fariam com ela. Monique rapidamente tirou esses pensamentos da cabeça. Entrou no elevador e foi até o último andar onde era a sala do gerente, quem comandava tudo.
Saiu do elevador e andou até a recepcionista, seu salto fazia um barulho alto que já estava irritando ela, ela odiava usar saltos, mas tinha que passar uma imagem de mulher e não de uma garota.
– Posso ajudar? — Perguntou uma mulher nova com cabelos pretos acima do ombro e com olhos castanhos claro.
– Pode sim. — Falei. — Eu marquei hora com o senhor Henrique Borba.
– Sua identidade? — Pediu a mulher e Monique já estava preparada para isso e pegou sua identidade falsa.
– Aqui. — Falou ela estendendo o documento a recepcionista pegou e conferiu tudo.
– Pode entrar senhora Bittercount. — Falou a mulher lhe entregando a identidade para Monique.
Monique guardou sua identidade na bolsa, suas mãos estavam geladas e suavam frio. Ela logo tratou de se recompor, afinal, Monique Smith com medo? Nunca.
Ela se dirigiu até a sala da presidência e quando abriu viu um homem mais de idade com cabelos grisalhos com um terno de marca.
– Senhora Bittercount. — Falou o homem apontando a cadeira para ela se sentar.
– Me chame apenas de Ashley. — Falou Monique se sentando. — Prazer senhor Henrique Borba. — Falou ela estendendo a mão como comprimento e ele fez o mesmo.
– Você quer adotar um bebê? — Perguntou Henrique.
– Quero sim. — Falei.
– Qual suas preferências? — Perguntou ele
– Eu queria uma criança saudável, de preferência uma menina, porque a um tempo atrás eu... — Pausou Monique fungando de mentira. — ...Eu perdi a minha menininha no parto.
– Eu sinto muito. — Falou ele sério. — Vou ver o que posso fazer. — Falou ele mexendo no computador. — No momento não temos nenhuma menina, temos apenas dois meninos, um coreano e um brasileiro.
– Eu... — Quando Monique iria inventar uma desculpa alguém abre a porta.
– Desculpe atrapalhar. — Falou Maria, a empregada do prédio. — Sua filha está ligando e diz que é urgente.
– Senhorita Ashley me espere aqui. — Falou ele se levantando. — Eu já volto. Sabe como é... Filha adolescente.
– Não tem pressa. — Falou Monique com um sorriso no rosto.
Monique verificou que estava sozinha na sala e foi até o computador e começou a procurar seu nome.
Nada.
– Droga, onde está a ficha dos bebês antigos? Aqui só tem até o ano de 2000. — Murmurou Monique. Como se uma lampada se acendesse na cabeça de Monique ela teve um ideia.
– Claro, antes as fichas eram de papel não no computador. — Concluiu
Ela se levantou e foi até um armário. Ela sorriu ao ver vários documentos, com certeza tinha que ter algo sobre ela. Ela começou a procurar, estava tudo em ordem alfabética.
– J, K, L... — Monique começou a procurar. — M! Margareth, Maria, Marisa, Mike, Monique. Achei! — Quando ela puxou o arquivo dela ouviu a porta sendo abrida.
– Ferrou. — Falou ela olhando para a porta sendo abrida.
Fale com o autor