Notas iniciais
Desculpem pela demora, mas acontece que eu não estava em clima pra escrever. E ainda não estou... Talvez esse capítulo saia filosófico, então, I'm so sorry. E também, como faz tempo que eu escrevo, talvez eu tenha esquecido de umas coisas, e outras não façam sentido ou não se encaixem na história. Então, me desculpem.

— Alô, Bells? — Eu falei falei com urgência assim que a minha amiga atendeu o celular.

— Oi, Allie!

Eu havia acabado de chegar do colégio, mal havia almoçado, e presumi que a Bella estaria na mesma situação que eu. Porém, amigas são pra essas coisas, certo? E eu teria que abusar um pouquinho dela.

— Escuta, você vai estar ocupada agora de tarde? — Eu perguntei e ela disse que não. — Então, hum, você se importaria de ser a minha motorista por hoje?

— Eu acho que não. — Pude ouvir ela rindo do outro lado da linha. — Quer que eu passe aí que horas?

— Que tal agora? Agorinha mesmo? — E ela riu de novo.

Menos de meia hora mais tarde eu vi o carro da minha amiga parando na frente da minha casa, e corri impaciente até lá. Esse é um grande problema meu. A impaciencia, quero dizer, pois ela só aparece para certas ocasiões.

— Para onde nós vamos? — Bella me perguntou.

— Para o centro, por favor. — Eu disse, brincando, como se ela fosse, de fato, o meu motorista.

A Bells dirigiu tranquilamente, embora rápido, até o centro. No caminho nós ouvimos uma música desconhecida, de uma banda também desconhecida, cujo CD o Edward havia dado de presente pra ela. Foi bem legal, pois fazia tempo que eu não tinha um tempo com a Bella, a sós.

— É aqui? — Ela perguntou quando eu parei, sorridente, em frente à loja.

— É sim, vamos!

Eu estava naquela loja pela segunda vez em dois dias, e era a loja de discos na qual Jasper havia me levado. O caso é que embora eu a chamasse de "loja de discos", ela não vendia só discos, e sim tudo o que você imaginar que esteja relacionado à música.

Andei um pouco pelos corredores, até o fundo, e parei defronte à um violão cor de caramelo, com muitos detalhes pretos. Ele era lindo, e o Jasper o havia me mostrado quando nós fomos ali.

"Não é maravilhoso?", ele apontou. "É sim", eu respondi. Ele não disse mais nada, e nem eu disse nada. Ele não comprou, embora sua família tivesse dinheiro de sobra para isso, mas acho que o entendo. Eu, por exemplo, sempre quis ter um globo de neve, com uma paisagem londrinha ali dentro, mas nunca o comprei. É estranho, mas certas coisas a gente não compra, porque, talvez bem lá no fundo, esperamos ganhar de presente, e esperamos que aquela coisa se torne muito especial.

Mas eu olhei o violão até que um atendente veio até mim e eu disse que o levaria. Ele sorriu e o tirou do alto. Talvez ele se lembrasse de ontem, quando fomos ali, e o Jasper me apontou o violão.

Nós saímos de lá, eu com o violão, que era um pouco grande pra mim, e a Bella com um CD da banda "The Academy Is...", da qual o Jasper havia me falado uma vez, e eu disse para ela comprar para ele.

Porém, nós ainda estávamos na loja quando o meu celular tocou, e era o Jasper.

— Alô?

— Oi, Alice! Nós vamos mesmo sair hoje à noite? — Ele parecia empolgado.

— Bom, vamos sim. A gente pode ir no Rocky Club Dance. — O Rocky Club Dance é um bar e boate bem badalado de Seattle.

— Perfeito! Eu passo pra te pegar às nove. — Não foi uma pergunta, e sim uma constatação. O que era meio bobo, pois eu podia muito bem pegar uma carona com o Edward, mas como agora todos pensavam que estávamos namorando, então seria certo nós chegarmos juntos.

— Ok. — Eu disse e desliguei o telefone.

*

— Estou pronta! — Anunciei, da ponta da escada, antes de descer.

— Finalmente. — Edward e Jasper riram juntos.

Edward ia passar na casa da Bella para buscá-la, enquanto eu ia de carro com o Jasper, seguindo-o. E de lá nós íamos ao Rocky Club.

Então eu finalmente desci as escadas, e os meninos olharam para mim. Olharam de verdade. O Edward sorriu, e seu sorriso lembrava o de quando ele me viu vestida para a minha festa de 15 anos; era algo como orgulho. E o Jasper nunca havia me olhado daquela forma. Foi diferente da vez em que eu o provoquei, no meu quarto, ou quando ele foi fazer trabalho com o Edward. Não, dessa vez ele realmente me olhava de uma forma totalmente diferente, mas seu olhar trazia alguma seriedade.

Eu me permiti ousar no visual aquela noite. Meu vestido era vermelho, justo até a cintura e solto em pregas a partir dela, e era muito curto. Suas mangas eram curtinhas, mas o decote, não. E naquela noite eu estava estreiando o sapato de salto que a Esme havia me dado, que era preto e tinha brilhos, e era tão alto que eu quase não parecia baixa perto do Jasper. Quase.

— Você está... — Edward não completou a frase, mas eu assenti com a cabeça, de qualquer modo, agradecida. — Eu vou tirar o carro da garagem. — Ele falou, enquanto saia da sala, me deixando à sós com o Jasper.

— Então...

— Então, Hale, você quer seu presente agora? — Sorri como uma criança prestes a fazer uma travessura.

— Hum, claro. — Ele parecia confuso, e eu segurei sua mão e o puxei até o meu quarto.

Quando nós entramos, eu me sentei na poltrona, cruzei as pernas, e arqueei as sobrancelhas na direção da cama, onde se encontava uma caixa grande.

— Abre.

Ele andou até lá, e abriu, e parecia incrédulo ao encarar o violão. Então ele andou até mim, levantou-me da cadeira e me abraçou de verdade, muito forte. Ele não agradeceu, porque nós dois sabíamos que era isso que aquele abraço significava, assim como o violão significava o "feliz aniversário", palavras que não proferi à ele. Mas, de alguma maneira a gente se entendeu.

— O senhor está pronto para ter uma noite maravilhosa? — Perguntei.

— Isso é uma promessa, Senhorita Cullen?

Eu sorri.

— Se você quiser, sim.

E então nós fomos para o seu carro, e saímos para comemorar o seu aniversário.

Notas finais
Gostaram? Postarei o próximo logo, sério. E depois tenho umas novidades pra contar pra vocês! Até mais.