Casamento Forçado
16 Tatuagem?
– Não mude de assunto. — Falei me aproximando dele. — Me conte o que aconteceu?
– O Nimbus.... -Falou ele chorando e eu limpei as lágrimas dele com minha mão. — E-e-e-ele não resistiu. — Falou ele chorando mas ainda e eu abracei ele sentindo meus olhos marejarem.
~~~
Monica
Me levantei da cama, tomei meu banho rápido e me vesti.
– Você está pronta? — Perguntou uma voz rouca me virei e encarei o DC.
– Estou. — Falei e fui em direção dele. — Eu dirijo. — Falei e ele assentiu. Entrei no carro e dirigi até o cemitério. Respirei fundo e sai do carro. Entramos na capela e eu vi várias pessoas conhecidas chorando ao redor do caixão. Dona Keiko estava chorando muito no canto da capela sendo consolada por algumas pessoas.
DC chegou mais perto e tocou as mãos do irmão.
Me sentei do lado de Keiko e abracei ela. Tínhamos nossas desavenças mas eu não desejo isso a ninguém.
Dc saiu da capela e eu segui ele, ele se sentou em um banco que tinha ali, vi a Carmen indo em direção dele. Ela estava vestida com um vestido preto cheio de brilho. Será que ela errou o endereço? Ou ela não sabe que aqui é um cemitério? Cheguei perto deles que estavam conversando, quer dizer... A Carmen falava enquanto o DC apenas assentia sem prestar atenção. Cheguei perto deles.
– Veio prestar seus sentimentos ao falecido? — Perguntei sorrindo para a Carmen que me lançou um olhar mortal.
– Sim querida. — Falou ela sorrindo ignorei a mentira dela e me dirigi até o DC
– Vamos, estão chamando. — Falei entrelaçando nossas mãos e fomos para a capela e eu ouvi a Carmen bufar, sorri internamente. Entramos de novo e o DC foi ajudar a carregar o caixão, levaram até a cova e colocaram dentro. Peguei um flor e joguei em cima, várias pessoas repetiram o mesmo gesto.
~~~
DC
Ja faziam semanas depois da morte do meu irmão e eu não consegui superar.
– Vamos acordar! — Falou a Mônica gritando e tirando a meu lençol, bufei frustado e olhei pra ela. Ela estava vestindo um vestido floral.– Vamos sair dessa foça. Vamos aproveitar que hoje esta calor e vamos inaugurar a piscina.
– Não. — Falei me virando para o lado.
– Se levanta se não tomarei medidas drásticas. — Ignorei e me cobri com o fino lençol. — Você vai se arrepender. — Falou ela por fim saindo do quarto. Depois de um tempo estava quase pegando no sono, quando sinto uma coisa molhada em cima de mim. Ela tinha jogado um balde cheio de água em cima de mim.
– Você não fez isso... — Falei irritado e me levantei, ela jogou um short de banho pra mim e eu peguei.
– Te espero lá na piscina. — Falou ela saindo. Isso não ia ficar assim... Bufei e coloquei o short. Desci a escada e fui para a piscina.
– Pensei que tinha morrido lá em cima. — Falou ela e eu bufei
– Estou aqui não estou? — Falei e me joguei na piscina, a Mônica apenas bufou e tirou o vestido dela revelando o biquíni que ela estava usando, quando ela ia dobrar o vestido a pulseira dela cai, ela fica de costas para pegar e eu vejo uma tatuagem gigante nas costas dela, franzi o cenho. Desde quando ela tem uma tatuagem?
– Legal a tatuagem. — Falei e ela me olhou com os olhos arregalados.
– Ah... Ér... É bonita. — Falou ela nervosa
– Seus pais sabem? — Perguntei sorrindo e ela mexeu nos cabelos nervosa. — Que coisa feia dona Mônica, eles não sabem? — Ela só negou e se jogou na piscina. Depois subiu para a superfície.
– Foi nas minhas férias em Las Vegas, eu bebi demais e acabou resultando nisso. — Falou ela rindo. — Eu nem sei como fiz isso. — Falou ela rindo mais ainda.
~~~
Flashback (Mônica)
Acordei no hotel de Las Vegas, olhei para o lado e a Magali dormia. Estava com uma baita ressaca, fui no banheiro tomei um banho gelado e tomei uma aspirina para ver se aliviava minha dor de cabeça. Peguei uma roupa curta, estava um calor infernal.
– Bom dia. — Murmurou Magali
– Bom dia. — Falei
– Nossa... Que legal a sua tatuag.... Espera ai! Tatuagem?! — Falou ela olhando as minhas costas.
– TATUAGEM?! — Gritei e levantei a minha camisa ficando de costas para o enorme espelho que tinha ali e vi duas asas gigantes ali. — MEUS PAIS VÃO ME MATAR. — Eu falei desesperada e a Magali começou a ter um ataque de risadas.
– Isso é hilário. — Falou ela rindo mais ainda.
– Se eu fiz... Será que você não? — Falei e ela arregalou os olhos. Olhou para baixo e não viu nada. — Levanta o short. — Falei e ela levantou. — E a camiseta. — Falei e ela levantou vendo uma tatuagem de flores um pouco acima do ventre.
– Não ri! — Falou ela desesperada. — Vão me matar... Meus pais vão me matar. — Falou ela passando a mão por cima da barriga na esperança de desaparecer.
– Só resta a gente esconder. — Falei suspirando. — A minha é pior que a sua. — Falei
~~~
– Como você consegue esconder isso? — Falei assustado. — É enorme.
– Eu evito usar biquínis, só maios e uso blusas que escondem. — Deu de ombros e depois riu e mergulhou na piscina.
Ficamos ali a tarde toda, saímos e tomamos nossos banhos, desci as escadas e a Mônica serviu o jantar. Me deitei na cama na esperança de dormir. Droga! Não consigo. Me levantei frustado fui para a sala, me abaixei e peguei uma caixa com várias fotos. Uma foto minha e da Mônica com provavelmente três anos nos abraçando. A foto da minha mãe grávida. Fotos minha e de meu irmão brincando.
Droga, isso não é justo. Ele ainda era novo, tinha uma vida inteira pela frente. Por que foi acontecer justo com ele?
– Você não deveria ficar fazendo isso. — Falou uma voz atrás de mim me fazendo assustar.
– Droga, você e seu costume de me assustar. — Falei guardando algumas fotos na caixa. A Mônica se sentou no meu lado.
– Nossa que saudade desses tempos. — Falou ela olhando uma foto que a Mônica, a Magali, eu e o Nimbus estávamos brincando na rua. Deveríamos ter uns nove anos nessa foto.
– Era tudo melhor. — Falei olhando para baixo encarando a foto.
– Mas quem vive no passado é museu. — Falou ela puxando a foto da minha mão jogou na caixa e colocou no armário de novo.
Fale com o autor