Casamento Forçado
24 Confusa
– Seu idiota! — Falei dando um tapa no ombro dele. -Eu quase morri de vergonha e você ficou rindo de mim.
– É que eu nunca imaginei uma cena dessa. — Falou ele mexendo na cabeça envergonhado. — Eu e você... Isso é inusitado. — Eu apenas ri. Ele estava certo. Isso é muito confuso.
– Eu fiquei morrendo de vergonha. — Falei olhando para baixo. Ele se aproximou e selou nossos lábios. Antes de aprofundarmos o beijo a campainha tocou.
– Vou lá ver quem é. — Falei revirando os olhos. Desci as escadas e abri a porta vendo o Fabinho ali na porta.
– Fabinho! — Falei abraçando ele.
– Estava com saudades. — Falou ele se desfazendo do abraço e me olhando nos olhos. — Seus olhos estão com um brilho diferente. O que aconteceu? — Perguntou e eu olhei para baixo sorrindo.
– Eu e o...
– Estou atrapalhando? — Perguntou o DC no último degrau da escada.
– Não. — Falei com um sorriso. — Só estava conversando com o Fabinho.
– Como vai DC? — Perguntou Fabinho sorrindo. O DC apenas deu um sorriso falso... Espera... Ele tava com ciúmes?
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DC
Como vai DC? Como vai o caramba. Ele estava com os braços ao redor da cintura dela. Quem ele pensa que é?
– Vou bem. — Falei seco. Estava com uma vontade imensa de bater nele até ele desmaiar.
– DC, vamos conversar rapidinho? — Perguntou ela tirando o braço do Fabio da cintura dela. — Espera rapidinho aqui Fabinho. Já voltamos. — Falou ela e ele assentiu.
– O que você quer? — Perguntei irritado e ela começou a rir. O que é tão engraçado? Primeiro ela se declara para mim e depois se joga em cima do Fabinho?
– Você está com ciúmes de mim com o Fabinho? — Perguntou ela
– Não Mônica. — Falei com um sorriso falso. — Afinal ele só estava com a mão na sua cintura.
– Eu que deveria ter ciúmes de você com o Fabinho. — Falou ela e eu olhei para ela confusa.
– Como assim? — Perguntei e ela se aproximou de mim.
– DC... Ele é gay. — Ela falou sussurrando
– Gay? — Falei alto e ela fez sinal de silêncio. — Gay? — Falei baixinho e ela assentiu rindo. — Por essa eu não esperava. — Falei
– Mônica eu tenho que ir embora. — Falou alguém, me virei e vi o Fabinho. — Tchau. — Falou ele dando um abraço na Mônica.
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Magali
Olhei meu reflexo no espelho. Minha barriga já estava grande, eu já não me sinto feia com ela. Eu estou me sentindo incrivelmente bem.
Sorri e acariciei minha barriga e fui para minha cama relaxar. Fechei meus olhos e adormeci.
Estava em um sono profundo quando senti uma pequena contração. Simplesmente ignorei e voltei a dormir. Depois senti uma coisa molhada. Abri meus olhos.
– Que vergonha, fiz xixi na cama. Já tenho dezessete anos. — Falei meio grogue e muito baixo. Me levantei e fui até o chuveiro e vi meu reflexo antes de entrar.
Eu estava toda suja de sangue. Minha camisola branca estava toda banhada em sangue. Parecia que eu sai de um filme de terror.
– Não, não, não! — Falei chorando. — RUBENS! — Gritei. — SOCORRO!!
– Magali para de gritar... — Falou ele na porta e arregalou os olhos assim que me viu. — Magali! — Falou ele me pegando no colo depois disso tudo se apagou.
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3ª pessoa
Magali abriu seus olhos e olhou em redor. Aquele ambiente aterrorizava ela. Aquelas paredes brancas, o ambiente fechado e sem vida. Foi aqui que ela viveu uma de suas maiores perdas, Nimbus, seu melhor amigo. Olhou em seu pulso e viu algumas agulhas enfiados em sua pele.
– O que aconteceu com ela doutor? — Perguntou Rubens preocupado. — Ela não perdeu o bebê. Perdeu? — Mesmo não demostrando ele amava aquele pequeno ser. Ele já teve a experiencia de perder um filho e não deixaria isso acontecer novamente.
– Não. — Falou o doutor. Um homem com mais de cinquenta anos, baixinho e meio calvo que não demonstrava nenhuma reação. — Isso foi o incio de aborto, por pouco ela não perdeu o bebê.
– Tem algum risco? — Perguntou Rubens receoso.
– Sim. — Falou ele puxando um papel com o emblema do hospital em que ele exercia sua profissão. — Vou anotar o medicamento que a senhorita Magali precisa tomar todos os dias para não haver riscos de um novo aborto. — Falou o médico escrevendo a receita do medicamento com a sua letra um pouco rasurada. — Qualquer coisa que acontecer, por menor que seja apenas uma pequena contração ou algo do tipo procure a mim. — Rubens apenas assentiu e pegou a receita do medicamento.
– Posso ver ela? — Perguntou ele
– Claro, me acompanhe. — Falou o doutor caminhando pelo corredor.
– Quando ela poderá ir para casa?
– Se o quadro dela não apresentar nenhuma piora ela vai receber alta amanhã. — Falou ele.
" Doutor Cavallierie emergência no quarto duzentos e quarenta na ala B ". Uma voz ecoou pelo hospital.
– Pode entrar rapaz. — Falou o doutor. — Vou ter que sair, o dever me chama.
Rubens respirou fundo e entrou na sala. Assim que abriu viu Magali olhando para a parede, seu olhar não demonstrava nenhuma reação.
– Você está bem? — Perguntou Rubens se sentando em uma cadeira que tinha no lado da cama.
– Eu estou. — Falou ela com uma voz fraca. — Como está meu filho?
– Nosso filho está bem. — Rubens falou isso e Magali sentiu seu coração bater forte. Ele estava mesmo falando que o filho era dele? Ele sempre foi indiferente, nunca se importou. Sempre que se dirigia a criança nunca disse que era seu filho e sim apenas de Magali. Mesmo não demonstrando aqui machucava ela, afinal, ela não fez o filho sozinha.
– Que susto que eu levei. — Falou ele. — Fiquei preocupado.
– Não precisa se preocupar. — Falou ela séria. — Quando o meu filho nascer eu vou sair da sua vida. — Como assim ela iria sair da vida dele? Pensou Rubens. Ela não pode fazer isso... Não pode. — Eu vou recomeçar minha vida longe desse lugar que só me traz tristeza. — Falou ela firme. — E você não terá que se preocupar com um filho bastardo.
– Você não pode fazer isso. — Falou ele
– Você não se importa.
– Para de dizer isso. — Falou ele irritado. — Você não sabe o que eu sofri quando perdi meu primeiro filho. Ele já tinha três anos de idade e isso piorou a minha dor. — Falou ele irritado e a Magali se sentiu culpada, ela estava julgando ele sem conhecer a história do próprio. — Eu não vou deixar você sair de minha vida. Nem você nem meu filho. Eu não vou deixar.
– Para de falar como se você gostasse de mim. — Falou Magali. — Isso me magoa. — Rubens chegou perto da Magali e selou seus lábios. Mesmo seu consciente dizendo para ela se manter firme e não ceder, foi impossível. Esse homem só deixa ela mais e mais confusa.
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