– Você vai se casar com ele. — Falou ela

– Eu não vou me casar com ele. — Falei

– Que pensasse antes de abrir a perna para ele. — Gritou ela indo para o seu quarto em passos fortes.

Comecei a chorar e soluçar alto e fui para o meu quarto, me deitei na cama e chorei como uma criança medrosa em uma noite de trovada. O que eu fiz com a minha vida? Estou grávida de um homem seis anos mais velho que eu, ainda por cima casado. Eu não quero me casar com ele e não vou.

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Magali

Me remexi na cama e tentei abrir os olhos tendo dificuldades para isso por causa das lágrimas derramadas. Abri meus olhos e a claridade passou por eles fazendo eu fechar.

– Oi... — Falou uma voz fina e amargurada na porta abri meus olhos e encarei a minha mãe que estava com olheiras em baixo dos olhos.

– Oi. — Falei me sentando na cama e dei um sorriso fraco ela se aproximou de mim com uma bandeja com pães, suco e manteiga. — Eu poderia ir até a mesa. — Falei enquanto ela depositava a bandeja em minhas pernas.

– Não é uma boa ideia. — Falou ela e eu encarei ela confusa. — Seu pai está lá e eu não quero mas problemas.

– Aquilo realmente aconteceu. — Falei encarando meu suco. — Não foi um pesadelo. Droga!

– Não, não era. — Falou ela suspirando

– Maldita vida. — Falei me lamentando

– Coma isso e se arrume. — Falou ela

– Onde vamos?

– Na casa do Rubens. — Ela falou e eu revirei meus olhos. — Agora! — Falou ela e eu me levantei e fui para o banheiro. Me despi e olhei meu reflexo no espelho. Minha barriga já estava volumosa, eu tinha que esconder. Peguei uma roupa solta que não marca a barriga. Tomei meu banho e me vesti.

– Estou pronta. — Falei e minha mãe me olhou

– Vamos... — Falou ela saindo pela porta.

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Encarei a entrada da casa dele. Aquela casa me trazia lembranças boas porém também me trouxe tristeza.

Quando se ama você não pensa o amanhã só no momento. Isso foi o meu pior erro.

Minha mãe andou até a porta e tocou a campainha e uma mulher com a faixa de idade entre uns 40 e 50 anos atendeu a porta.

– Você deve ser a Magali certo? — Falou ela olhando para a minha mãe.

– Não, não. — Falou ela constrangida. — Magali é a minha filha. — Falou ela me puxando pelo braço.

– Oi. — Falei timida.

– Oi querida, entre. — Falou ela dando espaço para nós entrarmos na casa.

– Cadê o Rubens? — Perguntou minha mãe

– Já está vindo. — Falou ela. — Rubens! Elas estão aqui! — Falou ela alto e eu vi ele descendo as escadas. Desviei meu olhar para o chão. Nos sentamos no sofá e minha mãe e a mãe dele começaram a conversar.

– Podemos ir? — Falei

– Não! — Falou minha mãe

– Não antes disso. — Falou a mãe dele puxando um papel encarei o mesmo confusa. — Assinem e estarão casados. — Falou ela estendendo uma caneta para mim. Peguei o mesmo e assinei e dei para ela que repassou para o Rubens que também assinou.

– Vamos embora agora? — Falei me levantando.

– Vamos não. — Falou ela e eu bufei. — Eu vou. Você fica. — Falou ela andando até a porta. — Depois eu volto com as malas.

– Eu não acredito que você vai me deixar aqui! — Falei com raiva.

– Você que escolheu isso. — Falou ela com calma

– Não eu não escolhi isso! — Falei irritada

– Vocês estão casados vão ficar na mesma casa. — Falou ela por fim saindo da casa

– Eu também vou indo. — Falou a mãe dele saindo. Me virei e encarei o Rubens que ainda estava sentado no sofá.

– Que droga. — Murmurei baixinho. — Que droga de vida!

– Como se só a sua estivesse ruim. — Falou ele me olhando

– Eu que estou carregando um bebê. — Falei apontando para a minha barriga. — E que tenho enjoos e dor nos pés.

– Eu perdi a minha mulher por sua causa. — Falou ele e eu ri irônica

– Minha culpa? — Falei. — Isso é sério? — Você que traiu ela!

– Você podia ter tomado pilula do dia seguinte. — Falou ele

– E você podia ter usado camisinha. — Falei subindo as escadas. — Idiota. — Murmurei para mim mesma.

Entrei no quarto de hospedes e me deitei na cama e acariciei minha barriga.

– Mamãe não vai deixar que nada de errado aconteça com você. — Falei olhando minhas mãos enquanto passava pela barriga.

Isso só pode ser um pesadelo muito ruim. Quando eu fechar meus olhos eu vou acordar em minha casa com o amor de meus pais e o vou ter o Nimbus vivo. Isso não pode ser real. A realidade não pode ser tão dura comigo.