Assim que entramos na escola fomos correndo pelos corredores vazios, fomos em nossos armários o meu é do lado do dela. Quando abri uma tinta azul atingiu em cheio meu rosto.

– QUEM FOI O FILHO DA PUTA? — Gritei enfurecida e Magali me olhou com os olhos arregalados enquanto eu tentava tirar a tinta de meus olhos.

– Olá noivinha, isso foi por me defender do estuprador ontem a noite. — Falou DC Sarcástico — Obrigado.

– VOCÊ ME PAGA! — Falei gritando e escutei ele rindo indo em direção a sala de espanhol.

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– Eu vou matar aquele desgraçado, bastardo, filho da... — Quando eu ia continuar Magali colocou a mão em minha boca e me puxou para o banheiro feminino.

– Vamos limpar seu rosto! Está um horror! — Falou molhando suas mãos e passando sobre meu rosto.

– Ai que raiva! Minha blusa está toda suja de tinta. — Falei olhando minha blusa.

– Eu tenho uma blusa aqui. — Falou Magali remexendo sua mochila. — Aqui... Vá vestir.

Peguei a blusa e fui murmurando mais de mil xingamentos em todas as línguas imagináveis em direção a cabine.

Tirei minha blusa e tentei tirar um pouco da tinta para não sujar meu material escolar e coloquei ela dentro da mochila. Coloquei a blusa da Magali e sai da cabine.

– Vamos? — Falou Magali.

– Se a megera da professora de Espanhol deixar a gente entrar. — Falei seguindo ela pelo corredor vazio.

Quando avistamos a sala "1B" batemos na porta e ouvimos um "entre", abrimos a porta e a megera falou:

– Posso saber aonde as mocinhas estavam? — Falou a professora com aquele sotaque enrolado com sua voz enjoativa

– Eu estava com alguns probleminhas e a Magali foi me ajudar. — Falei olhando com raiva para o DC que me olhava com um sorriso debochado.

– Podem entrar, que isso não se repita. — Falou virando sua atenção para o quadro e escrevendo algumas frases em espanhol.

– Vadia. — Murmurei só para a Magali escutar e ela riu. Nós sentamos e esperamos a aula terminar.

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Estavamos indo em direção ao refeitório e fomos em direção a fila para pegar o lanche.

– Gostou do meu agradecimento? — Falou DC

– Adorei. — Falei debochada

Quando o DC ia pegar seu pacote com batata frita eu arranco da mão dele e coloco no meu prato.

– Obrigada. — Falei ele apenas revirou os olhos e pegou outro pacote com batata frita.

Então vi o Cebola se aproximando e me tascou um selinho e começamos a aprofundar e ouvi o DC bufar e ir em direção a sua mesa.

– Podemos sair hoje? — Perguntei

– H-hoje? Acho que não vai dar. — Falou ele. — Amanhã eu vou a sua casa, está bem?

– Sim. — Falei e ele me deu um selinho e foi em direção a mesa onde estava o Cascão, Dorinha, Maria Melo e Carmen, fiz uma careta lembrando da cena pavorosa da noite passada.

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Finalmente o tão esperado sinal soou em nossos ouvidos fazendo nós guardarmos nossos materiais e irmos embora.

Quando chegamos no meu carro ouvi Magali bufar e bater a porta com força.

– Cuidado pra não quebrar meu bebê. — Falei fingindo estar brava

– Desculpa Mô, estou muito nervosa. — Falou em quando eu ligava o carro e saía da vaga.

– O que aconteceu? — Perguntei

– O Quim está distante esses dias. — Falou olhando para baixo. — Brigamos duas semanas atrás e ele não atende meus telefonemas e não responde meus SMS e meus e-mails.

– Não precisa ficar assim... — Falei tentando anima-la — Vamos comer um lanche fora de casa?

– Sim, vamos na padaria. Aproveito e falo com o Quim. — Falou. — Precisamos conversar.

Mônica assentiu e foi dirigindo até encontrar o estabelecimento com uma placa grande escrito Quin'z. Desligou o carro saiu e travou ele.

– Coragem Magali. — Falei — Pede uma explicação a ele.

– Sim, ele não fala comigo à duas semanas. — Falou brava. — Quero saber o porque disso.

Entramos no estabelecimento e Seu Quinzão nos atendeu. Estranhei o fato do Quim não ter nos atendido.

– Em que posso ajudar? — Perguntou ele

– Onde está o Quim? Quero falar com ele. — Falou Magali

– Eu não sei. Acho que está na dispensa. — Falou apontando para uma porta de madeira.

Seguimos até aquele quartinho apertado quando entramos uma surpresa.

Quim estava beijando a Amanda eles estavam semi-nus. Amanda apenas com sua lingerie vermelha e Quim com uma cueca samba-canção.

– QUIM? — Gritou Magali com os olhos cheios de água.

– Meu deus. — Falei colocando a mão na boca.

– M-magali? — Falou ele assustado tentando chegar perto dela e ela se afastou bruscamente.

– Não toca em mim seu nojento! — Cuspiu as palavras para ele.

Amanda parecia se divertir com a situação. Em seus lábios com o batom vermelho todo borrado tinha um sorriso debochado. E começou a vestir seu vestido.

– Vou indo meu amor. — Falou Amanda dando um selinho em sua boca e andando rebolando perto de Magali que estava na porta.

– É uma vagabunda mesmo. — Falou Magali com os olhos pegando fogo pelo ódio.

– O que você disse? — Falou Amanda

– Além de vadia é surda. — Falou Magali dando um tapa em seu rosto. Amanda deu um passo para atrás para se equilibrar.

– Me tira daqui Mônica. — Falou Magali chorando.

– Vai indo na frente. — Falei e ela assentiu.

Quando eu vi que ela tinha saído cheguei perto dos dois

– Se algum de vocês ousar magoar a Magali de novo eu acabo com a raça de vocês. — Falei braba e sai do depósito batendo a porta fortemente.

Notas finais
Amanda bitch. O que acharam do capitulo? Bjocas ;*